Category Archives: CURIOSIDADES

GATOS E SUAS UNHAS – CORTAR OU NÃO? COMO CORTAR?

Por Raquel Redaelli, adaptado de posts publicados no site ENCICLOPÉDIA DO GATO

Links originais:

http://enciclopediadogato.com/cuidados/unhas-cortar-sim-ou-nao/

http://enciclopediadogato.com/cuidados/unhas-como-cortar/

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O corte da unha de gatos gera muita dúvida. Quando cortar ou não, eis a questão!

  • Gatos que não saem de casa devem ter as unhas cortadas obrigatoriamente?
  • Um arranhador pode substituir o corte das unhas?

O corte de unhas é um procedimento indicado somente para gatos que não tem acesso à rua, mas não é um procedimento obrigatório.

Gatos que ficam apenas dentro de casa não precisam ter as unhas compridas para escalar árvores e também não precisam se defender de predadores. Com isso as unhas acabam não sendo gastas pelo atrito das superfícies da natureza e o gato também pode engatar a sua unha em algum local da casa e terminar se machucando. Manter as unhas com pontas no ambiente domiciliar permite ainda que numa brincadeira (ou até num momento de agressividade) com os donos ou com outros animais possa causar arranhaduras graves. Manter as unhas aparadas também ajuda a preservar os móveis, pois mesmo que o gatinho arranhe a mobília, vai evitar que puxe fios do estofado.

Um arranhador para gatos ajuda muito no controle do crescimento das unhas. O arranhador também evita que as unhas fiquem curvadas, o que machuca o gato.

A unha dos gatos possui camadas, e durante a higiene pessoal do gato ele costuma “descascar” essas camadas e limpar as unhas.

A frequência do corte depende da velocidade de crescimento e de quanto o gatinho gasta as unhas. Pode-se cortar uma vez por semana até uma vez por mês. Uma dica simples é olhar com frequência se as unhas estão grandes e pontudas. Para isso, basta apertar os coxins entre os dedos (almofadinhas das patinhas).

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O seu gato permite que você se sinta seguro para cortar as suas unhas? Excelente. Mas saiba que existe um vaso sanguíneo que passa dentro da unha (área rosada) e por isso há um limite para o corte.

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Coloque a unha do gato contra a luz e a corte somente até onde está indicado na foto abaixo. Faça o corte com cortador apropriado, vendido em pet shop. Depois disso, você pode usar uma lixa de unha para remover as lascas, caso necessário.

No caso de não conseguir ou ter receio de realizar esta tarefa, leve seu gato a um Veterinário.

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O gato possui cinco dedos nas patas dianteiras e quatro nas patas traseiras. Todas as unhas podem ser cortadas, mas não é obrigatório cortar as traseiras. Lembre-se de cortar as unhas dos “dedões” dianteiros, pois essas gastam menos, crescem e podem encravar.

Importante: não corte as unhas de gatos que saem à rua! Eles precisam delas para defender-se!

ACIDENTES FELINOS: 13 PRECAUÇÕES

Por Raquel Redaelli, M.V. Publicado na Revista Pulo do Gato, Especial 13 ANOS DE MUITA SORTE! Edição Novembro/Dezembro 2013.

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Os nossos bichanos podem se acidentar em diversas situações que nós nem imaginamos!

“A curiosidade matou o gato.” (Ditado popular). Quem nunca ouviu esse ditado que tem um grande fundo de verdade? Gatos são seres muito inteligentes e seletivos, mas também muito curiosos e exploradores, e como a vida intra e extradomiciliar contém diversos perigos, cabe a nós, tutores responsáveis dos nossos bichanos, evitar os acidentes. Muitos desses perigos podem levar a consequências fatais.

INTOXICAÇÕES

1. MEDICAÇÕES: Nunca medique seu gato sem orientação médica. O maior número de intoxicações em felinos está relacionado ao fornecimento de paracetamol e ao uso de produtos para pulgas não indicados para gatos!

MEDICAMENTOS HUMANOS QUE NUNCA DEVEM SER OFERECIDOS AOS BICHANOS:

  • Paracetamosl (Tylenol)
  • Diclofenaco (Cataflan)
  • Ibuprofeno (Alivium)
  • Fenazopiridina (Piridium)
  • Ácido mefenâmico (Ponstan)
  • Fleet enema

MEDICAMENTOS QUE DEVEM SER USADOS COM CAUTELA:

  • Antiinflamatórios não esteroidais em geral (cetoprofeno, meloxican)
  • Ácido acetilsalicílico (AAS, aspirina)

2. ALIMENTAÇÃO: Os felinos podem apresentar quadros de intoxicação ao ingerir alguns alimentos que não são destinados a eles. Por isso, tome muito cuidado com alimentos como:

  • Alho
  • Cebola
  • Tomate (mesmo que não seja puro nem cru)
  • Chocolate
  • Abacate
  • Uvas

3. OUTROS PRODUTOS: Evite que os bichanos mantenham contato direto e retire-os do local de aplicação de:

  • Produtos de limpeza
  • Adubos e agrotóxicos
  • Produtos químicos (tintas, solventes, cloro, etc)

4. PLANTAS TÓXICAS: Muito cuidado com as plantas, já que muitos gatos gostam de comer “verdinhos”. Certifique-se de que as que você tem em casa não provocam perigos. Dentre as plantas tóxicas, podemos citar:

  • ciclame, hera, lírio-da-paz, jibóia-prateada, cheflera, sagu-de-jardim, mamona, amarílis, espirradeira, folha-de-veludo, tulipa, azaléia, teixo, samambaia, renda-portuguesa, espada-de-são-jorge e comigo-ninguém-pode.

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ACIDENTES DOMÉSTICOS

A tutela responsável nos obriga a zelar pela segurança dos nossos animais de companhia. Os acidentes mais comuns e mais graves são a ingestão de fios e linhas e a queda de grandes alturas. Por isso, é preciso ficar atento a vários detalhes.

5. LUGARES FECHADOS: O felino gosta de entrar em armários, gavetas, caixas, malas, baús, e até em máquinas de lavar roupas e fornos, podendo ficar trancado ou se machucar. Ele também gosta de investigar sacolas, correndo o risco de sufocamento.

6. PLÁSTICOS: Os gatos têm atração por mastigar materiais que fazem barulho, principalmente plásticos. No entanto, caso engulam esses itens, eles podem engasgar ou apresentar obstrução intestinal.

7. LINHAS, FIOS DE LÃ E BARBANTES: Os bichanos adoram brincar com fios, mas podem acabar ingerindo-os. É comum o fio prender embaixo da língua e não ser deslocado pelo trânsito intestinal, provocando aderência do intestino, obstrução e peritonite. Além disso, onde tem uma linha, pode ter uma agulha, que também poderá ser ingerida e causar perfuração intestinal.

8. FOGÕES, ESTUFAS E LAREIRAS: Alguns gatos gostam tanto de aquecimento que chegam muito perto das fontes de calor e acabam se queimando. Tenha um cuidado especial com fogões à lenha e lareiras, pois o bichano pode pular em cima e queimar as patinhas.

9. JANELAS E SACADAS: É imprescindível a instalação de redes de proteção em apartamentos, pois o felino adora estar em locais altos. Ele pode se distrair ou tentar caçar e, consequentemente, se desequilibrar e cair. Todas as alturas proporcionam riscos, assim, mesmo quem mora em andares baixos deve colocar a rede, pois, além de segurança para os bichanos, é uma tranquilidade para os humanos.

10. OBJETOS CORTANTES: Muito cuidado com alfinetes, facas, tesouras, vidros, etc.

ACIDENTES EXTRADOMICILIARES

Os gatos que tem acesso à rua estão sujeitos ainda a outros tipos de acidentes e doenças, muitas vezes mais graves. Os bichanos que possuem vida livre podem aproveitar melhor seus instintos, mas as consequências disso devem ser bem avaliadas pelos responsáveis.

11. AUTOMÓVEIS: Os gatos podem dormir perto do motor do carro enquanto ele ainda está quentinho. Mas quando o motorista dá a partida, o animal pode sofrer queimaduras e ser “transportado” sem que ninguém perceba. Além disso, são muito comuns os atropelamentos, mesmo que os gatos sejam rápidos e ágeis.

12. ATAQUES: Os bichanos que andam pelas ruas estão sujeitos a ataques de cães e brigas com outros gatos, além de maus-tratos realizados por crianças e adultos.

13. DOENÇAS: As doenças mais graves são as transmitidas entre gatos, sendo a AIDS (FIV – Vírus da Imunodeficiência Felina) e a Leucemia (FeLV – Vírus da Leucemia Felina) causadas por retrovírus e sem cura.

O TATO DOS GATOS

Por Joice Peruzzi, médica veterinária especialista em Comportamento Animal.  

http://www.petestar.com.br

Publicado na Revista Pulo do Gato, edição 78, Novembro/Dezembro 2013.

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Assim como a visão e o olfato, o tato é um importante sentido para o espírito caçador dos bichanos, além de preveni-los contra situações dolorosas.   

        O que seria de nossa rotina sem o “momento carinho do dia”? Afagar os bichanos é uma terapia e a interação com eles é fundamental para o bem-estar da relação gateiro-gatinho. Mas você já imaginou fazer um carinho no seu filhote de quatro patas e ele não apresentar nenhuma reação? Seria estranho, não? Então agradeça ao tato, pois é através desse sentido que o felino reconhece os estímulos externos e reage a eles.

          Os sensores táteis espalhados pelo corpo do gato podem trazer informações de temperatura, pressão, toque, texturas, vibrações, velocidade e direção de correntes de ar, auxiliando nas atividades diárias, como a caça, e garantindo a sua sobrevivência graças ao sistema de termorregulação e da percepção da dor.

DESENVOLVIMENTO

          O tato é um dos sentidos presentes nos gatinhos recém-nascidos (neonatos), juntamente com o olfato, devido à sua importância na orientação do filhote para encontrar a mãe e os irmãos. Através do reflexo de fossamento, que associa os sentidos do tato e do olfato, o gatinho fuça à procura do seio da gata para mamar.

        A regulação térmica no recém-nascido é insuficiente, por isso a gata tem cuidado intensivo nos primeiros dias da vida, mantendo todos os filhotes aquecidos e juntos de si.

       Conforme o filhote cresce, há um maior desenvolvimento dos outros sentidos e também do tato.

CARINHO

         Batidas delicadas e afagos são as carícias favoritas dos gatos, pois estimulam os receptores táteis de todo o seu corpo. A tolerância ao carinho e preferências quanto ao tipo de carícia variam individualmente, e dependem de diversos fatores, como idade de desmame, socialização e genética.

           A maioria dos gatos não tolera ser apertado, apenas segurado firmemente e com seu apoio assegurado. Para a maioria dos procedimentos com gatos é indicada a contenção mínima.

VIBRISSAS: OS FAMOSOS BIGODES

         Além dos receptores táteis presentes em todo o corpo do gato, existem pelos modificados que também atuam como grandes receptores ambientais: as vibrissas, vulgo bigodes.

            Os gatos possuem vibrissas nas seguintes regiões: bucal, bochechas, acima dos olhos, queixo, carpos (região das patinhas).

            Cada uma das vibrissas possui folículo próprio que é cinco vezes maior que o folículo de um pelo comum, preenchido com sangue e com muitos receptores neurais, além de ter musculatura própria que possibilita a sua movimentação.

          Esse sistema permite ao gato captar as mais leves mudanças nas correntes de ar, o que o ajuda na locomoção, especialmente no escuro, e a caçar. O menor movimento de uma presa próxima ao gato pode ser captada por suas vibrissas, facilitando a caça em situações de visão comprometida.

           A perda das vibrissas torna o gato mais dependente da visão para a caça, mas não o deixa em desequilíbrio ou desestabilizado como muitos afirmam. De qualquer forma, por ser um importante meio de localização em determinadas circunstâncias, o corte das vibrissas não é indicado.

DOR

          Outra função importante dos receptores táteis é afastar o gato de situações que causem dor, ou seja, quando há a percepção de uma lesão tecidual de qualquer origem. O limiar de dor varia de gato para gato.

TEMPERATURA

Os gatos têm menor sensibilidade ao calor do que os humanos. No entanto, há uma importante sensibilidade nasal a mudanças pequenas de temperatura.

Reações de evitação são observadas a partir de 51‘’C (em humanos essas reações aparecem em torno de 44‘’C).

Essa falta de sensibilidade é o que faz alguns bichanos procurarem o calor de um motor de carro ou a proximidade do fogo, chegando a chamuscar seu pelo sem desconforto maior.

HAPPY HALLOWEEN!!! DIA DAS BRUXAS x GATO PRETO

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DIA DAS BRUXAS X GATO PRETO

http://carosfelinos.blogspot.com.br/2010/10/dia-das-bruxas-x-gato-preto.html

Não é de hoje que algumas pessoas envolvem mitos e superstições sobre gatos pretos. Ao longo da história gatos pretos traziam má ou boa sorte, anunciavam mortes, infelicidades. E, o pior, é que tem gente que acredita e aproveita para desforrar o termo ‘travessuras’ em cima dos pobrezinhos.
 

Hoje, Halloween ou no Brasil, Dia das Bruxas, é fácil assimilar a data com a figura do bichano de coloração preta. Mas cuidado para se deixar levar por tal tradição, que foi modificada com o tempo, as culturas, países, pessoas, enfim… que é um crime disfarçado de tradicionalismo.

Então, nada de superstições, e vamos comemorar a data com o melhor que uma festa pode oferecer…
Beijos e Gostosuras e Travessuras (responsáveis!) para todos…Alguns mitos e curiosidades sobre gatos pretos…

=!= Nos tempos antigos, os gatos pretos eram originalmente idolatrados pelos Egípcios. Acreditava-se que a deusa egípcia Bast assumia a forma de um gato preto. Muitos antigos egípcios adotaram um gato preto na esperança de que ela acabaria por se tornar parte do espírito do animal e, posteriormente, traria riquezas e prosperidade à sua família.

 
=!= Durante o século XV, os gatos pretos começaram a ter uma má reputação como resultado da sua associação com as bruxas. Acreditava-se que as bruxas que tinham um gato preto, depois de mortas encarnariam no gato, preservando assim os seus poderes sobrenaturais que poderiam ser utilizados para feitiços.
 
=!= O rei D. Carlos I, membro da monarquia britânica, possuía um gato preto que ele considerava ser o seu amuleto da sorte, a tal ponto que insistiu que o gato seria vigiado 24 horas por dia. 
 
=!= No Japão o gato preto simboliza boa sorte. Na Escócia, por exemplo, um gato preto à varanda é um forte sinal de riqueza e prosperidade a caminho. 
 
=!= De acordo com a lenda, as mulheres dos pescadores mantinham um gato preto em casa enquanto os seus maridos iam para o mar, para trazer sorte e assegurar o seu regresso em segurança.

PROVÉRBIOS DE GATOS

PUBLICADO NO SITE http://www.osgatos.com.br

LINK ORIGINAL http://osgatos.com.br/artigos/proverbios-de-gatos.html

É fato que os gatos fazem parte da história e da cultura de muitos países. Por isso, trazemos para você uma seleção de provérbios populares em todo o mundo. Aproveite!

“Você sempre vai ter sorte se você sabe como fazer amigos com gatos estranhos.” Provérbio Colonial

“No olho do gato, todas as coisas pertencem aos gatos.” Provérbio Inglês

“Cuidado com as pessoas que não gostam de gatos.” Provérbio irlandês

“Um gato velho não vai aprender a dançar.” Provérbio marroquino

“À note, todos os gatos são pardos.” Provérbio Norte Americano

“Um gato pode olhar para um rei.” Provérbio Inglês

“Proprietário feliz, gato feliz. Proprietário indiferente, gato solitário.” Provérbio chinês

“Feliz é a casa com pelo menos um gato”. Provérbio italiano

l“O cão para o homem, o gato para a mulher”. Provérbio Inglês

“Eu dei uma ordem para um gato, e o gato me deu a sua cauda”. Provérbio chinês

“Os gatos, moscas e as mulheres estão sempre em seus banheiros”. Provérbio Francês

“Um gato mordido uma vez por uma cobra teme até mesmo corda” Provérbio Árabe

“O gato é a beleza da natureza”. Provérbio Francês

“Livros, gatos e meninas loiras são a melhor decoração para um quarto”. Provérbio Francês

ALERGIA A GATOS

ENTREVISTA COM A DRA. LAILA MASSAD RIBAS, MÉDICA VETERINÁRIA E AUTORA DO PORTAL MEDICINA FELINA (http://portalmedicinafelina.com.br/).

PUBLICADO NO SITE http://www.gateiro.com LINK http://www.gateiro.com.br/entrevista-alergia-gatos/

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1) Por que algumas pessoas têm alergia a gatos?

O processo alérgico é uma resposta exacerbada do sistema imunológico frente ao contato com um determinado alérgeno, que pode ser um alimento, uma substância inalada ou algo que entre em contato direto com a pele de alguém.

A saliva dos gatos possui uma proteína chamada fel d1. Algumas pessoas são alérgicas a essa proteína e a sensibilidade varia de indivíduo para indivíduo. Como os gatos se lambem muito para manter a higiene, é natural que sua pelagem contenha altos níveis de fel d 1. Uma pessoa alérgica à fel d 1 pode se sensibilizar apenas ao entrar no mesmo ambiente que um gato. Outras já podem ficar sensíveis somente ao passar a mão no bichano.

2) Esse tipo de alergia tem origem genética?

Sim, a predisposição a qualquer alergia possui também origem hereditária.

3) É possível desenvolver a alergia ao longo da vida?

Ao longo da vida aumenta a quantidade de vezes que a pessoa entrou em contato com o alérgeno. Isso a torna mais sensível e a reação imunológica pode aumentar.

4) Há fatores que podem tornar a alergia mais forte?

Gatos pretos, machos e/ou não castrados possuem maior quantidade de proteína fel d 1 na saliva, mas outras cores ou até mesmo gatos sem pelos, como o Sphynx, também podem desencadear a alergia.

5) Essa alergia têm cura?

Existem algumas vacinas que podem dessensibilizar a pessoa, que deixa de ser alérgica.

6) Como é possível prevenir ou minimizar um ataque alérgico desse tipo?

Banhos semanais nos gatos ajudam a minimizar a quantidade da proteína no pelo e pode ajudar a convivência com os alérgicos. No ambiente é sempre bom evitar tapetes, carpetes e cortinas e manter uma higienização constante para reduzir a quantidade de alérgenos.

OBS. (por Raquel): Existe hoje no mercado um produto para uso tópico em cães e gatos que remove detritos e sujidades da pele, como restos de saliva e urina e aumenta o peso das partículas, impedindo que flutuem no ambiente.

7) Uma pessoa alérgica a gatos também têm alergia a outros animais?

Não necessariamente. O recomendado pelos médicos é realizar testes alérgicos para descobrir quais são os alérgenos que prejudicam a pessoa.

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O Prof. Dr. Eduardo Massad, da Faculdade de Medicina da USP, colaborou com essa entrevista. Ele também é pai da Dra. Laila.
Foto: Flickr – Alfio.biz

GATOS COM ASAS?

BEM ESTRANHO…. MAS MUITO INTERESSANTE!!!

Publicado no Blog 100nexos, de Science Blogs, por Kentaro Mori. 

Artigo original no link: 

http://scienceblogs.com.br/100nexos/2007/06/gatos-com-asas-a-nada-terrvel-verdade/

                “Um gatinho, pertencente ao chinês Granny Feng, criou longas asas. No começo o dono achou que fossem apenas caroços, mas depois de um mês os ossos cresceram e os membros ficaram parecendo duas asas. Feng contou que as asas começaram a se desenvolver depois que o gato foi assediado sexualmente por algumas gatas há alguns meses”.

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                  Gatos com asas são uma realidade, mas a nada terrível verdade é que os apêndices não são asas de verdade. Como muitos podem imaginar, algumas “asas” são apenas bolos de pêlo, ou malformações congênitas — isto é, os felinos nascem com membros a mais. Nada disso seria muito interessante, o que é interessante é que a terceira explicação para gatos alados é uma condição chamada astenia cutânea felina (FCA), ligada inicialmente ao fenômeno dos gatos com asas pelo inglês Karl Shuker.

                  A condição, que tem uma contraparte em humanos, faz com que a pele se torne extremamente elástica, como borracha. Ela pode acabar se esticando em longos apêndices, e em gatos, os apêndices de pele — sempre surgindo ao redor das costas — podem manter alguma ligação com músculos. Quando os gatos correm, podem gerar a cena inusitada de felinos batendo suas “asas”.

              Se estendidas demais, as “asas” dos gatos podem se desprender, sem sangramento ou dor ao bichano, e seu aspecto é como de uma fibra dura de cartão, o que pode ter levado o chinês Feng a pensar que tinha ossos. Abaixo, fotografia de um caso inglês dos anos 1970:

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  O artigo de Sarah Hartwell em Messybeast (http://www.messybeast.com/winged-cats.htm) tem uma grande série de informações e imagens, já a fotografia acima é original do artigo de Shuker na revista Fortean Times 168. Gatos com “asas”, acredite se quiser, são tão reais quanto pessoas ou coelhos com “chifres” na cabeça.

O APRENDIZADO DOS GATOS

Por Joice Peruzzi, Médica Veterinária Homeopata e especializada em Comportamento Animal. Pet Estar: Comportamento, Exercícios e Bem Estar, http://www.petestar.com.br

Matéria publicada na Revista Pulo do Gato, Caderno Especial Comportamento, Edição 73, Janeiro / Fevereiro 2013 (disponível apenas em versão impressa). 

“A MANIPULAÇÃO PRECOCE DO FILHOTE, UMA BOA SOCIALIZAÇÃO PRIMÁRIA E O DESMAME NO TEMPO CORRETO INFLUENCIAM O APRENDIZADO DELE QUANDO ADULTO”

O aprendizado dos gatos é um tema que traz dúvidas, comparações e mistificações. Por ser considerado um animal independente, muitos o julgam como interesseiro e afirmam que ele é incapaz de obedecer. Claro, se comparado ao cão, o gato parece muito menos obediente, mas devemos entender que são espécies completamente diferentes e comparações comportamentais nem sempre podem ser traçadas.

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TIPOS DE APRENDIZADO DOS FELINOS

# Observação: é o tipo de aprendizado mais característico dos felinos;

# Tentativa e erro;

# Por evento único (experiência);

# Por condicionamento.

Não devemos esquecer também da questão instintiva, que é inata e transcende o aprendizado.

APRENDIZADO QUANDO FILHOTES

Para compreendermos melhor o tema, precisamos entender o desenvolvimento desde o nascimento do gato. Podemos afirmar que em torno dos dez dias de vida os gatinhos têm sua primeira grande lição, aprendendo a localizar o mamilo preferido da gata para mamar, por tentativa e erro.

Filhotes também são capazes de aprender a evitar situações nocivas através da experiência, esquivando-se de locais onde algo ruim aconteceu.

Mas a maior lição é proveniente da observação da mãe. É a partir daí que os filhotes aprendem a usar a caixa de areia, a caçar e a comer. O aprendizado da caça é reforçado pela gata, que na fase de desmame começa a trazer presas atordoadas para que seus filhotes desenvolvam suas habilidades e aprendam a matá-las.

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APRENDIZADO NA FASE ADULTA

Na fase adulta, como todas as espécies, o gato continua a aprender, por isso, é possível usar algumas técnicas para modificar comportamentos inadequados através do condicionamento.

É importante ressaltar que as técnicas não são utilizadas isoladamente, mas sim como parte de uma intervenção, que pode também incluir enriquecimento ambiental, mudanças no manejo e medicações.

Dessa forma, podemos usar estímulos negativos para corrigir alguns comportamentos, utilizando uma substância aversiva, como o plástico filme em um sofá para evitar arranhaduras ou um spray de água para evitar brincadeiras agressivas. Recompensas também devem ser feitas, como carinho, comida ou brincadeira quando o gato estiver se comportando de maneira adequada.

Além disso, os gatos adultos mantém seu aprendizado por observação. Isso explica porque eles abrem as portas e os armários, imitando seus donos. Por tentativa e erro aprendem a usar brinquedos inteligentes ou interativos, recheados com petiscos, nos seus mais variados formatos e formas de liberação de comida.

É importante ressaltar que, individualmente, os gatos mostram características e motivações diferentes para o aprendizado e têm seu temperamento particular. Sabe-se que a manipulação precoce do filhote, uma boa socialização primária e o desmame no tempo correto (depois dos 45 dias) influenciam o aprendizado dele quando adulto.

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CONDICIONAMENTO

Talvez a grande dúvida em relação ao aprendizado dos gatos surja quando comparamos a sua capacidade de aprender truques com a dos cães. Devemos entender que o tipo de interação dos felinos com seus tutores é diferente, pois se baseia em uma relação que equilibra períodos de contato estreito com afastamento, contra a ligação constante e intensa entre um cão e seu dono. Portanto, por estar sempre próximo e pronto para servir ao seu dono, o cão acaba tendo maiores chances de aprender truques.

O tipo de motivação usada para ensinar truques é outra barreira para os gatos, que perdem facilmente  o interesse na recompensa (comida, brinquedo ou carinho) quando lhes é proposto um desafio. No entanto, isso pode ser administrado com truques fáceis no início, como pedir para um gato se posicionar próximo a algum lugar movendo a comida e associando isso a um comando. Aumente a dificuldade aos poucos, pedindo para o bichano pular para uma superfície mais alta ou mais baixa ou sentar.

É importante respeitar o tempo de duração de cada sessão, que deve ser curto, para que o gato não perca o interesse. O dono deve ter muita paciência e comprometimento, sempre respeitando as particularidades da espécie felina.

Com um mecanismo semelhante ao de recompensa com dificuldade gradual, podemos ensinar um gato a usar o vaso sanitário, a passar por uma portinhola própria para a espécie e a andar com coleira e guia na rua.

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Com esses dados e observação dos nossos bichanos, percebemos que duvidar da inteligência e do aprendizado dos felinos é um erro tão grande quanto compará-los aos cães. A maioria dos tutores de gatos não faz a menor questão que seu gato saiba truques, mas é importante entender o mecanismo de condicionamento para corrigir alguns comportamentos inadequados e para tornar a relação com o gatinho ainda mais agradável!

CUIDADOS DE ENFERMAGEM PARA SEU GATO

Por Raquel Redaelli, traduzido do site da American Association of Feline Practioners ®, link original http://www.catvets.com/uploads/PDF/Nursing%20Care%20Client%20Brochure%20Print%20Ready.pdf

DICAS PRÁTICAS PARA DONOS DE ANIMAIS DOENTES OU EM RECUPERAÇÃO

As dicas de cuidados de enfermagem a seguir irão ajudá-lo a se tornar uma extensão da equipe veterinária após o veterinario gatos caxias 103seu gato voltar para casa. Peça ao seu veterinário para fornecer o máximo de informações possível, por escrito, bem como referências a recursos online, como vídeos. Não seja relutante em se aproximar do veterinário se você tiver alguma dúvida durante ou após a visita.

• Dê o seu gato reforço positivo (por exemplo, trato, escovação, carinho) para aceitar medicação.

• A menos que seu veterinário diga que a medicação deve ser administrada com alimentos, não use a comida como uma ajuda para a administração de medicamentos, pois pode causar aversão e reduzir a ingestão de comida do seu gato.

Pratos de comida planos, como pratos de papel pequenos, e tigelas de água superficiais podem melhorar a ingestão, tornando a comida e a água mais acessíveis.

Aqueça os alimentos enlatados a uma temperatura próxima da temperatura corporal do gato, aquecendo suavemente no microondas ou acrescentando água quente e mexendo bem. Adicionar caldo de frango ou suco de atum pode aumentar a gosto do alimento.

• O alimento fornecido deve ser sempre fresco, fornecido em pequenas porções, conforme a necessidade.

• Forçar o seu gato a aceitar a medicação é estressante para você e para seu gato. Procure não forçar a remoção do seu gato de um lugar escondido ou interrompê-lo enquanto come, se higieniza ou faz suas necessidades para fins de administrar medicação. Peça ao seu veterinário uma demonstração de como administrar a medicação prescrita para o seu gato.

Mantenha-se calmo. Os gatos podem sentir nossa ansiedade ou
frustração, o que pode levá-los a ficar com medo ou ansiosos.

Participe de todas as consultas de acompanhamento com o seu veterinário. Comente com o veterinário se você observar sinais de doença ou mudanças no comportamento do seu gato, bem como alterações na ingestão de alimentos ou líquidos, ou se sentir dificuldade administração de medicamentos.

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Os cuidados de enfermagem para seu gato em casa podem parecer difíceis no início, mas seja paciente e lembre-se que mesmo pequenas melhorias contribuirão para recuperação do seu gato.

Lembre-se que o seu veterinário está lá para ajudar, por isso sempre faça todas as perguntas que possam contribuir para a assistência de enfermagem bem sucedida em casa.

Você é um membro importante da equipe de saúde do seu gato. Você pode ser fundamental para ajudar com o sucesso de tratamentos e de cuidados de saúde melhorada.

Quando estiver no consultório veterinário, lugar desconhecido e muitas vezes assustador para seu gato, ele precisa de sua confiança, especialmente se ele está doente. O seu comportamento influencia na sensação de segurança e no seu comportamento na clínica.

Suas habilidades de enfermagem em casa também desempenham um papel importante no sucesso da tratamentos que o seu veterinário prescreveu para ajudar o seu gato recuperar de doença ou lesão.

Se o seu gato fica estressado quando vai para a clínica veterinária, pergunte ao seu veterinário dicas sobre como adaptá-lo ao transportador e reduzir a ansiedade ao sair de casa. Leve os petiscos favoritos do seu gato para que você ou um membro da equipe veterinária possa dar ao gato como uma recompensa ou distração. Considerar a utilização de pulverização de feromônio facial felino sintético (por exemplo, Feliway ®), para tornar o ambiente menos assustador ao gato.

Prepare-se com antecedência para sair de casa com o gato, coloque-o na caixa de transporte e deixe-o se acalmar antes de sair. Coloque um brinquedo e roupas de cama favoritos e familiares.

veterinario gatos caxias 178Os gatos podem sentir o estresse, ansiedade e apreensão, os quais podem aumentar seu próprio estresse. Aqui estão algumas dicas para ajudar a criar uma visita veterinária mais positiva:

• Se o seu gato está muito ansioso na sala de espera, ou se os cães estão presentes, pedir ao recepcionista se você pode ir para uma sala reservada ou cubra a caixa de transporte do seu gato com uma toalha ou o seu casaco para bloquear a vista e abafar o sons. Uma vez que você está em local reservado com o seu gato, fale com ele calmamente, em voz baixa.

Evitar comportamentos que embora sejam destinados a confortar seu gato, podem realmente aumentar a ansiedade. Estes podem incluir segurar seu gato, falar ou olhar em seu rosto, e perturbar ou invadir seu espaço pessoal. Sons humanos destinados a acalmar (como “shhhh”) pode simular o silvo de outro gato e deve ser evitado.

Correção física, como bater na cabeça do seu gato e repreensões verbais devem ser evitadas, pois podem assustar o seu gato e provocam a resposta de luta ou fuga. Lembre-se, os gatos não são humanos e reagem de forma diferente à disciplina.

• Não manuseie ou remova o seu gato da caixa de transporte até que seja solicitado por um membro da equipe de veterinários.

Reforce o comportamento positivo do seu gato com carinho ou petiscos e ignore o comportamento negativo ao invés de tentar corrigi-lo.

• Se o seu gato deve permanecer no hospital, trazer brinquedos familiares e roupas de cama de casa. Fornecer o tipo de alimento e o nome da ração que seu gato está acostumado a receber. Mencione qualquer coisa que o seu gato gosta (por exemplo, doces, escovação, tempo de jogo atividades). A equipe de veterinários pode usar esta informação para ajudar a tornar a estadia de seu gato mais agradável.

• Ofereça sugestões sobre as opções de tratamento que mais combinam com a personalidade de seu gato e com a sua capacidade de administrar.

Gatos que estão se sentindo bem tendem a dormir mais frequentemente numa posição enrolada.

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A IDADE DOS GATOS

RAÇÕES, ENTENDA AS DIFERENÇAS

Adaptado do texto da Médica Veterinária Maricy Alexandrino, da Clínica Veterinária CliniPet, Maringá – PR. Link original http://www.clinipet.com/informativos/3-dicas-e-cuidados/19-racoes.html

Atualmente o mercado pet oferece uma gama enorme de alimentos para cães e gatos. Diferentes formas, cores, sabores, marcas e principalmente preços. Entre tantas opções oferecidas, o que realmente se deve levar em consideração na hora de escolher o melhor alimento para os animais de companhia?

Em primeiro lugar devemos saber que o alimento ideal para nossos animais é aquele que oferece todos os componentes necessários para um bom desenvolvimento do organismo, ou seja, um alimento completo que ofereça os níveis adequados de proteínas, vitaminas, minerais, gordura, fibras entre outros componentes. Além disso, é importante saber que vários tipos de matérias primas podem ser utilizadas na fabricação de rações, e que dependendo da matéria prima (de melhor ou pior qualidade) influenciará consideravelmente o preço final do alimento.

Existe uma “classificação” não oficial, aplicada pelos fabricantes para designar a qualidade das rações: Super Premium, Premium e Standard ou de Combate. Porém vale lembrar que ainda não existe legislação brasileira para adequar as rações a esta classificação adotada pelo mercado.

Rações Super Premium são chamadas assim pois são fabricadas com matérias primas de primeira qualidade, com ótimo aproveitamento pelo animal. Neste caso são utilizados como base proteína animal, podendo ser carne, frango, peixe, em alguns casos até carne suína com tratamento especial, e os vegetais utilizados são os de melhor absorção pelos cães e gatos, como o arroz, por exemplo.

Já as rações Standard ou de “Combate” utilizam matérias primas de qualidade inferior, como subprodutos animais (chifre, casco, penas, bicos, farinhas entre outros..) e proteínas de origem  vegetal com pouco aproveitamento, como trigo, soja e milho.

As Premiuns são intermediárias entre Super Premium e Standard.

E o que isso significa para o animal? Quanto melhor a matéria prima utilizada, melhor será o aproveitamento do alimento pelo cão ou gato, ou seja, ele realmente utilizará todos os componentes daquele alimento pra um desenvolvimento e manutenção ideal do organismo.

Dentro destas 3 “classificações”  ainda encontra-se ração destinada a Filhotes, Adultos e Idosos,  isso porque cada fase da vida tem necessidades diferentes. Por exemplo, um filhote em pleno desenvolvimento precisa de proteínas e minerais suficientes para uma boa formação do esqueleto, enquanto um animal idoso, já começa ter declínio de suas funções orgânicas, precisando menos de determinados componentes.

Além desta classificação básica das rações de manutenção, existe outras rações especiais, como as destinadas as raças específicas que leva em consideração particularidades raciais que podem sofrer influência positiva ou negativa de determinado alimento, e as rações terapêuticas, que são obrigatoriamente de prescrição veterinária, pois são destinados a animais portadores de alguma doença, e que se beneficiam com uma nutrição clínica de acordo com o problema (insuficiência renal, cardíaca, diabetes, obesidade).

Existe também a opção de ração seca e úmida (latas, saches), cuja composição básica das duas é a mesma da ração seca equivalente, porém a  úmida além de conter mais água  (o que é benéfico em alguns casos) acaba se tornando mais palatável pela  forma, consistência e pelo odor que exala.

Para que a ração seja bem aproveitada pelo seu animal, deve-se ainda levar em consideração outros detalhes:

  • tipo de alimento oferecido de acordo com a raça, porte, idade e nível de atividade física;
  • quantidade diária oferecida, de acordo com o peso, idade e porte;
  • frequencia  diária de alimentação;
  • armazenamento da ração.

A escolha de um bom alimento para um cão ou gato é essencial  para manutenção da saúde, pois através de uma nutrição adequada é possível prevenir, retardar e tratar diversos problemas de saúde.

ALERTA CRMV-SP: As rações vendidas à granel, em sacos abertos ou outros recipientes que mantenham o produto em contato com o ar e que permitam seu manuseio podem ser facilmente contaminadas por fungos presentes no ambiente, como é o caso dos gênerosPenicillium spp.Aspergillus spp.Rhizopus spp. e Fusarium spp. Esses agentes colonizam a ração, especialmente quando a umidade e a temperatura são favoráveis, se multiplicam e produzem micotoxinas. Leia a matéria em: http://www.crmvsp.org.br/site/noticia_ver.php?id_noticia=2174

OS CHEIROS DOS GATOS

Publicado na Revista Pulo do Gato (http://www.revistapulodogato.com.br), por Luciana Deschamps, Médica Veterinária Especialista em Felinos, da Clínica Veterinária Sr. Gato, em São Paulo, SP (www.clinicasrgato.com.br)

# Gatos são, por excelência, animais muito limpos. Passam boa parte do dia se lavando e cuidando do seu pelo. Sua língua foi feita para isso, pois é coberta de papilas que agem como um pente, eliminando sujeiras, pelos mortos, poeira etc. Além de se limparem, não suportam pisar em locais molhados, evitando, também, pisarem na urina e fezes. Gatos de apartamento e de pelo curto não precisam tomar banho.

Se ele tiver acesso ao jardim, pode, em casa, fazer um banho seco, eventualmente. Se o pelo do gato for longo, deve-se fazer a escovação, no mínimo, duas vezes por semana, para eliminar os nós e pelos mortos. Se o pelo fizer nó facilmente, ele pode tomar banho a cada 45 dias, caso contrário, a cada dois meses, é mais do que suficiente.

# Procure manter as caixas higiênicas sempre limpas, para que não exalem cheiro algum. Se a casa está com cheiro ruim, a culpa não é do gato, é do dono, que não fez a limpeza diária das caixas.

# Na espécie felina, existem os gatos braquiocefálicos (como Persas e Exóticos), que tendem a apresentar um bloqueio no canal lacrimal, causando lacrimejamento e, em alguns casos, aparecendo uma secreção escura , que ocorre por causa da oxidação dos componentes da lágrima, quando entra em contato com o ar, provocando um odor característico.

# Em sua rotina, os felinos se limpam durante uma boa parte do dia, para não deixar vestígios de comida e cheiro em seu pelo. É fundamental lavar muito bem os seus utensílios, como banheiros, pratos e bebedouros. Eles são exigentes por natureza, por isso precisamos entender suas necessidades.

# Lave sempre todos os seus pertences com detergente de louça neutro, e se quiser, no final, com água quente. Gatos são tão cuidadosos, que fazem questão de esconder suas fezes e urina, evitando que o cheiro sinalize sua presença.

# Cada espécie tem suas características próprias, e, para lidar com a questão de odores fortes, basta ter um pouco de conhecimento sobre a espécie que você adotou e seguir regras básicas de higiene, e o problema, certamente, será minimizado.

# Se o dono do gato perceber que ele está exalando algum odor desagradável, deve levá-lo ao veterinário com urgência, a fim de identificar a causa (doença periodontal, uremia, infecção urinária, abcesso, otite, etc).

OLHO DE GATO

PUBLICADO NA REVISTA PULO DO GATO (http://www.revistapulodogato.com.br).  

Escrito por Simone Carvalho dos Santos Cunha, Médica Veterinária que atua em radioterapia, clínica médica de felinos, clínica médica geral e clínica oncológica no Rio de Janeiro, RJ.(www.oncopetveterinaria.com.br) 

O felino é um caçador de hábitos noturnos e, por isso, sua visão é muito superior a dos humanos no período noturno. Não é verdade que eles enxergam na completa escuridão, mas seus olhos conseguem captar mínimas quantidades de luz existente em um ambiente. Semelhantes aos humanos, os gatos possuem na retina células receptoras que captam a luz.

O que há de diferente é que a luz, ao passar por essas células, se reflete no Tapetum lucidum, uma espécie de espelho que tem cerca de quinze camadas de células brilhantes. A luz volta refletindo e tocando novamente as células receptoras.

Devido a esse mecanismo, os gatos precisam de 6 vezes menos luz pra enxergar do que o ser humano. Também o brilho dessa membrana (Tapetum lucidum) é que provoca aquele efeito de luminosidade que percebemos nos olhos dos gatos no escuro, como se fossem faróis.

Outro mecanismo da visão é a dilatação pupilar. A pupila dos gatos dilata ou contrai conforme a quantidade de luz presente, permitindo uma melhor visualização do ambiente. É por isso que seus donos observam que, durante o dia, a pupila fica como uma linha vertical e à noite se torna redonda.

No entanto, os felinos têm uma menor acuidade visual quando há muita luz. Eles têm apenas 10% da nossa capacidade de visualizar imagens detalhadas. As mesmas estruturas oculares responsáveis por maximizar a visão noturna também diminuem a resolução das imagens.

Felinos têm uma visão panorâmica de cerca de 200 graus, ou seja, muito maior do que a nossa. Isso também é importante no seu hábito de caça.

A possibilidade de visualizar as cores é controversa. Estudos já conseguiram comprovar que os componentes oculares e cerebrais necessários para a visualização e discriminação das cores existem no olho felino, embora com algumas limitações e sem a certeza do quanto são funcionais. Já foi provado que os gatos são capazes de diferenciar certas cores, desde que o objeto colorido não esteja muito distante de seus olhos.

Os gatos também possuem uma terceira membrana protetora dos olhos, chamada de membrana nictitante. Essa membrana fecha parcialmente quando o gatinho está doente.

GATOS CONQUISTAM BRASILEIROS E POPULAÇÃO CRESCE MAIS QUE DE CÃES

REPORTAGEM EXIBIDA NO PROGRAMA BOM DIA BRASIL EM 02/07/2012 MOSTRA O ESPAÇO QUE OS GATOS TEM NOS LARES BRASILEIROS HOJE. A POPULAÇÃO DE GATOS CRESCE 8% AO ANO NO BRASIL, ENQUANTO A DE CÃES CRESCE 4%!

CLIQUE NO LINK VEJA O VÍDEO NA ÍNTEGRA: GATOS CONQUISTAM BRASILEIROS E POPULAÇÃO CRESCE MAIS QUE DE CÃES

As pessoas estão trocando de melhor amigo. Os gatos estão conquistando corações. Eles se adaptam bem a apartamentos, não precisam passear com o dono e não fazem barulho. Por isso, a população de gatos domésticos tem crescido muito mais rapidamente que a de cães.

Os cachorros perdem espaço na ONG de animais abandonados. De cada dez bichos adotados, sete são gatos. Karla já escolheu um. Carrega as fotos dele no celular. Falta só convencer o marido: “Eu não quero porque tenho receio. Tenho cachorro. Sempre tive cachorro”, diz o marido Sérgio.

“Se a gente quiser viajar, a gente pode ir tranquilo. Deixa ele lá. Põe a comidinha dele ele fica, tranquilo. Se vira bem”, comenta Carla.

A bancária Cristina tem dois no apartamento: “Acho que cachorro é mais fácil de as pessoas se apaixonarem, porque automaticamente cachorro já conquista todo mundo. Enquanto que o gato a gente tem que conquistá-lo primeiro”.

Nos Estados Unidos, o número de gatos domésticos já supera o de cães. O Brasil segue o mesmo caminho. O número de casas com gatos de estimação é cada vez maior.

O mercado brasileiro de produtos para animais domésticos já percebeu essa tendência. Espera para este ano um crescimento maior da população de gatos do que de cachorros. Aí surge todo tipo de produto: ração específica, areia importada para o bichinho fazer xixi. Uma até mostra se existe algum problema na urina. Surgem também os brinquedinhos. Os arranhadores gigantes são os preferidos deles.

Claudia e Fabio gastam R$ 1,7 mil por mês com os gatos. São 14 espalhados pelo apartamento: “Ter três gatos no apartamento muita gente nem percebe e, às vezes, um cachorro o bloco inteiro reclama”, opina Fábio Rinaldi.

“É diferente. Ele é fiel também, companheiro, mas existe o momento dele. Então você tem de respeitar o momento dele e o seu momento. Você quer o carinho dele e ele não quer o seu colo. Então você tem de respeitar individualidade dele. Ele tem personalidade forte. É o momento dele. Mas o momento dele é muito bom. Tão bom quanto o cachorro. Mas a nossa preferência é gato”, diz Claudia.

No Brasil, a população de cães cresce cerca de 4% ao ano. A de gatos cresce o dobro: mais de 8% ao ano.

QUEM CONVIVE COM GATOS VIVE MELHOR, SEGUNDO ESTUDO

De ANDA – Agência de Notícias de Direitos Animais. Link original http://www.anda.jor.br/20/05/2012/quem-convive-com-gatos-vive-melhor-segundo-estudo

Por Roberta Oliveira (da Redação – EUA)

Quando você pensa em algo que melhore sua saúde, adotar um gatinho vem à sua mente? De acordo com informações do site Future Medica, profissionais de saúde e pesquisadores afirmam que conviver e cuidar de um gato traz muitos benefícios à saúde.

Baixa o risco de doenças cardiovasculares Um estudo da Universidade de Minnesota descobriu que pessoas quem possuem gatos possuem de 30 a 40 menos chance de morrer de doenças cardiovasculares.

Reduz risco de ataques do coração Não é somente todo o sistema cardiovascular que é beneficiado, mas o coração também.

Melhora o sistema imunológico – Gatos sabem quando você não está se sentindo bem, e oferecem conforto, lhe ajudando a se recuperar, e melhorar o sistema imunológico.

Diminui as chances de desenvolver alergias Se você pretende ter um bebê, adote um gato, pois eles ajudam a prevenir alergias em crianças.

Ajuda a prevenir asma em crianças Além de ajudar a prevenir alergias, há evidências que a convivência com gatos ajuda a prevenir asmas em crianças. O contato com gatos desde criança ajuda a prevenir várias doenças respiratórias.

Reduz pressão arterial Curtir a companhia de um gatinho ajuda a reduzir a pressão arterial. Afagar um gato é relaxante e ajuda a diminuir a pressão.

Baixa os níveis de triglicérides Você pode baixar seus níveis de triglicérides ao se exercitar e comer poucos carboidratos (especialmente alimentos processados). Mas você pode fazer mais. Além de malhar e comer bem, ter um gato também ajuda. Estudos mostraram que possuir um gato diminui os níveis de triglicérides e melhora o sistema imunológico.

Baixa o nível de colesterol Um estudo em 2006 no Canadá mostrou que donos de gatos têm mais sucesso em redução de colesterol, do que pessoas tomando medicamentos.

Reduz risco de derrame Um estudo da Universidade de Minnesota mostrou que donos de gatos têm menos chances de sofrer um derrame.

Reduz estresse Tutelar um gato traz muitos benefícios psicológicos, e um deles é aliviar o estresse. Poder cuidar de um animal, ter um gatinho para abraçar faz você se sentir bem, e reduz o nível de estresse.

Reduz ansiedade Afagar um gato é calmante. Quando você está ocupado cuidando de um gato, você se preocupa menos.

Ajuda com depressão Tutelar um gato não cura a depressão, mas ajuda a não pensar em problemas, e se focar em outras coisas.

Ajuda com autismo O autismo é marcado pela dificuldade de interação social e comunicação com outras pessoas. Possuir um gato ajuda nesses casos.

Reduz a solidão Muitas pessoas possuem sentimento de solidão e acham conforto na companhia de um gato.

Menos visitas ao médico Estudos mostraram que lares para idosos que permitem que os residentes possuam gatos gastam menos com medicamentos.

Vida mais longa Gatos trazem muitos benefícios que podem prolongar a vida de seus tutores.

Adotar é um ato de amor, seja um gato ou qualquer outro animal, e é para a vida toda. Não se está aconselhando ninguém a adotar um gato somente pelos benefícios à saúde. Quem ama seu animalzinho sabe como a relação com eles é especial, assim como o amor incondicional que eles demonstram por nós, e como nós somos os responsáveis pelo bem estar deles.

TUDO SOBRE PELOS DE GATO!

Publicado por Purina Cat Chow Brasil em http://www.facebook.com/note.php?note_id=311304278890067

TIPO DE PELOS E FUNÇÕES

A composição dos pelos dos gatos varia entre as raças, mas podemos dividir em dois grandes grupos, os de pelos curtos e os de pelos longos, sendo mais comuns os de pelagem curta, já que geneticamente essa é uma característica dominante, porque para um felino selvagem é muito mais fácil cuidar da pelagem se ela for curta, não é verdade?

Além de proteger os bichanos do frio, os pelos podem indicar o humor e até mesmo ajudam na hora de uma briga como “medida de defesa”, para intimidar o adversário; o gato pode arrepiar os pêlos do dorso e da cauda criando uma ilusão de ser maior.

BANHO DE GATO

Gatos tem uma incrível facilidade para limpar e pentear a própria pelagem. Pesquisam revelam que gastam, em média, 15% do tempo realizando este trabalho que começa com lambidas nas patas dianteiras até que fiquem molhadas, depois as passam vigorosamente sobre a cabeça, repetindo o procedimento ao longo de todo o corpo, intercalado por lambidas, encerrando com uma limpeza completa da cauda.

REGURGITAÇÃO DE BOLAS DE PELO

Durante esse processo de limpeza, os gatinhos acabam engolindo muitos fios, e aqueles que têm pelos longos são os mais prejudicados. O sistema digestivo dá conta de boa parte dos pelos expelindo-os pelo intestino, mas de vez em quando, regurgitam. Se ele faz isso de duas a três vezes por mês, não há um motivo para preocupação, mas se notar que o seu gatinho tenta repetidas vezes expelir pelos sem sucesso, apresentar prisão de ventre e perda de apetite, a massa de fios pode estar presa no estômago ou no intestino delgado, sendo um tipo de problema mais sério. Nesse caso, procure imediatamente um veterinário.

Leia mais em https://blogfelino.wordpress.com/2012/01/17/bolas-de-pelos-dos-gatos/

GATOS DE PELOS LONGOS

Mesmo com toda a dedicação que os gatinhos têm com a limpeza da pelagem longa (persa, himalaia, angorá, por exemplo) precisam de ajuda de seus donos, e algumas vezes da mão de um profissional, para manter a pelagem limpa adequadamente.

ESCOVAÇÃO DOS PELOS

Escovação dos pelos gera afeto e oportunidade de “investigar” seu gatinhoEscovar o gato cuidadosamente é a uma das melhores maneiras de evitar problemas com os pelos, mesmo para os gatos de pelagem curta. Normalmente os felinos aceitam bem este momento, já que o ritual de pentear-se mutuamente serve para criar vínculos entre os gatos e ainda é uma oportunidade para o bichinho relaxar. O ideal é acostumá-lo desde filhote, assim quando crescer, já estará acostumado com o processo. E ainda, no momento em que esteja cuidando dos pelos, pode investigar o seu gatinho e verificar se ele não está com a pele irritada, ou se há lesões, inchaços, tumores, carrapatos, pulgas ou qualquer outro problema que possa exigir a atenção de um veterinário.

Existe também no mercado uma espécie de “Pente de Parede” que pode ser afixado em um dos cantos da sala por exemplo, onde seu gatinho costuma passar. As cerdas são um convite para que o gato se esfregue e acabam por reter boa parte dos pelos soltos.

PERÍODO DE TROCA DE PELAGEM E OUTROS MOTIVOS PARA QUEDA DE PELOS

Muitas pessoas comentam que os gatos estão soltando mais pelos do que de costume, o que acontece é que todos os gatos passam por um período de troca de pelo, que acontece normalmente no período do ano em que os dias são mais longos (verão).

Os gatos domésticos perdem menos pelos, mas para eles a mudança também ocorre anualmente. A queda também pode ser causada por estresse, ou por algum tipo de doença, além do que as fêmeas que acabaram de ter filhotes perdem mais pelos que o normal.

Leia mais em https://blogfelino.wordpress.com/2012/02/26/queda-de-pelos-nos-gatos-e-normal/

ALERGIA AO PELO DO GATO?

O que muita gente pensa, é que o pelo do gato causa alergia, mas o que acontece na verdade, é que a alergia é causada pela combinação pelos + saliva.  Com o hábito de lamber-se, os pelos que ficam pelos estofados, cortinas e no ar, são resultado dessa combinação que pode causar reações alérgicas e até crise de asma. Para amenizar o problema, mantenha o hábito de escovar o seu gato, evitando os depósitos de pelos espalhados pela casa.

Por estar associado à saliva e não ao pelo não existe uma recomendação de gatos menos alérgicos, mas vale a dica de preferir os de pelos curtos e manter o hábito de escovação, de preferencia, quando a pessoa alérgica não estiver em casa.

E SE O GATO NÃO SE LAMBE OU SE LAMBE EXCESSIVAMENTE?

Caso o seu gato não limpe os próprios pelos recomenda-se a procura de um veterinário, pois pode estar sofrendo de algum tipo de doença séria, ao contrário, se ele se limpa excessivamente, pode ser o caso de algum distúrbio psicológico.

Leia mais em https://blogfelino.wordpress.com/2012/01/11/alopecia-psicogenica-felina/

EM CASOS DE EMERGÊNCIA:

Caso você encontre alguma coisa estranha na pelagem do seu gatinho é melhor que seja retirado imediatamente para que não seja ingerido durante o processo de limpeza e fique doente.

Aqui temos algumas dicas do que fazer em caso de:

CARRAPICHOS: um pente de metal costuma resolver o problema. Para remover carrapichos que penetram mais profundamente na pelagem, passe óleo vegetal na área afetada. Se esse método também falhar, retire o carrapicho com uma tesoura, mas cuidado para não ferir o seu gatinho.

GOMA DE MASCAR: aplique gelo sobre a área para diminuir a viscosidade, depois puxe suavemente e corte-a com cuidado. Existem, como alternativa, vários produtos que facilitam a remoção da goma sem necessidade de cortar a pelagem.

TINTA: caso se trate de tinta lavável, mergulhe a área afetada em água durante cinco minutos ou até que o produto amoleça. Em seguida, use os dedos para esfregar a pelagem e remova a tinta. Se a mancha for de tinta à base de óleo ou de verniz, será necessário puxar cuidadosamente os pelos atingidos e cortar. Atenção: Jamais aplique removedor, gasolina nem outros solventes em seu gato.

PICHE: quando a pelagem do felino fica manchada com essa substância, quase sempre é preciso cortá-la. Algumas vezes, porém, uma boa aplicação de vaselina pode resolver o problema. Esfregue a vaselina sobre uma pequena parte da área afetada e em seguida retire o alcatrão amolecido com uma toalha limpa. Repita a operação quantas vezes forem necessárias e depois lave o gato com xampu adstringente.

INTOXICAÇÃO EM FELINOS

Postado por M.V. Raquel Redaelli

NUNCA MEDIQUE SEU GATO SEM ORIENTAÇÃO MÉDICA!  O maior número de intoxicações em gatos estão relacionadas ao fornecimento de paracetamol e ao uso de produtos para pulgas não indicados para gatos! Muito cuidado também com plantas e alguns alimentos.

As intoxicações em animais domésticos ocorrem principalmente no ambiente doméstico. A maioria dos acidentes com gatos ocorre pelo desconhecimento dos proprietários que acabam colocando o animal em contato com produtos ou medicamentos tóxicos.

Os gatos são mais seletivos que os cães com sua alimentação, além de recusarem alimentos que apresentem um odor que não lhes agrade. Porém os gatos apresentam peculiaridades metabólicas que podem favorecer um quadro de intoxicação quando comparados a outras espécies animais, pois apresentam deficiência relativa na conjugação de substâncias (e os medicamentos podem ficar mais tempo no organismo do gato) e apresentam maior susceptibilidade a sofrer lesões oxidativas nos eritrócitos (causando anemias hemolíticas). Além disso, possuem o hábito de lambedura, que provoca a ingestão de produtos que estão na pele ou no pelo.

Alguns medicamentos intoxicam somente se forem administrados em dose alta ou em espaço de tempo menor do que o indicado. Enquanto outros, intoxicam com uma única e pequena dose.

Em gatos os principais sintomas se intoxicação são apatia, dilatação ou contração das pupilas, convulsões ou outros sinais neurológicos (incoordenação, mudança de comportamento, etc.), podendo ocorrer também vômito e diarréia.

É importante levar o gato intoxicado ao veterinário imediatamente e informar o máximo sobre: onde vive o animal, onde fica a maior parte do dia, quem cuida e está mais tempo com ele, se o local onde vive passou por reformas, pinturas, se costuma mexer no lixo, que produtos de limpeza utiliza, se faz uso de inseticidas e quais, se o local sofreu dedetização, etc.

MEDICAMENTOS HUMANOS QUE NUNCA DEVEM SER DADOS / UTILIZADOS PARA GATOS: paracetamol (Tylenol), diclofenaco (Cataflan), ibuprofeno (Alivium), fenazopiridina (Piridium), ácido mefenâmico (Ponstan), Fleet Enema.

PRODUTOS VETERINÁRIOS QUE NÃO DEVEM SER USADOS EM GATOS: monosulfureto de tetraetiltiuran (em sprays para uso tópico contra dermatites), benzocaína (em cremes de uso tópico para dermatites), azul de metileno (no spray “azulão”), hexaclorofeno (em shampoos antissépticos), carbamato (em remédios contra pulgas).

MEDICAMENTOS QUE DEVEM SER USADOS COM CAUTELA: antiinflamatórios não esteroidais em geral (cetoprofeno, meloxican), ácido acetil salicílico (AAS, aspirina).

ALIMENTOS QUE NÃO PODEM SER DADOS PARA GATOS: alho, cebola, chocolate (mesmo que não seja puro nem cru). 

OUTROS PRODUTOS (evitar contato direto e retirar os animais do local da aplicação): produtos de limpeza, adubos, agrotóxicos, produtos químicos (tinta, solventes, etc), cloro.

PLANTAS TÓXICAS: ciclame, hera, lírio da paz, jibóia prateada, cheflera, sagu de jardim, mamona, amarílis, espirradeira, folha de veludo, tulipas, azaléia, maconha, teixo, samambaia, renda portuguesa, espada de São Jorge, comigo-ninguém-pode.

PRIMEIRAS MEDIDAS EM CASO DE INTOXICAÇÃO

1. Retirar restos da substância do animal.

2. Guardar a embalagem do produto (vazia ou com resíduo) para identificação posterior.

3. Ligar imediatamente para o Centro de Informação Toxicológicas (CIT http://www.cit.rs.gov.br/  0800 721 3000).

4. Procurar um Médico Veterinário.

É VERDADE QUE GATOS TRICOLORES SEMPRE SÃO FÊMEAS?

DO SITE DA REVISTA MUNDO ESTRANHO, ACESSO PELO LINK http://mundoestranho.abril.com.br/materia/e-verdade-que-gatos-de-tres-cores-so-podem-ser-femeas

Digamos que é quase verdade, já que menos de 1% dos gatos tricolores são machos e, ainda assim, frutos de uma anomalia cromossômica.

Para entender como é definida a cor da pelagem dos gatos, primeiro é preciso saber duas coisas: essa característica é herdada dos pais do animal e os genes das cores (preto, branco e amarelo) estão presentes no cromossomo X. Na reprodução, a fêmea passa para o filhote um cromossomo do tipo X e o macho pode enviar um X, dando origem a uma fêmea (XX), ou um Y, formando um macho (XY). Cada gato, portanto, tem um par de genes relativos à cor e esses genes podem ser do tipo dominante ou recessivo.

“Para uma fêmea ter três cores ela precisa possuir um cromossomo X com o gene amarelo e o outro X com o gene branco dominante”, afirma a bióloga e doutora em genética animal Edislane Barreiros de Souza, da Universidade Estadual Paulista (Unesp), em Assis (SP). No caso do macho, para ele ser tricolor, precisaria ter também dois cromossomos X (o com o gene amarelo e o com o branco), além do cromossomo Y, que o torna do sexo masculino. Isso resultaria numa aberração cromossômica. Quando tal raridade acontece, o gato tricolor (XXY) é estéril.

ZUCA

ARRANHADURA DE OBJETOS FEITA PELOS GATOS

POR JOICE PERUZZI, MÉDICA VETERINÁRIA ESPECIALIZADA EM COMPORTAMENTO DE CÃES E GATOS E HOMEOPATIA. http://www.comportapet.com.br

A arranhadura de objetos é uma reclamação constante dos donos de gatos. Para evitar isso, devemos entender o que se passa com nosso bichano para que as medidas de controle sejam efetivas.

A arranhadura pode ter propósitos diferentes, dependendo do contexto onde ela está colocada: pode ser uma forma de brincadeira, uma maneira de “afiar” as unhas ou um tipo de marcação territorial. Como marcação territorial, ela funciona visualmente e olfativamente, já que o gato pode liberar feromônios na arranhadura de objetos.

O ideal é educar o gato desde a chegada em casa, sempre estimulando o uso dos arranhadores, oferecendo diferentes modelos para que ele possa escolher o seu preferido. Para ajudar, pode-se usar spray de catnip nos arranhadores ou prender brinquedos recheados com a erva, para que o gato se sinta atraído ao arranhador.

No entanto, nos casos onde a arranhadura já acontece há bastante tempo, precisamos entender o contexto. Saber se o gato usa também arranhadores, se também faz marcação com urina e fezes e se algo aconteceu na época em que ele começou a arranhar ajudam a diferenciar brincadeira de marcação territorial.

No caso de marcação, precisamos entender o motivador para isso (mudanças de casa, introdução de novos membros, mudança na rotina do dono) e trabalhar para tornar um ambiente menos hostil ao gato, usando enriquecimento ambiental e reaproximação entre membros, por exemplo. Além disso, o uso de terapia com feromônios pode ser benéfico, usando o produto diretamente no objeto danificado e oferecendo um arranhador com catnip por perto. A feromonioterapia funciona nesses casos, pois o produto usa um feromônio sintético similar à fração do feromônio facial dos felinos antagonista à marcação de objetos.

Outra opção para prevenir arranhaduras ou ajudar na correção do comportamento é usar plástico filme no local arranhado, pois o gato não gosta da sensação do plástico aderindo à pata dele. Mas não esqueça que é essencial deixar arranhadores disponíveis para o gato em locais visíveis!

Gatos não castrados sempre tem maior tendência à marcação territorial.Por isso a castração, tanto de machos quanto de fêmeas, pode ajudar a reduzir a arranhadura a objetos.

Nos casos em que a arranhadura é causada por problemas territoriais como a superpopulação felina, é difícil reverter o quadro, pois mesmo um trabalho intenso de enriquecimento ambiental e adequação do espaço e manejo podem não ser suficientes para adaptar todos os felinos à situação.

QUEDA DE PELOS NOS GATOS: É NORMAL?

Postado por Luciana Marchioro, Médica Veterinária Dermatóloga (especialização em Dermatologia Veterinária). Atua em Caxias do Sul.

É comum nós, Médicos Veterinários, nos depararmos  com a seguinte pergunta: “meu gato está perdendo muito pelo, é normal?”. Pois esta é uma indagação de difícil resposta, principalmente sem uma avaliação clinica e exames complementares

Uma consulta dermatológica detalhada poderá classificar esta perda de pelos de acordo com a intensidade,  quantidade,  localização (se é generalizada ou em pontos isolados, caracterizando alopecia), também averiguando a qualidade da alimentação, estado nutricional, estação do ano, idade, condição de saúde geral do gatinho, pois a pele e os pelos são o espelho da saúde interna… Estes são alguns pontos que determinam se a queda de pelo é fisiológica (normal) ou se está relacionada a alguma doença de pele.

A raça influencia muito nesta perda, pois ao contrário do que a maioria das pessoas pensam, gatos de pelos longos perdem MENOS pelos que os gatos de pelos curto. Isso ocorre pois os pelos longos apresentam um ciclo de crescimento e renovação mais demorado que a dos animais de pelo curto. Quando o pelo alcança o tamanho determinado pela raça, ele cai, crescendo outro em seu lugar.

A época do ano e a temperatura ambiente tem grande influência na troca da pelagem. Os gatos costumam perder mais pelo em épocas de calor. No nosso país, onde temos picos de calor diversas vezes ao ano, a queda por esse motivo se torna praticamente constante.

E deve-se lembrar que em situações de estresse, como manipulação indesejada, presença de outros animais, saídas de casa, etc, assim como em situações de doença, desnutrição e geriatria, o gato tende a perder mais pelo que o considerado normal, sem apresentar alguma alteração na pele que justifique.

Existem outros fatores considerados patológicos, ou seja dermatopatias (doenças de pele) que devem ser descartadas quando há a queixa de queda excessiva de pelos. Alguns exemplos são alopecia auto-infligida, alopecia psicogênica                   (leia sobre esse tema em https://blogfelino.wordpress.com/2012/01/11/alopecia-psicogenica-felina/),  dermatofitose, alopecia por diluição da cor, displasias nutricionais ou congênitas do pelo, tricomicose, tricorrexe nodosa, defluxo telogênico, alopecia  endócrina, distúrbios pigmentares  do crescimento do pelo, entre outras.

Quando notar uma perda excessiva de pelos que o incomode,  ou qualquer outra alteração na pele e pelagem do animal, o clínico veterinário deve fazer uma avaliação aprofundada, afim de esclarecer a causa para o problema.

Se a queda de pelos for diagnosticada como fisiológica (normal e esperada), é indicado que o gatinho seja escovado (utilizando escova especial para gatos) diariamente, para remover o excesso de pelos soltos, evitando assim que os pelos caiam pela casa e, principalmente, evitando a ingestão excessiva de pelos pelo gato durante sua higiene pessoal, que ocasiona o acúmulo e eliminação de “bolas de pelo”, que podem causar problemas a longo prazo ao gatinho (leia mais sobre bolas de pelo em https://blogfelino.wordpress.com/2012/01/17/bolas-de-pelos-dos-gatos/).

Imagens deste post: site http://www.osgatos.com.br e medfelina.blogspot.com

COMPORTAMENTO ALIMENTAR DOS GATOS

Por M.V. JOICE PERUZZI, homeopata e especialista em COMPORTAMENTO ANIMAL. Conheça mais sobre o serviço em http://www.comportapet.com.br

O comportamento ingestivo dos felinos pode nos ajudar a entender de onde vem os mitos de que gato é seletivo, difícil de agradar, que não come qualquer coisa, etc.

Para compreender o comportamento dos gatos devemos sempre lembrar que são caçadores solitários e devem primar pela sua segurança e conforto. Por isso, ele sempre irá optar por alimentos que ele conhece e não fazem mal a ele, assim como por uma água de boa qualidade.

Esse processo de conhecimento começa com a mãe, no início do desmame, com 4 semanas. Os filhotes tendem a imitá-la na alimentação. Inicia-se também o processo de apresentação da caça, ou seja, ela traz presas (pássaros, ratos, insetos, etc.) mortas para os filhotes se alimentarem. Com o passar do tempo, começa a trazer animais semi-vivos para que eles aprendam a caçá-los e matá-los.

Sabe-se que a preferência alimentar dos felinos domésticos é traçada até os 6 meses de idade. Nesse período, é importante oferecer ao gato algumas opções de alimentação (ver texto de Dicas de Alimentação para Gatos https://blogfelino.wordpress.com/2011/10/12/dicas-de-alimetacao/) para que ele seja acostumado com uma dieta variada. Gatos muito restritivos em sua alimentação provavelmente não foram apresentados a outras formas de alimento até os 6 meses de idade, apresentando uma aversão a alimentos diferentes (neofobia). Já os gatos com dieta variada nesse período tendem a demonstrar interesse em alimentos novos (neofilia), ou seja, estão dispostos a experimentar dietas diferentes. Isso pode ser decisivo na introdução de dietas terapêuticas, por exemplo.

Os gatos adultos fazem de 9 a16 refeições ao longo do dia, por isso a alimentação deve ser feita à vontade. A ingestão de água é um tópico muito importante, já que alguns animais param de beber se a água estiver suja ou a vasilha não for adequada. Os gatos naturalmente preferem água corrente, pois é uma água que não retém impurezas, como a água parada, por isso o sucesso das fontes para gatos.

Zuca e sua fonte nova…    A gatinha da foto adora tomar água da torneia, vive pedindo. E se adaptou muito bem com a fonte (não é propaganda dessa marca, pode ser qualquer uma!). Quando ligo na tomada, ela vem correndo, e fica horas tomando!!

É importante ressaltar que, apesar de comerem vegetais, frutas, laticínios e carboidratos, os gatos são carnívoros restritivos e os aminoácidos (presentes na carne) é imprescindível para seu desenvolvimento. 

O GATO COMO ELE É

O vídeo a seguir foi produzido pelo Instituto Nina Rosa e mostra exatamente qual é a essência dos gatos. É PERFEITO! Vale a pena assistir. Quem gosta de gatos se identifica totalmente, e quem não gosta percebe que não o conhece de verdade! 

O Instituto Nina Rosa – projetos por amor à vida é uma organização independente, sem fins lucrativos, que atua voluntariamente, com autonomia. Desde 2000 promovemos conhecimento sobre defesa animal, consumo sem crueldade e vegetarianismo. O trabalho é financiado com a venda do material que produzimos e com doações espontâneas de pessoas físicas.

O vídeo foi retirado do YouTube e está separado em 3 partes.

 

BOLAS DE PELOS DOS GATOS

Do site www.me-adota.blogspot.com, que promove a doação de gatinhos em Niterói – RJ e fornece diversas informações para aqueles que se preocupam com a saúde de seus gatos.

 

Quem não se lembra da hilária cena de Shrek, em que o Gato de Botas faz o maior estardalhaço para vomitar uma bola de pelos?

A maioria dos gatos apenas tosse e vomita um montinho nojento de pelos emaranhados – que, apesar do nome, tem formato de “charuto” e não de “bola”-, mas alguns realmente dão um verdadeiro show. O meu mais velho costumava gritar como se estivesse morrendo engasgado. Era uma cena bastante dramática e, apesar de um comportamento normal dos gatos, para um proprietário inexperiente, pode ser bastante assustador. E quem cria gatos há algum tempo sabe: em geral, o alvo é o sofá ou o tapete (raramente eles “miram” no piso frio ou qualquer outra superfície fácil de limpar).

BAD HAIR DAYS

Por ser um animal muito cuidadoso com a própria higiene, o gato passa boa parte do tempo se lambendo e, com isso, acumula uma grande quantidade de pelos no estômago. Esses pelos causam desconforto e precisam ser expelidos através de vômitos ou fezes. Quando isso não ocorre, o excesso de pelos mortos no organismo pode causar problemas digestivos e intestinais (fezes ressecadas, constipação ou até uma séria obstrução intestinal), além de falta de apetite e apatia. Em alguns casos mais graves, pode ser necessário até uma intervenção cirúrgica.

Leve seu gato ao veterinário ao notar os seguintes sintomas: falta de apetite, apatia, dificuldade para defecar ou vômitos frequentes!

COMO PREVENIR

Escovação escovar seu gato diariamente ou, no mínimo, 3 vezes por semana, ajuda a eliminar boa parte dos pelos mortos que seriam engolidos por ele. E, de quebra, diminui consideravelmente os pelos que se espalham pela casa.

Pastas específicas – existem muitas no mercado, como a nacional Malt Paste e as importadas Hair Ball Remedy, Grass Gel e Laxatone, entre outras.

Grama – sim, grama! Você pode comprar as vendidas em pet shops ou plantar trigo, milho ou alpiste em casa. A maioria dos gatos adora!

Apesar de carnívoros, os gatos costumam ter uma forte “queda” por folhinhas verdes. Aqueles criados em apartamento e sem acesso à grama de um jardim ou quintal, atacam qualquer “coisa verde” que encontram pela frente, o que pode ser um problema, já que muitas dessas (nem tão) inocentes plantinhas ornamentais são tóxicas. O que fazer, então? Plantar graminhas para seus gatos “pastarem” com segurança pode ser a solução.

Os felinos saem atrás de “graminhas” para providenciar fibras vegetais, que irão regularizar o trato intestinal e auxiliar na eliminação dos bolos de pelos acumulados em seus intestinos” (webanimal)

COMO OS GATOS CAEM EM PÉ?

Da edição especial da Revista Super Interessante sobre Cães e Gatos (out / 2011).

O reflexo corretivo ajuda o gato a virar o corpo em segundos e amortecer o impacto. Basta que a queda seja no mínimo a 60 cm do chão para que os gatos se virem completamente para aterrisar com as quatro patas. Já a altura máxima do tombo que o gato pode suportar, só a sorte pode dizer (ver texto “Gato Paraquedista”: Por que os gatos caem das janelas? Quais as consequências da queda?).

Entenda qual o mecanismo que faz com que os gatos caiam em pé:  

1.  Todo mamífero possui um sistema chamado vestibular que fica dentro do ouvido. Os gatos tem uma sensibilidade acima do normal. Um aumento de pressão na região funciona como alerta quando identifica que a cabeça não está na posição correta.

2.  O cérebro interpreta as informações e manda sinais elétricos para o aparelho locomotor. Os músculos recebem o comando para virar o corpo. A cabeça é a primeira parte a girar em busca de equilíbrio.

3.  Em seguida o gato gira a porção superior do tronco. Ele consegue fazer isso antes do resto do corpo porque os ombros não são fixos ao esqueleto principal (gatos não tem clavícula). As patas dianteiras se estendem e espalmam. Elas ajudam a proteger a cabeça do impacto e também auxiliam na orientação.

4.  Chega a hora de alinhar a outra parte do tronco. As patas traseiras giram para se alinhar à parte da frente. O rabo funciona como uma cauda de avião, que ajuda a dar estabilidade na rotação do corpo.

5.  A coluna é arqueada e as patas se estendem para aumentar o atrito com o ar. A postura serve como uma espécie de planador, diminuindo a velocidade com que o gato chega ao chão.

6.  Na aterrissagem, seu tamanho pequeno e seus ossos leves também ajudam a reduzir a velocidade com que atinge o solo. Em queda livre os gatos chegam a atingir a velocidade de100 Km/h (metade da velocidade terminal do corpo humano).  

“GATO PARAQUEDISTA”: PORQUE OS GATOS CAEM DAS JANELAS? QUAIS AS CONSEQUÊNCIAS DA QUEDA?

Postado por M.V. Raquel Redaelli. Adaptado dos livros Coletâneas em Clínica e Cirurgia de Felinos e O Paciente Felino.

               Conhecida também como “Síndrome da queda de alturas”, os acidentes que envolvem quedas de gatos das janelas e sacadas são uma realidade do mundo moderno, onde temos um maior número de pessoas vivendo em apartamentos, e que tem os gatos como animal de estimação ideal.

              Ao contrário do que se diz por aí, as quedas não são suicidas, e sim acidentais. Os felinos são ágeis e destemidos, mas podem ser prejudicados por sua curiosidade e instinto de caça, e é nesse momento que os acidentes ocorrem. Gatos jovens sofrem quedas com mais frequência, fator que pode ser atribuído à inexperiência.

               Nas quedas, cerca de 90% dos gatos sobrevivem. Em média, 3% morre na queda ou logo após, 37% precisam de atendimento emergencial, 30% precisam de tratamento não emergencial e 30% não precisam de qualquer tratamento (Fonte: O Paciente Felino 3ª edição).

               O curioso é que os gatos sofrem lesões mais graves mais quando caem de alturas menores! Na verdade, quando caem de alturas até 7 andares, as lesões ocorrem mais em extremidades e são mais evidentes, e quando caem de alturas maiores, conseguem distribuir melhor o peso no impacto e as lesões ocorrem mais a nível interno, principalmente em tórax.

               Em quedas até o sétimo andar, as lesões são mais graves conforme a altura, ocorrendo principalmente fraturas múltiplas. Até esta altura, a velocidade máxima de queda não foi atingida, e o sistema vestibular sofre estimulação contínua, causando rigidez dos membros e incapacidade de preparação para uma aterrissagem horizontal.

                Acima dessa altura, o número de lesões estabiliza ou diminui. Acredita-se que isso ocorra pois gatos que caem a altura maior de sete andares, atingem a velocidade de 90  Km/h, o que estimula ao máximo o aparelho vestibular, e o gato assume uma postura mais horizontal e menos rígida, com impacto distribuído igualmente pelo corpo. Isso ocorre em gatos que estão conscientes durante a queda.

               O gato consciente e com reflexos posturais (vestibulares e cerebelares) intactos impõe correções posturais durante a queda, resultando em desaceleração corporal e aumento da área de impacto, Primeiro, ele retoma, ainda no ar, a posição de estação, com os quatro membros para baixo. Se a queda for mais alta, o gato progressivamente afasta os membros do corpo (formando uma espécie de “paraquedas”), posição na qual aumenta o atrito com o ar e a aceleração da gravidade é minimizada pela resistência. As lesões observadas são mais difusas e menos evidentes, pois o trauma ocorre simultaneamente no tórax, abdome, face interna dos quatro membros e parte ventral do pescoço e cabeça.

               As lesões que acometem com mais frequência os gatos após a queda são: traumatismo torácico, contusões pulmonares, pneumotórax, ferimentos diversos, fraturas de membros, fraturas dentárias, de palato duro e de mandíbula.

               A queda de um gato, independente da altura, deve ser tratada como emergência, pois podem ocorrer lesões “silenciosas”, ou seja, pouco evidentes, que podem causar a morte do animal se não tratado adequadamente.

Nem precisaria ser dito, mas não vamos brincar com a sorte e pagar para ver o que acontece! Para prevenir este tipo de acidente, é indicado colocação de telas em todas as janelas e sacadas dos apartamentos.

 

COISAS QUE VOCÊ PRECISA SABER SOBRE OS GATOS

CURIOSIDADES SOBRE OS GATOS, DO SITE www.osgatos.com.br

Embora tenhamos descoberto muitas informações interessantes sobre gatos, ainda hoje continuamos a nos surpreender. Enumeramos aqui algumas coisas que você deve saber para entender seu animal.

1 – Gatos são animais carnívoros. Por isso, a ração para eles contém um teor alto de proteínas . Entretanto, no ambiente selvagem, se alimentavam de animais herbívoros, ingerindo indiretamente pequenas quantidades de ervas que a presa ingeriu.

2 – Gatos percebem menos os sabores doces. Contudo, seu paladar é muito desenvolvido. São muito exigentes na hora de se alimentar. É normal que recusem ração que não seja servida na hora ou refeições que não pareçam frescas. (gatos apresentam menos de 500 papilas gustativas, enquanto humanos possuem 9 mil, por isso baseiam-se no odor dos alimentos.)

3 – O gato é, provavelmente, o mais sensitivo dos mamíferos. Gatos foram apontados por biólogos como possivelmente o mais sensitivo dos mamíferos. Isto por seus sentidos apuradíssimos que fazem dele, no ambiente selvagem, um poderoso predador.

4 – Gatos enxergam no escuro. Gatos vêem as coisas no escuro muito melhor do que nós humanos. Precisam somente de um sexto da luz do que nós precisamos para ver. Entretanto, em situações de muita luz, a nitidez da visão é prejudicada. Os gatos têm campo visual com abertura estimada em 200°, contra 180° de humanos.

5 – Gatos têm a audição apuradíssima. São capazes de ouvir sons ultrassônicos. Na verdade também se comunicam por sons nesta frequência. Cães e humanos, por exemplo, não percebem esses sons. Um humano ouve até 20 khz, um gato ouve até 65 khz. (além disso, o movimento das suas orelhas permite “rastrear” sons do ambiente)

6 – Gatos percebem os cheiros muito melhor do que nós. Um gato doméstico possui o olfato 14 vezes mais potente que humanos, mas ficam em desvantagem em relação ao poderoso olfato dos cães.

7 – Gatos manipulam os humanos. E tem muitas armas para isso. Um estudo de 2009 descobriu que os gatos usam o ronronar para manipular seus donos. Ficou comprovado que eles ronronam para conseguir comida, ou carinho, por exemplo. (quem não se derrete com o ronronar de um gato?)

8 – Gatos correm mais rápido do que o humano mais veloz. Um gato doméstico é capaz de atingir a velocidade de 48km/h. O máximo que o humano mais rápido já atingiu foi 43km/h.

9 – Gatos precisam ingerir taurina. A maioria dos animais produz naturalmente este aminoácido. Porém, os gatos precisam incluir este elemento em sua dieta. Caso contrário, podem ficar cegos. Por isso, as rações para gatos já incluem a taurina. (por isso a importância de fornecer ração formulada para gatos)

10 – Gatos se comunicam. Usam a linguagem corporal, miados e “ronrons”. Quando se esfregam um nos outros (ou em pessoas, ou em objetos) por exemplo, os gatos estão fazendo um gesto de amizade. Quando uma fêmea se esfrega em um macho, deve estar demonstrando interesse sexual. A cauda, além de auxiliar no equilíbrio corporal, é muito usada para expressar os sentimentos do gato.

11 – Gatos não têm sete vidas. Mas não é que parece verdade? Há muitos casos surpreendentes de sobrevivência de gatos. Um bichano caiu 21 metros e saiu completamente ileso da queda. Existe até registro de um gato que caiu de 96 metros (cerca de 32 andares) e sobreviveu. (mas não brinque com a sorte!)

12 – Gatos são inteligentes. Eles têm uma capacidade cognitiva que lhes permitem executar diversas ações que são consideradas sinais de inteligência. O cérebro dos gatos possui estrutura complexa e se parece mais com o do homem do que com o do cão, embora em testes de cognição os cães geralmente levarem vantagem sobre gatos.

13 – Gatos sabem amar. Não é verdade que gatos só se ligam ao seu território. Esses felinos desenvolvem grandes laços afetivos com seus donos. Existem diversos relatos de gatos que percorrem enormes distâncias em busca de seus donos. É claro que eles não desenvolvem carinho só com humanos. Sabem amar outros gatos e até cães. (quem convive com gatos sabe o carinho que eles transmitem…) 

EXERCÍCIO PARA GATO?

Postado por JOICE PERUZZI, Médica Veterinária Homeopata e especializada em Comportamento de Cães e Gatos. Contato pelo email joiceperuzzi@yahoo.com.br . Visite o site www.comportapet.com.br .

               Muitos pensam que gatos são animais pacatos, que não precisam fazer exercício e nem ter acesso à rua. Mas não é bem assim… existem gatos e gatos! Realmente alguns são mais pacatos enquanto outros são mais ativos, mas todos devem receber uma boa cota diária de brincadeiras, evitando excesso de peso, ansiedade e estresse que, quando persistentes, podem até causar distúrbios de comportamento.

                 FORA DE CASA

                Algumas pessoas permitem que seus gatos tenham acesso à rua, especialmente em cidades do interior. No entanto, devemos ficar atentos aos perigos da cidade, como carros, cães e até outros gatos que, além de brigar, podem transmitir doenças para o seu bichano.

               Uma boa opção é passear com seu gato, de coleira. Mas não pense que você vai convencer seu gato adulto a sair de guia na rua de primeira. Antes ele deve se acostumar com a coleira, que pode ser peiteira ou de pescoço. Deixe-o com a coleira por alguns minutos por dia, aumentando esse período gradativamente. Quando ele já estiver adaptado, engate a guia na coleira e faça o mesmo processo: deixe por alguns minutos e aumente o tempo gradativamente.

               Os primeiros passeios devem ser feitos dentro de casa, para ele se adaptar. Depois, aumente para o seu pátio ou área interna do prédio, para então sair à rua. Procure momentos do dia em que o movimento não seja grande e opte por caminhos mais tranqüilos.

               Gatos acostumados desde filhotes gostam muito do passeio, mas os adultos podem ser um pouco relutantes, por isso existem opções para você entreter seu gato dentro de casa também.

             DENTRO DE CASA

                As brincadeiras felinas imitam a caça, com todos os movimentos ritualizados, como se o resultado final realmente fosse a caça de uma presa. Por isso, eles adoram brinquedos que se movimentam, como bolinhas ou bichinhos presos em corda, por exemplo. Você pode mexer a corda, estimulando o gato, ou amarrar em local alto, para que ele brinque sozinho.

               Uma excelente ferramenta de enriquecimento ambiental é o uso do espaço vertical, já que os bichanos adoram viver nas alturas. A colocação de prateleiras, nichos ou a simples possibilidade de subir em um móvel pode se tornar algo divertidíssimo para um gato. E para não estragar a decoração da casa, existem empresas que projetam as prateleiras e nichos de acordo com as necessidades do dono.

               Outra coisa que gato adora é se esconder… para isso, use caixas e sacolas de papelão e coloque brinquedos dentro, estimulando ele a entrar nelas. Os arranhadores e brinquedos com catnip já são clássicos nas brincadeiras felinas.

               A alimentação também pode ser feita de forma lúdica, sempre usando o princípio da caça. Uma opção é mudar o local de alimentação do gato diariamente, para que ele tenha que encontrar a comida, ou jogar grão por grão da ração para ele. Também podem ser utilizados brinquedos para “rechear” com petiscos, o que estimula que o gato consiga conquistar o alimento, ou você pode esconder petiscos pela casa para que ele saia à caça deles!

               É importante frisar que gatos com problemas alimentares, idosos e cegos não devem ser submetidos a brincadeiras que envolvem a comida.

               Estimule seu gato diariamente e descubra as brincadeiras favoritas dele! Evite as brincadeiras diretas com o seu corpo (mãos, pés, etc), usando sempre brinquedos para esse fim. Isso evita acidentes, machucados desnecessários e problemas de comportamento.

 

# Você encontra os brinquedos interativos citados neste texto no site http://www.gatices.com.br

GATOS MARINHEIROS

Matéria publicada na Revista Náutica, edição 268, em 06 de setembro de 2011. Por Amanda Denti. Acesso através do link: http://www.nautica.com.br/noticias/viewnews.php?nid=ultba7440692526c6aa3142686057a4b1ad

 GATOS A BORDO: PODE PARECER ESTRANHO, MAS ESSES BICHINHOS SÃO COMPANHEIROS INCRÍVEIS

               Eles invadiram os lares, como animais domesticados, em tempos remotos, coisa de quase 10 mil anos atrás. Na mesma época, os marinheiros descobriram que os gatos podiam ser bons aliados nos barcos. Caçavam ratos, por exemplo. E mais. Não davam trabalho e ainda distraíam os solitários homens do mar. Surgiram, então, crenças a favor. Os japoneses acreditam até hoje que ter um gato a bordo é como um amuleto contra a má sorte. Além deles, a boa fama dos gatinhos entre os marinheiros também aumenta. Sobretudo, entre os velejadores que moram a bordo de seus barcos. E com um bichano de bicho de estimação.

               As principais razões que fazem dos gatos “petmarinheiros” ideais são as características físicas e de comportamento destes animais. Leves, de pequeno porte e com corpo bem flexível, eles esbanjam equilíbrio e têm sentidos aguçados. Em 2008, a velejadora Izabel Pimentel fez uma longa viagem pela costa brasileira tendo como única companhia a bordo o seu gatinho Petit Eric. “Ele se adaptou com muita rapidez ao mar e desenvolveu uma incrível capacidade de diferenciar ruídos, como um navio passando por perto”, conta a velejadora, que é fã ardorosa dos bichanos.

               Outra qualidade destes felinos e que agrada bastante aos moradores embarcados é que, embora estejam sempre atentos, gatos não fazem barulho — ao contrário de cachorros, que latem e podem comprometer bastante a convivência com vizinhos nas marinas. Mas, e como fica aquela história de que gato não gosta de água? A veterinária Giovana Mazzotti, fundadora da Sociedade Brasileira de Felinos, revela que, para a surpresa de muita gente, todos os gatos são exímios nadadores embora, de fato, poucas raças gostem de se molhar. No entanto, são seres que se habituam facilmente aos balanços do mar. Além disso, são muito higiênicos, o que é particularmente bom no caso dos barcos. “Os cuidados com a limpeza dos gatos são de causar inveja em qualquer outro ser de quatro patas”, afirma Giovana.

               Pequenos, ágeis, silenciosos, limpos, independentes e ardorosos fãs de um bom peixe… Um animal assim parece mesmo perfeito para se ter num barco. E, quem tem, garante que não é preciso nem buscar distrações para eles a bordo: a simples movimentação de cabos no convés já basta. Preocupação? Só uma: gatos têm certa dificuldade em se adaptar a novos ambientes e podem se perder, com certa facilidade, em novos portos ou marinas, porque precisam de uma referência fixa, para achar o caminho de volta para casa. Que pode, muito bem, ser um barco, claro.

               Izabel e Petit Eric Izabel e Petit: um caso de amor. A velejadora Izabel Pimentel é fã de gatos e conta como foi viajar com Petit Eric, seu gatinho de estimação: “Um gato só traz alegria para bordo. No cruzeiro que fiz com Petit Eric, todas as manhãs ele vasculhava o deque atrás de peixes voadores trazidos pela noite anterior. Mas, corria para a cabine, se surgissem golfinhos… Também adorava ficar junto ao guarda-mancebo, vendo o movimento das ondas. À noite, pedia para ir ao “banheiro”, uma caixinha de areia que ficava do lado de fora da cabine. Tinha muita facilidade em lidar com o desequilíbrio que os barcos causam. Mas, o melhor mesmo era o sorriso que ele me provocava a todo instante. Não poderia ter escolhido melhor companhia.”

TOXOPLASMOSE

Postado por M.V. Raquel Redaelli. Adaptado de ”O Paciente Felino”, terceira edição.

            O Toxoplasma gondii é um protozoário que infecta a maioria dos animais de sangue quente, mas os felinos são os únicos hospedeiros definitivos (nos quais o ciclo se completa).

            Os gatos se contaminam principalmente ingerindo cistos presentes na carne de hospedeiros intermediários (roedores, suínos, ovinos, caprinos, bovinos, eqüinos e aves), completando o ciclo e eliminando oocistos não esporulados nas fezes. Estes oocistos se tornarão infectantes após a esporulação, que ocorre após um a cinco dias em contato com o ambiente. Além disso, o gato elimina esses oocistos apenas uma vez na vida, durante uma a duas semanas. Após, ele se torna imune, e mesmo em casos de depressão muito intensa do sistema imune, nova eliminação de oocistos é muito rara, e se ocorrer, é de número quase insignificante.

           A contaminação humana ocorre principalmente pela ingestão de água e alimentos contaminados e cistos na carne.

          A maioria dos gatos infectados por T. gondii não apresentam sinais clínicos. Os órgãos comumente afetados são os pulmões, olhos e fígado, e os sintomas incluem anorexia, febre, letargia, pneumonia, icterícia, dor muscular, pancreatite e sinais neurológicos.

          A confirmação do diagnóstico pode ser feita pela presença de anticorpos IgG no sangue, que confirma a exposição prévia ao T. gondii. A presença de anticorpos IgM ou grande aumento em IgG indica infecção ativa ou recente.

       Para a prevenção da transmissão, basta higiene! Limpar a caixa de areia do gato diariamente, lavar sempre as mãos após manuseio, lavar bem as verduras e a carne de consumo e a oferecida aos gatos deve ser cozida em temperatura acima de 68ºC ou congelada a – 7ºC pelo tempo mínimo de 24 horas antes do consumo. O processo de salga e de cura da carne também elimina o risco. Pessoas imunologicamente comprometidas (gestantes, pacientes em quimioterapia e HIV positivos) devem ter ainda mais cuidado com os alimentos e evitar o contato com fezes de gatos soronegativos para T. gondii (que ainda tem risco de eliminação de oocistos).     

 

Essa é uma das diversas campanhas educativas divulgadas pelo PEA – Projeto Esperança Animal. 

 www.pea.org.br

GATOS DE ESTIMAÇÃO: DIFERENÇAS ENTRE RAÇAS

 No Caderno Donna da Capa, na Zero Hora do final de semana (07/08/11), foi publicado uma matéria interessante sobre comportamento de gatos, relacionado a algumas raças.

 Confira o texto na íntegra acessando o link http://www.clicrbs.com.br/especial/rs/donna/19,206,3433151,Gatos-de-estimacao-Conheca-as-diferencas-entre-as-racas.html  

 CADA VEZ MAIS, OS FELINOS GANHAM ESPAÇO COMO ANIMAIS DOMÉSTICOS

Nos Estados Unidos, o gato tem firmado seu lugar entre os animais de companhia – e já supera o número de cachorros. – A perspectiva é que o mesmo aconteça, em breve, no Brasil – afirma o veterinário Alexandre Lima.

É fácil entender os motivos para se ter um gato: não é preciso levá-lo para passear ou ensiná-lo a fazer suas necessidades no lugar correto, ocupam pouco espaço e podem ficar até três dias em casa sem companhia. Basta um bom prato de comida, água à vontade e brinquedos que o gato se vira. Hoje, com o pouco tempo que as pessoas têm para se dedicar a pets, ele parece o animal perfeito.

Mas dizer que os bichanos gostam da casa e não do dono é uma injustiça – eles podem, sim, ser carinhosos. O tipo de criação, é claro, faz diferença. Se os acostumamos desde pequenos com a presença de outros animais e de crianças na casa, eles se adaptarão perfeitamente.

Outro fator importante é a raça:

O gato persa, por exemplo, é um dos mais populares por ser extremamente manso. – É do tipo que pula em cima do teclado para pedir atenção – conta Lima.

A raça ragdoll (“boneca de pano”, em inglês) também é companheira. O nome, inclusive, remete ao hábito que esse gato tem de se esparramar quando acariciado pelo dono.

O mainecoon (foto), em contrapartida, é um felino grande e esperto. – Essa raça é fantástica! Extremamente dócil e companheiro, o bicho tende a ser mais brincalhão quando pequeno. O mainecoon pode chegar até os 13 quilos e, como fica grande e pesado, torna-se mais tranquilo depois de adulto – explica a veterinária Vanessa Pimentel.

O siamês é outro gato bastante conhecido, embora haja uma confusão grande na hora de identificá-lo. – No Brasil, qualquer gato claro que tenha as pernas e o rabo escuros é considerado siamês – aponta Vanessa. O primo brasileiro é mais arredondado do que o original. Em todo caso, trata-se de um gato arisco, que não gosta de colo nem de abraço. – Apesar disso, é bastante companheiro e conhecido por ser “falante”, acompanhando o dono sempre e miando em resposta a qualquer coisa que ele diz – relata Alexandre Lima.

E, claro, não dá para esquecer os vira-latas. Segundo Vanessa, 70% dos gatos que atende são de raça não definida. A veterinária explica que, por terem muitas raças misturadas em sua ascendência, a personalidade deles não é muito previsível.

Quando o gato é criado perto de humanos, tende a ser mais tranquilo. Se, ao contrário, crescer na presença de muitos outros gatos, tende a ser mais arisco.