MANEJO DOS GATOS INFECTADOS POR FIV/FeLV

Adaptado do site http://medfelina.blogspot.com.br, do M.V. especialista em felinos Reginaldo Pereira, de Fortaleza, Ceará. 

A decisão sobre o tratamento ou eutanásia do paciente quando há o diagnóstico de infecção pelos vírus FIV e FeLV não deve-se basear somente na presença do vírus. Outros fatores devem ser avaliados, como o quadro clínico geral do paciente, doenças concomitantes, condições do proprietário (psicológicas,financeiras…) e fatores ambientais, dentre outras intercorrências.

De acordo com vários estudos, geralmente um animal positivo para estas retroviroses pode viver por alguns anos, com os devidos cuidados, podendo até a sucumbir por outras causas não-relacionadas. Um FIV-positivo possui uma expectativa de vida em média de 5 a 8 anos após o diagnóstico. Um FeLV-positivo vive de 2,5 a 3 anos após o diagnóstico, e claro que em casos de dupla infecção essa expectativa diminue bastante.

Os gatos infectados não podem ter acesso à rua, devem ser mantidos confinados. Assim, evita-se a contaminação de outros animais, mas também previne o soro-positivo da exposição a agentes patogênicos, principalmente bactérias e ectoparasitas do meio externo. 

Uma boa nutrição é fundamental, baseada em rações felinas de qualidade, água abundante e filtrada, devendo-se evitar dietas caseiras a base de carne ou leite.

O programa de controle de ecto e endoparasitas (pulgas, ácaros, vermes intestinais, etc) deve ser frequente, visto as doenças que eles podem desencadear.

O veterinário deve ter o cuidado de marcar e incentivar os retornos periódicos destes pacientes. O exame clínico deve ser cuidadoso, dando maior atenção ao sistemas mais predispostos, como a cavidade oral, linfonodos, pele, cavidade torácica, segmentos anteriores e posteriores dos olhos e sistema nervoso. O perfil hematológico também é importante, devido às alterações comuns causadas por estas enfermidades, que precisam ser logo detectadas. Além de bioquímica sérica, conhecendo-se os perfis renais e hepáticos, e a urinálise, que nunca deve ser esquecida.

A vacinação destes animais é indicada para evitar infecções nesses pacientes, que são imunossuprimidos. Acredita-se que a resposta imune em relação à imunização é semelhante em soro-positivos e não-infectados, mas o recomendado é não usar vacinas com vírus vivos-modificados, e sim vacinas de vírus inativado. O programa de imunização deve conter apenas vacinas essenciais para o determinado paciente. (informação adicionada por M.V. Raquel Redaelli)

O tratamento baseia-se na prevenção e na cura das infecções oportunistas. Drogas imunosupressoras devem ser utilizadas com cautela, somente se necessárias. Cada caso é um caso, mas os imunoestimulantes são conhecidamente benéficos, como o interferon alfa humano e o interferon felino(ainda não disponível no Brasil). Os anti-retro-virais (lamivudina e zidovudina – AZT) beneficiam bastante os pacientes, com melhoras visíveis na sintomatologia, principalmente nas lesões orais e neurológicas. Porém, indica-se a utilização somente quando o gato apresenta sinais clínicos de doenças.

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