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ACIDENTES FELINOS: 13 PRECAUÇÕES

Por Raquel Redaelli, M.V. Publicado na Revista Pulo do Gato, Especial 13 ANOS DE MUITA SORTE! Edição Novembro/Dezembro 2013.

pulo do gato nov-dez13

Os nossos bichanos podem se acidentar em diversas situações que nós nem imaginamos!

“A curiosidade matou o gato.” (Ditado popular). Quem nunca ouviu esse ditado que tem um grande fundo de verdade? Gatos são seres muito inteligentes e seletivos, mas também muito curiosos e exploradores, e como a vida intra e extradomiciliar contém diversos perigos, cabe a nós, tutores responsáveis dos nossos bichanos, evitar os acidentes. Muitos desses perigos podem levar a consequências fatais.

INTOXICAÇÕES

1. MEDICAÇÕES: Nunca medique seu gato sem orientação médica. O maior número de intoxicações em felinos está relacionado ao fornecimento de paracetamol e ao uso de produtos para pulgas não indicados para gatos!

MEDICAMENTOS HUMANOS QUE NUNCA DEVEM SER OFERECIDOS AOS BICHANOS:

  • Paracetamosl (Tylenol)
  • Diclofenaco (Cataflan)
  • Ibuprofeno (Alivium)
  • Fenazopiridina (Piridium)
  • Ácido mefenâmico (Ponstan)
  • Fleet enema

MEDICAMENTOS QUE DEVEM SER USADOS COM CAUTELA:

  • Antiinflamatórios não esteroidais em geral (cetoprofeno, meloxican)
  • Ácido acetilsalicílico (AAS, aspirina)

2. ALIMENTAÇÃO: Os felinos podem apresentar quadros de intoxicação ao ingerir alguns alimentos que não são destinados a eles. Por isso, tome muito cuidado com alimentos como:

  • Alho
  • Cebola
  • Tomate (mesmo que não seja puro nem cru)
  • Chocolate
  • Abacate
  • Uvas

3. OUTROS PRODUTOS: Evite que os bichanos mantenham contato direto e retire-os do local de aplicação de:

  • Produtos de limpeza
  • Adubos e agrotóxicos
  • Produtos químicos (tintas, solventes, cloro, etc)

4. PLANTAS TÓXICAS: Muito cuidado com as plantas, já que muitos gatos gostam de comer “verdinhos”. Certifique-se de que as que você tem em casa não provocam perigos. Dentre as plantas tóxicas, podemos citar:

  • ciclame, hera, lírio-da-paz, jibóia-prateada, cheflera, sagu-de-jardim, mamona, amarílis, espirradeira, folha-de-veludo, tulipa, azaléia, teixo, samambaia, renda-portuguesa, espada-de-são-jorge e comigo-ninguém-pode.

veterinario gatos caxias - causa felina

ACIDENTES DOMÉSTICOS

A tutela responsável nos obriga a zelar pela segurança dos nossos animais de companhia. Os acidentes mais comuns e mais graves são a ingestão de fios e linhas e a queda de grandes alturas. Por isso, é preciso ficar atento a vários detalhes.

5. LUGARES FECHADOS: O felino gosta de entrar em armários, gavetas, caixas, malas, baús, e até em máquinas de lavar roupas e fornos, podendo ficar trancado ou se machucar. Ele também gosta de investigar sacolas, correndo o risco de sufocamento.

6. PLÁSTICOS: Os gatos têm atração por mastigar materiais que fazem barulho, principalmente plásticos. No entanto, caso engulam esses itens, eles podem engasgar ou apresentar obstrução intestinal.

7. LINHAS, FIOS DE LÃ E BARBANTES: Os bichanos adoram brincar com fios, mas podem acabar ingerindo-os. É comum o fio prender embaixo da língua e não ser deslocado pelo trânsito intestinal, provocando aderência do intestino, obstrução e peritonite. Além disso, onde tem uma linha, pode ter uma agulha, que também poderá ser ingerida e causar perfuração intestinal.

8. FOGÕES, ESTUFAS E LAREIRAS: Alguns gatos gostam tanto de aquecimento que chegam muito perto das fontes de calor e acabam se queimando. Tenha um cuidado especial com fogões à lenha e lareiras, pois o bichano pode pular em cima e queimar as patinhas.

9. JANELAS E SACADAS: É imprescindível a instalação de redes de proteção em apartamentos, pois o felino adora estar em locais altos. Ele pode se distrair ou tentar caçar e, consequentemente, se desequilibrar e cair. Todas as alturas proporcionam riscos, assim, mesmo quem mora em andares baixos deve colocar a rede, pois, além de segurança para os bichanos, é uma tranquilidade para os humanos.

10. OBJETOS CORTANTES: Muito cuidado com alfinetes, facas, tesouras, vidros, etc.

ACIDENTES EXTRADOMICILIARES

Os gatos que tem acesso à rua estão sujeitos ainda a outros tipos de acidentes e doenças, muitas vezes mais graves. Os bichanos que possuem vida livre podem aproveitar melhor seus instintos, mas as consequências disso devem ser bem avaliadas pelos responsáveis.

11. AUTOMÓVEIS: Os gatos podem dormir perto do motor do carro enquanto ele ainda está quentinho. Mas quando o motorista dá a partida, o animal pode sofrer queimaduras e ser “transportado” sem que ninguém perceba. Além disso, são muito comuns os atropelamentos, mesmo que os gatos sejam rápidos e ágeis.

12. ATAQUES: Os bichanos que andam pelas ruas estão sujeitos a ataques de cães e brigas com outros gatos, além de maus-tratos realizados por crianças e adultos.

13. DOENÇAS: As doenças mais graves são as transmitidas entre gatos, sendo a AIDS (FIV – Vírus da Imunodeficiência Felina) e a Leucemia (FeLV – Vírus da Leucemia Felina) causadas por retrovírus e sem cura.

PRESTE ATENÇÃO AOS SINAIS DE DOENÇA DO SEU GATO

 postado por M.V. Raquel Redaelli

www.geekcats.com

Como proteção os gatos evitam demonstrar fragilidade, dor e mal-estar, Por instinto tendem a disfarçar e se esconder, motivo pelo qual as doenças muitas vezes são percebidas em estágios avançados.

Alguns sinais podem ser sutis, mas podem revelar alterações na saúde:

emagrecimento,    obesidade,    olhar profundo,    pelos opacos e eriçados,   polidipsia (ingerir mais de 100ml por Kg de peso de água ao dia),   poliúria (urinar em excesso),    agitação e/ou “mau-humor”,    vômitos frequentes,    urinar ou defecar em locais inadequados

Se perceber alguma dessas alterações, procure o médico veterinário para fazer um check-up. Melhor ainda: faça avaliações periódicas para detectar doenças precocemente! O ideal é uma visita anual ao veterinário.

COMO CUIDAR BEM DO SEU GATO – MORADIA

O BlogFelino inicia a exposição de uma série de dicas didáticas retiradas da série Resumão, abordando o tema “Como cuidar bem do seu gato”, por C. Pinney. 

Confira! http://www.bafisa.com.br – RESUMÃO

MORADIA – ESTILO DE VIDA

# Prepare-se para criar seu gato dentro de casa.

# Gatos que são mantidos fora de casa estão expostos a uma série de riscos:

veterinario gatos caxias 79

– traumas provocados por carros, brigas com cães ou disputas com outros gatos;

– aumento potencial de exposição a doenças infecciosas, como a Aids felina, transmitida pelo vírus da imunodeficiência felina (FIV), e a leucemia felina (FeLV), ambos contraídos pelo convívio com outros gatos;

– aumento potencial de exposição a venenos e toxinas ambientais.

# Gatos que vivem fora de casa têm maior chance de contrair doenças que também são perigosas para seres humanos, como a Raiva e alguns tipos de parasitoses intestinais.

# Se você deixar seu gato sair de casa, é melhor que seja durante o dia, pois os maiores perigos ocorrem à noite.

# Gatos passam cerca de 16 horas dormindo, às vezes mais. E gostam de um lugar aconchegante, como uma cestinha, um cobertor ou sua cama. Se quiser evitar esse tipo de “companhia”, retire-o logo na primeira vez em que fizer isso, pois gatos criam hábitos muito rapidamente e têm dificuldade de abandoná-los.

# Gatos gostam de brincar, correr e passear pela casa à noite. Portanto, trate de brincar com ele durante o dia para ter sossego mais tarde.

LINKS RELACIONADOS:

# Gato de Apartamento: https://blogfelino.wordpress.com/2013/02/03/gato-de-apartamento/

OBESIDADE NOS GATOS

postado por M.V. Raquel Redaelli

            A obesidade nos gatos, assim como nos cães e nos humanos, é um problema sério, de difícil correção, responsável por diversas doenças, e a culpa, na maioria das vezes, é nossa, os responsáveis pela alimentação dos nossos animais.

              Os gatos domésticos se adaptaram muito bem a ter comida à disposição, e já não precisam caçar para se alimentar, apenas por diversão. Os gatos que são mantidos dentro de casa, que ganham petiscos sempre que pedem (e sabem pedir!), que seus donos não tem tempo para brincadeiras, geralmente são sedentários e o ganho de peso é inevitável.

     É considerado obeso o gato que apresenta mais de 20% do peso recomendado. Porém, jé é considerado sobrepeso quando apresenta aquela barriguinha flácida.

             A castração provoca uma alteração hormonal na qual o gato custa mais a se sentir saciado, e ao mesmo tempo, existe a tendência a ficar menos ativo. Porém, depende dos proprietário evitar que a obesidade se desenvolva.

              Começamos pelo controle da alimentação. Nos pacotes das boas rações há a indicação de quantos gramas o animal deve comer por dia. Devemos respeitar esse dado, especialmente se notamos que o animal está aumentando de peso. Quando temos mais de um gato em casa complica um pouco, mas pode-se fazer uma média do consumo diário e ver se está dentro do valor indicado, apenas cuidando que não haja dominância entre os gatos em relação à alimentação, e que um impeça o outro de comer. Se esse for o caso, pode-se servir ração no mínimo 3 vezes ao dia, individualmente para cada um, em horários determinados, para que se alimentem sob supervisão. Evite ou restrinja os petiscos e a comida caseira, e deixe água fresca sempre à vontade (https://blogfelino.wordpress.com/2011/10/12/dicas-de-alimetacao/).

       Depende de nós também estimular o gato ao exercício. Devemos enriquecer o ambiente, com prateleiras, arranhadores, pêndulos, e também interagir com o gato utilizando brinquedos, laser point, etc (https://blogfelino.wordpress.com/2011/10/02/exercicio-para-gato/).

                Gatos obesos tem tendência a desenvolver Diabetes Melito, apresentar problemas de constipação e obstipação (retenção de fezes), doenças urinárias, doenças articulares, doenças respiratórias crônicas, hipertensão e problemas dermatológicos. E ainda, se deixarem de se alimentar por algum motivo, o risco de desenvolvimento de Lipidose Hepática é eminente, podendo causar a morte do animal (https://blogfelino.wordpress.com/2011/12/01/lipidose-hepatica-felina/).

             Faça a sua parte para evitar a obesidade. Se o seu gatinho está obeso, procure o médico veterinário para fazer um programa de redução de peso para ele, indicando a melhor ração e a quantidade correta.  O emagrecimento deve ser gradativo, em torno de 1% do peso por semana, para que emagreça com saúde. Existem rações especiais para perda de peso, indicadas para obesidade e as rações light, indicadas para manutenção.

       Resumindo, alimentação adequada e exercício físico previnem e combatem a obesidade. Essa fórmula todo mundo já conhece! Basta ter força de vontade para por em prática!

ADOTEI UM GATINHO: O QUE DEVO SABER?

Postado por M.V. Raquel Redaelli.

Ao final do texto, links relacionados, que aprofundam diversos assuntos citados aqui.

Se você adotou ou quer adotar um gatinho, e é o seu primeiro animal de estimação, muitas dúvidas vão surgir, e serão esclarecidas com a convivência. Se a sua decisão foi por um gato, você primeiro deve conhecer a personalidade desta espécie e saber como eles se relacionam conosco, para não ficar decepcionado depois. Muitas vezes as pessoas querem ter gato por sua higiene e agilidade, mas querem que ele seja dependente e comportado como um cão. É possível educar os gatos, mas é inevitável que até que isso aconteça, ele estrague móveis afiando suas unhas e também é inevitável a presença de pelos espalhados pela casa. Mas tudo pode ser amenizado. Em contrapartida, ter gatos é apaixonante  e viciante. Você já reparou que dificilmente uma casa tem apenas um gato? Eles são limpos, companheiros, divertidos, habilidosos… Podemos passar horas observando suas atitudes: dormem muito, tomam banhos sozinhos (com sua língua), caçam insetos e presas imaginárias, pedem carinho e ronronam, enfeitam as nossas janelas…. (1) (imagem Simon’s Cat)

É mesmo um gato que você quer? Ótima escolha, certamente não vai se arrepender!

Começamos escolhendo a raça (2): gatos de pelo longo perdem menos pelos, mas exigem maiores cuidados com a pelagem, como escovação, banhos, tosas, etc, além de terem maior predisposição a problemas de pele (3). Os persas, por exemplo, em geral, são gatinhos muito dóceis, mas também mais pacatos; gatos de pelo curto perdem mais pelo, e existem inúmeras raças, com comportamentos diversos. Adotar um gato sem raça definida tem vantagens e desvantagens: as vantagens são mais numerosas, sabemos que todos os gatos atingem mais ou menos o mesmo tamanho, que apresentam fisionomia parecida, e que estamos ajudando um animalzinho abandonado, já que existem tantos por aí, além de não precisar pagar pelo bichinho; a desvantagem é não conhecer previamente as características comportamentais, e podemos nos deparar com um gatinho mais arisco. Porém, dependendo da idade que adotamos, essas características já estão presentes (4).

Podemos também escolher o sexo: em relação à docilidade não difere, depende da personalidade; os machos tendem a demarcar território a partir da puberdade (urinam pela casa) e desejam sair às ruas para namorar e também brigar por território e por fêmeas; as fêmeas entram no cio diversas vezes ao ano, e cada cio é um escândalo (miam muito). Porém, o ideal é sempre castrar nossos filhotes, para diminuir esse comportamento indesejado, prevenir doenças e evitar gestações indesejadas e mais animais abandonados no mundo! Estando castrados, nada disso acontece (5).

Levando o gatinho para casa:

# Providencie uma caixa de plástico para ser o banheiro do gato, nela vai conter areia sanitária (produto especial para gatos). É bom ter 2 caixas, de preferência em local distinto, e quando houver mais de um gato, ter uma caixa além do número de gatos. Coloque areia sanitária até atingir mais ou menos 4 cm, ou então coloque uma folha de jornal em baixo e pequena quantidade de areia sobre ela, apenas para incentivar o gato a fazer ali, pois gosta de cavar. Retire os resíduos todos os dias, ou sempre que ele utilizar, utilizando uma pá plástica. Tem gato que não usa a caixa se estiver suja, e vai fazer fora ou ficar segurando, causando problemas de saúde (6). Deixe as caixas a pelo menos 1 metro de distância da água e comida. Troque todo o conteúdo de areia e lave bem a caixa pelo menos uma vez ao mês (imagem Simos’s Cat).

# Procure dar ração de boa qualidade, especialmente quando filhote, pois vai refletir no desenvolvimento e na saúde quando adulto. Gatos comem diversas vezes ao dia, então deixe ração disponível ou ofereça pelo menos 3 vezes ao dia. Deixe água sempre limpa, fresca e à vontade. Gatos gostam de água corrente e de recipientes amplos (7 e 8).

# Gatos adoram subir nas janelas e guarda-corpo de sacadas, e lá se distraem e podem cair. Cuidado! Coloque telas de proteção (aquelas para crianças) ou mantenha tudo fechado (9).

# O gato vai escolher seus locais preferidos da casa, mas eles adoram deitar sobre panos e cobertores. Você pode deixar alguns pela casa especialmente para ele, principalmente em cima do sofá e da cama (a imagem ao lado é intitulada “Gatos entre livros”, de Izabel Benavides, artista plástica).

# Providencie arranhadores e coloque em locais estratégicos da casa, de fácil acesso. Se ele arranhar o sofá, coloque ao lado do sofá. Alguns gatos gostam de arranhar na vertical, outros na horizontal. Mantenha as unhas do gato aparadas, para diminuir os estragos.

# Gatos adoram brincar. Providencie brinquedos como ratinhos de pelúcia, bonequinhos com penas, etc, mas eles se divertem muito com coisas do cotidiano, como bolinhas de papel, atilhos, laser point… (10) Cuidado com fio dental e fios de lã, com e sem agulhas, pois eles podem ingerir e ficar trancado no intestino (imagem Simon’s Cat).

# O gatinho deve receber vermífugo e vacinas. Procure um médico veterinário para garantir a saúde do seu bichano (11).

# Se o gato tiver acesso à rua, esteja consciente de que o risco de acidentes e de doenças contagiosas é muito maior (11). Neste caso, utilize uma coleira com o seu telefone caso ele se perca e peça para seu veterinário microchipar o animal, para ajudar na sua localização. Gatos podem aprender a passear utilizando coleiras do tipo peiteira, mas deve ser ensinado aos poucos, e o passeio deve ser em local calmo e sem cães.

# Providencie uma caixa de transporte para ele. Será muito útil quando precisar levá-lo ao veterinário, pois eles se sentem mais seguros lá dentro, e também diminui o estresse no transporte e o risco de fugas. Você pode deixar a caixa aberta dentro de casa com um paninho dele para que se acostume a entrar e ficar tranquilo.

# Procure saber onde há atendimento 24 horas na sua cidade e tenha o número do seu veterinário de confiança, caso aconteça alguma coisa com o gatinho.

Se você já tem gatos e quer introduzir um novo membro na casa:

Garanta que o novo gatinho está saudável, lembre-se que existem doenças infecciosas que são silenciosas e que podem ser transmitidas (especialmente FIV e FeLV). Deixe-o separado dos outros por algumas semanas e procure o médico veterinário para um check up.

Para introduzir um novo membro deve ser feito uma adaptação, para que eles se aceitem melhor e não tenham problemas de convivência. Mantenha-os em locais separados, até que não se incomodem mais com a presença do outro pelo cheiro através da porta; então, prenda o novo numa caixa de transporte e deixe-a no ambiente para que o antigo cheire através da grade (faça isso por alguns momentos do dia, diversos dias, até que o antigo já não se incomode mais); após, você pode pensar em soltar o gatinho alguns momentos do dia e então definitivamente (imagem Simon’s Cat).

Seja feliz com o novo membro da sua famíla!!

LINKS DO BLOG FELINO RELACIONADOS:

1. O GATO COMO ELE É  https://blogfelino.wordpress.com/2012/01/22/o-gato-como-ele-e/

2. GATOS DE ESTIMAÇÃO: DIFERENÇA ENTRE RAÇAS https://blogfelino.wordpress.com/2011/08/08/195/

3. QUEDA DE PELOS NOS GATOS https://blogfelino.wordpress.com/2012/02/26/queda-de-pelos-nos-gatos-e-normal/

4. COMPORTAMENTO FELINO https://blogfelino.wordpress.com/2011/12/15/comportamento-felino/

5. BENEFÍCIOS DA CASTRAÇÃO https://blogfelino.wordpress.com/2011/07/15/131/

6. DOENÇAS URINÁRIAS DOS FELINOS https://blogfelino.wordpress.com/2011/10/05/doencas-urinarias/

7. DICAS DE ALIMENTAÇÃO PARA GATOS https://blogfelino.wordpress.com/2011/10/12/dicas-de-alimetacao/

8. COMPORTAMENTO ALIMENTAR DOS GATOS https://blogfelino.wordpress.com/2012/02/05/comportamento-alimentar-dos-gatos/

9. “GATO PARAQUEDISTA”: POR QUE OS GATOS CAEM DAS JANELAS? QUAIS AS CONSEQUÊNCIAS DA QUEDA? https://blogfelino.wordpress.com/2011/11/20/gato-paraquedista-porque-os-gatos-caem-das-janelas-quais-as-consequencias-da-queda/

10. EXERCÍCIO PARA GATO? https://blogfelino.wordpress.com/2011/10/02/exercicio-para-gato/

11. DOENÇAS INFECCIOSAS DOS GATOS E VACINAÇÃO https://blogfelino.wordpress.com/2011/11/15/doencas-infecciosas-dos-gatos-e-vacinacao/

PANCREATITE EM FELINOS

Adaptado e complementado do site ttp://medfelina.blogspot.com, do M.V. especialista em felinos Reginaldo Pereira, de Fortaleza, Ceará. 

               Pancreatite é o nome dado aos processos inflamatórios e infecciosos que acometem o pâncreas, órgão responsável pela produção de enzimas para a digestão dos alimentos (pâncreas exócrino) e pela produção de hormônios responsáveis pelo controle dos níveis de açúcar no sangue (pâncreas endócrino). 

O sistema digestório dos felinos apresenta a particularidade anatômica de que o ducto biliar (que secreta conteúdo proveniente do fígado e da vesícula biliar) e o ducto pancreático (que secreta enzimas proveniente do pâncreas) se unem antes de desembocar no duodeno (porção cranial do intestino), e assim uma inflamação ou infecção hepática ou intestinal podem levar o pâncreas a um processo inflamatório agudo ou crônico, ocorrendo a chamada Tríade Felina. Portanto, animais com um quadro de lipidose  hepática (https://blogfelino.wordpress.com/2011/12/01/lipidose-hepatica-felina/) e doença intestinal inflamatória (https://blogfelino.wordpress.com/2012/02/09/doenca-intestinal-inflamatoria-dos-felinos/) sempre devem ser avaliados para pancreatite. Traumas, neoplasias, infecções e processos inflamatórios são os responsáveis mais comuns pela pancreatite nos felinos.

               Os sintomas diferem em relação à pancreatite canina. Vômitos e dor abdominal não são comuns. A apatia é um sintoma marcante e bem pronunciado, seguido de anorexia e hipotermia. Outros sintomas podem ser encontrados: diarréia, icterícia (mucosas amareladas), ascite (líquido abdominal livre), dispnéia (dificuldade respiratória), desidratação, agressividade e febre.

O diagnóstico não é simples. Uma ultrassonografia abdominal é sempre indicada, porém uma imagem pancreática normal não exclui a doença. Radiografia é muito pouco útil nestes casos. O perfil hematológico e bioquímico pode demonstrar alterações inespecíficas. As enzimas hepáticas quase sempre estarão aumentadas. A amilase e lipase não possuem importância diagnóstica, entretanto alguns autores afirmam que um valor aumentado destas em um liquido ascítico, em relação à concentração plasmática, sugere a uma pancreatite. Os testes mais sensíveis e específicos são os de Imunorreatividade da lipase e do tripsinóide sérico, mas de difícil acesso à maioria dos clínicos. Hoje tempos disponível um exame, que pode ser realizado na clínica, que detecta a Lipase Pancreática Felina, enzima que, quando aumentada, indica a presença da doença (snap test fPL Felino Idexx – Lipase Pancreática Felina).

               O tratamento baseia-se nos cuidados emergenciais, principalmente em assegurar equilíbrio hidroeletrolítico, usando-se a fluidoterapia endovenosa; limitar a translocação bacteriana, administrando-se antibióticos; o uso de corticóides é discutido, mas pode ser útil na inibição da produção e liberação de mediadores da inflamação. Normalmente não se preconiza o jejum em gatos,diferentemente de humanos e cães. A exceção é se o vômito está presente.

Por último, cuidado com pacientes diabéticos, pois acredita-se que são sempre candidatos à pancreatite.

SÍNDROME CHOQUE EM FELINOS

Por M.V. Raquel Redaelli, baseado em monografia apresentada à Faculdade de Veterinária da UFRGS como requisito parcial para obtenção da Graduação em Medicina Veterinária.

Teve como orientador o prof. Rafael Stedile (POA, RS) e co-orientador o Dr. Rodrigo Cardoso Rabelo, Médico Veterinário Intensivista (Belo Horizonte, MG).

A síndrome choque é uma condição clínica grave presente na rotina clínica de pequenos animais, responsável por alto índice de óbito. O sucesso na abordagem ao paciente em choque requer estudo, conhecimento da fisiopatologia da síndrome e experiência do clínico quanto aos procedimentos a serem realizados.

Os felinos apresentam anatomia e resposta fisiológica diferente dos cães, porém este fato é desconhecido pela maioria dos clínicos. Desta maneira, os sinais clínicos e a conduta terapêutica também diferem dos cães. O cão responde à hipovolemia com taquicardia compensatória, enquanto que os gatos apresentam bradicardia (baixa frequência cardíaca), que associado à hipotensão (baixa pressão arterial) e a hipotermia (baixa temperatura corporal), compõem a tríade da morte dos felinos.

É de extrema importância conhecer as diferenças na resposta à síndrome nas diferentes espécies, para otimizar o atendimento, direcionando a terapêutica e a monitoração a pontos específicos, visando o sucesso na intervenção clínica.

O clínico deve ter em mente que a distinta resposta dos felinos está relacionada ao pior prognóstico em quadros de choque; por isso a detecção e intervenção precoce tornam-se ainda mais importantes quando se trata dos gatos, nos quais a “hora de ouro” dos atendimentos emergenciais é resumida em “cinco minutos de ouro”. É possível obter bons resultados quando for realizado o tratamento eficiente e imediato em estágios iniciais da síndrome; no entanto, a abordagem tardia, mesmo que adequada, pode ser ineficaz devido ao avanço do quadro clínico.

Aos proprietários de gatos, essa informação é importante para frizar a importância de procurar por um atendimento veterinário rapidamente quando observar alterações no animal ou em caso de acidentes, para dar mais chances à sua recuperação.

Disponível na íntegra no site do Intensivet, no link  http://www.intensivet.com/publicacoes/CHOQUE%20EM%20FELINOS%20copia.pdf

desenho: Matias Vazquez