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CUIDADOS DE ENFERMAGEM PARA SEU GATO

Por Raquel Redaelli, traduzido do site da American Association of Feline Practioners ®, link original http://www.catvets.com/uploads/PDF/Nursing%20Care%20Client%20Brochure%20Print%20Ready.pdf

DICAS PRÁTICAS PARA DONOS DE ANIMAIS DOENTES OU EM RECUPERAÇÃO

As dicas de cuidados de enfermagem a seguir irão ajudá-lo a se tornar uma extensão da equipe veterinária após o veterinario gatos caxias 103seu gato voltar para casa. Peça ao seu veterinário para fornecer o máximo de informações possível, por escrito, bem como referências a recursos online, como vídeos. Não seja relutante em se aproximar do veterinário se você tiver alguma dúvida durante ou após a visita.

• Dê o seu gato reforço positivo (por exemplo, trato, escovação, carinho) para aceitar medicação.

• A menos que seu veterinário diga que a medicação deve ser administrada com alimentos, não use a comida como uma ajuda para a administração de medicamentos, pois pode causar aversão e reduzir a ingestão de comida do seu gato.

Pratos de comida planos, como pratos de papel pequenos, e tigelas de água superficiais podem melhorar a ingestão, tornando a comida e a água mais acessíveis.

Aqueça os alimentos enlatados a uma temperatura próxima da temperatura corporal do gato, aquecendo suavemente no microondas ou acrescentando água quente e mexendo bem. Adicionar caldo de frango ou suco de atum pode aumentar a gosto do alimento.

• O alimento fornecido deve ser sempre fresco, fornecido em pequenas porções, conforme a necessidade.

• Forçar o seu gato a aceitar a medicação é estressante para você e para seu gato. Procure não forçar a remoção do seu gato de um lugar escondido ou interrompê-lo enquanto come, se higieniza ou faz suas necessidades para fins de administrar medicação. Peça ao seu veterinário uma demonstração de como administrar a medicação prescrita para o seu gato.

Mantenha-se calmo. Os gatos podem sentir nossa ansiedade ou
frustração, o que pode levá-los a ficar com medo ou ansiosos.

Participe de todas as consultas de acompanhamento com o seu veterinário. Comente com o veterinário se você observar sinais de doença ou mudanças no comportamento do seu gato, bem como alterações na ingestão de alimentos ou líquidos, ou se sentir dificuldade administração de medicamentos.

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Os cuidados de enfermagem para seu gato em casa podem parecer difíceis no início, mas seja paciente e lembre-se que mesmo pequenas melhorias contribuirão para recuperação do seu gato.

Lembre-se que o seu veterinário está lá para ajudar, por isso sempre faça todas as perguntas que possam contribuir para a assistência de enfermagem bem sucedida em casa.

Você é um membro importante da equipe de saúde do seu gato. Você pode ser fundamental para ajudar com o sucesso de tratamentos e de cuidados de saúde melhorada.

Quando estiver no consultório veterinário, lugar desconhecido e muitas vezes assustador para seu gato, ele precisa de sua confiança, especialmente se ele está doente. O seu comportamento influencia na sensação de segurança e no seu comportamento na clínica.

Suas habilidades de enfermagem em casa também desempenham um papel importante no sucesso da tratamentos que o seu veterinário prescreveu para ajudar o seu gato recuperar de doença ou lesão.

Se o seu gato fica estressado quando vai para a clínica veterinária, pergunte ao seu veterinário dicas sobre como adaptá-lo ao transportador e reduzir a ansiedade ao sair de casa. Leve os petiscos favoritos do seu gato para que você ou um membro da equipe veterinária possa dar ao gato como uma recompensa ou distração. Considerar a utilização de pulverização de feromônio facial felino sintético (por exemplo, Feliway ®), para tornar o ambiente menos assustador ao gato.

Prepare-se com antecedência para sair de casa com o gato, coloque-o na caixa de transporte e deixe-o se acalmar antes de sair. Coloque um brinquedo e roupas de cama favoritos e familiares.

veterinario gatos caxias 178Os gatos podem sentir o estresse, ansiedade e apreensão, os quais podem aumentar seu próprio estresse. Aqui estão algumas dicas para ajudar a criar uma visita veterinária mais positiva:

• Se o seu gato está muito ansioso na sala de espera, ou se os cães estão presentes, pedir ao recepcionista se você pode ir para uma sala reservada ou cubra a caixa de transporte do seu gato com uma toalha ou o seu casaco para bloquear a vista e abafar o sons. Uma vez que você está em local reservado com o seu gato, fale com ele calmamente, em voz baixa.

Evitar comportamentos que embora sejam destinados a confortar seu gato, podem realmente aumentar a ansiedade. Estes podem incluir segurar seu gato, falar ou olhar em seu rosto, e perturbar ou invadir seu espaço pessoal. Sons humanos destinados a acalmar (como “shhhh”) pode simular o silvo de outro gato e deve ser evitado.

Correção física, como bater na cabeça do seu gato e repreensões verbais devem ser evitadas, pois podem assustar o seu gato e provocam a resposta de luta ou fuga. Lembre-se, os gatos não são humanos e reagem de forma diferente à disciplina.

• Não manuseie ou remova o seu gato da caixa de transporte até que seja solicitado por um membro da equipe de veterinários.

Reforce o comportamento positivo do seu gato com carinho ou petiscos e ignore o comportamento negativo ao invés de tentar corrigi-lo.

• Se o seu gato deve permanecer no hospital, trazer brinquedos familiares e roupas de cama de casa. Fornecer o tipo de alimento e o nome da ração que seu gato está acostumado a receber. Mencione qualquer coisa que o seu gato gosta (por exemplo, doces, escovação, tempo de jogo atividades). A equipe de veterinários pode usar esta informação para ajudar a tornar a estadia de seu gato mais agradável.

• Ofereça sugestões sobre as opções de tratamento que mais combinam com a personalidade de seu gato e com a sua capacidade de administrar.

Gatos que estão se sentindo bem tendem a dormir mais frequentemente numa posição enrolada.

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MUDANDO DE CASA COM SEU GATO

Do site http://www.me-adota.blogspot.com , que promove a doação de gatinhos em Niterói – RJ e fornece diversas informações para aqueles que se preocupam com a saúde de seus gatos. 

Gatos costumam se estressar bastante com grandes mudanças em sua rotina. Mudanças de território são ainda mais traumáticas. Para que a transição aconteça sem transtornos, é necessário um certo planejamento para minimizar o estresse e prevenir acidentes.

EVITANDO ESTRESSE E FUGAS NO DIA:

▪ Antes de começar o entra e sai de pessoas e móveis, tranque seu gato num cômodo longe do tumulto. Este cômodo pode ser um quarto já esvaziado no dia anterior ou um banheiro (caso o imóvel tenha mais de um, pois a ideia é manter o gato seguro sem que a porta seja aberta o tempo todo!);

▪ Coloque no “cômodo seguro” a caixa de areia e os pote de água e de ração. Deixe também a caixa de transporte no local. O ideal é que o gato tenha um lugar para se esconder, portanto, improvise uma toca (caixas de transporte, caixas de papelão ou até mesmo cadeiras cobertas com lençóis);

▪ Caso o quarto não possa ser esvaziado um dia antes, deixe para retirar os móveis desse cômodo por último e só permita que outras pessoas entrem no local após fechar o gato em sua caixa de transporte;

▪ Mantenha o “cômodo seguro” trancado ou deixe um bilhete com letras gigantes avisando que a porta deve permanecer fechada. Todo cuidado é pouco durante o caos da mudança;

▪ Na impossibilidade de separar um cômodo só para o gato, mantenha o bichano preso dentro da caixa de transporte por segurança.

NO CAMINHO PARA A CASA NOVA:

▪ Não permita que seu gato seja transportado no caminhão de mudança, afinal, ele não faz parte da sua mobília;

▪ Transporte o gato no banco traseiro do seu carro ou taxi, DENTRO DE UMA CAIXA DE TRANSPORTE própria;

▪ Se a viagem for longa, forre a caixa (que deve ter tamanho suficiente para que o gato possa se mexer) com tapetes higiênicos para cães e leve um rolo de toalha de papel e sacos plásticos para resolver eventuais “desastres fisiológicos”;

▪ Em viagens longas lembre-se de oferecer água (sempre com as janelas e portas do veículo fechadas!). É aconselhável também não alimentar o animal algumas horas antes da viagem para evitar vômitos (converse com seu veterinário a respeito).

NA NOVA CASA:

▪ Mantenha seu gato na caixa de transporte ou no “cômodo seguro”, seguindo as mesmas dicas anteriores, enquanto o caminhão de mudança estiver sendo esvaziado;

▪ O ideal é que pelo menos um cômodo seja totalmente arrumado e nele seja colocado o gato enquanto o resto da casa entra em ordem. De preferência coloque móveis ou objetos que o gato já conheça para se sentir familiarizado;

▪ Apresente a casa aos poucos, depois que estiver completamente mobiliada, evitando assim acidentes e mais estresse para o bichano.

▪ Tele TODAS as janelas, basculantes e varandas ANTES da mudança; o mesmo vale para casas: tele janelas ou muros e portões;

▪ Fique de olho na saúde do seu gato. Parou de comer ou não está usando a caixa de areia como antes? Corra para o veterinário! O estresse da mudança pode fazer com que ele desenvolva algumas doenças;

▪ Para amenizar o estresse da mudança, experimente produtos como o Feliway (feromônio facial felino) – converse com seu veterinário;

▪ Se você permitir que o gato tenha acesso à rua, mantenha o bichano TRANCADO em casa na primeira semana para que ele compreenda que aquele é seu novo território e se sinta seguro nele, assim não tentará fugir em pânico – e lembre-se das consequências que o acesso à rua pode trazer (acidentes e doenças).

INTRODUZINDO UM NOVO GATO EM UMA CASA COM GATOS

POR JOICE PERUZZI, MÉDICA VETERINÁRIA ESPECIALIZADA EM COMPORTAMENTO DE CÃES E GATOS E HOMEOPATIA. http://www.comportapet.com.br 

Antes de pensar em introduzir um novo gato em casa, você deve analisar seu ambiente e a capacidade de ter mais um animal. Mais um gato significa mais gastos, mais território a ser dividido e mais atenção a ser dividida.

Se você já tem um gato com problemas de comportamento (agressividade, marcação com urina ou arranhadura, medo, etc), a introdução de um novo membro pode ser extremamente prejudicial ao caso. Portanto, comece o tratamento do seu gato antes de introduzir um novo.

Mas se tudo já foi analisado e a opção foi feita, há formas de garantir uma boa convivência entre o novo residente e os antigos.

Quando estamos tratando de gatos bem socializados, a introdução é bem mais fácil. O novo gato deve ser colocado em um cômodo, de preferência onde nenhum gato fique muito tempo, com caixa de areia, água, brinquedos e comida e deve permanecer nesse
local, fechado, por 5 a 7 dias. Se nenhum gato demonstra (ou quando deixarem de demostrar) atitudes agressivas (vocalizações, marcações com urina ou arranhadura e vigia excessiva do cômodo) ou medo, comece a liberar o novo morador aos poucos, deixando-o dentro de uma caixa de transporte no meio de um cômodo onde todos os gatos permanecem. Nesse momento, todos os gatos podem receber seu petisco favorito, facilitando as relações. Depois, o gato é preso em seu cômodo novamente.

Esse processo deve ser repetido por 5 a 7 dias e então o novo gato já pode ser liberado para a casa toda, desde que todos os gatos respondam bem a essa aproximação.

É importante que nos primeiros dias de liberdade total o dono observe bem a reação dos seus gatos, para intervir quando necessário. Sempre que os gatos estiverem no mesmo cômodo, interagindo bem, devem ser elogiados e acariciados.

A quantidade de caixas de areia deve ser aumentada (pelo menos uma a mais). Nos primeiros dias, podem ser mantidos os pratos de comida e caixa de areia no cômodo onde ele ficava preso.

Quando estamos tratando de gatos menos sociáveis, o processo deve ser mais lento, dependendo das respostas de cada um. Sempre busque ajuda especializada quando a adaptação não ocorrer da forma esperada, para garantir uma boa relação entre os gatos no futuro.

LESÕES CAUSADAS POR EXCESSO DE LAMBEDURA (ALOPECIA PSICOGÊNICA FELINA)

Por Joice Peruzzi, especialista em Comportamento Animal e Homeopatia. www.comportapet.com.br

               A alopecia psicogênica felina (APF) é uma doença do comportamento caracterizada pelo cuidado excessivo com a pelagem por parte do felino, sem causas físicas aparentes. O animal faz lambedura e mastigação de seu pelame, gerando áreas de alopecia (falhas no pelo) localizadas, especialmente onde ele alcança com a língua e patas (abdome, flancos, membros e cauda). As lesões podem ser múltiplas ou únicas, geralmente sem alterações na pele; o excesso de lambedura pode machucar a pele e ter contaminação. É considerado um comportamento compulsivo por muitos autores, mas sua classificação ainda não é um consenso.

A lambedura excessiva é uma forma do gato lidar com estresse, ansiedade e frustrações. Alguns fatores ambientais podem predispor ao aparecimento desse comportamento, como a introdução de novos membros (gatos, pessoas, cães), mudanças territoriais, saídas de casa e/ou internações, confinamento e ambiente pobremente enriquecido. (foto do site www.simonscat.com)

               Independente da causa, pode haver uma generalização do comportamento, quando passa a ser exibido mesmo após a extinção da causa. Isso dificulta o diagnóstico, pois nem sempre o proprietário consegue relacionar o início do comportamento a um fator específico.

               Para fechar o diagnóstico é imprescindível descartar qualquer causa clínica, como parasitoses e dermatite alérgica, por exemplo. Outro fator importante é averiguar se o comportamento de lambedura do gato não causa uma comoção no proprietário, o que pode levar o animal a exibi-lo para chamar atenção.

               Sempre devemos lembrar que gatos são extremamente higiênicos e que a lambedura é um comportamento extremamente normal para os felinos, ocupando cerca de 50% do tempo acordado deles. A lambedura excessiva se dá quando a maior parte do tempo acordado do animal é usada para desempenhar essa função, inclusive substituindo períodos de sono, e quando o ato causa alterações na pelagem. As fêmeas prenhes fazem lambedura excessiva na região mamária próximo ao parto, com o intuito de limpar a região, facilitando o acesso aos filhotes (ou seja, nesse caso, é normal).

               O tratamento deve ser feito envolvendo técnicas para modificar o comportamento, enriquecimento e alterações ambientais e, quando necessário, utilizando medicações psicotrópicas. Como alternativa a essas, pode-se fazer uso de homeopatia.

               O proprietário deve ser instruído a não dar atenção ao animal (nem mesmo xingá-lo, já que é uma forma de atenção) quando estiver demonstrando o comportamento em questão. Ele deve distrair o gato com algum som (como assobio, bater palmas, etc) e quando ele parar, deve receber atenção para não voltar a lamber. O uso de técnicas restritivas, como o colar elisabetano, não é recomendada, visto que podem aumentar a ansiedade e frustração do animal.

               O tratamento precoce tem melhor prognóstico, mas normalmente a Alopecia Psicogênica Felina não é curada, somente controlada. Portanto, fatores estressantes devem ser evitados ao máximo em felinos que apresentam esse comportamento.

LIPIDOSE HEPÁTICA FELINA

Texto publicado no blog português  www.caninosegrandes08.blogspot.com                  

O texto está bem escrito e o assunto é super importante e relevante para quem tem gatos ou trabalha com eles, especialmente hoje em dia, com o grande números de gatos obesos que observamos nas residências…

               A lipidose hepática felina, vulgarmente denominada por doença do fígado gorduroso, caracteriza-se por um acúmulo de gordura dentro das células do fígado (hepatócitos). Este acúmulo produz uma alteração grave na função hepática que, se não for tratada agressivamente, pode ser fatal para o gato.

               A maior parte dos casos de lipidose hepática está associada a gatos obesos páram de comer, e o fator desencadeante da doença parece ser o stress a que o animal possa ser sujeito. Por stress entende-se qualquer alteração na rotina ou no ambiente do gato (mudança de alimentação, mudança de casa, presença de um novo membro na família, entre outros) ou mesmo alguma doença concomitante que lhe conduza a uma diminuação do apetite.

               Os sintomas mais frequentes da lipidose hepática são: depressão; anorexia com perda de peso acentuada; vômitos; icterícia (mucosas amareladas); hepatomegalia (aumento do tamanho do fígado), nem sempre frequente; sinais neurológicos, nos casos mais graves.

               A suspeita de lipidose hepática baseia-se no histórico clínico do animal (gato obeso com perda de peso significativa sem causa aparente) e nos sintomas exibidos. Perante isto, efetuam-se exames complementares ao diagnóstico:

– análises sanguíneas: revelam alteração dos parâmetros hepáticos;

– radiografia abdominal: revela um fígado anormalmente grande;

– ecografia: revela alterações evidentes em todo o parênquima hepático.

               Um diagnóstico precoce é a chave para o sucesso no tratamento da lipidose hepática. Perante a confirmação da doença há que garantir um suporte nutricional intensivo. Deste modo, o gato deve ser alimentado com dieta hiper-proteica e hiper-calórica e devemos garantir que tenha uma ingestão calórica diária suficiente para o seu peso. Dado que na maior parte dos casos o gato está anorético, optamos por lhe colocar um tubo de alimentação no esófago que permite ao dono alimentá-lo em casa sem lhe criar mais stress. Nos casos mais graves o animal é tratado com fluitoterapia para repôr o seu equilíbrio eletrolítico, são administrados antibióticos para controlar eventuais infecções secundárias e administrados antiácidos e antieméticos para evitar a náusea que o animal sente pela comida.

               Em qualquer uma das situações, sejam elas mais ou menos graves, o tratamento e a recuperação total do gato são demoradas, podendo levar semanas até o animal recuperar totalmente o seu apetite. Cerca de 30% dos gatos não reagem ao tratamento e morrem.

               Uma das melhores formas de prevenir a lipidose hepática é manter o gato com peso adequado. Se ele tem excesso de peso aconselhe-se com o seu veterinário sobre o melhor programa para redução de peso. Não opte por lhe reduzir drasticamente a quantidade de comida nem fornecer-lhe comida que ele não goste, pois estas situações podem ser suficientes para desenvolver lipidose hepática.

               Se o seu gato perdeu apetite repentinamente, leve-o de imediato ao seu médico veterinário.