Category Archives: DICAS PARA O DIA-A-DIA

BRINQUE COM SEU GATO. É BOM PRA ELE E PARA VOCÊ!

logogaticesQueridos leitores do Blog Felino. A partir de hoje, nosso blog tem duas novas colaboradoras, a Mariana e a Lariça, que cuidam da loja virtual Gatices, especializada em produtos para gatos. Aqui vai o primeiro texto para vocês (e seus felinos) se divertirem muito. Afinal, diversão também é bem-estar!

 Raquel Redaelli

              As brincadeiras tem um papel fundamental no desenvolvimento do seu bichano. É brincando que eles estimulam seus sentidos primitivos. Gatos normalmente brincam entre eles e tudo que aprendem quando filhotes levam à vida adulta. Filhotes que vivem em grupos tem um facilidade impressionante de se divertirem correndo pela casa, pulando um em cima do outro, enfim, é uma festa.

               Agora, se seu bichano é “filho único” ou adulto, ele vai precisar encontrar alguma forma de se divertir, ainda mais se ficar muito tempo sozinho enquanto os donos estão fora de casa. Por isso, reserve algum tempo diariamente para brincar com seu bichano e adquira brinquedos interativos para que ele possa se entreter sozinho e se desestressar. Além de se divertir, seu gato irá exercitar-se e manter ativo seu instinto natural de caçador, fazendo bem para a saúde física e mental do seu felino. Vai ser bom pra ele e pra você também. Dedique no mínimo 15 minutos ao dia, fazendo o gatinho correr e pular com as brincadeiras.

Veja aqui algumas brincadeiras que irão divertir você e seu bichano de montão:

 BOLINHAS

                 Tanto bolinhas de plástico quanto de papel são ótimas para diversão e exercício. Se for usar as de plástico, opte pelas que pulam, tipo bolinha de jogar pingue-pongue. Você pode jogá-la para longe, ou rolar pelo chão, fazendo com que seu gato sai correndo atrás dela.

                 No caso de bolinhas de papel, os gatos adoram que o dono brinque com eles. Basta jogar a bolinha e aguardar que ele traga de volta, e assim a brincadeira tem continuidade. Vocês vão se divertir muito.

NOVELOS DE LÃ

                 Gatos adoram novelos de lã. Mas tome muito cuidado, se você notar que seu gato tenta ingeri-los, opte por outra brincadeira, antes que se transforme num problema sério. Nunca deixe novelos de lã soltos pela casa sem que você esteja por perto. Quando não estiver brincando com o seu gato, guarde-os em um local seguro onde seu bichano não tenha acesso.

VARINHAS COM BRINQUEDOS NA PONTA

                 Alguns dos brinquedos preferidos dos gatos são varinhas com algum brinquedo na ponta, como bolinhas e ratinhos. Eles tem um interesse especial por brinquedos com guizos e penas. É diversão garantida.

 BOLINHAS COM PETISCOS DENTRO

                  São bolinhas de plástico que você coloca ração seca dentro e regula a abertura para que caiam alguns grãos à medida que o seu gato vai brincando com ela. Funciona como comedouro e brinquedo ao mesmo tempo. Eles adoram.

 LANTERNAS A LASER

                   Deixe o ambiente com pouca luz e divirta-se com o seu gato. Eles ficam alucinados correndo atrás daquela bolinha de luz que corre pelo chão e pelas paredes. Porém, ter muito cuidado com esse laser e jamais aponte-o para os olhos do seu gato, isso poderá prejudicar a visão do seu bichado. E se seu gato for gordinho, não faça-o pular grandes alturas, isso pode trazer alguns riscos para coluna e articulações.

                    Como o gato vê a luz como sua presa, a brincadeira deve sempre terminar com a luz sumindo em algum lugar (embaixo da porta, embaixo do sofá, etc). O fato do gatinho não conseguir pegar a presa, e não entender o que acontece com ela, pode gerar frustração.

 BRINQUEDOS RECHEADOS COM CATNIP

                    Ratinhos de pelúcia, recheados com catnip – a erva dos gatos – fazem um tremendo sucesso, porém, algumas vezes, acabam perdendo o cheiro e os felinos perdem o interesse neles. Para evitar que isso aconteça, uma dica é guardá-los em um pote bem vedado com um pouco da erva, para que o cheiro permaneça. Lembre-se que alguns felinos não dão muita importância para o catnip, mas a maioria aprecia bastante.

DISCOS COM BOLINHAS DENTRO

                 É um disco plástico, com alguns orifícios e uma bolinha dentro. Quando o gato introduz a pata, consegue empurrar a bolinha, que fica girando em círculos. Assim que ela para, o gato logo percebe que, para dar continuidade à brincadeira, é necessário voltar a colocar a patinha para fazer com que a bola volte a deslizar. É excelente para ajudar o seu gato a ter mais atividades quando você não está em casa.

ARRANHADORES COM BRINQUEDOS

                    Além de afiar as unhas e se alongar, seu gato irá se divertir muito com arranhadores com brinquedinhos pendurados. E se tiver esconderijos no alto, melhor ainda, ele passará um bom tempo na parte mais alta observando tudo que acontece ao seu redor.

                  Por mais que seu gato goste de um brinquedo, depois de alguns dias ele acaba não despertando mais tanto interesse. Por isso, tenha vários brinquedos diferentes e faça um rodízio entre eles, trocando-os após alguns dias. Dessa forma, seu bichando voltará a brincar normalmente com eles.

Veja os 10 brinquedos que a gatices.com.br separou para seu bichano:

arranhador poste gatices

1. Arranhador Poste e Pena – Pawise (http://www.gatices.com.br/pd-1218d8-arranhador-poste-e-pena-pawise.html?ct=835a7&p=1&s=1)flying cat gatices

2. Flying Cat – Pet Games (http://www.gatices.com.br/pd-135469-flying-cat-pet-games.html?ct=835a9&p=1&s=1)bola vazada em sisal gatices

3. Bola Vazada em Sisal (http://www.gatices.com.br/pd-132e0f-bola-vazada-em-sisal.html?ct=835a9&p=1&s=1)eco caça peixe gatices

4. Eco Caça Peixe – Pet Games (http://www.gatices.com.br/pd-12bb4f-eco-caca-peixe-pet-games.html?ct=835a9&p=1&s=1)

mini pet ball gatices

5. Mini Pet Ball – Pet Games (http://www.gatices.com.br/pd-126ad4-mini-pet-ball-pet-games.html?ct=835a9&p=1&s=1)

tunel gatices

6. Túnel – Chalesco (http://www.gatices.com.br/pd-12469d-tunel-chalesco.html?ct=835a9&p=1&s=1)laser de patinha gatices

 

7. Laser de Patinha (http://www.gatices.com.br/pd-11754b-laser-de-patinha.html?ct=835a9&p=1&s=1)

varinha penas gatices

8. Varinha Penas – AFP (http://www.gatices.com.br/pd-1217cd-varinha-penas-afp.html?ct=835a9&p=1&s=1)ratinhos com sino gatices9. Ratinhos com Sino Wooly Mouse – AFP (http://www.gatices.com.br/pd-135436-ratinhos-com-sino-wooly-mouse-afp.html?ct=835a9&p=1&s=1)

disco vazado e bolinha gatices

10. Disco Vazado e Bolinha (Kitty Roundabout) – AFP (http://www.gatices.com.br/pd-132e43-disco-vazado-e-bolinha-kitty-roundabout-afp.html?ct=835a9&p=1&s=1)

 

LEIA TAMBÉM: Exercício para Gatos (https://blogfelino.wordpress.com/2011/10/02/exercicio-para-gato/)

GATOS E SUAS UNHAS – CORTAR OU NÃO? COMO CORTAR?

Por Raquel Redaelli, adaptado de posts publicados no site ENCICLOPÉDIA DO GATO

Links originais:

http://enciclopediadogato.com/cuidados/unhas-cortar-sim-ou-nao/

http://enciclopediadogato.com/cuidados/unhas-como-cortar/

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O corte da unha de gatos gera muita dúvida. Quando cortar ou não, eis a questão!

  • Gatos que não saem de casa devem ter as unhas cortadas obrigatoriamente?
  • Um arranhador pode substituir o corte das unhas?

O corte de unhas é um procedimento indicado somente para gatos que não tem acesso à rua, mas não é um procedimento obrigatório.

Gatos que ficam apenas dentro de casa não precisam ter as unhas compridas para escalar árvores e também não precisam se defender de predadores. Com isso as unhas acabam não sendo gastas pelo atrito das superfícies da natureza e o gato também pode engatar a sua unha em algum local da casa e terminar se machucando. Manter as unhas com pontas no ambiente domiciliar permite ainda que numa brincadeira (ou até num momento de agressividade) com os donos ou com outros animais possa causar arranhaduras graves. Manter as unhas aparadas também ajuda a preservar os móveis, pois mesmo que o gatinho arranhe a mobília, vai evitar que puxe fios do estofado.

Um arranhador para gatos ajuda muito no controle do crescimento das unhas. O arranhador também evita que as unhas fiquem curvadas, o que machuca o gato.

A unha dos gatos possui camadas, e durante a higiene pessoal do gato ele costuma “descascar” essas camadas e limpar as unhas.

A frequência do corte depende da velocidade de crescimento e de quanto o gatinho gasta as unhas. Pode-se cortar uma vez por semana até uma vez por mês. Uma dica simples é olhar com frequência se as unhas estão grandes e pontudas. Para isso, basta apertar os coxins entre os dedos (almofadinhas das patinhas).

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O seu gato permite que você se sinta seguro para cortar as suas unhas? Excelente. Mas saiba que existe um vaso sanguíneo que passa dentro da unha (área rosada) e por isso há um limite para o corte.

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Coloque a unha do gato contra a luz e a corte somente até onde está indicado na foto abaixo. Faça o corte com cortador apropriado, vendido em pet shop. Depois disso, você pode usar uma lixa de unha para remover as lascas, caso necessário.

No caso de não conseguir ou ter receio de realizar esta tarefa, leve seu gato a um Veterinário.

corte-de-unhas-1

unha-gato-cortar

O gato possui cinco dedos nas patas dianteiras e quatro nas patas traseiras. Todas as unhas podem ser cortadas, mas não é obrigatório cortar as traseiras. Lembre-se de cortar as unhas dos “dedões” dianteiros, pois essas gastam menos, crescem e podem encravar.

Importante: não corte as unhas de gatos que saem à rua! Eles precisam delas para defender-se!

CUIDADO COM O CALOR EXCESSIVO!

Publicado pelo M.V. Carlos Gabriel Dias, do Rio de janeiro, no site www.clinicaparagatos.blogspot.com.br

Link original : http://clinicaparagatos.blogspot.com.br/2014/01/rio-de-janeiro-sensacao-termica-43-c.html

veterinario gatos caxias - keep calm and enjoy

Mesmo aqui no Rio Grande do Sul, e aqui na Serra Gaúcha, esse alerta é válido! Mesmo aqui, estamos passando por um período de intenso calor e, assim como nós, nossos gatinhos também sofrem….

RIO DE JANEIRO + SENSAÇÃO TÉRMICA 43ºc + GATOS DOMÉSTICOS = ALERTA!

GATEIROS AMIGOS. Ultimamente atendemos muitos gatos incomodados com o calor excessivo deste verão escaldante. A Pretinha não quer comer. Frederico parece ter perdido peso.

Assim vamos listando inúmeras queixas que parecem relacionados ao estresse do calor implacável. Os desconfortos variam bastante e vão desde perda de peso ou mesmo vômitos ocasionais.

No entanto, essa situação não diminui a importância de levar os gatos aos seus Clínicos Veterinários, uma vez que muitas doenças manifestam-se de forma semelhante aos sintomas relacionados ao calor excessivo. Por outro lado, banalizar os sintomas como perda de peso, perda de apetite, etc.

DICAS IMPORTANTES:

  • Troque a água com intervalos menores (mesmo para fontes).
  • Se for sair de casa pode colocar outro pote com uma pedra de gelo.
  • Brincadeiras entusiasmadas deverão ser evitadas em períodos com muito calor ambiental.
  • Para gatos já acostumados com ração úmida: incorpore um pouco de água no caldo da ração para aumentar a ingesta de água (não coloque muito porque eles podem perceber!).
  • Atenção para potes de água e ração próximos de paredes que recebem incidência solar direta.
  • Gatos que já foram acometidos de doenças uretrais deverão ser observados quanto à ocorrência de urina muito concentrada e os Clínicos deverão ser consultados quanto às orientações de manejo dietético e hídrico nestes períodos.
  • Modifique o horário de “encher” o pote de ração para o início da noite. (A ração mesmo preparada para manter-se estável poderá oxidar em temperaturas muito altas. Como normalmente colocamos ração na parte da manhã para sairmos para trabalhar, ao longo do dia a chance da ração ficar menos apetitosa ou inapropriada é maior! Durante a noite e com temperaturas mais amenas, uma ração fresquinha pode ser providencial). Assim, deixe um pouco de ração pela manhã e jogue fora o que não for consumido ao final do dia.
  • Ar condicionado pode? Pode, mas o importante é permitir que o gatão ou a gatinha tenha acesso ao lado de fora se sentirem-se desconfortáveis com a baixa temperatura. Cuidado com as trocas abruptas de temperaturas, ok?
  • Vovôzinhos, vovózinhas, pacientes com limitações respiratórias, filhotes, gestantes deverão ser supervisionados mais atentamente.
  • Viagens de carro deverão ser agendadas para horários mais amenos, se possível. Um saquinho com gelos ou um saco de água pequeno congelado encima de uma toalha dentro do transporte poderá ajudar a enfrentar o transporte.
  • Gatos de pelagem clara precisam ser mais eficientemente protegidos contra os raios UV com protetores solares aplicados de forma mais frequente.
  • Tente bater  a ração úmida com água no liquidificador e congelar em forminhas de gelo. As pedrinhas de gelo podem ser servidas diariamente. Muitos gatos comem como um “picolé cremoso”. (dica extra por Raquel Redaelli).

ok - veterinario gatos caxias 1

E ao menor sinal de problemas (Mesmo que pareça ter sido causado pelo calor!) NÃO PERCA TEMPO, LEVE O BICHANO NO CLINICO!

ACIDENTES FELINOS: 13 PRECAUÇÕES

Por Raquel Redaelli, M.V. Publicado na Revista Pulo do Gato, Especial 13 ANOS DE MUITA SORTE! Edição Novembro/Dezembro 2013.

pulo do gato nov-dez13

Os nossos bichanos podem se acidentar em diversas situações que nós nem imaginamos!

“A curiosidade matou o gato.” (Ditado popular). Quem nunca ouviu esse ditado que tem um grande fundo de verdade? Gatos são seres muito inteligentes e seletivos, mas também muito curiosos e exploradores, e como a vida intra e extradomiciliar contém diversos perigos, cabe a nós, tutores responsáveis dos nossos bichanos, evitar os acidentes. Muitos desses perigos podem levar a consequências fatais.

INTOXICAÇÕES

1. MEDICAÇÕES: Nunca medique seu gato sem orientação médica. O maior número de intoxicações em felinos está relacionado ao fornecimento de paracetamol e ao uso de produtos para pulgas não indicados para gatos!

MEDICAMENTOS HUMANOS QUE NUNCA DEVEM SER OFERECIDOS AOS BICHANOS:

  • Paracetamosl (Tylenol)
  • Diclofenaco (Cataflan)
  • Ibuprofeno (Alivium)
  • Fenazopiridina (Piridium)
  • Ácido mefenâmico (Ponstan)
  • Fleet enema

MEDICAMENTOS QUE DEVEM SER USADOS COM CAUTELA:

  • Antiinflamatórios não esteroidais em geral (cetoprofeno, meloxican)
  • Ácido acetilsalicílico (AAS, aspirina)

2. ALIMENTAÇÃO: Os felinos podem apresentar quadros de intoxicação ao ingerir alguns alimentos que não são destinados a eles. Por isso, tome muito cuidado com alimentos como:

  • Alho
  • Cebola
  • Tomate (mesmo que não seja puro nem cru)
  • Chocolate
  • Abacate
  • Uvas

3. OUTROS PRODUTOS: Evite que os bichanos mantenham contato direto e retire-os do local de aplicação de:

  • Produtos de limpeza
  • Adubos e agrotóxicos
  • Produtos químicos (tintas, solventes, cloro, etc)

4. PLANTAS TÓXICAS: Muito cuidado com as plantas, já que muitos gatos gostam de comer “verdinhos”. Certifique-se de que as que você tem em casa não provocam perigos. Dentre as plantas tóxicas, podemos citar:

  • ciclame, hera, lírio-da-paz, jibóia-prateada, cheflera, sagu-de-jardim, mamona, amarílis, espirradeira, folha-de-veludo, tulipa, azaléia, teixo, samambaia, renda-portuguesa, espada-de-são-jorge e comigo-ninguém-pode.

veterinario gatos caxias - causa felina

ACIDENTES DOMÉSTICOS

A tutela responsável nos obriga a zelar pela segurança dos nossos animais de companhia. Os acidentes mais comuns e mais graves são a ingestão de fios e linhas e a queda de grandes alturas. Por isso, é preciso ficar atento a vários detalhes.

5. LUGARES FECHADOS: O felino gosta de entrar em armários, gavetas, caixas, malas, baús, e até em máquinas de lavar roupas e fornos, podendo ficar trancado ou se machucar. Ele também gosta de investigar sacolas, correndo o risco de sufocamento.

6. PLÁSTICOS: Os gatos têm atração por mastigar materiais que fazem barulho, principalmente plásticos. No entanto, caso engulam esses itens, eles podem engasgar ou apresentar obstrução intestinal.

7. LINHAS, FIOS DE LÃ E BARBANTES: Os bichanos adoram brincar com fios, mas podem acabar ingerindo-os. É comum o fio prender embaixo da língua e não ser deslocado pelo trânsito intestinal, provocando aderência do intestino, obstrução e peritonite. Além disso, onde tem uma linha, pode ter uma agulha, que também poderá ser ingerida e causar perfuração intestinal.

8. FOGÕES, ESTUFAS E LAREIRAS: Alguns gatos gostam tanto de aquecimento que chegam muito perto das fontes de calor e acabam se queimando. Tenha um cuidado especial com fogões à lenha e lareiras, pois o bichano pode pular em cima e queimar as patinhas.

9. JANELAS E SACADAS: É imprescindível a instalação de redes de proteção em apartamentos, pois o felino adora estar em locais altos. Ele pode se distrair ou tentar caçar e, consequentemente, se desequilibrar e cair. Todas as alturas proporcionam riscos, assim, mesmo quem mora em andares baixos deve colocar a rede, pois, além de segurança para os bichanos, é uma tranquilidade para os humanos.

10. OBJETOS CORTANTES: Muito cuidado com alfinetes, facas, tesouras, vidros, etc.

ACIDENTES EXTRADOMICILIARES

Os gatos que tem acesso à rua estão sujeitos ainda a outros tipos de acidentes e doenças, muitas vezes mais graves. Os bichanos que possuem vida livre podem aproveitar melhor seus instintos, mas as consequências disso devem ser bem avaliadas pelos responsáveis.

11. AUTOMÓVEIS: Os gatos podem dormir perto do motor do carro enquanto ele ainda está quentinho. Mas quando o motorista dá a partida, o animal pode sofrer queimaduras e ser “transportado” sem que ninguém perceba. Além disso, são muito comuns os atropelamentos, mesmo que os gatos sejam rápidos e ágeis.

12. ATAQUES: Os bichanos que andam pelas ruas estão sujeitos a ataques de cães e brigas com outros gatos, além de maus-tratos realizados por crianças e adultos.

13. DOENÇAS: As doenças mais graves são as transmitidas entre gatos, sendo a AIDS (FIV – Vírus da Imunodeficiência Felina) e a Leucemia (FeLV – Vírus da Leucemia Felina) causadas por retrovírus e sem cura.

PRESTE ATENÇÃO AOS SINAIS DE DOENÇA DO SEU GATO

 postado por M.V. Raquel Redaelli

www.geekcats.com

Como proteção os gatos evitam demonstrar fragilidade, dor e mal-estar, Por instinto tendem a disfarçar e se esconder, motivo pelo qual as doenças muitas vezes são percebidas em estágios avançados.

Alguns sinais podem ser sutis, mas podem revelar alterações na saúde:

emagrecimento,    obesidade,    olhar profundo,    pelos opacos e eriçados,   polidipsia (ingerir mais de 100ml por Kg de peso de água ao dia),   poliúria (urinar em excesso),    agitação e/ou “mau-humor”,    vômitos frequentes,    urinar ou defecar em locais inadequados

Se perceber alguma dessas alterações, procure o médico veterinário para fazer um check-up. Melhor ainda: faça avaliações periódicas para detectar doenças precocemente! O ideal é uma visita anual ao veterinário.

COMO CUIDAR BEM DO SEU GATO – OBESIDADE SOB CONTROLE

Da série Resumão, abordando o tema “Como cuidar bem do seu gato”, por C. Pinney.  Confira! www.bafisa.com.br – RESUMÃO

OBESIDADE SOB CONTROLE – GATO EM FORMA

Imagem4# O gato é considerado obeso quando o excesso de peso atrapalha sua via, impedindo-o de pular ou brincar. O peso ideal é difícil de estabelecer, uma vez que depende da raça e do tamanho. Normalmente oscila entre 2,5 e 10 quilos.

# Pesar em casa somente o gato é tarefa árdua. A solução é você se pesar em uma balança caseira e depois fazer o mesmo segurando o gato no colo. Subtraindo a segunda pesagem da primeira, você saberá o peso do animal.

# A obesidade é causada por gulodice, excesso de comida e falta de exercício.

# O excesso de peso predispõe o gato a distúrbios hepáticos, diabetes, hipertensão e doenças articulares.

# Cortar a quantidade de comida que você oferece as seu gato não basta:

  1. Evite também guloseimas e petiscos.
  2. A escassez de comida pode levar a deficiências nutricionais.

# Para conseguir que seu gato perca peso, alimente-o com ração específica para dieta de baixa caloria indicada pelo veterinário.

  1. Esse tipo de ração é rico em fibras e pobre em calorias, mas mantém seu gato saciado.
  2. A dieta deve ser rica em aminoácidos, que promovem a perda de peso.
  3. A quantidade recomendada, variável conforme a marca da ração, depende do peso a ser alcançado. A perda de peso deve ser de 1% por semana até o período de quatro meses. Pese o gato toda semana para que você avalie os progressos alcançados.
  4. Aumente a atividade física do gato. Como gatos gostam de brincar, passe mais tempo fazendo isso com ele. Caso o animal esteja habituado à coleira, passeie com ele todos os dias, por dez minutos.

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COMO CUIDAR BEM DO SEU GATO – NUTRIÇÃO

Da série Resumão, abordando o tema “Como cuidar bem do seu gato”, por C. Pinney.  Confira! www.bafisa.com.br – RESUMÃO

 NUTRIÇÃO – QUANDO E COMO ALIMENTAR

# A boa nutrição garante um sistema imunológico resistente, altos níveis de energia e, portanto, um animal mais saudável.

# Gatos tem necessidades nutricionais especiais:

  • veterinario gatos caxias 81a dieta deve incluir quantidades elevadas de proteínas de alta qualidade.
  • a taurina, um aminoácido essencial, é necessária na dieta em quantidade suficiente para prevenir doenças cardíacas. A maior parte das rações preenche esse requisito.
  • nunca alimente o gato com comida para cães.
  • nunca ofereça frango com osso ou peixe com espinhas.

# Os alimentos industrializados podem ser secos ou úmidos.

  • a ração seca custa menos, é mais durável e pode ser deixada no comedouro do animal sem problemas.
  • os alimentos úmidos são mais apetitosos e fáceis de mastigar. São os mais indicados para gatos idosos com doença periodontal ou perda de sensibilidade do olfato. São úteis para desmamar filhotes com menos de 8 semanas. Gatos com doença crônica no trato urinário podem se beneficiar do aumento da umidade na dieta.
  • restos de comida úmida devem ser jogados fora depois de duas horas.

# Siga as quantidades diárias recomendadas pelo fabricante na embalagem. Em geral, recomenda-se: para filhotes até 6 meses, até quatro refeições por dia; para filhotes mais velhos e gatos adultos, duas ou três pequenas refeições por dia.

# Certifique-se de que seu gato se mantém livre de parasitas intestinais capazes de roubar seus nutrientes vitais diários.

# Há vários produtos alimentares à venda. Peça ao veterinário que recomende a marca e o tipo.

# Escolha a ração mais balanceada e completa do ponto de vista nutricional levando em conta a idade, as condições de saúde e o nível de atividade do animal.

  • filhotes (até 12 meses) precisam de mais nutrientes do que adultos, para garantir o crescimento e o desenvolvimento musculoesquelético.
  • veterinario gatos caxias 106.1gatos ativos precisam de mais calorias dos que os sedentários.;
  • a gata prenhe ou com filhotes em fase de amamentação deve ser alimentada com ração para filhotes, com maior teor de nutrientes.
  • gatos com mais de 8 anos precisam de rações menos calóricas e com maior teor de fibras, para garantir o controle de peso e a motilidade gastrintestinal. Os produtos cuja embalagem indica “para sênior” preenchem esses requisitos.
  • animais que sofrem de problemas cardíacos ou renais precisam de alimentos especiais, receitados pelo veterinário.
  • gatos predispostos a cistite ou outras alterações renais devem ingerir alimentos com baixos teores de magnésio e minerais. A cistite caracterizada pela formação de cristais na urina, afeta machos propensos à obstrução do trato urinário e muitas vezes tem de ser tratadas por toda a vida. Atualmente existem rações que promovem a saúde do trato urinário.
  • infecções das vias aéreas superiores exigem dietas com aroma forte para suprir a diminuição do faro. Alimentos úmidos normalmente são mais aromáticos que os secos.

# Se for necessária mudança de alimentação, acostume o gato aos poucos.

  • é uma maneira de prevenir desarranjos intestinais provocados pela alteração de ingredientes.
  • misture a ração nova com a antiga. Vá aumentando gradativamente a quantidade da nova e diminuindo a da antiga.

veterinario gatos caxias - zuca# Mantenha sempre água fresca em vários bebedouros acessíveis ao gato. O ideal é oferecer água filtrada ou mineral, troque a água uma ou duas vezes ao dia. Fontes são uma ótima opção, pois simulam água corrente.

# Lave muito bem o comedouro e o bebedouro pelo menos uma vez por semana.

# Se o gato perder o apetite e deixar de comer por mais de três dias, procure imediatamente o veterinário.

  • embora às vezes esteja ligada a um comportamento exigente do animal, a perda do apetite pode ser provocada por algum distúrbio oculto.
  • a inanição pode levar a uma doença hepática com risco de morte.

LINKS RELACIONADOS:

# Comportamento Alimentar dos Gatos: https://blogfelino.wordpress.com/2012/02/05/comportamento-alimentar-dos-gatos/

# Rações, entenda as diferenças: https://blogfelino.wordpress.com/2012/09/17/racoes-entenda-as-diferencas/

# Dicas de Aliementação para Gatos: https://blogfelino.wordpress.com/2011/10/12/dicas-de-alimetacao/

COMO CUIDAR BEM DO SEU GATO – MORADIA

O BlogFelino inicia a exposição de uma série de dicas didáticas retiradas da série Resumão, abordando o tema “Como cuidar bem do seu gato”, por C. Pinney. 

Confira! http://www.bafisa.com.br – RESUMÃO

MORADIA – ESTILO DE VIDA

# Prepare-se para criar seu gato dentro de casa.

# Gatos que são mantidos fora de casa estão expostos a uma série de riscos:

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– traumas provocados por carros, brigas com cães ou disputas com outros gatos;

– aumento potencial de exposição a doenças infecciosas, como a Aids felina, transmitida pelo vírus da imunodeficiência felina (FIV), e a leucemia felina (FeLV), ambos contraídos pelo convívio com outros gatos;

– aumento potencial de exposição a venenos e toxinas ambientais.

# Gatos que vivem fora de casa têm maior chance de contrair doenças que também são perigosas para seres humanos, como a Raiva e alguns tipos de parasitoses intestinais.

# Se você deixar seu gato sair de casa, é melhor que seja durante o dia, pois os maiores perigos ocorrem à noite.

# Gatos passam cerca de 16 horas dormindo, às vezes mais. E gostam de um lugar aconchegante, como uma cestinha, um cobertor ou sua cama. Se quiser evitar esse tipo de “companhia”, retire-o logo na primeira vez em que fizer isso, pois gatos criam hábitos muito rapidamente e têm dificuldade de abandoná-los.

# Gatos gostam de brincar, correr e passear pela casa à noite. Portanto, trate de brincar com ele durante o dia para ter sossego mais tarde.

LINKS RELACIONADOS:

# Gato de Apartamento: https://blogfelino.wordpress.com/2013/02/03/gato-de-apartamento/

PROGRAMA PREVENTIVO DE SAÚDE PARA O GATO IDOSO

Por Dra. Heloísa Justen Moreira de Souza, Médica Veterinária, professora e doutora na UFRRJ, proprietária da Clínica Veterinária Gatos & Gatos, Rio de Janeiro, RJ.

Publicado no periódico Waltham News, edição Dezembro / Janeiro / Fevereiro de 2008. 

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O programa preventivo de saúde para o gato idoso deve ser iniciado a partir da faixa etária de 7 a 11 anos de idade e deve continuar por todo resto de sua vida. Esse programa tem sido recomendado pela Associação  Americana de Clínicos Especialistas em Felinos e pela Academia de Medicina Felina, num painel para reportar os cuidados com o paciente felino idoso. 

Caso o gato não demonstre nenhum tipo de doença, este deve constar: avaliação completa da história médica pregressa e do comportamento do animal e exame físico completo. Esta investigação ajuda a estabelecer o que está normal e reconhecer o mais cedo possível o que está errado, tais como murmúrios cardíacos, dor, presença de rins irregulares e pequenos nódulos na tireóide. É fundamental avaliar o peso do animal e as condições corpóreas e compará-las com aferições anteriores, para verificar se houve perda ou ganho substancial.

A mensuração da pressão arterial pode ser feita de forma indireta usando o método Doppler, usando um aparelho de doppler e um esfignomanômetro manual acoplado a uma braçadeira. Assim, pode-se detectar hipertensão sistêmica antes que haja dano em algum órgão ou hemorragia ou descolamento de retina. O ideal para o valor da pressão no gato é 145 a 160 mmHg ou menos (pressão arterial sistólica).

A avaliação clínica laboratorial consiste em hemograma completo, proteínas totais séricas e creatinina, potássio, fosfatase alcalina, alanina aminotransferase, concentração de T4 total, urinálise e testes para FIV e/ou FeLV. Além disso, exames fecais devem ser feitos a gatos expostos a ambientes de risco. 

veterinario gatos caxias 22A recomendação para pacientes que estejam portando alguma enfermidade é similar às anteriores mencionadas associadas aos exames específicos para as afecções. 

CUIDADOS COM OS OUVIDOS DOS GATOS

Por Aristeu Pessanha Golçalves, Médico Veterinário, Publicado na Revista Pulo do Gato, versão online, link original http://www.revistapulodogato.com.br/pulodogato/materia_online_higienizacao_auricular.php

               Ter um animalzinho em casa é uma grande responsabilidade, principalmente no quesito saúde. Tanto o cachorro quanto o gato estão sujeitos a vários micro-organismos que causam doenças como a otite, veterinario gatos 29uma inflamação no ouvido que, quando não tratada corretamente, pode levar à surdez. Naturalmente, os ouvidos de cães e gatos apresentam bactérias e fungos que, em condições normais, não trazem dano algum. Mas o aumento de umidade, a falta de ventilação adequada, irritações ou traumas são fatores que contribuem para a proliferação de bactérias e fungos e, consequentemente, o aparecimento dessa inflamação. A simples limpeza pode prevenir a otite. Nos casos mais graves, a técnica de lavagem otológica faz-se necessária. Nos casos crônicos é necessário o uso de medicação apropriada e, somente em algumas situações, a cirurgia torna-se uma opção.

               Entre as causas que podem levar à otite estão o excesso de produção de cera no ouvido e também alergias e doenças de pele. Entretanto, não há motivo para pânico, pois existem alguns cuidados específicos que, se seguidos, podem prevenir e proteger nossos pets de tais problemas. São eles:

Na hora do banho, proteja os ouvidos do seu animalzinho com um chumaço de algodão seco. O objetivo é evitar a entrada de água no conduto auditivo, ambiente ideal para proliferação de bactérias e fungos.

Evite arrancar os pelos que nascem no interior dos ouvidos (prática comum em alguns locais de banho e tosa).

veterinario gatos caxias 137Promova limpeza para a retirada do excesso de cera com produtos apropriados uma vez por semana ou a cada 15 dias, que pode ser realizada após o banho. A limpeza deve ser feita com a aplicação de um produto próprio para esta limpeza (um ceruminolítico), produto este que vai agir dissolvendo a cera, ajuda a reduzir a umidade, hidrata o conduto e tira o mau cheiro; administre o produto nos condutos auditivos, massageie, deixe o gato sacudir  a cabeça, e mais ou menos 10 minutos após a aplicação do produto, realize a limpeza com um algodão seco no dedo que é introduzido no canal auditivo para remover o produto e a cera dissolvida; faça com suaves movimentos de rotação para a limpeza do conduto. Com algodão e o dedo você nunca vai machucar seu amigo, mas NUNCA use cotonete porque você pode machucá-lo!

▪ Fique atento aos sinais iniciais da otite: coçar a região do ouvido e sacudir a cabeça com frequência.

▪ Consulte um veterinário que irá identificar a causa da doença e indicar uma medicação de uso tópico (no interior dos ouvidos), que pode ser complementada por medicação oral, caso seja necessário. O exame citológico é primordial para o tratamento da doença.

CUIDADOS DE ENFERMAGEM PARA SEU GATO

Por Raquel Redaelli, traduzido do site da American Association of Feline Practioners ®, link original http://www.catvets.com/uploads/PDF/Nursing%20Care%20Client%20Brochure%20Print%20Ready.pdf

DICAS PRÁTICAS PARA DONOS DE ANIMAIS DOENTES OU EM RECUPERAÇÃO

As dicas de cuidados de enfermagem a seguir irão ajudá-lo a se tornar uma extensão da equipe veterinária após o veterinario gatos caxias 103seu gato voltar para casa. Peça ao seu veterinário para fornecer o máximo de informações possível, por escrito, bem como referências a recursos online, como vídeos. Não seja relutante em se aproximar do veterinário se você tiver alguma dúvida durante ou após a visita.

• Dê o seu gato reforço positivo (por exemplo, trato, escovação, carinho) para aceitar medicação.

• A menos que seu veterinário diga que a medicação deve ser administrada com alimentos, não use a comida como uma ajuda para a administração de medicamentos, pois pode causar aversão e reduzir a ingestão de comida do seu gato.

Pratos de comida planos, como pratos de papel pequenos, e tigelas de água superficiais podem melhorar a ingestão, tornando a comida e a água mais acessíveis.

Aqueça os alimentos enlatados a uma temperatura próxima da temperatura corporal do gato, aquecendo suavemente no microondas ou acrescentando água quente e mexendo bem. Adicionar caldo de frango ou suco de atum pode aumentar a gosto do alimento.

• O alimento fornecido deve ser sempre fresco, fornecido em pequenas porções, conforme a necessidade.

• Forçar o seu gato a aceitar a medicação é estressante para você e para seu gato. Procure não forçar a remoção do seu gato de um lugar escondido ou interrompê-lo enquanto come, se higieniza ou faz suas necessidades para fins de administrar medicação. Peça ao seu veterinário uma demonstração de como administrar a medicação prescrita para o seu gato.

Mantenha-se calmo. Os gatos podem sentir nossa ansiedade ou
frustração, o que pode levá-los a ficar com medo ou ansiosos.

Participe de todas as consultas de acompanhamento com o seu veterinário. Comente com o veterinário se você observar sinais de doença ou mudanças no comportamento do seu gato, bem como alterações na ingestão de alimentos ou líquidos, ou se sentir dificuldade administração de medicamentos.

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Os cuidados de enfermagem para seu gato em casa podem parecer difíceis no início, mas seja paciente e lembre-se que mesmo pequenas melhorias contribuirão para recuperação do seu gato.

Lembre-se que o seu veterinário está lá para ajudar, por isso sempre faça todas as perguntas que possam contribuir para a assistência de enfermagem bem sucedida em casa.

Você é um membro importante da equipe de saúde do seu gato. Você pode ser fundamental para ajudar com o sucesso de tratamentos e de cuidados de saúde melhorada.

Quando estiver no consultório veterinário, lugar desconhecido e muitas vezes assustador para seu gato, ele precisa de sua confiança, especialmente se ele está doente. O seu comportamento influencia na sensação de segurança e no seu comportamento na clínica.

Suas habilidades de enfermagem em casa também desempenham um papel importante no sucesso da tratamentos que o seu veterinário prescreveu para ajudar o seu gato recuperar de doença ou lesão.

Se o seu gato fica estressado quando vai para a clínica veterinária, pergunte ao seu veterinário dicas sobre como adaptá-lo ao transportador e reduzir a ansiedade ao sair de casa. Leve os petiscos favoritos do seu gato para que você ou um membro da equipe veterinária possa dar ao gato como uma recompensa ou distração. Considerar a utilização de pulverização de feromônio facial felino sintético (por exemplo, Feliway ®), para tornar o ambiente menos assustador ao gato.

Prepare-se com antecedência para sair de casa com o gato, coloque-o na caixa de transporte e deixe-o se acalmar antes de sair. Coloque um brinquedo e roupas de cama favoritos e familiares.

veterinario gatos caxias 178Os gatos podem sentir o estresse, ansiedade e apreensão, os quais podem aumentar seu próprio estresse. Aqui estão algumas dicas para ajudar a criar uma visita veterinária mais positiva:

• Se o seu gato está muito ansioso na sala de espera, ou se os cães estão presentes, pedir ao recepcionista se você pode ir para uma sala reservada ou cubra a caixa de transporte do seu gato com uma toalha ou o seu casaco para bloquear a vista e abafar o sons. Uma vez que você está em local reservado com o seu gato, fale com ele calmamente, em voz baixa.

Evitar comportamentos que embora sejam destinados a confortar seu gato, podem realmente aumentar a ansiedade. Estes podem incluir segurar seu gato, falar ou olhar em seu rosto, e perturbar ou invadir seu espaço pessoal. Sons humanos destinados a acalmar (como “shhhh”) pode simular o silvo de outro gato e deve ser evitado.

Correção física, como bater na cabeça do seu gato e repreensões verbais devem ser evitadas, pois podem assustar o seu gato e provocam a resposta de luta ou fuga. Lembre-se, os gatos não são humanos e reagem de forma diferente à disciplina.

• Não manuseie ou remova o seu gato da caixa de transporte até que seja solicitado por um membro da equipe de veterinários.

Reforce o comportamento positivo do seu gato com carinho ou petiscos e ignore o comportamento negativo ao invés de tentar corrigi-lo.

• Se o seu gato deve permanecer no hospital, trazer brinquedos familiares e roupas de cama de casa. Fornecer o tipo de alimento e o nome da ração que seu gato está acostumado a receber. Mencione qualquer coisa que o seu gato gosta (por exemplo, doces, escovação, tempo de jogo atividades). A equipe de veterinários pode usar esta informação para ajudar a tornar a estadia de seu gato mais agradável.

• Ofereça sugestões sobre as opções de tratamento que mais combinam com a personalidade de seu gato e com a sua capacidade de administrar.

Gatos que estão se sentindo bem tendem a dormir mais frequentemente numa posição enrolada.

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EVITANDO ACIDENTES DOMÉSTICOS COM SEUS GATINHOS

DISPONÍVEL EM: 

http://www.labovet.com.br/evitando-acidentes-domesticos-com-seus-gatinhos-%E2%80%93-parte-1 

http://www.labovet.com.br/evitando-acidentes-domesticos-com-seus-gatinhos-%E2%80%93-parte-2

Gatos são animais curiosos por natureza. Eles gostam de explorar tudo, e isso pode causar alguns acidentes domésticos. Por isso, dividimos um especial em 2 partes com dicas simples para você deixar seu gatinho brincar sem se preocupar com ele.

# Os gatos gostam de entrar em locais como armários e gavetas, correndo o risco de ficarem trancados e acabarem se sufocando. Portanto, mantenha esses locais fechados dentro da sua casa.

# Tome muito cuidado com sacos plásticos e sacolas espalhadas pela casa. Seu gatinho pode mastigar ou engolir pedaços desse tipo de material, ou mesmo se esconder dentro deles, podendo se engasgar ou se sufocar.

# Os bichanos adoram linhas, fios de lã e barbantes. Mas evite deixar esse tipo de material ao alcance deles quando você não estiver por perto. Isso porque, se engolidos, esses materiais podem afetar o intestino do seu gatinho.

# Outras coisas que devem ser mantidas longe do alcance dos bichanos: alfinetes, facas, tesouras, agulhas e produtos de limpeza.

# Se você tiver plantas, se informe antes se elas não são nocivas ou venenosas para gatos.

# Nunca medique seu gatinho por conta própria. Consulte sempre seu veterinário de confiança antes.

# Não deixe líquidos e alimentos quentes ao alcance do seu gatinho.

# Quando for cozinhar, mantenha o bichano fora da cozinha. Mesmo depois de ter terminado, espere um pouco até que o fogão esfrie para deixa-lo entrar. Assim ele não corre o risco, curioso como é, pular no fogão e acabar queimando a patinha ou o focinho. (imagem: Purina Cat Chow)

# Muito cuidado com produtos em spray (perfumes, desodorantes, etc). Evite usá-los perto do seu gatinho, já que eles podem causar alergias respiratórias no felino.

# Evite também utilizar desinfetantes e ceras perto do gato ou no local onde ele costuma deitar ou comer. Esses produtos podem intoxicar o bichano. Se for possível, utilize água sanitária diluída em água.

# Use protetores de tomadas e evite que sei bichano tomem choques que, muitas vezes, podem acabar sendo fatais.

# Máquinas de lavar devem sempre estar fechadas quando não estiverem sendo utilizadas.

# No inverno, antes de dar partida no seu carro de manhã, certifique-se que seu gatinho não está escondido embaixo, ou até mesmo dentro dele. Com o tempo frio, eles procuram locais quentes para se aquecerem, e a mecânica do seu veículo pode ser um dos lugares escolhidos. 

RAÇÕES, ENTENDA AS DIFERENÇAS

Adaptado do texto da Médica Veterinária Maricy Alexandrino, da Clínica Veterinária CliniPet, Maringá – PR. Link original http://www.clinipet.com/informativos/3-dicas-e-cuidados/19-racoes.html

Atualmente o mercado pet oferece uma gama enorme de alimentos para cães e gatos. Diferentes formas, cores, sabores, marcas e principalmente preços. Entre tantas opções oferecidas, o que realmente se deve levar em consideração na hora de escolher o melhor alimento para os animais de companhia?

Em primeiro lugar devemos saber que o alimento ideal para nossos animais é aquele que oferece todos os componentes necessários para um bom desenvolvimento do organismo, ou seja, um alimento completo que ofereça os níveis adequados de proteínas, vitaminas, minerais, gordura, fibras entre outros componentes. Além disso, é importante saber que vários tipos de matérias primas podem ser utilizadas na fabricação de rações, e que dependendo da matéria prima (de melhor ou pior qualidade) influenciará consideravelmente o preço final do alimento.

Existe uma “classificação” não oficial, aplicada pelos fabricantes para designar a qualidade das rações: Super Premium, Premium e Standard ou de Combate. Porém vale lembrar que ainda não existe legislação brasileira para adequar as rações a esta classificação adotada pelo mercado.

Rações Super Premium são chamadas assim pois são fabricadas com matérias primas de primeira qualidade, com ótimo aproveitamento pelo animal. Neste caso são utilizados como base proteína animal, podendo ser carne, frango, peixe, em alguns casos até carne suína com tratamento especial, e os vegetais utilizados são os de melhor absorção pelos cães e gatos, como o arroz, por exemplo.

Já as rações Standard ou de “Combate” utilizam matérias primas de qualidade inferior, como subprodutos animais (chifre, casco, penas, bicos, farinhas entre outros..) e proteínas de origem  vegetal com pouco aproveitamento, como trigo, soja e milho.

As Premiuns são intermediárias entre Super Premium e Standard.

E o que isso significa para o animal? Quanto melhor a matéria prima utilizada, melhor será o aproveitamento do alimento pelo cão ou gato, ou seja, ele realmente utilizará todos os componentes daquele alimento pra um desenvolvimento e manutenção ideal do organismo.

Dentro destas 3 “classificações”  ainda encontra-se ração destinada a Filhotes, Adultos e Idosos,  isso porque cada fase da vida tem necessidades diferentes. Por exemplo, um filhote em pleno desenvolvimento precisa de proteínas e minerais suficientes para uma boa formação do esqueleto, enquanto um animal idoso, já começa ter declínio de suas funções orgânicas, precisando menos de determinados componentes.

Além desta classificação básica das rações de manutenção, existe outras rações especiais, como as destinadas as raças específicas que leva em consideração particularidades raciais que podem sofrer influência positiva ou negativa de determinado alimento, e as rações terapêuticas, que são obrigatoriamente de prescrição veterinária, pois são destinados a animais portadores de alguma doença, e que se beneficiam com uma nutrição clínica de acordo com o problema (insuficiência renal, cardíaca, diabetes, obesidade).

Existe também a opção de ração seca e úmida (latas, saches), cuja composição básica das duas é a mesma da ração seca equivalente, porém a  úmida além de conter mais água  (o que é benéfico em alguns casos) acaba se tornando mais palatável pela  forma, consistência e pelo odor que exala.

Para que a ração seja bem aproveitada pelo seu animal, deve-se ainda levar em consideração outros detalhes:

  • tipo de alimento oferecido de acordo com a raça, porte, idade e nível de atividade física;
  • quantidade diária oferecida, de acordo com o peso, idade e porte;
  • frequencia  diária de alimentação;
  • armazenamento da ração.

A escolha de um bom alimento para um cão ou gato é essencial  para manutenção da saúde, pois através de uma nutrição adequada é possível prevenir, retardar e tratar diversos problemas de saúde.

ALERTA CRMV-SP: As rações vendidas à granel, em sacos abertos ou outros recipientes que mantenham o produto em contato com o ar e que permitam seu manuseio podem ser facilmente contaminadas por fungos presentes no ambiente, como é o caso dos gênerosPenicillium spp.Aspergillus spp.Rhizopus spp. e Fusarium spp. Esses agentes colonizam a ração, especialmente quando a umidade e a temperatura são favoráveis, se multiplicam e produzem micotoxinas. Leia a matéria em: http://www.crmvsp.org.br/site/noticia_ver.php?id_noticia=2174

A IMPORTÂNCIA DA SOCIALIZAÇÃO

Publicado no site http://www.tudogato.com/ , escrito por Cassia Rabelo Cardoso dos Santos, adestradora da Cão Cidadão (www.caocidadao.com.br)

(imagem TudoGato.com)

            Atualmente, os gatos vêm se tornando companhia cada vez mais presente nos lares brasileiros. Ainda perdem em número para os caninos, mas é crescente o número de pessoas deste imenso país que vêm se apaixonando pela companhia cativante deste ronronante animal de estimação…

     Esse aumento acaba gerando, também, mudança na mentalidade das pessoas quanto à forma com que abrigam os felinos de estimação. Especialmente nos grandes centros urbanos, vem sendo afastada a ideia de que os gatos domésticos devem ter vida livre, ou seja, podem ir e voltar para casa, a seu bel prazer. É indiscutível que criar um gato desta forma aumenta as chances de acidentes e morte prematura, razão pela qual vem sendo difundindo que aos gatos não se deve permitir sair livremente, mas sim serem mantidos em nossos lares, protegidos dos perigosos agentes externos.

              Mas, por outro lado, gatos criados nestas condições podem acabar sendo privados, durante toda a vida, do convívio saudável com outros de sua espécie, cães e seres humanos em geral.

       Gatos, por natureza, são animais retraídos, que costumam se sentir mais confiantes com pessoas e ambientes conhecidos, ou seja, onde detenham o controle do ambiente. (Imagem Simon’s Cat)

                 Ora, privar um gatinho do convívio com companheiros de sua espécie, bem como outros animais e seres humanos pode prejudicar, no futuro, sua adaptação a situações, locais e pessoas diferentes, gerando alto grau de estresse toda vez que for obrigado a se deparar com circunstâncias diferentes daquelas a que esteja habituado.

           Assim, uma medida essencial para garantir ao gato uma vida adulta sem grandes sobressaltos quando deparado com novas realidades, é providenciar uma boa socialização na fase de filhote. Isto significa permitir a este filhote que seja apresentado ao maior número possível de pessoas e animais diferentes, sempre de forma positiva, objetivando fazê-lo acostumar-se mais facilmente a estas novidades.  No período de socialização, todos os laços afetivos (com animais da mesma ou de diferentes espécies) são formados e, por este motivo, constitui-se no período mais importante na vida do gato. 

               A chamada fase de socialização primária é bastante curta nos filhotes de felinos domésticos, ocorrendo, em média, da 2ª a 9ª semana de vida do bichano. Nem sempre é possível que o gatinho que iremos adotar esteja em casa dentro deste período. Mas, caso seja possível conhecê-lo durante nesta fase (mesmo que esteja ainda com a mãe), é importante prezar por um bom trabalho de socialização.

           E o que significa fazer um bom trabalho de socialização? Esta tarefa consiste em permitir ao filhote vivenciar o maior número de experiência envolvendo várias pessoas diferentes, outros gatos e animais (como cães e pássaros). E isto deve envolver, sempre, manuseio gentil e bastante frequente dos filhotes, que deve ser recompensado por todos os comportamentos amigáveis que demonstrar. Esta recompensa pode consistir em ração úmida para filhotes, que eles costumam adorar! Gatos manuseados por vários seres humanos na fase de socialização primária costumam ser muito menos arredios a pessoas, se comparados àqueles que tiveram pouco contato com humanos na fase de socialização.

                     Um bom exemplo de trabalho de socialização entre filhotes de gatos e crianças é colocar um pouco de ração úmida numa colher e deixar que a criança vá oferecendo ao gatinho, enquanto brincam. Da mesma forma com pessoas que tenham contato com o gatinho, que deve ser pego no colo e acariciado gentilmente.

       Prezar por uma boa socialização permitirá que o gatinho se torne facilmente adaptável a presença de seres humanos, sendo receptível às visitas que chegam ao seu “território”. Assim, tenderá a se mostrar tranquilo e receptivo sempre que pessoas novas visitem a casa da família, sem que esta experiência se torne algo amedrontador e o faça esconder-se num cômodo até que os “invasores” deixem o ambiente…

                Desta forma, conclui-se que fazer um bom trabalho de socialização com um filhote de gato que acaba de chegar ao novo lar é essencial para que se torne um adulto equilibrado e facilmente adaptável a novas pessoas e animais, sem que tal fato seja sinônimo de alto nível de estresse, tornando a convivência mais harmônica para todos! 

MUDANDO DE CASA COM SEU GATO

Do site http://www.me-adota.blogspot.com , que promove a doação de gatinhos em Niterói – RJ e fornece diversas informações para aqueles que se preocupam com a saúde de seus gatos. 

Gatos costumam se estressar bastante com grandes mudanças em sua rotina. Mudanças de território são ainda mais traumáticas. Para que a transição aconteça sem transtornos, é necessário um certo planejamento para minimizar o estresse e prevenir acidentes.

EVITANDO ESTRESSE E FUGAS NO DIA:

▪ Antes de começar o entra e sai de pessoas e móveis, tranque seu gato num cômodo longe do tumulto. Este cômodo pode ser um quarto já esvaziado no dia anterior ou um banheiro (caso o imóvel tenha mais de um, pois a ideia é manter o gato seguro sem que a porta seja aberta o tempo todo!);

▪ Coloque no “cômodo seguro” a caixa de areia e os pote de água e de ração. Deixe também a caixa de transporte no local. O ideal é que o gato tenha um lugar para se esconder, portanto, improvise uma toca (caixas de transporte, caixas de papelão ou até mesmo cadeiras cobertas com lençóis);

▪ Caso o quarto não possa ser esvaziado um dia antes, deixe para retirar os móveis desse cômodo por último e só permita que outras pessoas entrem no local após fechar o gato em sua caixa de transporte;

▪ Mantenha o “cômodo seguro” trancado ou deixe um bilhete com letras gigantes avisando que a porta deve permanecer fechada. Todo cuidado é pouco durante o caos da mudança;

▪ Na impossibilidade de separar um cômodo só para o gato, mantenha o bichano preso dentro da caixa de transporte por segurança.

NO CAMINHO PARA A CASA NOVA:

▪ Não permita que seu gato seja transportado no caminhão de mudança, afinal, ele não faz parte da sua mobília;

▪ Transporte o gato no banco traseiro do seu carro ou taxi, DENTRO DE UMA CAIXA DE TRANSPORTE própria;

▪ Se a viagem for longa, forre a caixa (que deve ter tamanho suficiente para que o gato possa se mexer) com tapetes higiênicos para cães e leve um rolo de toalha de papel e sacos plásticos para resolver eventuais “desastres fisiológicos”;

▪ Em viagens longas lembre-se de oferecer água (sempre com as janelas e portas do veículo fechadas!). É aconselhável também não alimentar o animal algumas horas antes da viagem para evitar vômitos (converse com seu veterinário a respeito).

NA NOVA CASA:

▪ Mantenha seu gato na caixa de transporte ou no “cômodo seguro”, seguindo as mesmas dicas anteriores, enquanto o caminhão de mudança estiver sendo esvaziado;

▪ O ideal é que pelo menos um cômodo seja totalmente arrumado e nele seja colocado o gato enquanto o resto da casa entra em ordem. De preferência coloque móveis ou objetos que o gato já conheça para se sentir familiarizado;

▪ Apresente a casa aos poucos, depois que estiver completamente mobiliada, evitando assim acidentes e mais estresse para o bichano.

▪ Tele TODAS as janelas, basculantes e varandas ANTES da mudança; o mesmo vale para casas: tele janelas ou muros e portões;

▪ Fique de olho na saúde do seu gato. Parou de comer ou não está usando a caixa de areia como antes? Corra para o veterinário! O estresse da mudança pode fazer com que ele desenvolva algumas doenças;

▪ Para amenizar o estresse da mudança, experimente produtos como o Feliway (feromônio facial felino) – converse com seu veterinário;

▪ Se você permitir que o gato tenha acesso à rua, mantenha o bichano TRANCADO em casa na primeira semana para que ele compreenda que aquele é seu novo território e se sinta seguro nele, assim não tentará fugir em pânico – e lembre-se das consequências que o acesso à rua pode trazer (acidentes e doenças).

TUDO SOBRE PELOS DE GATO!

Publicado por Purina Cat Chow Brasil em http://www.facebook.com/note.php?note_id=311304278890067

TIPO DE PELOS E FUNÇÕES

A composição dos pelos dos gatos varia entre as raças, mas podemos dividir em dois grandes grupos, os de pelos curtos e os de pelos longos, sendo mais comuns os de pelagem curta, já que geneticamente essa é uma característica dominante, porque para um felino selvagem é muito mais fácil cuidar da pelagem se ela for curta, não é verdade?

Além de proteger os bichanos do frio, os pelos podem indicar o humor e até mesmo ajudam na hora de uma briga como “medida de defesa”, para intimidar o adversário; o gato pode arrepiar os pêlos do dorso e da cauda criando uma ilusão de ser maior.

BANHO DE GATO

Gatos tem uma incrível facilidade para limpar e pentear a própria pelagem. Pesquisam revelam que gastam, em média, 15% do tempo realizando este trabalho que começa com lambidas nas patas dianteiras até que fiquem molhadas, depois as passam vigorosamente sobre a cabeça, repetindo o procedimento ao longo de todo o corpo, intercalado por lambidas, encerrando com uma limpeza completa da cauda.

REGURGITAÇÃO DE BOLAS DE PELO

Durante esse processo de limpeza, os gatinhos acabam engolindo muitos fios, e aqueles que têm pelos longos são os mais prejudicados. O sistema digestivo dá conta de boa parte dos pelos expelindo-os pelo intestino, mas de vez em quando, regurgitam. Se ele faz isso de duas a três vezes por mês, não há um motivo para preocupação, mas se notar que o seu gatinho tenta repetidas vezes expelir pelos sem sucesso, apresentar prisão de ventre e perda de apetite, a massa de fios pode estar presa no estômago ou no intestino delgado, sendo um tipo de problema mais sério. Nesse caso, procure imediatamente um veterinário.

Leia mais em https://blogfelino.wordpress.com/2012/01/17/bolas-de-pelos-dos-gatos/

GATOS DE PELOS LONGOS

Mesmo com toda a dedicação que os gatinhos têm com a limpeza da pelagem longa (persa, himalaia, angorá, por exemplo) precisam de ajuda de seus donos, e algumas vezes da mão de um profissional, para manter a pelagem limpa adequadamente.

ESCOVAÇÃO DOS PELOS

Escovação dos pelos gera afeto e oportunidade de “investigar” seu gatinhoEscovar o gato cuidadosamente é a uma das melhores maneiras de evitar problemas com os pelos, mesmo para os gatos de pelagem curta. Normalmente os felinos aceitam bem este momento, já que o ritual de pentear-se mutuamente serve para criar vínculos entre os gatos e ainda é uma oportunidade para o bichinho relaxar. O ideal é acostumá-lo desde filhote, assim quando crescer, já estará acostumado com o processo. E ainda, no momento em que esteja cuidando dos pelos, pode investigar o seu gatinho e verificar se ele não está com a pele irritada, ou se há lesões, inchaços, tumores, carrapatos, pulgas ou qualquer outro problema que possa exigir a atenção de um veterinário.

Existe também no mercado uma espécie de “Pente de Parede” que pode ser afixado em um dos cantos da sala por exemplo, onde seu gatinho costuma passar. As cerdas são um convite para que o gato se esfregue e acabam por reter boa parte dos pelos soltos.

PERÍODO DE TROCA DE PELAGEM E OUTROS MOTIVOS PARA QUEDA DE PELOS

Muitas pessoas comentam que os gatos estão soltando mais pelos do que de costume, o que acontece é que todos os gatos passam por um período de troca de pelo, que acontece normalmente no período do ano em que os dias são mais longos (verão).

Os gatos domésticos perdem menos pelos, mas para eles a mudança também ocorre anualmente. A queda também pode ser causada por estresse, ou por algum tipo de doença, além do que as fêmeas que acabaram de ter filhotes perdem mais pelos que o normal.

Leia mais em https://blogfelino.wordpress.com/2012/02/26/queda-de-pelos-nos-gatos-e-normal/

ALERGIA AO PELO DO GATO?

O que muita gente pensa, é que o pelo do gato causa alergia, mas o que acontece na verdade, é que a alergia é causada pela combinação pelos + saliva.  Com o hábito de lamber-se, os pelos que ficam pelos estofados, cortinas e no ar, são resultado dessa combinação que pode causar reações alérgicas e até crise de asma. Para amenizar o problema, mantenha o hábito de escovar o seu gato, evitando os depósitos de pelos espalhados pela casa.

Por estar associado à saliva e não ao pelo não existe uma recomendação de gatos menos alérgicos, mas vale a dica de preferir os de pelos curtos e manter o hábito de escovação, de preferencia, quando a pessoa alérgica não estiver em casa.

E SE O GATO NÃO SE LAMBE OU SE LAMBE EXCESSIVAMENTE?

Caso o seu gato não limpe os próprios pelos recomenda-se a procura de um veterinário, pois pode estar sofrendo de algum tipo de doença séria, ao contrário, se ele se limpa excessivamente, pode ser o caso de algum distúrbio psicológico.

Leia mais em https://blogfelino.wordpress.com/2012/01/11/alopecia-psicogenica-felina/

EM CASOS DE EMERGÊNCIA:

Caso você encontre alguma coisa estranha na pelagem do seu gatinho é melhor que seja retirado imediatamente para que não seja ingerido durante o processo de limpeza e fique doente.

Aqui temos algumas dicas do que fazer em caso de:

CARRAPICHOS: um pente de metal costuma resolver o problema. Para remover carrapichos que penetram mais profundamente na pelagem, passe óleo vegetal na área afetada. Se esse método também falhar, retire o carrapicho com uma tesoura, mas cuidado para não ferir o seu gatinho.

GOMA DE MASCAR: aplique gelo sobre a área para diminuir a viscosidade, depois puxe suavemente e corte-a com cuidado. Existem, como alternativa, vários produtos que facilitam a remoção da goma sem necessidade de cortar a pelagem.

TINTA: caso se trate de tinta lavável, mergulhe a área afetada em água durante cinco minutos ou até que o produto amoleça. Em seguida, use os dedos para esfregar a pelagem e remova a tinta. Se a mancha for de tinta à base de óleo ou de verniz, será necessário puxar cuidadosamente os pelos atingidos e cortar. Atenção: Jamais aplique removedor, gasolina nem outros solventes em seu gato.

PICHE: quando a pelagem do felino fica manchada com essa substância, quase sempre é preciso cortá-la. Algumas vezes, porém, uma boa aplicação de vaselina pode resolver o problema. Esfregue a vaselina sobre uma pequena parte da área afetada e em seguida retire o alcatrão amolecido com uma toalha limpa. Repita a operação quantas vezes forem necessárias e depois lave o gato com xampu adstringente.

INTRODUZINDO UM NOVO GATO EM UMA CASA COM GATOS

POR JOICE PERUZZI, MÉDICA VETERINÁRIA ESPECIALIZADA EM COMPORTAMENTO DE CÃES E GATOS E HOMEOPATIA. http://www.comportapet.com.br 

Antes de pensar em introduzir um novo gato em casa, você deve analisar seu ambiente e a capacidade de ter mais um animal. Mais um gato significa mais gastos, mais território a ser dividido e mais atenção a ser dividida.

Se você já tem um gato com problemas de comportamento (agressividade, marcação com urina ou arranhadura, medo, etc), a introdução de um novo membro pode ser extremamente prejudicial ao caso. Portanto, comece o tratamento do seu gato antes de introduzir um novo.

Mas se tudo já foi analisado e a opção foi feita, há formas de garantir uma boa convivência entre o novo residente e os antigos.

Quando estamos tratando de gatos bem socializados, a introdução é bem mais fácil. O novo gato deve ser colocado em um cômodo, de preferência onde nenhum gato fique muito tempo, com caixa de areia, água, brinquedos e comida e deve permanecer nesse
local, fechado, por 5 a 7 dias. Se nenhum gato demonstra (ou quando deixarem de demostrar) atitudes agressivas (vocalizações, marcações com urina ou arranhadura e vigia excessiva do cômodo) ou medo, comece a liberar o novo morador aos poucos, deixando-o dentro de uma caixa de transporte no meio de um cômodo onde todos os gatos permanecem. Nesse momento, todos os gatos podem receber seu petisco favorito, facilitando as relações. Depois, o gato é preso em seu cômodo novamente.

Esse processo deve ser repetido por 5 a 7 dias e então o novo gato já pode ser liberado para a casa toda, desde que todos os gatos respondam bem a essa aproximação.

É importante que nos primeiros dias de liberdade total o dono observe bem a reação dos seus gatos, para intervir quando necessário. Sempre que os gatos estiverem no mesmo cômodo, interagindo bem, devem ser elogiados e acariciados.

A quantidade de caixas de areia deve ser aumentada (pelo menos uma a mais). Nos primeiros dias, podem ser mantidos os pratos de comida e caixa de areia no cômodo onde ele ficava preso.

Quando estamos tratando de gatos menos sociáveis, o processo deve ser mais lento, dependendo das respostas de cada um. Sempre busque ajuda especializada quando a adaptação não ocorrer da forma esperada, para garantir uma boa relação entre os gatos no futuro.

SAÚDE BUCAL DOS GATOS E CUIDADOS ESPECIAIS

Publicado por Purina Cat Chow Brasil, texto dos Médicos Veterinários Daniela Jungermann e Ricardo Augusto Pecora da Clínica Pet Fanáticos de São Bernardo do Campo.

MUITAS PESSOAS TEM DÚVIDAS SOBRE COMO CUIDAR DA SAÚDE BUCAL DOS FELINOS.

Os primeiros dentes dos gatinhos começam a nascer por volta da segunda semana de vida e a troca dos dentes de leite pelos permanentes começa a partir do quarto mês de idade e termina no sexto mês para a grande maioria deles. Porém, não é preciso esperar todo esse tempo para começar a praticar a higiene bucal do bichinho e, pelo contrário, devemos acostumá-los com a manipulação desde cedo, pois assim ficará mais fácil o processo de escovação dentária.

É FUNDAMENTAL PARA A MANUTENÇÃO DA SAÚDE ORAL A ESCOVAÇÃO DENTÁRIA, SE POSSÍVEL, DIÁRIA.

Nas primeiras vezes você pode enrolar uma gaze no dedo ou escovas de dedo para bebês e, suavemente, massagear a gengiva, bochecha e dentes. Quando o gatinho já estiver mais costumado deve substituir a gaze por uma escova dental com cerdas macias e de preferência com cabeça pequena. Use pasta de dente elaborada especialmente para a saúde bucal de cães e gatos para a escovação, porque os produtos desenvolvidos para os humanos podem ser tóxicos aos animais.

Como nós, eles também têm problemas orais (doenças periodontais e outras) como:

1.      Placa bacteriana é o acúmulo de restos de alimento nos dentes, mais comumente chamada de tártaro (que ao fermentarem liberam compostos com enxofre, o responsável pelo mau cheiro). É importante lembrar que não é a quantidade de tártaro que indica a gravidade da doença. Em qualquer grau, a doença periodontal deve ser tratada; o acúmulo de placa pode ser o responsável pelos demais problemas que podem ocorrer!

2.      Cárie é uma infecção que geralmente ocorre no colo do dente, junto à gengiva;

3.      Gengivite é a inflamação da gengiva, que fica vermelha e inchada;

4.      Estomatite é a doença ou inflamação que ocorre na cavidade bucal, por exemplo, as aftas;

5.      Exposição de raiz dentária, causada pelo acúmulo das placas bacterianas, que gera muita sensibilidade e dor.

Todos esses problemas podem causar, além do mau hálito, a perda de apetite, fraturas dentárias, perda dos dentes, até doenças mais sérias que podem comprometer órgãos vitais como o coração, os pulmões, o fígado e os rins.

Anualmente deve ser feita uma visita ao médico veterinário de confiança para avaliação da saúde bucal de seu gato. Mas se notar algum tipo de alteração nos dentes, gengiva ou qualquer outra parte da boca, seja na coloração, aumento do volume, sangramento ou mau hálito, você deve procurá-lo rapidamente. Só ele poderá avaliar corretamente o problema e indicar o melhor tratamento para seu gatinho.

FORMAS DE MEDICAÇÃO E VIAS DE ADMINISTRAÇÃO PARA OS GATOS

do site da Clínica Veterinária Gatos & Gatos, no Rio de Janeiro – RJ. http://www.gatosegatos.com.br/faq.htm

            A administração dos medicamentos por via oral, nas formas de soluções, suspensões, pós, cápsulas, comprimidos e drágeas, podem ser escolhidas para gatos de fácil manipulação, sendo um método de administração de fármaco satisfatório de ser instituído na casa do proprietário.

       A administração de comprimidos para gatos requer mínima contenção física, mas rapidez e exatidão são fundamentais. O local adequado para medicar um gato é sobre um banco (do tipo igual ao utilizado em bares) sem encosto ou em cima de uma mesa. O banco é a melhor opção, pois o gato fica preocupado em se equilibrar em uma pequena superfície e resiste pouco às manobras para a administração dos medicamentos. O gato não deve ser colocado no colo ou no chão, ele reconhece estes locais como seu território e a resistência à administração do medicamento será com maior intensidade. (veja “COMO DAR COMPRIMIDOS PARA UM GATO” https://blogfelino.wordpress.com/2011/11/14/como-dar-comprimidos-para-um-gato/)

          A cavidade oral do gato é pequena. A escolha do tamanho do comprimido, drágea e cápsula deve ser de acordo com a facilidade do gato engolir; quanto menor o eixo longitudinal do fármaco melhor. As cápsulas quando umedecidas pela saliva aderem à mucosa da orofaringe, sendo recomendado lubrificá-las com manteiga ou margarina, podendo também ser empregado este método para mascarar sabores indesejáveis de comprimidos divididos.

A forma de administração por via oral das preparações líquidas é feita colocando-se o medicamento dentro de uma seringa. A cabeça do animal é imobilizada e a seringa é posicionada na maxila entre o canino e o segundo pré-molar. Pequenas quantidades de líquido devem ser impelidas a cada vez, possibilitando a ingestão pelo animal. É de suma importância manter a cabeça do gato em posição perpendicular em relação ao corpo, evitando-se a falsa via dos medicamentos. A cabeça do felino não deve estar nunca erguida durante a administração das preparações líquidas.

            As preparações líquidas são bem aceitas pelos felinos quando apresentam uma palatabilidade apropriada, ou pelo menos, que o animal não apresente nenhuma objeção. Os gatos não gostam de sabores adocicados e quando os felinos não apreciam o sabor do medicamento, eles salivam profusamente.

          Os medicamentos, em apresentações líquidas, podem ainda ser misturados aos alimentos quando o suporte nutricional está sendo feito de forma involuntária por seringa e, também, diretamente pela sonda pela via nasoesofágica, via orogástrica ou por meio da esofagostomia, oferecendo boa alternativa nas clínicas veterinárias.

A concentração do líquido deve ser de tal forma que permita administrar uma dosagem que não ultrapasse dois mililitros por vez. As formulações líquidas são especialmente úteis para gatos e filhotes que tenham pesos corporais inferiores a 2 kg.

           Nas clínicas veterinárias, a administração de drogas pela via parenteral em gatos é alternativa em uma parcela de pacientes felinos que não aceitam a medicação por via oral, sendo importante via de administração de medicamentos nos animais que estão inconscientes, vomitando, com enfermidade na cavidade oral e nos irascíveis.

                  A aplicação das soluções aquosas, não irritantes, pode ser feita por meio da via subcutânea, estendendo a pele do dorso do felino que é bastante elástica entre as duas escápulas, evitando excesso de manipulação na contenção. A administração de injeções pela via subcutânea é fácil, segura e pouco dolorosa. É aconselhável utilizar agulhas de boa qualidade.

            A administração de fluidos pela via subcutânea pode ser usada com sucesso no tratamento de suporte de muitos gatos enfermos. Essa via pode ser empregada para corrigir um grau de desidratação leve e fornecer a manutenção de fluidos, como também, para corrigir pequenos déficits de eletrólitos e álcali.

               A administração de fármacos pela via intramuscular, principalmente as substâncias oleosas, deve ser feita em infusão lenta na musculatura do grupo dos músculos quadríceps na porção anterior ao fêmur, rotineiramente, pois é de fácil aplicação e contenção, evitando-se injúrias ao nervo ciático. Nos felinos de difícil cooperação, a aplicação da injeção intramuscular pode ser realiza entre a musculatura do semimembranoso e semitendinoso com o animal agarrado na grade. A aplicação de injeção no músculo bíceps femoral é contra-indicada, pois a solução fica acumulada freqüentemente na fáscia do músculo e pode ocorrer lesão permanente no nervo ciático.

             A administração de fármacos pela via intravenosa fica reservada quando da indicação da droga e nos casos em que se desejar imediatamente o
máximo de concentração plasmática da droga após a aplicação, nos pacientes
hipotensos e nos gatos em estado de choque, em conseqüência da péssima perfusão tecidual, impedindo a absorção da droga por via subcutânea ou intramuscular. A via intravenosa é escolhida para a correção de um grau de desidratação grave e de déficit de eletrólitos e álcali, visto que o acesso direto à circulação permite administrar grandes volumes de fluidos.

VERMINOSES DOS FELINOS

POSTADO POR M.V. RAQUEL REDAELLI.

Adaptado dos sites

http://www.webanimal.com.br e http://homeopatas.blogspot.com.br

O CONTROLE DE VERMINOSE NOS ANIMAIS DE ESTIMAÇÃO É ESSENCIAL PARA A SAÚDE DELES E PARA A NOSSA! 

Verminoses são doenças causadas por vermes que se alojam principalmente nos intestinos, mas que também podem afetar outros órgãos como esôfago, estômago, coração, pulmões, rins e fígado. Os danos decorrentes da infestação dependem de diversos fatores, como a carga parasitária, a idade do animal, as condições imunológicas, o ambiente em que vive, as condições de higiene e manejo e o curso concomitante com outras doenças.

As infecções podem apresentar sintomas leves como apetite caprichoso, perda de peso, tristeza, aumento de volume abdominal, pelos opacos, fezes moles, coceira anal ou sintomas mais acentuados que demonstram o comprometimento mais sério de um ou mais sistemas orgânicos como anorexia completa, diarréias severas com sangue e/ou muco, vômitos, desidratação, anemia, ascite (barriga d’água), obstrução de orgãos ocos (estômago, intestino, esôfago e coração), artérias e veias, assim como intoxicações proporcionadas por toxinas produzidas pelos parasitas ou pela sua ação direta sobre tecidos e mucosas.

Muitas doenças sistêmicas ou dermatológicas têm insucesso no tratamento devido ao animal estar parasitado. Ainda, são problema de saúde pública, pois podem contaminar o homem (especialmente crianças). Aqui serão citados os mais comuns:

Toxocara sp. e o Toxascaris leonina são áscaris encontrados principalmente nos filhotes.  São vermes brancos e longos, que podem ser vistos nas fezes e em vômitos. No homem, a infecção é associada a lesões no fígado, rins, pulmões, cérebro e olhos.

O Ancylostoma tubaeforme pode ser adquirido pela ingestão de água ou alimentos contaminados e pela penetração das larvas através da pele. Os vermes adultos alimentam-se da mucosa intestinal, resultando em hemorragias. Os animais perdem sangue continuamente.

Dipylidium caninum é um cestóide adquirido através da ingestão de pulgas contaminadas. São parecidos com “grãos de arroz”, visualizados nas fezes ou ao redor da região anal do gato. O controle efetivo de pulgas previne a infestação.

O diagnóstico de todas essas espécies de vermes é feito através do exame de fezes ou visualização e reconhecimento dos mesmos. A vermifugação não precisa ser feita somente quando o animal estiver infectado, pode-se instituir uma rotina preventiva, fazendo tratamento 2 vezes ao ano, em todos animais e pessoas da casa. O ideal é realizar um exame parasitológico de fezes 2 vezes ao ano, e fazer o tratamento caso necessário, evitando, assim, uso desnecessário de medicamentos. O médico veterinário pode orientá-lo em relação aos medicamentos a serem utilizados para os gatos, dose e frequência.

Além dos vermes citados, é comum as infecções por protozoários, também transmissíveis ao homem (e vice-versa) que não são tratados com os vermífugos comuns, e sim com antibióticos específicos. O tratamento deve ser prescrito por médico veterinário. Esses protozoários são a Giárdia e o cisto Isóspora.

Giardia sp pode causar diarréia em filhotes ou fezes de coloração esverdeada ou com sangue em gatos adultos. O Isospora sp pode causar diarréia líquida e com sangue em animais jovens. Associado a outras doenças como as viroses, os protozoários podem agravar o quadro clínico do animal.

INTOXICAÇÃO EM FELINOS

Postado por M.V. Raquel Redaelli

NUNCA MEDIQUE SEU GATO SEM ORIENTAÇÃO MÉDICA!  O maior número de intoxicações em gatos estão relacionadas ao fornecimento de paracetamol e ao uso de produtos para pulgas não indicados para gatos! Muito cuidado também com plantas e alguns alimentos.

As intoxicações em animais domésticos ocorrem principalmente no ambiente doméstico. A maioria dos acidentes com gatos ocorre pelo desconhecimento dos proprietários que acabam colocando o animal em contato com produtos ou medicamentos tóxicos.

Os gatos são mais seletivos que os cães com sua alimentação, além de recusarem alimentos que apresentem um odor que não lhes agrade. Porém os gatos apresentam peculiaridades metabólicas que podem favorecer um quadro de intoxicação quando comparados a outras espécies animais, pois apresentam deficiência relativa na conjugação de substâncias (e os medicamentos podem ficar mais tempo no organismo do gato) e apresentam maior susceptibilidade a sofrer lesões oxidativas nos eritrócitos (causando anemias hemolíticas). Além disso, possuem o hábito de lambedura, que provoca a ingestão de produtos que estão na pele ou no pelo.

Alguns medicamentos intoxicam somente se forem administrados em dose alta ou em espaço de tempo menor do que o indicado. Enquanto outros, intoxicam com uma única e pequena dose.

Em gatos os principais sintomas se intoxicação são apatia, dilatação ou contração das pupilas, convulsões ou outros sinais neurológicos (incoordenação, mudança de comportamento, etc.), podendo ocorrer também vômito e diarréia.

É importante levar o gato intoxicado ao veterinário imediatamente e informar o máximo sobre: onde vive o animal, onde fica a maior parte do dia, quem cuida e está mais tempo com ele, se o local onde vive passou por reformas, pinturas, se costuma mexer no lixo, que produtos de limpeza utiliza, se faz uso de inseticidas e quais, se o local sofreu dedetização, etc.

MEDICAMENTOS HUMANOS QUE NUNCA DEVEM SER DADOS / UTILIZADOS PARA GATOS: paracetamol (Tylenol), diclofenaco (Cataflan), ibuprofeno (Alivium), fenazopiridina (Piridium), ácido mefenâmico (Ponstan), Fleet Enema.

PRODUTOS VETERINÁRIOS QUE NÃO DEVEM SER USADOS EM GATOS: monosulfureto de tetraetiltiuran (em sprays para uso tópico contra dermatites), benzocaína (em cremes de uso tópico para dermatites), azul de metileno (no spray “azulão”), hexaclorofeno (em shampoos antissépticos), carbamato (em remédios contra pulgas).

MEDICAMENTOS QUE DEVEM SER USADOS COM CAUTELA: antiinflamatórios não esteroidais em geral (cetoprofeno, meloxican), ácido acetil salicílico (AAS, aspirina).

ALIMENTOS QUE NÃO PODEM SER DADOS PARA GATOS: alho, cebola, chocolate (mesmo que não seja puro nem cru). 

OUTROS PRODUTOS (evitar contato direto e retirar os animais do local da aplicação): produtos de limpeza, adubos, agrotóxicos, produtos químicos (tinta, solventes, etc), cloro.

PLANTAS TÓXICAS: ciclame, hera, lírio da paz, jibóia prateada, cheflera, sagu de jardim, mamona, amarílis, espirradeira, folha de veludo, tulipas, azaléia, maconha, teixo, samambaia, renda portuguesa, espada de São Jorge, comigo-ninguém-pode.

PRIMEIRAS MEDIDAS EM CASO DE INTOXICAÇÃO

1. Retirar restos da substância do animal.

2. Guardar a embalagem do produto (vazia ou com resíduo) para identificação posterior.

3. Ligar imediatamente para o Centro de Informação Toxicológicas (CIT http://www.cit.rs.gov.br/  0800 721 3000).

4. Procurar um Médico Veterinário.

QUANDO TESTAR O GATO PARA FIV E FELV


Postado por Raquel Redaelli, Médica Veterinária.

 

O FIV (vírus da imunodeficiência felina) e o FeLV (vírus da leucemia felina) são doenças muito prevalentes causadas por vírus, específicas de gatos, transmitidas através do contato com gatos infectados, responsáveis por depressão do sistema imune e doenças associadas. Estas doenças não possuem cura.

O gato com FIV pode viver muitos anos sem manifestar sinais clínicos da doença. As doenças associadas podem aparecer em mais de 8 anos após o contágio, e incluem infecções oportunistas, doenças da cavidade oral, neoplasias, doenças oculares, doença renal inespecífica ou síndrome degenerativa crônica (leia mais em “Conheça a AIDS Felina” – https://blogfelino.wordpress.com/2011/08/05/186/).

Já os gatos com FeLV apresentam doenças relacionadas principalmente à anemia, leucemia e neoplasias, além de sinais semelhantes aos encontrados em gatos com FIV, aparecendo os sinais clínicos no máximo 3 anos após a contaminação e causando o óbito do gato em até 3 anos após o aparecimento dos sinais clínicos.

O diagnóstico é feito através de kits comerciais (IDEXX) que detectam anticorpos de FIV e antígenos de FeLV através do método ELISA (ensaio imunoenzimático), teste rápido e específico que pode ser realizado na clínica. Outros métodos podem ser realizados para confirmar o diagnóstico, enviados a laboratórios de análises clínicas.

O teste é importante em gatos doentes, para auxiliar no diagnóstico, mas também é muito importante para separar gatos portadores de outros gatos, diminuindo a disseminação dessas doenças que são um desafio para o Médico Veterinário na tentativa de dar qualidade de vida e tempo de sobrevida aos pacientes, uma vez que não há cura.

QUANDO É INDICADO TESTAR OS GATOS PARA FIV E FELV:

1. Gatos adotados provenientes da rua, de abrigos ou de criatórios de gatos.

2. Gatos jovens com neoplasias ou anemia.

3. Gatos com doenças crônicas recorrentes.

4. Gatos com lesões na cavidade oral.

5. Gatos com infecções aparentemente descomplicadas que não respondem bem ao tratamento.

6. Gatos que tem acesso à rua.

7. Gatos que vivem em abrigos de gatos.

8. Gatos de criatórios de raça devem ser comprovadamente negativos antes da venda.   

ARRANHADURA DE OBJETOS FEITA PELOS GATOS

POR JOICE PERUZZI, MÉDICA VETERINÁRIA ESPECIALIZADA EM COMPORTAMENTO DE CÃES E GATOS E HOMEOPATIA. http://www.comportapet.com.br

A arranhadura de objetos é uma reclamação constante dos donos de gatos. Para evitar isso, devemos entender o que se passa com nosso bichano para que as medidas de controle sejam efetivas.

A arranhadura pode ter propósitos diferentes, dependendo do contexto onde ela está colocada: pode ser uma forma de brincadeira, uma maneira de “afiar” as unhas ou um tipo de marcação territorial. Como marcação territorial, ela funciona visualmente e olfativamente, já que o gato pode liberar feromônios na arranhadura de objetos.

O ideal é educar o gato desde a chegada em casa, sempre estimulando o uso dos arranhadores, oferecendo diferentes modelos para que ele possa escolher o seu preferido. Para ajudar, pode-se usar spray de catnip nos arranhadores ou prender brinquedos recheados com a erva, para que o gato se sinta atraído ao arranhador.

No entanto, nos casos onde a arranhadura já acontece há bastante tempo, precisamos entender o contexto. Saber se o gato usa também arranhadores, se também faz marcação com urina e fezes e se algo aconteceu na época em que ele começou a arranhar ajudam a diferenciar brincadeira de marcação territorial.

No caso de marcação, precisamos entender o motivador para isso (mudanças de casa, introdução de novos membros, mudança na rotina do dono) e trabalhar para tornar um ambiente menos hostil ao gato, usando enriquecimento ambiental e reaproximação entre membros, por exemplo. Além disso, o uso de terapia com feromônios pode ser benéfico, usando o produto diretamente no objeto danificado e oferecendo um arranhador com catnip por perto. A feromonioterapia funciona nesses casos, pois o produto usa um feromônio sintético similar à fração do feromônio facial dos felinos antagonista à marcação de objetos.

Outra opção para prevenir arranhaduras ou ajudar na correção do comportamento é usar plástico filme no local arranhado, pois o gato não gosta da sensação do plástico aderindo à pata dele. Mas não esqueça que é essencial deixar arranhadores disponíveis para o gato em locais visíveis!

Gatos não castrados sempre tem maior tendência à marcação territorial.Por isso a castração, tanto de machos quanto de fêmeas, pode ajudar a reduzir a arranhadura a objetos.

Nos casos em que a arranhadura é causada por problemas territoriais como a superpopulação felina, é difícil reverter o quadro, pois mesmo um trabalho intenso de enriquecimento ambiental e adequação do espaço e manejo podem não ser suficientes para adaptar todos os felinos à situação.

ADOTEI UM GATINHO: O QUE DEVO SABER?

Postado por M.V. Raquel Redaelli.

Ao final do texto, links relacionados, que aprofundam diversos assuntos citados aqui.

Se você adotou ou quer adotar um gatinho, e é o seu primeiro animal de estimação, muitas dúvidas vão surgir, e serão esclarecidas com a convivência. Se a sua decisão foi por um gato, você primeiro deve conhecer a personalidade desta espécie e saber como eles se relacionam conosco, para não ficar decepcionado depois. Muitas vezes as pessoas querem ter gato por sua higiene e agilidade, mas querem que ele seja dependente e comportado como um cão. É possível educar os gatos, mas é inevitável que até que isso aconteça, ele estrague móveis afiando suas unhas e também é inevitável a presença de pelos espalhados pela casa. Mas tudo pode ser amenizado. Em contrapartida, ter gatos é apaixonante  e viciante. Você já reparou que dificilmente uma casa tem apenas um gato? Eles são limpos, companheiros, divertidos, habilidosos… Podemos passar horas observando suas atitudes: dormem muito, tomam banhos sozinhos (com sua língua), caçam insetos e presas imaginárias, pedem carinho e ronronam, enfeitam as nossas janelas…. (1) (imagem Simon’s Cat)

É mesmo um gato que você quer? Ótima escolha, certamente não vai se arrepender!

Começamos escolhendo a raça (2): gatos de pelo longo perdem menos pelos, mas exigem maiores cuidados com a pelagem, como escovação, banhos, tosas, etc, além de terem maior predisposição a problemas de pele (3). Os persas, por exemplo, em geral, são gatinhos muito dóceis, mas também mais pacatos; gatos de pelo curto perdem mais pelo, e existem inúmeras raças, com comportamentos diversos. Adotar um gato sem raça definida tem vantagens e desvantagens: as vantagens são mais numerosas, sabemos que todos os gatos atingem mais ou menos o mesmo tamanho, que apresentam fisionomia parecida, e que estamos ajudando um animalzinho abandonado, já que existem tantos por aí, além de não precisar pagar pelo bichinho; a desvantagem é não conhecer previamente as características comportamentais, e podemos nos deparar com um gatinho mais arisco. Porém, dependendo da idade que adotamos, essas características já estão presentes (4).

Podemos também escolher o sexo: em relação à docilidade não difere, depende da personalidade; os machos tendem a demarcar território a partir da puberdade (urinam pela casa) e desejam sair às ruas para namorar e também brigar por território e por fêmeas; as fêmeas entram no cio diversas vezes ao ano, e cada cio é um escândalo (miam muito). Porém, o ideal é sempre castrar nossos filhotes, para diminuir esse comportamento indesejado, prevenir doenças e evitar gestações indesejadas e mais animais abandonados no mundo! Estando castrados, nada disso acontece (5).

Levando o gatinho para casa:

# Providencie uma caixa de plástico para ser o banheiro do gato, nela vai conter areia sanitária (produto especial para gatos). É bom ter 2 caixas, de preferência em local distinto, e quando houver mais de um gato, ter uma caixa além do número de gatos. Coloque areia sanitária até atingir mais ou menos 4 cm, ou então coloque uma folha de jornal em baixo e pequena quantidade de areia sobre ela, apenas para incentivar o gato a fazer ali, pois gosta de cavar. Retire os resíduos todos os dias, ou sempre que ele utilizar, utilizando uma pá plástica. Tem gato que não usa a caixa se estiver suja, e vai fazer fora ou ficar segurando, causando problemas de saúde (6). Deixe as caixas a pelo menos 1 metro de distância da água e comida. Troque todo o conteúdo de areia e lave bem a caixa pelo menos uma vez ao mês (imagem Simos’s Cat).

# Procure dar ração de boa qualidade, especialmente quando filhote, pois vai refletir no desenvolvimento e na saúde quando adulto. Gatos comem diversas vezes ao dia, então deixe ração disponível ou ofereça pelo menos 3 vezes ao dia. Deixe água sempre limpa, fresca e à vontade. Gatos gostam de água corrente e de recipientes amplos (7 e 8).

# Gatos adoram subir nas janelas e guarda-corpo de sacadas, e lá se distraem e podem cair. Cuidado! Coloque telas de proteção (aquelas para crianças) ou mantenha tudo fechado (9).

# O gato vai escolher seus locais preferidos da casa, mas eles adoram deitar sobre panos e cobertores. Você pode deixar alguns pela casa especialmente para ele, principalmente em cima do sofá e da cama (a imagem ao lado é intitulada “Gatos entre livros”, de Izabel Benavides, artista plástica).

# Providencie arranhadores e coloque em locais estratégicos da casa, de fácil acesso. Se ele arranhar o sofá, coloque ao lado do sofá. Alguns gatos gostam de arranhar na vertical, outros na horizontal. Mantenha as unhas do gato aparadas, para diminuir os estragos.

# Gatos adoram brincar. Providencie brinquedos como ratinhos de pelúcia, bonequinhos com penas, etc, mas eles se divertem muito com coisas do cotidiano, como bolinhas de papel, atilhos, laser point… (10) Cuidado com fio dental e fios de lã, com e sem agulhas, pois eles podem ingerir e ficar trancado no intestino (imagem Simon’s Cat).

# O gatinho deve receber vermífugo e vacinas. Procure um médico veterinário para garantir a saúde do seu bichano (11).

# Se o gato tiver acesso à rua, esteja consciente de que o risco de acidentes e de doenças contagiosas é muito maior (11). Neste caso, utilize uma coleira com o seu telefone caso ele se perca e peça para seu veterinário microchipar o animal, para ajudar na sua localização. Gatos podem aprender a passear utilizando coleiras do tipo peiteira, mas deve ser ensinado aos poucos, e o passeio deve ser em local calmo e sem cães.

# Providencie uma caixa de transporte para ele. Será muito útil quando precisar levá-lo ao veterinário, pois eles se sentem mais seguros lá dentro, e também diminui o estresse no transporte e o risco de fugas. Você pode deixar a caixa aberta dentro de casa com um paninho dele para que se acostume a entrar e ficar tranquilo.

# Procure saber onde há atendimento 24 horas na sua cidade e tenha o número do seu veterinário de confiança, caso aconteça alguma coisa com o gatinho.

Se você já tem gatos e quer introduzir um novo membro na casa:

Garanta que o novo gatinho está saudável, lembre-se que existem doenças infecciosas que são silenciosas e que podem ser transmitidas (especialmente FIV e FeLV). Deixe-o separado dos outros por algumas semanas e procure o médico veterinário para um check up.

Para introduzir um novo membro deve ser feito uma adaptação, para que eles se aceitem melhor e não tenham problemas de convivência. Mantenha-os em locais separados, até que não se incomodem mais com a presença do outro pelo cheiro através da porta; então, prenda o novo numa caixa de transporte e deixe-a no ambiente para que o antigo cheire através da grade (faça isso por alguns momentos do dia, diversos dias, até que o antigo já não se incomode mais); após, você pode pensar em soltar o gatinho alguns momentos do dia e então definitivamente (imagem Simon’s Cat).

Seja feliz com o novo membro da sua famíla!!

LINKS DO BLOG FELINO RELACIONADOS:

1. O GATO COMO ELE É  https://blogfelino.wordpress.com/2012/01/22/o-gato-como-ele-e/

2. GATOS DE ESTIMAÇÃO: DIFERENÇA ENTRE RAÇAS https://blogfelino.wordpress.com/2011/08/08/195/

3. QUEDA DE PELOS NOS GATOS https://blogfelino.wordpress.com/2012/02/26/queda-de-pelos-nos-gatos-e-normal/

4. COMPORTAMENTO FELINO https://blogfelino.wordpress.com/2011/12/15/comportamento-felino/

5. BENEFÍCIOS DA CASTRAÇÃO https://blogfelino.wordpress.com/2011/07/15/131/

6. DOENÇAS URINÁRIAS DOS FELINOS https://blogfelino.wordpress.com/2011/10/05/doencas-urinarias/

7. DICAS DE ALIMENTAÇÃO PARA GATOS https://blogfelino.wordpress.com/2011/10/12/dicas-de-alimetacao/

8. COMPORTAMENTO ALIMENTAR DOS GATOS https://blogfelino.wordpress.com/2012/02/05/comportamento-alimentar-dos-gatos/

9. “GATO PARAQUEDISTA”: POR QUE OS GATOS CAEM DAS JANELAS? QUAIS AS CONSEQUÊNCIAS DA QUEDA? https://blogfelino.wordpress.com/2011/11/20/gato-paraquedista-porque-os-gatos-caem-das-janelas-quais-as-consequencias-da-queda/

10. EXERCÍCIO PARA GATO? https://blogfelino.wordpress.com/2011/10/02/exercicio-para-gato/

11. DOENÇAS INFECCIOSAS DOS GATOS E VACINAÇÃO https://blogfelino.wordpress.com/2011/11/15/doencas-infecciosas-dos-gatos-e-vacinacao/

DOENÇAS DO GATO IDOSO

do site da Clínica Veterinária Gatos & Gatos, no Rio de Janeiro – RJ. http://www.gatosegatos.com.br/faq.htm

               O envelhecimento é um processo inevitável e irreversível. Contudo, o estado débil atribuído ao gato geriátrico, pode ser oriundo de uma enfermidade que pode ser corrigida ou pelo menos tratável pelo médico veterinário. Deve-se diferenciar as mudanças inerentes ao processo de envelhecimento daquelas em função dos processos patológicos.

               O ciclo de vida do gato pode ser dividido em quatro estágios: filhotes – faixa etária compreendendo 6 a 8 meses; adultos – animais com 1 a 7 anos de idade; idosos – entre 8 a 12 anos; geriátricos – após os 12 anos.

               O número de gatos idosos e geriátricos vem aumentando no atendimento clínico diário. Isso se deve pelo aumento da preferência do felino como animal de estimação e pelo fato da medicina veterinária preventiva ter evoluindo muito. Hoje os gatos são favorecidos pelos programas de vacinação, dietas mais adequadas para a faixa etária e de prescrição (segundo as enfermidades), além da evolução das técnicas para obtenção de um melhor diagnóstico, somando-se ainda, a participação de proprietários mais conscientes e zelosos pela saúde do seu gato. Tudo isso fez com que a expectativa de vida dos gatos, que era de 10 anos, passasse para 15 anos. Se estimarmos em 15 anos a longevidade média de um gato, este atingirá o último terço de vida ao redor dos 10 anos de idade, o que corresponde a uma definição comum de envelhecimento qualquer que seja a espécie envolvida. Neste estágio, geralmente aparecem sinais que chamam a atenção dos proprietários: falta de dinamismo, sonolência, alteração do pêlo.

               A expectativa de vida máxima de um gato é geneticamente programada. Ao contrário do que ocorre com os cães, a raça tem pouca influência na expectativa de vida do gato, mas varia consideravelmente em função do ambiente do animal. Para um gato que vive fora de casa, a expectativa de vida é de apenas 10 anos, mas um animal confinado em um universo muito protegido atinge 18 a 20 anos de idade. Alguns gatos são conhecidos por terem vivido mais de 30 anos. Hoje em dia os gatos são castrados com freqüência e vivem mais no interior das casas: portanto, estão menos expostos a acidentes. Uma alimentação apropriada e de qualidade permite combater os fenômenos patológicos e fisiológicos ligados ao envelhecimento, manter o peso do gato em seu nível ideal, e contribuir para a prevenção de problemas urinários.

               O conhecimento da influência do envelhecimento em cada um dos sistemas orgânicos aumenta a capacidade para criar critérios para os meios de diagnósticos, para planejar programas de prevenção de doenças e instituir terapias adequadas. Os gatos idosos e geriátricos são mais sedentários, menos enérgicos, menos curiosos e mais restritos em suas atividades. Eles se ajustam lentamente às mudanças da dieta, atividades e rotina. Eles são menos tolerantes ao calor ou frio extremo. Eles procuram locais confortáveis aquecidos e dormem por longos períodos. Os pêlos apresentam-se embolados, secos e sem brilho, visto que os gatos idosos costumam perder o interesse de se lamberem. Quando manipulados, são mais fáceis de se irritar.

               Muitas das mudanças comportamentais ocorrem pelas alterações nos órgãos dos sentidos: diminuição da audição, da visão e do olfato. As unhas são pouco desgastadas e é comum vê-las introduzidas nos coxins (almofadinha das patas). Eles apresentam dores articulares, em função de doenças degenerativas das articulações, fraqueza muscular e perda de tônus muscular. Tudo isso faz com que os gatos restrinjam sua atividade e habilidade para participar da vida familiar. Muitos gatos ficam tão carentes com o afastamento que começam um processo de lambedura compulsiva, levando a áreas extensas de alopecia, ou iniciam com o distúrbio de eliminação de urina ou fezes em locais inapropriados. Viagens e hospitalizações são pouco toleradas pelos gatos idosos. Tais gatos se alimentam pouco ou ficam anoréticos, muito ansiosos e dormem pouco. É melhor deixá-los em casa sob os cuidados de alguém familiar (“cat-sitting services”). Constipação é um dos problemas freqüentes do gato idoso. Os fatores de risco são: falta de exercício, retenção fecal voluntária, dieta inapropriada, dor por impactação da glândula adanal, redução da motilidade intestinal e fraqueza da musculatura intestinal. As fezes se apresentam mais ressecadas e endurecidas. Doenças periodontais levam a processos extremamente dolorosos e fazem com que os gatos recusem o alimento. A perda de peso é um problema sério no gato idoso e deve ser investigada se é devido a problemas dentários, endócrinos, afecções de má absorção e/ou a uma percepção mais fraca dos odores e sabores dos alimentos.

               O gato é por natureza um grande consumidor de proteínas, não há razão alguma para reduzir drasticamente o fornecimento protéico quando ele envelhece. Esta restrição poderia ser prejudicial a sua saúde. Enquanto que a restrição protéica não permite retardar o envelhecimento do rim, por outro lado aconselha-se uma diminuição de fósforo na dieta. Com esta medida pode-se esperar um retardamento do declínio da função renal. Os alimentos que acidificam a urina dos gatos são desaconselhados após os 10 anos de idade. Estes alimentos parecem favorecer o desenvolvimento de cálculos urinários de oxalato, os quais são mais frequentemente observados em gatos idosos. Além disso, é melhor evitar alimentos acidificantes em animais cuja função renal poderia estar prejudicada.

               Como conseqüência de um aumento na expectativa de vida do gato, observamos cada vez mais as doenças crônicas. As doenças encontradas com maior freqüência em gatos idosos são: insuficiência renal crônica, problemas dentários, tumores (adenoma funcional da glândula tireóide, acarretando em hipertiroidismo), degenerações ósseas e musculares, doenças cardiovasculares e diabetes mellitus.

               O programa preventivo de saúde para o gato idoso deve ser iniciado a partir da faixa etária de 7 a 11 anos de idade e deve continuar por todo resto de sua vida. Esse programa tem sido recomendado pela Associação Americana de Clínicos Especialistas em Felinos e pela Academia de Medicina Felina, em 2005, num painel para reportar os cuidados com o paciente felino idoso. Caso o gato não demonstre nenhum tipo de doença, na avaliação deve constar: avaliação completa da história médica pregressa e do comportamento do animal, exame físico completo, aferição da pressão arterial e exames sanguineos, que ajudam a estabelecer o que está normal e reconhecer o mais cedo possível o que está errado. É fundamental avaliar o peso do animal e as condições corpóreas e compará-las com aferições anteriores, para verificar se houve perda ou ganho substancial. A recomendação para pacientes que estejam portando alguma enfermidade é similar as anteriormente mencionadas associadas aos exames específicos para as afecções.   

BOLAS DE PELOS DOS GATOS

Do site www.me-adota.blogspot.com, que promove a doação de gatinhos em Niterói – RJ e fornece diversas informações para aqueles que se preocupam com a saúde de seus gatos.

 

Quem não se lembra da hilária cena de Shrek, em que o Gato de Botas faz o maior estardalhaço para vomitar uma bola de pelos?

A maioria dos gatos apenas tosse e vomita um montinho nojento de pelos emaranhados – que, apesar do nome, tem formato de “charuto” e não de “bola”-, mas alguns realmente dão um verdadeiro show. O meu mais velho costumava gritar como se estivesse morrendo engasgado. Era uma cena bastante dramática e, apesar de um comportamento normal dos gatos, para um proprietário inexperiente, pode ser bastante assustador. E quem cria gatos há algum tempo sabe: em geral, o alvo é o sofá ou o tapete (raramente eles “miram” no piso frio ou qualquer outra superfície fácil de limpar).

BAD HAIR DAYS

Por ser um animal muito cuidadoso com a própria higiene, o gato passa boa parte do tempo se lambendo e, com isso, acumula uma grande quantidade de pelos no estômago. Esses pelos causam desconforto e precisam ser expelidos através de vômitos ou fezes. Quando isso não ocorre, o excesso de pelos mortos no organismo pode causar problemas digestivos e intestinais (fezes ressecadas, constipação ou até uma séria obstrução intestinal), além de falta de apetite e apatia. Em alguns casos mais graves, pode ser necessário até uma intervenção cirúrgica.

Leve seu gato ao veterinário ao notar os seguintes sintomas: falta de apetite, apatia, dificuldade para defecar ou vômitos frequentes!

COMO PREVENIR

Escovação escovar seu gato diariamente ou, no mínimo, 3 vezes por semana, ajuda a eliminar boa parte dos pelos mortos que seriam engolidos por ele. E, de quebra, diminui consideravelmente os pelos que se espalham pela casa.

Pastas específicas – existem muitas no mercado, como a nacional Malt Paste e as importadas Hair Ball Remedy, Grass Gel e Laxatone, entre outras.

Grama – sim, grama! Você pode comprar as vendidas em pet shops ou plantar trigo, milho ou alpiste em casa. A maioria dos gatos adora!

Apesar de carnívoros, os gatos costumam ter uma forte “queda” por folhinhas verdes. Aqueles criados em apartamento e sem acesso à grama de um jardim ou quintal, atacam qualquer “coisa verde” que encontram pela frente, o que pode ser um problema, já que muitas dessas (nem tão) inocentes plantinhas ornamentais são tóxicas. O que fazer, então? Plantar graminhas para seus gatos “pastarem” com segurança pode ser a solução.

Os felinos saem atrás de “graminhas” para providenciar fibras vegetais, que irão regularizar o trato intestinal e auxiliar na eliminação dos bolos de pelos acumulados em seus intestinos” (webanimal)

CUIDADOS COM OS GATOS NO VERÃO E NAS FÉRIAS

Por M.V. Raquel Redaelli             

               Mesmo que seja comum vermos nosso gatinho deitado sobre um cobertor ou estendido no sol num dia quente de verão (sentimos calor só de ver!), não significa que gatos não sofram com o calor. Devemos prestar atenção em diversas questões para dar qualidade de vida aos nossos bichanos nos dias quentes e evitar que fiquem doentes.

EM CASA: 

  • Água sempre à vontade, em potes de boca larga (eles gostam mais). A água deve ser trocada todos os dias e o pote lavado, pois acumula limo. Preste atenção que o pote esteja sempre em local com sombra. Uma dica é colocar cubos de gelo na água, ou sozinhos em outro potinho (deixe um pote com água normal também). Muitos gatos gostam de lamber as pedras de gelo, e quando derreter, a água estará bem fresquinha. Outra dica é deixar diversos potes espalhados pela casa.
  • Ambiente ventilado, arejado e sombreado. Porém, tome cuidado com janelas abertas que não contenham tela, pois pode causar acidentes (quedas e fugas). Uma opção é ter um ventilador ou ar condicionado (será bom para todos da casa!).
  • Observe se o seu gatinho está comendo normalmente. Acontece com frequência do gato deixar de comer devido ao calor, sendo este um fator que predispõe ao desenvolvimento de lipidose hepática, doença que acomete o fígado e pode levar a óbito (leia mais em https://blogfelino.wordpress.com/2011/12/01/lipidose-hepatica-felina/).
  • Se você mora em casa com pátio, utilize produtos contra pulgas e carrapatos em todos animais da casa a cada 30 dias, pois no verão as pulgas e carrapatos estão em seu período de maior desenvolvimento e multiplicação, e ambos podem transmitir doenças aos gatos e aos cães, além do desconforto, da coceira e da sujeira.
  • Se observar seu gato respirando de boca aberta em um dia quente, com o pescoço esticado, ele pode estar com calor e se sentido mal (cuidado, pois podem ser outras doenças graves que causam insuficiência respiratória)

SE VOCÊ FOR VIAJAR:

  • Muitos gatos aceitam bem viagens e novos ambientes, desde acostumados desde cedo com isso. Se você puder levá-lo junto na viagem, pode ser a melhor opção, pois ele certamente prefere ficar com você do que em uma hospedagem. Importante: observe se o local não oferece perigos para o gato, como acesso à rua, contato com cães e outros gatos, possibilidades de fuga, etc. Eu, particularmente, adoro levar minha gatinha comigo para onde eu for, especialmente em locais com contato com grama e ar livre, e é uma satisfação vê-la se divertir e mostrar todo seu instinto naquele ambiente. Porém, deve-se ter consciência do que isso implica e pesar se as possíveis conseqüências valem o risco, pois aumenta muito a chance de acidentes (como atropelamento, ataque por cães, briga com gatos, fuga, etc) e de ficar doente (como contaminar-se com FIV e FeLV, doenças transmitidas por pulgas, etc). Importante que ele esteja devidamente vacinado, utilizando antipulgas, e utilizando uma coleira com seu telefone. (na foto, a Zuca na praia, de coleira; o telefone está do lado de fora, pois ela é arisca). Uma dica, além da coleira, é microchipar seu gatinho, pois se ele se perder, pode ajudar a localiza-lo, pois seus contatos ficam gravados no chip.
  • Se não puder levá-lo junto com você, antes de pensar em deixá-lo em uma hospedagem, procure alguém que possa ir na sua casa todos os dias ou a cada 2 dias trocar a água, a comida, limpar a caixa de areia e dar carinho e atenção. Estando em casa, metade dos problemas dele estão resolvidos! Peça para a pessoa passar pelo menos 30 minutos com ele, estimular que coma (para ver se está se alimentando), observar se há vômitos pela casa, etc. 
  • Se optar por deixá-lo em um hotel, dê preferência para um local que hospede apenas gatos, ou que tenha a hospedagem separada dos cães, para minimizar o estresse. Leve uma caminha ou cobertinha dele e solicite que ofereçam a mesma alimentação que recebe em casa. Conte para a pessoa do hotel as manias que ele tem na hora de comer. Conte também como são os hábitos higiênicos e de uso da caixa de areia dele. Procure locais com gaiolas espaçosas.
  • Se for viajar por apenas 2 ou 3 dias (não mais do que isso!), pode pensar em deixá-lo em casa com diversos potes de água e de comida, e com várias caixas de areia. Essa condição depende do temperamento do gato, você o conhece e sabe se ele vai aceitar essa situação. A maior preocupação é se o gatinho deixa de comer quando a ração fica um pouco mais velha. Outra preocupação é se o gato apresentar algum problema de saúde, vai ficar sem a assistência adequada. E também tem outros gatos que podem miar demais ou até ficarem deprimidos.
  • Se viajar com ele, tenha uma caixa de transporte sempre junto, pois é o locar onde ele vai se sentir mais seguro.
  • Evite deixar seu gato dentro do carro fechado sob o sol. Se precisar deixá-lo no carro estacionado, deixe o carro na sombra e com frestas nas janelas. Uma dica é gelar bem o carro com o ar condicionado antes de deixá-lo sozinho. O animal pode apresentar dificuldades para respirar e o esforço acaba gerando um desbalanço no seu metabolismo, que pode levá-lo a óbito. Outra alteração grave é a intermação, quando a temperatura corporal se eleva demais.

“GATO PARAQUEDISTA”: PORQUE OS GATOS CAEM DAS JANELAS? QUAIS AS CONSEQUÊNCIAS DA QUEDA?

Postado por M.V. Raquel Redaelli. Adaptado dos livros Coletâneas em Clínica e Cirurgia de Felinos e O Paciente Felino.

               Conhecida também como “Síndrome da queda de alturas”, os acidentes que envolvem quedas de gatos das janelas e sacadas são uma realidade do mundo moderno, onde temos um maior número de pessoas vivendo em apartamentos, e que tem os gatos como animal de estimação ideal.

              Ao contrário do que se diz por aí, as quedas não são suicidas, e sim acidentais. Os felinos são ágeis e destemidos, mas podem ser prejudicados por sua curiosidade e instinto de caça, e é nesse momento que os acidentes ocorrem. Gatos jovens sofrem quedas com mais frequência, fator que pode ser atribuído à inexperiência.

               Nas quedas, cerca de 90% dos gatos sobrevivem. Em média, 3% morre na queda ou logo após, 37% precisam de atendimento emergencial, 30% precisam de tratamento não emergencial e 30% não precisam de qualquer tratamento (Fonte: O Paciente Felino 3ª edição).

               O curioso é que os gatos sofrem lesões mais graves mais quando caem de alturas menores! Na verdade, quando caem de alturas até 7 andares, as lesões ocorrem mais em extremidades e são mais evidentes, e quando caem de alturas maiores, conseguem distribuir melhor o peso no impacto e as lesões ocorrem mais a nível interno, principalmente em tórax.

               Em quedas até o sétimo andar, as lesões são mais graves conforme a altura, ocorrendo principalmente fraturas múltiplas. Até esta altura, a velocidade máxima de queda não foi atingida, e o sistema vestibular sofre estimulação contínua, causando rigidez dos membros e incapacidade de preparação para uma aterrissagem horizontal.

                Acima dessa altura, o número de lesões estabiliza ou diminui. Acredita-se que isso ocorra pois gatos que caem a altura maior de sete andares, atingem a velocidade de 90  Km/h, o que estimula ao máximo o aparelho vestibular, e o gato assume uma postura mais horizontal e menos rígida, com impacto distribuído igualmente pelo corpo. Isso ocorre em gatos que estão conscientes durante a queda.

               O gato consciente e com reflexos posturais (vestibulares e cerebelares) intactos impõe correções posturais durante a queda, resultando em desaceleração corporal e aumento da área de impacto, Primeiro, ele retoma, ainda no ar, a posição de estação, com os quatro membros para baixo. Se a queda for mais alta, o gato progressivamente afasta os membros do corpo (formando uma espécie de “paraquedas”), posição na qual aumenta o atrito com o ar e a aceleração da gravidade é minimizada pela resistência. As lesões observadas são mais difusas e menos evidentes, pois o trauma ocorre simultaneamente no tórax, abdome, face interna dos quatro membros e parte ventral do pescoço e cabeça.

               As lesões que acometem com mais frequência os gatos após a queda são: traumatismo torácico, contusões pulmonares, pneumotórax, ferimentos diversos, fraturas de membros, fraturas dentárias, de palato duro e de mandíbula.

               A queda de um gato, independente da altura, deve ser tratada como emergência, pois podem ocorrer lesões “silenciosas”, ou seja, pouco evidentes, que podem causar a morte do animal se não tratado adequadamente.

Nem precisaria ser dito, mas não vamos brincar com a sorte e pagar para ver o que acontece! Para prevenir este tipo de acidente, é indicado colocação de telas em todas as janelas e sacadas dos apartamentos.

 

DOENÇAS INFECCIOSAS DOS GATOS E VACINAÇÃO

postado por M.V. Raquel Redaelli

Os gatos estão suscetíveis a algumas doenças infecciosas que são provocadas, em sua maioria, por agentes diferentes das doenças que acometem os cães, apresentando, portanto, manifestação clínica diferente.

 As doenças infecciosas que acometem os gatos são:

– Panleucopenia Felina: semelhante à Parvovirose Canina, altamente contagiosa e letal, acomete gatinhos jovens, com vômitos, diarréia, anorexia e desidratação.

– Herpesvírus felino: geralmente a contaminação é materna, sintomatologia de gripe, com secreção nasal e ocular.

– Calivivirose: muito contagiosa, causa lesões e úlceras na cavidade oral.

– Clamidiose: é zoonose, causa conjuntivite.

– Leucemia Felina (FeLV): doença transmitida por contato direto e fômites, não tem cura. Causa imudepressão, cursa com anemia, leucemia e câncer.

– Imunodeficiência Felina (FIV): o contágio ocorre por mordida de gatos contaminados, não tem cura. Doença imudepressora, o gato apresenta definhamento e doenças oportunistas pelo sistema imune frágil.

– Peritonite Infecciosa Felina (PIF): altamente letal, a transmissão do vírus ocorre através das fezes, mas depende de predisposição individual para fazer mutação do vírus e desenvolver a doença. O estresse pode ser fator predisponente da mutação do vírus no indivíduo.

– Raiva: é zoonose, letal, transmitido por mordida de morcego ou de animais com infecção ativa.

VACINAÇÃO

 As doenças infecciosas que podem ser prevenidas pela vacinação adequada são: panleucopenia felina, herpesvírus, calicivirose, clamidiose, leucemia felina e raiva.

As vacinas disponíveis para felinos no Brasil são:

– Vacina Tríplice: (panleucopenia, herpesvírus e calicivírus)

– Vacina Quádrupla: (tríplice + clamidia)

– Vacina Quíntupla: ( quádrupla + leucemia felina)

– Vacina Antirrábica

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INDICAÇÕES DA VACINAÇÃO:

 A vacinação está indicada em todos os gatos, exceto naqueles que apresentaram algum tipo de reação vacinal (nesse caso, o médico veterinário deve avaliar a necessidade).

 – Gatos filhotes: indicado vacina quádrupla quando viver em apartamento e vacina quíntupla quando tiver acesso à rua, a abrigos ou com gatos FeLV positivos. O número de doses depende da procedência do animal: indicado 2 doses de vacina (aos 2 e aos 3 meses de idade) quando o gatinho é procedente de criações familiares, e 3 doses quando procedentes de abrigos ou aglomerados de gatos. Indica-se vacina antirrábica, 1 dose, após os 4 meses de idade.

 – Gatos adultos: indicado 1 dose anual de vacina antirrábica e de tríplice ou quíntupla (se tiver contato com a rua, com muitos gatos ou com gatos positivos para Leucemia). Gatos que não tem acesso à rua nem contato com outros gatos de fora de casa podem ser vacinados a cada 2 anos. Porém, deve passar por uma avaliação anual com veterinário, para detecção precoce de alterações. Gatos com as vacinas feitas a mais de 3 anos devem receber 2 dose de tríplice ou quádrupla.

 OBSERVAÇÕES:

– o ideal é testar o gato para FeLV antes da vacinação para Leucemia Felina e comprovar que seja negativo. Se o gato for positivo, a vacina não terá o efeito preventivo.

– as vacinas contra o Vírus da Leucemia Felina estão estão novamente disponíveis no Brasil desde maio de 2012; por desinteresse de importação por parte das empresas que fabricam as vacinas ela esteve indisponível por muito tempo.

– a peritonite infecciosa felina e a síndrome da imunodeficiência felina (AIDS felina) não são prevenidas por vacinas realmente eficazes (vacinas somente nos EUA, com eficiência não comprovada).

– existem vacinas inativadas e vacinas com vírus vivo atenuado. Cada uma delas está indicada em situaçoes diferentes, de acordo com a procedência do animal, local de convivência, condição clínica, etc. O médico veterinário deve avaliar caso a caso e administrar a vacina mais adequada.

COMO DAR COMPRIMIDOS PARA UM GATO

PRIMEIRO, COMO NÃO DAR REMÉDIO PARA UM GATO!! Vídeo muito divertido de http://graffiteanimado.blogspot.com

 

E AGORA, A MANEIRA CORRETA DE DAR COMPRIMIDO PARA GATOS. É importante ter firmeza para segurar e administrar, colocá-lo em um local em que ele fique estável, segurar da maneira correta, colocar o comprimido no fundo da garganta e segurar a boca fechada por um momento. Pode-se também segurá-lo pelo cangote e administrar o comprimido pelo espaço sem dentes na lateral da boca (importante jogar o comprimido bem atrás, na garganta).

Esse vídeo é bem didático, mas eu não indico colocar esparadrapos nas patas do gato, pois depois, para tirar, será mais um estresse!! Se for necessário proteger das unhas, é melhor enrolar o gato em uma toalha.

 

DESSE JEITO, PODE DAR CERTO PARA ALGUNS. MAS SE O REMÉDIO TIVER GOSTO RUIM, NÃO DÁ PARA ENGANAR O GATO…

 

… vídeos do You Tube…

CRIANDO O GATINHO ÓRFÃO

postado por M.V. Raquel Redaelli

             Cuidar de um gatinho que perdeu a mãe ou que foi rejeitado por ela é um momento trabalhoso, pois requer cuidados intensivos. Porém o maior trabalho dura apenas em torno de um mês, e então o gatinho consegue ser um pouco mais independente. E É O MÁXIMO! Ver aqueles bebezinhos começarem a andar, procurar a comida, ir até a caixa de areia fazer suas necessidades….

               Alguns fatores são essenciais nos cuidados com o gatinho recém-nascido:

  ALIMENTAÇÃO:

               Os substitutos de leite para gatinhos vendidos em pet shops são uma ótima opção, pela facilidade de preparo e também por ser completo nutricionalmente (leite em pó especial que deve ser diluído em água).

                Outra opção é preparar o leite em casa. Uma receita caseira que gosto é: utilizando leite em pó integral, mel ou glicose de milho, creme de leite, ovo e água pura, prepare 250ml de leite em pó com água morna, misture bem 1 colher de sopa de glicose, 1 colher de sopa de creme de leite e 1 gema. O preparado pode ficar em geladeira por 24 horas, e deve ser amornado na hora de servir.

                Ofereça o leite utilizando mamadeira pet, que possui bico pequeno e facilita a sucção. O gatinho deve mamar a cada 2 horas, e esse período vai aumentando com o passar das semanas. Espere que ele chore pedindo comida, somente o acorde se tiver passado mais de 3 horas sem mamar. A quantidade a ser oferecida é o quanto ele quiser tomar por vez. Mantenha a mamadeira inclinada para que o gatinho não ingira ar, e mantenha o filhote com a cabeça levemente mais alta que o corpo.

  HIGIENE:

               Quando está com a mãe, o gatinho urina e defeca quando estimulado por ela. Devemos estimulá-lo antes e depois da alimentação, passando suavemente um algodão levemente umedecido em água morna sobre a região genital. As fezes são amareladas, devido ao leite. Evite dar banho no filhote, pois pode deixá-lo doente.

  AQUECIMENTO:

               Gatinhos neonatos não conseguem manter sua temperatura corporal, por isso devemos fornecer fontes de calor externa. Além de paninhos e cobertores, pode-se utilizar bolsas de água quente, garrafas pet com água quente dentro, etc, sempre envolvendo em um pano para que não queime o gatinho.

  CRESCENDO:

               Em torno de um mês de vida, o gatinho começa a andar, com o rabinho em pé, parecendo uma antena. Comece a oferecer papinha de desmame (vendido em pet shop) ou ração em lata para filhotes ou então uma ração seca de boa qualidade para filhotes umedecida em água morna para que fique como papa. Observe se ele está comendo o necessário por dia, senão continue fornecendo mamadeira. Quando ele estiver mais firme e comendo melhor (mais ou menos aos 40 dias), comece a oferecer a ração seca também, até que possa tirar a papinha. Alimente-o de 4 a 6 vezes ao dia.

                Quando ele começar a andar, já deixe por perto uma caixa pequena e baixa com granulado sanitário para gatos, para que ele aprenda a usar.

  VERMÍFUGO E VACINA:

               Aos 15 dias o gatinho já pode receber a primeira dose de vermífugo, que deve ser repetida em 15 dias. Entre 45 e 60 dias ele já pode receber a primeira dose da vacina.

                Procure um veterinário para orientações quanto à marca e dose de vermífugo a ser dado, e para fazer um calendário de vacinação para seu filhotinho.

  SOCIALIZAÇÃO:

               Se o seu gatinho estiver saudável, deixe-o interagir com pessoas e outros animais (de qualquer espécie, sem que corra riscos de ataques), principalmente após a segunda semana de vida. Assim, ele irá aprender a interagir e conhecer os limites das suas brincadeiras, para se tornar um adulto mais dócil e carinhoso.

A gatinha das fotos é a Zuca. Adotei ela no HCV da UFRGS quando eu estava no quinto semestre da faculdade (em 2005). Ela tinha uns 3 dias de vida, e estava  abandonada com mais 8 gatinhos. Ela foi criada com a receita caseira de substituto de leite,  e se tornou essa gatona linda! A Zuca tem seus probleminhas comportamentais, pois é muito temperamental, mas mesmo assim é muito parceira e carinhosa, do jeito dela! Aquele ratinho virou uma gata linda demais!

DICAS DE ALIMENTAÇÃO PARA GATOS

postado por M.V. Raquel Redaelli

Esta matéria foi publicada também na Revista 4 Patas – Edição 7. www.revista4patas.com.br

Os gatos que vivem livres possuem um comportamento alimentar que precisamos conhecer para manejar corretamente a alimentação dos nossos gatos domésticos.

Na natureza, os gatos fazem cerca de 30 incursões de caça ao dia, principalmente à noite, quando as presas são mais vulneráveis, tendo como presas principais pequenos roedores e pássaros. O restante do tempo passam descansando! De todas essas tentativas, apenas10 a12 são bem suscedidas.

Os gatos são carnívoros verdadeiros, ou seja, utilizam como principal fonte de energia as proteínas dos alimentos. Outra característica dos felinos é que são animais desidratados por natureza, e tendem a tomar pouca água e concentrar a urina. A água que consomem vem em sua maioria das suas presas, que são compostas por 70% de água.

Mas não significa que devemos dar ratinhos ou apenas carne para nossos gatos. Baseado nesse conhecimento, devemos escolher rações específicas para gatos, que possuem o equilíbrio ideal entre os nutrientes necessários à sua alimentação (altos níveis de proteína, níveis moderados de gordura e baixos níveis de carboidratos). Dê preferência por rações classificadas como “Super Premium”, que apresentam melhor qualidade de seus ingredientes e com isso melhor digestibilidade, ou seja, o animal consome menos e tem melhor aproveitamento do que é consumido. A ração deve ficar disponível todo dia, ou ser oferecida diversas vezes ao dia (com quantidade diária controlada para evitar o sobrepeso).

Os gatos precisam ser estimulados a ingerir água. Devemos reconhecer de que maneira nosso gato gosta de tomar água: água corrente, no box do banheiro, em vasilhas grandes, etc. É importante deixar água sempre limpa, fresca e à vontade. Além disso pode-se fornecer diariamente uma porção  de ração úmida (lata ou sachet), que contém alto teor de água e é pouco calórica. Essas condutas favorecem a hidratação do paciente e ajudam a prevenir doenças renais e urinárias.

(a gatinha da foto é a Trip, minha tripezinha…)

Você deve conversar com um médico veterinário para adaptar essas questões de manejo alimentar ao seu gato, pois algumas condições clínicas podem requerer dietas especiais e controle das calorias ingeridas.

COMO DEVE SER A VASILHA DE ÁGUA E COMIDA E ONDE DEVO COLOCÁ-LA?

Gatos gostam de vasilhas rasas e largas, para que suas vibrissas (bigodes) não toquem no pote. Procure deixar as vasilhas distante das caixas de areia.

POSSO DAR CARNE PARA MEU GATO?

Pode. A carne deve ser fornecida sem temperos, e se for crua, deve ter estado congelada por no mínimo 72 horas para evitar transmissão de doenças. Mesmo sendo carnívoro, a carne não deve ser a base da alimentação do gato, pois pode causar distúrbios metabólicos. Outra dica é fornecer o caldo proveniente do descongelamento da carne.

POSSO DAR ATUM ENLATADO PARA MEU GATO?

Pode, desde que seja o atum ao natural, sem óleo e sem temperos.

POSSO DAR LEITE PARA MEU GATO?

É melhor evitar, pois os gatos adultos possuem baixos níveis de lactase, a enzima que digere a lactose presente no leite, e podem ter diarréia quando consumirem. Prefira o iogurte, que não causa esse transtorno.

POSSO DAR PETISCOS PARA MEU GATO?

Pode, desde que sejam específicos para gatos, e sem excessos. Lembre-se que é apenas um agrado, e não deve ser a base da alimentação. Pode-se utilizar os petiscos para estimular brincadeiras.

QUE ALIMENTOS POSSO USAR QUANDO PRECISO DAR ALGUMA MEDICAÇÃO VIA ORAL?

Para facilitar a administração de uma medicação, pode-se tentar passá-la na manteiga, requeijão ou leite condensado (sem excessos). Os gatos costumam aceitar bem.

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DOENÇAS URINÁRIAS DOS FELINOS

Postado por M.V. Raquel Redaelli. Resumo da palestra apresentada na Noite dos Felinos da XI Semana Acadêmica da Faculdade de Veterinária da UFRGS (dia 06 de outubro de 2011).

               As Doenças do Trato Urinário Inferior dos Felinos (DTUIFs) são classificadas em causas não obstrutivas e causas obstrutivas. As principais causas não obstrutivas são a presença de cristais na urina e a cistite intersticial idiopática; enquanto que as principais causas obstrutivas compreendem os urólitos (cálculos), plugs e coágulos que se instalam na uretra impedindo o fluxo urinário.

                Segundo a literatura, os gatos machos castrados são mais predispostos às DTUIFs. Porém, na experiência clínica, grande número de gatos inteiros estão sendo afetadoss, tanto por obstruções quanto por cistite, esta muito comuns também nas fêmeas. Os principais fatores relacionados com a síndrome são o sedentarismo, a obesidade, gatos que vivem em ambientes internos, que comem apenas ração seca e consomem pouca água diariamente. Com a associação desses fatores, a urina fica mais concentrada, predispondo o acúmulo de minerias, a camada protetora de glicosaminoglicanos presente na mucosa da bexiga sofre redução, e a urina entra em contato direto com a mucosa, causando irritação. Em machos, a chance de cristais e coágulos obstruírem o fluxo da uretra é maior que em fêmeas, pois o diâmetro da uretra na região do pênis é de apenas 0,7 mm; geralmente as obstruções ocorrem nessa região.

                Os sinais clínicos relacionados com DTUIFs são dor e desconforto para urinar, urgência para urinar, frequência aumentada de micções durante o dia, urina por gotejamento, presença de sangue na urina, lambedura da região peniana (sinal de incomodo), podendo ocorrer a obstrução total do fluxo urinário, quando o gato vai tentar urinar, porém não vai conseguir. Passadas 24 horas de obstrução, o gato começa a apresentar quadro de insuficiência renal, com inapetência, vômitos, desidratação intensa, podendo vir a óbito se o quadro não for revertido antes de, no máximo, 72 horas.

                A cistite intersticial está relacionada a estresse e erros de manejo. O tratamento é de suporte, para aliviar os sintomas, e correção das causas predisponentes, pois a doença não tem cura. Quando ocorrem episódios freqüentes, pode-se fazer uso de antidepressivos. É indicado ter diversas caixas de areia pela casa (uma a mais que o número de gatos), de tamanho grande, e que os dejetos sejam recolhidos, no mínimo, uma vez ao dia. O local das caixas de areia e do alimento deve estar distante (pelo menos1 metro), e em local reservado, calmo e silencioso.

                Quando a DTUIF é causada por cristais ou cálculos, além do tratamento de suporte e controle de infecções, deve-se identificar o tipo de mineral e o pH da urina, para iniciar o tratamento com dieta específica (diferente para cada situação). Quando há obstrução, a intervenção deve ser imediata!

                Para a prevenção de todas as DTUIFs, é essencial estimular a ingestão de água. Lembre-se que gatos gostam de água fresca, em recipientes amplos, e de água corrente. Vale qualquer coisa: água direto da torneira, água no box do banheiro, uso de fontes, e inclusive associar as rações úmidas à dieta de gatos predispostos!

EXERCÍCIO PARA GATO?

Postado por JOICE PERUZZI, Médica Veterinária Homeopata e especializada em Comportamento de Cães e Gatos. Contato pelo email joiceperuzzi@yahoo.com.br . Visite o site www.comportapet.com.br .

               Muitos pensam que gatos são animais pacatos, que não precisam fazer exercício e nem ter acesso à rua. Mas não é bem assim… existem gatos e gatos! Realmente alguns são mais pacatos enquanto outros são mais ativos, mas todos devem receber uma boa cota diária de brincadeiras, evitando excesso de peso, ansiedade e estresse que, quando persistentes, podem até causar distúrbios de comportamento.

                 FORA DE CASA

                Algumas pessoas permitem que seus gatos tenham acesso à rua, especialmente em cidades do interior. No entanto, devemos ficar atentos aos perigos da cidade, como carros, cães e até outros gatos que, além de brigar, podem transmitir doenças para o seu bichano.

               Uma boa opção é passear com seu gato, de coleira. Mas não pense que você vai convencer seu gato adulto a sair de guia na rua de primeira. Antes ele deve se acostumar com a coleira, que pode ser peiteira ou de pescoço. Deixe-o com a coleira por alguns minutos por dia, aumentando esse período gradativamente. Quando ele já estiver adaptado, engate a guia na coleira e faça o mesmo processo: deixe por alguns minutos e aumente o tempo gradativamente.

               Os primeiros passeios devem ser feitos dentro de casa, para ele se adaptar. Depois, aumente para o seu pátio ou área interna do prédio, para então sair à rua. Procure momentos do dia em que o movimento não seja grande e opte por caminhos mais tranqüilos.

               Gatos acostumados desde filhotes gostam muito do passeio, mas os adultos podem ser um pouco relutantes, por isso existem opções para você entreter seu gato dentro de casa também.

             DENTRO DE CASA

                As brincadeiras felinas imitam a caça, com todos os movimentos ritualizados, como se o resultado final realmente fosse a caça de uma presa. Por isso, eles adoram brinquedos que se movimentam, como bolinhas ou bichinhos presos em corda, por exemplo. Você pode mexer a corda, estimulando o gato, ou amarrar em local alto, para que ele brinque sozinho.

               Uma excelente ferramenta de enriquecimento ambiental é o uso do espaço vertical, já que os bichanos adoram viver nas alturas. A colocação de prateleiras, nichos ou a simples possibilidade de subir em um móvel pode se tornar algo divertidíssimo para um gato. E para não estragar a decoração da casa, existem empresas que projetam as prateleiras e nichos de acordo com as necessidades do dono.

               Outra coisa que gato adora é se esconder… para isso, use caixas e sacolas de papelão e coloque brinquedos dentro, estimulando ele a entrar nelas. Os arranhadores e brinquedos com catnip já são clássicos nas brincadeiras felinas.

               A alimentação também pode ser feita de forma lúdica, sempre usando o princípio da caça. Uma opção é mudar o local de alimentação do gato diariamente, para que ele tenha que encontrar a comida, ou jogar grão por grão da ração para ele. Também podem ser utilizados brinquedos para “rechear” com petiscos, o que estimula que o gato consiga conquistar o alimento, ou você pode esconder petiscos pela casa para que ele saia à caça deles!

               É importante frisar que gatos com problemas alimentares, idosos e cegos não devem ser submetidos a brincadeiras que envolvem a comida.

               Estimule seu gato diariamente e descubra as brincadeiras favoritas dele! Evite as brincadeiras diretas com o seu corpo (mãos, pés, etc), usando sempre brinquedos para esse fim. Isso evita acidentes, machucados desnecessários e problemas de comportamento.

 

# Você encontra os brinquedos interativos citados neste texto no site http://www.gatices.com.br

TOXOPLASMOSE

Postado por M.V. Raquel Redaelli. Adaptado de ”O Paciente Felino”, terceira edição.

            O Toxoplasma gondii é um protozoário que infecta a maioria dos animais de sangue quente, mas os felinos são os únicos hospedeiros definitivos (nos quais o ciclo se completa).

            Os gatos se contaminam principalmente ingerindo cistos presentes na carne de hospedeiros intermediários (roedores, suínos, ovinos, caprinos, bovinos, eqüinos e aves), completando o ciclo e eliminando oocistos não esporulados nas fezes. Estes oocistos se tornarão infectantes após a esporulação, que ocorre após um a cinco dias em contato com o ambiente. Além disso, o gato elimina esses oocistos apenas uma vez na vida, durante uma a duas semanas. Após, ele se torna imune, e mesmo em casos de depressão muito intensa do sistema imune, nova eliminação de oocistos é muito rara, e se ocorrer, é de número quase insignificante.

           A contaminação humana ocorre principalmente pela ingestão de água e alimentos contaminados e cistos na carne.

          A maioria dos gatos infectados por T. gondii não apresentam sinais clínicos. Os órgãos comumente afetados são os pulmões, olhos e fígado, e os sintomas incluem anorexia, febre, letargia, pneumonia, icterícia, dor muscular, pancreatite e sinais neurológicos.

          A confirmação do diagnóstico pode ser feita pela presença de anticorpos IgG no sangue, que confirma a exposição prévia ao T. gondii. A presença de anticorpos IgM ou grande aumento em IgG indica infecção ativa ou recente.

       Para a prevenção da transmissão, basta higiene! Limpar a caixa de areia do gato diariamente, lavar sempre as mãos após manuseio, lavar bem as verduras e a carne de consumo e a oferecida aos gatos deve ser cozida em temperatura acima de 68ºC ou congelada a – 7ºC pelo tempo mínimo de 24 horas antes do consumo. O processo de salga e de cura da carne também elimina o risco. Pessoas imunologicamente comprometidas (gestantes, pacientes em quimioterapia e HIV positivos) devem ter ainda mais cuidado com os alimentos e evitar o contato com fezes de gatos soronegativos para T. gondii (que ainda tem risco de eliminação de oocistos).     

 

Essa é uma das diversas campanhas educativas divulgadas pelo PEA – Projeto Esperança Animal. 

 www.pea.org.br

BENEFÍCIOS DA CASTRAÇÃO

 postado por M.V. Raquel Redaelli

 A castração é um procedimento cirúrgico, realizado com anestesia geral (de preferência inalatória).

Na fêmea é realizada por laparotomia, com a remoção de útero e ovários. A gata castrada tem menor risco de desenvolver câncer de mama, evita o estresse com cios freqüentes, as saídas à rua e reduz a agressividade. Recomenda-se castrar antes do primeiro cio (ou no máximo após o primeiro cio, que ocorre entre 6 e 9 meses de idade).

No macho a cirurgia consiste em remover os testículos com acesso pelo saco escrotal. O gato macho castrado tem menor interesse de sair à rua, reduzindo a agressividade, as brigas, os acidentes, o contato com gatos que podem transmitir doenças, marcação de território com urina e o gasto de energia com a busca por fêmeas. Os machos podem ser castrados após os 6 meses de idade; quanto mais jovem, maior será o efeito sobre seu comportamento.

O uso de injeções ou comprimidos “anticoncepcionais” não está indicado pela alta incidência de câncer de mama que se desenvolve como conseqüência e pelo risco de distocia (dificuldades no parto), decorrente de deformação e morte fetal.

O sedentarismo e o ganho de peso como conseqüência da castração é conhecido, mas pode ser evitado pelo proprietário, estimulando exercícios com jogos e brincadeiras e controlando a ingestão de alimento.

Como efeito em saúde pública, é fator importante o controle da reprodução da população felina errante, reduzindo o abandono de animais.