AGRESSIVIDADE DE FELINOS CONTRA PESSOAS

Por Joice Peruzzi, Médica Veterinária Homeopata e especializada em Comportamento de Cães e Gatos.

            A agressividade é, sem dúvida, o problema comportamental mais grave com o qual podemos nos deparar, pois pode colocar em risco outros animais e pessoas. É considerada agresssividade não somente arranhaduras e mordidas, mas todo o repertório de posturas e vocalizações relacionadas a elas.

            TIPOS DE AGRESSIVIDADE EM FELINOS:

l.      Agressão por falta de socialização: em gatos que não tiveram contato com pessoas durante o período de socialização (até 7 semanas). São animais que podem aprender a conviver com humanos, mas nunca serão dóceis e afetivos.

2.      Agressão relacionada a brincadeiras: comum em gatos que não aprenderam a brincar e, com isso, acabam machucando por não saber recolher as unhas e por não controlar a intensidade da mordida na hora da brincadeira. Muito comum em gatos desmamados muito cedo, que não conviveram tempo suficiente com a mãe e irmãos para aprender a brincar e interagir da forma correta.

3.      Agressão por medo: em situações de ameaça para o animal, onde ele não pode fugir. Alguns gatos podem ter o limiar para agressividade menor e atacarem com facilidade em situações de medo.

4.      Agressão induzida por dor: exclusiva para situações de dor. Pode ser confundida com medo, mas o animal estará demonstrando posturas e comportamento compatíveis com dor antes do ataque.

5.      Agressão maternal: fêmeas com filhotes normalmente protegem seu local de ninho de outros animais e também de pessoas. Depende muito do nível de socialização da mãe e convivência com pessoas.

6.      Agressão territorial: o gato é um animal extremamente territorial, que pode ou não permitir a entrada de algumas pessoas em sua área.  Normalmente, a agressão territorial vem junto com marcações de território (urina, fezes e arranhadura).

7.      Agressão redirecionada: quando o gato redireciona a sua agressividade para outro alvo.

             Além disso, algumas doenças podem cursar com alterações de comportamento que incluem a agressividade, como: FIV, Felv, hipertireoidismo, epilepsia, raiva e envenenamentos. Em qualquer caso de agressividade, elas devem ser descartadas.

            Antes de tratar a agressividade, precisamos diagnosticar o tipo de agressão e a causa para isso, ou seja, se é causado por medo, se é um animal que não foi socializado, etc. Além disso, todas as mudanças na rotina e na casa precedentes ao episódio de agressão devem ser investigadas, sempre tentando avaliar se foi proporcional ao estímulo causador.

            O tratamento baseia-se em uma mudança na relação com a pessoa agredida, no manejo do animal e no ambiente residencial. Frequentemente é necessário um enriquecimento ambiental e treinamento para dessensibilizar o animal e alterar sua resposta frente à pessoa agredida naquela situação.

            Em muitos casos, utiliza-se como coadjuvante medicações psicotrópicas e/ou terapias alternativas, como homeopatia, florais, acupuntura, etc.

            O importante é garantir a segurança dos envolvidos e o bem-estar do gato agressor, sempre respeitando seu comportamento normal e suas necessidades.

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12 responses to “AGRESSIVIDADE DE FELINOS CONTRA PESSOAS

  1. Olá! Moro em Guarulhos-SP e preciso urgente de algum telefone de especialista em comportamento animal em felinos. Alguém pode me ajudar?? Adotei um gato, mas ele me ataca. Acredito que foi muito judiado no antigo lar dEle. Estou com os braços todo mordido e tem dias q choro por não conseguir ajudá-lo nem me ajudar com essa situação. Estou tratando com feliway e floral. Obrigada desde já!

  2. Olá, peguei um gatinho na rua ainda filhote mas ele estava com sarna e como eu não tinha onde colocá-lo, ele ficou internado na clínica um bom tempo (acho que 1 mês e meio). Depois disso tentei doá-lo mas não consegui. Consegui um espaço na minha casa pra ele (aqui ninguém gosta de gato) mas ele é muito agressivo, não aceita carinho e só sabe dar patadas e mordidas, não posso nem passar perto dele. Qd ele está com sono, ainda consigo pegar e acariciar. O problema é que tive que trazer outro gato que eu havia resgatado antes dele e estava temporariamente com outra pessoa e esse é muito dócil. Porém vc já deve imaginar a dificuldade que estou tendo para fazer a amizade deles. O agressivo não aceita de jeito nenhum e outro tb está ficando agressivo com ele. Estou dando florais de Bach aos dois, mas não tou vendo resultados. Não posso escolher entre um e outro, já me apeguei e não tenho coragem de doar nenhum. O que eu faço? Nem dormir eu durmo mais e choro o dia todo preocupada com essa situação, pois não tenho espaço para deixá-los separados. Tive que colocar um pra dormir na varanda e morro de pena.

    • Oi, Leyla. Tua situação é bem complicada mesmo. Eles estão castrados? É muito importante que estejam… Em que cidade vc está? Recomendo que chame um veterinário especializado em comportamento animal para ir até a sua casa lhe ajudar. Esse gato é muito dominante, e parece não estar bem adaptado a sua casa ainda, então mais difícil ainda é aceitar outro gato. Tenta fazer as técnicas ensinadas no texto Como introduzir um novo gato em uma casa com gatos, começa a adaptação do zero, como se tivesse trazido um dos gatos para casa hoje. Trata como sendo o gato novo aquele que veio depois. Abraços, boa sorte. Raquel

      • Pois é… Moro em Maceió. Eles ainda não estão castrados pq são novos. O agressivo tem 5 meses e o outro 6 meses. Aqui, só castram gatos machos a partir dos 8 meses, mas a indicação do veterinário foi de castrar só depois de 1 ano. Acho que não vou conseguir esperar e vou castrar com 8 meses mesmo, infelizmente. Eles estão na mica casa há quase 1 mês e ainda não ficam juntos. Qd deixo os dois se olhando pela brecha da porta é patada pra um lado e pro outro. O agressivo ainda continua pulando em mim e me arranhando. Estou tendo uma paciência de Jó com eles, Rsrsrsrsrs
        Eles se pegaram duas vezes e eu tenho medo de colocá-los juntos de novo, então não coloquei mais. Será a situação vai melhorar depois da castração?

      • Acho que tu tem que castrar imediatamente, não espera mais. Eu recomendo castrar macho após os 6 meses de idade. Bjo

  3. Olá pessoal!
    Sou dona de um gato muito sapeca,carinhoso,porém em alguns momentos tem comportamentos muito estranhos.
    Dependendo quando vou acaricia-lo ou dependendo da brincadeira ele me avança e se ouriça todo para mim,logo volta ao normal como se nada tivesse acontecido.
    Gostaria de um contato de um especialista para poder me dizer o que fazer e também sinto que sou responsavel pelo seu bem estar, pois moravamos em uma cidade, depois nos mudamos e moramos num apartamento e pouco ele sai na rua. Não sei,as vezes penso que ele não é Feliz!
    Mas me esforço para que ele tenha tudo e trato ele com muito amor e carinho.
    Moro em Caxias do Sul/RS

  4. Estou passando por um problemas sério de agressividade redirecionada com minha gata siamesa, mas sem muita esperança em conseguir ministrar o tratamento devido ao medo, já que sou o alvo dela. Aguém tem uma experiência semelhante que tenha acabado com sucesso que possa me ajudar?

    • Joice Peruzzi

      Olá, Rosi!
      O ideal é procurar a ajuda de um veterinário comportamentalista, que poderá te orientar. O tratamento pode incluir medicações, mas deve haver uma mudança no ambiente e manejo com ela também.
      Tenho muitos casos de sucesso com agressividade felina, mas é necessário fazer uma avaliação completa do caso para entender as motivações para a agressão.
      Onde você mora? Posso te indicar algum veterinário compotamentalista na sua região.

      • Oi Joice, moro em Juazeiro/BA. Estou buscando ajuda através do uso de floral e Feliway, bem como análise de uma possível causa orgânica já que minha gata é hermafrodita, isso pode ter relação?

      • sera que você poderia recomendar algum em brasilia? tenho uma gatinha siamesa tbm e já acorreram 4 ataques comigo e um com minha mae. normalmente eles vem sem nenhum aviso, uma vez eu dei uma risada mais alta e ela pulou em mim! da ultima vez tentei pega-la no colo porque ela estava com medo da minha tia e ela nos atacou… gostaria muito de saber o q fazer

      • Sim, conheço a Dra. Giovana Mazzotti, porém não tenho o telefone e endereço dela. Abraço

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