CRIANDO O GATINHO ÓRFÃO

postado por M.V. Raquel Redaelli

             Cuidar de um gatinho que perdeu a mãe ou que foi rejeitado por ela é um momento trabalhoso, pois requer cuidados intensivos. Porém o maior trabalho dura apenas em torno de um mês, e então o gatinho consegue ser um pouco mais independente. E É O MÁXIMO! Ver aqueles bebezinhos começarem a andar, procurar a comida, ir até a caixa de areia fazer suas necessidades….

               Alguns fatores são essenciais nos cuidados com o gatinho recém-nascido:

  ALIMENTAÇÃO:

               Os substitutos de leite para gatinhos vendidos em pet shops são uma ótima opção, pela facilidade de preparo e também por ser completo nutricionalmente (leite em pó especial que deve ser diluído em água).

                Outra opção é preparar o leite em casa. Uma receita caseira que gosto é: utilizando leite em pó integral, mel ou glicose de milho, creme de leite, ovo e água pura, prepare 250ml de leite em pó com água morna, misture bem 1 colher de sopa de glicose, 1 colher de sopa de creme de leite e 1 gema. O preparado pode ficar em geladeira por 24 horas, e deve ser amornado na hora de servir.

                Ofereça o leite utilizando mamadeira pet, que possui bico pequeno e facilita a sucção. O gatinho deve mamar a cada 2 horas, e esse período vai aumentando com o passar das semanas. Espere que ele chore pedindo comida, somente o acorde se tiver passado mais de 3 horas sem mamar. A quantidade a ser oferecida é o quanto ele quiser tomar por vez. Mantenha a mamadeira inclinada para que o gatinho não ingira ar, e mantenha o filhote com a cabeça levemente mais alta que o corpo.

  HIGIENE:

               Quando está com a mãe, o gatinho urina e defeca quando estimulado por ela. Devemos estimulá-lo antes e depois da alimentação, passando suavemente um algodão levemente umedecido em água morna sobre a região genital. As fezes são amareladas, devido ao leite. Evite dar banho no filhote, pois pode deixá-lo doente.

  AQUECIMENTO:

               Gatinhos neonatos não conseguem manter sua temperatura corporal, por isso devemos fornecer fontes de calor externa. Além de paninhos e cobertores, pode-se utilizar bolsas de água quente, garrafas pet com água quente dentro, etc, sempre envolvendo em um pano para que não queime o gatinho.

  CRESCENDO:

               Em torno de um mês de vida, o gatinho começa a andar, com o rabinho em pé, parecendo uma antena. Comece a oferecer papinha de desmame (vendido em pet shop) ou ração em lata para filhotes ou então uma ração seca de boa qualidade para filhotes umedecida em água morna para que fique como papa. Observe se ele está comendo o necessário por dia, senão continue fornecendo mamadeira. Quando ele estiver mais firme e comendo melhor (mais ou menos aos 40 dias), comece a oferecer a ração seca também, até que possa tirar a papinha. Alimente-o de 4 a 6 vezes ao dia.

                Quando ele começar a andar, já deixe por perto uma caixa pequena e baixa com granulado sanitário para gatos, para que ele aprenda a usar.

  VERMÍFUGO E VACINA:

               Aos 15 dias o gatinho já pode receber a primeira dose de vermífugo, que deve ser repetida em 15 dias. Entre 45 e 60 dias ele já pode receber a primeira dose da vacina.

                Procure um veterinário para orientações quanto à marca e dose de vermífugo a ser dado, e para fazer um calendário de vacinação para seu filhotinho.

  SOCIALIZAÇÃO:

               Se o seu gatinho estiver saudável, deixe-o interagir com pessoas e outros animais (de qualquer espécie, sem que corra riscos de ataques), principalmente após a segunda semana de vida. Assim, ele irá aprender a interagir e conhecer os limites das suas brincadeiras, para se tornar um adulto mais dócil e carinhoso.

A gatinha das fotos é a Zuca. Adotei ela no HCV da UFRGS quando eu estava no quinto semestre da faculdade (em 2005). Ela tinha uns 3 dias de vida, e estava  abandonada com mais 8 gatinhos. Ela foi criada com a receita caseira de substituto de leite,  e se tornou essa gatona linda! A Zuca tem seus probleminhas comportamentais, pois é muito temperamental, mas mesmo assim é muito parceira e carinhosa, do jeito dela! Aquele ratinho virou uma gata linda demais!

2 responses to “CRIANDO O GATINHO ÓRFÃO

  1. Eu lembro dela bem pequenina…não dava pra imaginar que ia ficar tão linda e saudável…só com uma mãezona mesmo!

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