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A IMPORTÂNCIA DA SOCIALIZAÇÃO

Publicado no site http://www.tudogato.com/ , escrito por Cassia Rabelo Cardoso dos Santos, adestradora da Cão Cidadão (www.caocidadao.com.br)

(imagem TudoGato.com)

            Atualmente, os gatos vêm se tornando companhia cada vez mais presente nos lares brasileiros. Ainda perdem em número para os caninos, mas é crescente o número de pessoas deste imenso país que vêm se apaixonando pela companhia cativante deste ronronante animal de estimação…

     Esse aumento acaba gerando, também, mudança na mentalidade das pessoas quanto à forma com que abrigam os felinos de estimação. Especialmente nos grandes centros urbanos, vem sendo afastada a ideia de que os gatos domésticos devem ter vida livre, ou seja, podem ir e voltar para casa, a seu bel prazer. É indiscutível que criar um gato desta forma aumenta as chances de acidentes e morte prematura, razão pela qual vem sendo difundindo que aos gatos não se deve permitir sair livremente, mas sim serem mantidos em nossos lares, protegidos dos perigosos agentes externos.

              Mas, por outro lado, gatos criados nestas condições podem acabar sendo privados, durante toda a vida, do convívio saudável com outros de sua espécie, cães e seres humanos em geral.

       Gatos, por natureza, são animais retraídos, que costumam se sentir mais confiantes com pessoas e ambientes conhecidos, ou seja, onde detenham o controle do ambiente. (Imagem Simon’s Cat)

                 Ora, privar um gatinho do convívio com companheiros de sua espécie, bem como outros animais e seres humanos pode prejudicar, no futuro, sua adaptação a situações, locais e pessoas diferentes, gerando alto grau de estresse toda vez que for obrigado a se deparar com circunstâncias diferentes daquelas a que esteja habituado.

           Assim, uma medida essencial para garantir ao gato uma vida adulta sem grandes sobressaltos quando deparado com novas realidades, é providenciar uma boa socialização na fase de filhote. Isto significa permitir a este filhote que seja apresentado ao maior número possível de pessoas e animais diferentes, sempre de forma positiva, objetivando fazê-lo acostumar-se mais facilmente a estas novidades.  No período de socialização, todos os laços afetivos (com animais da mesma ou de diferentes espécies) são formados e, por este motivo, constitui-se no período mais importante na vida do gato. 

               A chamada fase de socialização primária é bastante curta nos filhotes de felinos domésticos, ocorrendo, em média, da 2ª a 9ª semana de vida do bichano. Nem sempre é possível que o gatinho que iremos adotar esteja em casa dentro deste período. Mas, caso seja possível conhecê-lo durante nesta fase (mesmo que esteja ainda com a mãe), é importante prezar por um bom trabalho de socialização.

           E o que significa fazer um bom trabalho de socialização? Esta tarefa consiste em permitir ao filhote vivenciar o maior número de experiência envolvendo várias pessoas diferentes, outros gatos e animais (como cães e pássaros). E isto deve envolver, sempre, manuseio gentil e bastante frequente dos filhotes, que deve ser recompensado por todos os comportamentos amigáveis que demonstrar. Esta recompensa pode consistir em ração úmida para filhotes, que eles costumam adorar! Gatos manuseados por vários seres humanos na fase de socialização primária costumam ser muito menos arredios a pessoas, se comparados àqueles que tiveram pouco contato com humanos na fase de socialização.

                     Um bom exemplo de trabalho de socialização entre filhotes de gatos e crianças é colocar um pouco de ração úmida numa colher e deixar que a criança vá oferecendo ao gatinho, enquanto brincam. Da mesma forma com pessoas que tenham contato com o gatinho, que deve ser pego no colo e acariciado gentilmente.

       Prezar por uma boa socialização permitirá que o gatinho se torne facilmente adaptável a presença de seres humanos, sendo receptível às visitas que chegam ao seu “território”. Assim, tenderá a se mostrar tranquilo e receptivo sempre que pessoas novas visitem a casa da família, sem que esta experiência se torne algo amedrontador e o faça esconder-se num cômodo até que os “invasores” deixem o ambiente…

                Desta forma, conclui-se que fazer um bom trabalho de socialização com um filhote de gato que acaba de chegar ao novo lar é essencial para que se torne um adulto equilibrado e facilmente adaptável a novas pessoas e animais, sem que tal fato seja sinônimo de alto nível de estresse, tornando a convivência mais harmônica para todos! 

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INTRODUZINDO UM NOVO GATO EM UMA CASA COM GATOS

POR JOICE PERUZZI, MÉDICA VETERINÁRIA ESPECIALIZADA EM COMPORTAMENTO DE CÃES E GATOS E HOMEOPATIA. http://www.comportapet.com.br 

Antes de pensar em introduzir um novo gato em casa, você deve analisar seu ambiente e a capacidade de ter mais um animal. Mais um gato significa mais gastos, mais território a ser dividido e mais atenção a ser dividida.

Se você já tem um gato com problemas de comportamento (agressividade, marcação com urina ou arranhadura, medo, etc), a introdução de um novo membro pode ser extremamente prejudicial ao caso. Portanto, comece o tratamento do seu gato antes de introduzir um novo.

Mas se tudo já foi analisado e a opção foi feita, há formas de garantir uma boa convivência entre o novo residente e os antigos.

Quando estamos tratando de gatos bem socializados, a introdução é bem mais fácil. O novo gato deve ser colocado em um cômodo, de preferência onde nenhum gato fique muito tempo, com caixa de areia, água, brinquedos e comida e deve permanecer nesse
local, fechado, por 5 a 7 dias. Se nenhum gato demonstra (ou quando deixarem de demostrar) atitudes agressivas (vocalizações, marcações com urina ou arranhadura e vigia excessiva do cômodo) ou medo, comece a liberar o novo morador aos poucos, deixando-o dentro de uma caixa de transporte no meio de um cômodo onde todos os gatos permanecem. Nesse momento, todos os gatos podem receber seu petisco favorito, facilitando as relações. Depois, o gato é preso em seu cômodo novamente.

Esse processo deve ser repetido por 5 a 7 dias e então o novo gato já pode ser liberado para a casa toda, desde que todos os gatos respondam bem a essa aproximação.

É importante que nos primeiros dias de liberdade total o dono observe bem a reação dos seus gatos, para intervir quando necessário. Sempre que os gatos estiverem no mesmo cômodo, interagindo bem, devem ser elogiados e acariciados.

A quantidade de caixas de areia deve ser aumentada (pelo menos uma a mais). Nos primeiros dias, podem ser mantidos os pratos de comida e caixa de areia no cômodo onde ele ficava preso.

Quando estamos tratando de gatos menos sociáveis, o processo deve ser mais lento, dependendo das respostas de cada um. Sempre busque ajuda especializada quando a adaptação não ocorrer da forma esperada, para garantir uma boa relação entre os gatos no futuro.