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FELIZ ANO NOVO! FELIZ 2015!!

cartao natal Raquel 2014

Foi um grande ano, profissionalmente! Que 2015 venha com mais força!

Eu gostaria de desejar a cada um dos meus leitores, clientes, amigos, clientes amigos, pacientes felinos, colegas… um 2015 com muitas coisas boas e realizações!

Agradeço a confiança depositada em mim para cuidar dos seus filhotes, o que me dá ainda mais disposição para melhorar sempre!

Beijo grande e abraço bem apertado…
Raquel

BRINQUE COM SEU GATO. É BOM PRA ELE E PARA VOCÊ!

logogaticesQueridos leitores do Blog Felino. A partir de hoje, nosso blog tem duas novas colaboradoras, a Mariana e a Lariça, que cuidam da loja virtual Gatices, especializada em produtos para gatos. Aqui vai o primeiro texto para vocês (e seus felinos) se divertirem muito. Afinal, diversão também é bem-estar!

 Raquel Redaelli

              As brincadeiras tem um papel fundamental no desenvolvimento do seu bichano. É brincando que eles estimulam seus sentidos primitivos. Gatos normalmente brincam entre eles e tudo que aprendem quando filhotes levam à vida adulta. Filhotes que vivem em grupos tem um facilidade impressionante de se divertirem correndo pela casa, pulando um em cima do outro, enfim, é uma festa.

               Agora, se seu bichano é “filho único” ou adulto, ele vai precisar encontrar alguma forma de se divertir, ainda mais se ficar muito tempo sozinho enquanto os donos estão fora de casa. Por isso, reserve algum tempo diariamente para brincar com seu bichano e adquira brinquedos interativos para que ele possa se entreter sozinho e se desestressar. Além de se divertir, seu gato irá exercitar-se e manter ativo seu instinto natural de caçador, fazendo bem para a saúde física e mental do seu felino. Vai ser bom pra ele e pra você também. Dedique no mínimo 15 minutos ao dia, fazendo o gatinho correr e pular com as brincadeiras.

Veja aqui algumas brincadeiras que irão divertir você e seu bichano de montão:

 BOLINHAS

                 Tanto bolinhas de plástico quanto de papel são ótimas para diversão e exercício. Se for usar as de plástico, opte pelas que pulam, tipo bolinha de jogar pingue-pongue. Você pode jogá-la para longe, ou rolar pelo chão, fazendo com que seu gato sai correndo atrás dela.

                 No caso de bolinhas de papel, os gatos adoram que o dono brinque com eles. Basta jogar a bolinha e aguardar que ele traga de volta, e assim a brincadeira tem continuidade. Vocês vão se divertir muito.

NOVELOS DE LÃ

                 Gatos adoram novelos de lã. Mas tome muito cuidado, se você notar que seu gato tenta ingeri-los, opte por outra brincadeira, antes que se transforme num problema sério. Nunca deixe novelos de lã soltos pela casa sem que você esteja por perto. Quando não estiver brincando com o seu gato, guarde-os em um local seguro onde seu bichano não tenha acesso.

VARINHAS COM BRINQUEDOS NA PONTA

                 Alguns dos brinquedos preferidos dos gatos são varinhas com algum brinquedo na ponta, como bolinhas e ratinhos. Eles tem um interesse especial por brinquedos com guizos e penas. É diversão garantida.

 BOLINHAS COM PETISCOS DENTRO

                  São bolinhas de plástico que você coloca ração seca dentro e regula a abertura para que caiam alguns grãos à medida que o seu gato vai brincando com ela. Funciona como comedouro e brinquedo ao mesmo tempo. Eles adoram.

 LANTERNAS A LASER

                   Deixe o ambiente com pouca luz e divirta-se com o seu gato. Eles ficam alucinados correndo atrás daquela bolinha de luz que corre pelo chão e pelas paredes. Porém, ter muito cuidado com esse laser e jamais aponte-o para os olhos do seu gato, isso poderá prejudicar a visão do seu bichado. E se seu gato for gordinho, não faça-o pular grandes alturas, isso pode trazer alguns riscos para coluna e articulações.

                    Como o gato vê a luz como sua presa, a brincadeira deve sempre terminar com a luz sumindo em algum lugar (embaixo da porta, embaixo do sofá, etc). O fato do gatinho não conseguir pegar a presa, e não entender o que acontece com ela, pode gerar frustração.

 BRINQUEDOS RECHEADOS COM CATNIP

                    Ratinhos de pelúcia, recheados com catnip – a erva dos gatos – fazem um tremendo sucesso, porém, algumas vezes, acabam perdendo o cheiro e os felinos perdem o interesse neles. Para evitar que isso aconteça, uma dica é guardá-los em um pote bem vedado com um pouco da erva, para que o cheiro permaneça. Lembre-se que alguns felinos não dão muita importância para o catnip, mas a maioria aprecia bastante.

DISCOS COM BOLINHAS DENTRO

                 É um disco plástico, com alguns orifícios e uma bolinha dentro. Quando o gato introduz a pata, consegue empurrar a bolinha, que fica girando em círculos. Assim que ela para, o gato logo percebe que, para dar continuidade à brincadeira, é necessário voltar a colocar a patinha para fazer com que a bola volte a deslizar. É excelente para ajudar o seu gato a ter mais atividades quando você não está em casa.

ARRANHADORES COM BRINQUEDOS

                    Além de afiar as unhas e se alongar, seu gato irá se divertir muito com arranhadores com brinquedinhos pendurados. E se tiver esconderijos no alto, melhor ainda, ele passará um bom tempo na parte mais alta observando tudo que acontece ao seu redor.

                  Por mais que seu gato goste de um brinquedo, depois de alguns dias ele acaba não despertando mais tanto interesse. Por isso, tenha vários brinquedos diferentes e faça um rodízio entre eles, trocando-os após alguns dias. Dessa forma, seu bichando voltará a brincar normalmente com eles.

Veja os 10 brinquedos que a gatices.com.br separou para seu bichano:

arranhador poste gatices

1. Arranhador Poste e Pena – Pawise (http://www.gatices.com.br/pd-1218d8-arranhador-poste-e-pena-pawise.html?ct=835a7&p=1&s=1)flying cat gatices

2. Flying Cat – Pet Games (http://www.gatices.com.br/pd-135469-flying-cat-pet-games.html?ct=835a9&p=1&s=1)bola vazada em sisal gatices

3. Bola Vazada em Sisal (http://www.gatices.com.br/pd-132e0f-bola-vazada-em-sisal.html?ct=835a9&p=1&s=1)eco caça peixe gatices

4. Eco Caça Peixe – Pet Games (http://www.gatices.com.br/pd-12bb4f-eco-caca-peixe-pet-games.html?ct=835a9&p=1&s=1)

mini pet ball gatices

5. Mini Pet Ball – Pet Games (http://www.gatices.com.br/pd-126ad4-mini-pet-ball-pet-games.html?ct=835a9&p=1&s=1)

tunel gatices

6. Túnel – Chalesco (http://www.gatices.com.br/pd-12469d-tunel-chalesco.html?ct=835a9&p=1&s=1)laser de patinha gatices

 

7. Laser de Patinha (http://www.gatices.com.br/pd-11754b-laser-de-patinha.html?ct=835a9&p=1&s=1)

varinha penas gatices

8. Varinha Penas – AFP (http://www.gatices.com.br/pd-1217cd-varinha-penas-afp.html?ct=835a9&p=1&s=1)ratinhos com sino gatices9. Ratinhos com Sino Wooly Mouse – AFP (http://www.gatices.com.br/pd-135436-ratinhos-com-sino-wooly-mouse-afp.html?ct=835a9&p=1&s=1)

disco vazado e bolinha gatices

10. Disco Vazado e Bolinha (Kitty Roundabout) – AFP (http://www.gatices.com.br/pd-132e43-disco-vazado-e-bolinha-kitty-roundabout-afp.html?ct=835a9&p=1&s=1)

 

LEIA TAMBÉM: Exercício para Gatos (https://blogfelino.wordpress.com/2011/10/02/exercicio-para-gato/)

GATOS E SUAS UNHAS – CORTAR OU NÃO? COMO CORTAR?

Por Raquel Redaelli, adaptado de posts publicados no site ENCICLOPÉDIA DO GATO

Links originais:

http://enciclopediadogato.com/cuidados/unhas-cortar-sim-ou-nao/

http://enciclopediadogato.com/cuidados/unhas-como-cortar/

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O corte da unha de gatos gera muita dúvida. Quando cortar ou não, eis a questão!

  • Gatos que não saem de casa devem ter as unhas cortadas obrigatoriamente?
  • Um arranhador pode substituir o corte das unhas?

O corte de unhas é um procedimento indicado somente para gatos que não tem acesso à rua, mas não é um procedimento obrigatório.

Gatos que ficam apenas dentro de casa não precisam ter as unhas compridas para escalar árvores e também não precisam se defender de predadores. Com isso as unhas acabam não sendo gastas pelo atrito das superfícies da natureza e o gato também pode engatar a sua unha em algum local da casa e terminar se machucando. Manter as unhas com pontas no ambiente domiciliar permite ainda que numa brincadeira (ou até num momento de agressividade) com os donos ou com outros animais possa causar arranhaduras graves. Manter as unhas aparadas também ajuda a preservar os móveis, pois mesmo que o gatinho arranhe a mobília, vai evitar que puxe fios do estofado.

Um arranhador para gatos ajuda muito no controle do crescimento das unhas. O arranhador também evita que as unhas fiquem curvadas, o que machuca o gato.

A unha dos gatos possui camadas, e durante a higiene pessoal do gato ele costuma “descascar” essas camadas e limpar as unhas.

A frequência do corte depende da velocidade de crescimento e de quanto o gatinho gasta as unhas. Pode-se cortar uma vez por semana até uma vez por mês. Uma dica simples é olhar com frequência se as unhas estão grandes e pontudas. Para isso, basta apertar os coxins entre os dedos (almofadinhas das patinhas).

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O seu gato permite que você se sinta seguro para cortar as suas unhas? Excelente. Mas saiba que existe um vaso sanguíneo que passa dentro da unha (área rosada) e por isso há um limite para o corte.

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Coloque a unha do gato contra a luz e a corte somente até onde está indicado na foto abaixo. Faça o corte com cortador apropriado, vendido em pet shop. Depois disso, você pode usar uma lixa de unha para remover as lascas, caso necessário.

No caso de não conseguir ou ter receio de realizar esta tarefa, leve seu gato a um Veterinário.

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O gato possui cinco dedos nas patas dianteiras e quatro nas patas traseiras. Todas as unhas podem ser cortadas, mas não é obrigatório cortar as traseiras. Lembre-se de cortar as unhas dos “dedões” dianteiros, pois essas gastam menos, crescem e podem encravar.

Importante: não corte as unhas de gatos que saem à rua! Eles precisam delas para defender-se!

CRIOTERAPIA VETERINÁRIA

Por Raquel Redaelli, médica veterinária. Procedimento disponível na Vila Animal Clínica Veterinária.

A Criocirurgia ou crioterapia é uma técnica que visa a destruição de tecidos com o uso do frio (nitrogênio líquido) com objetivos terapêuticos, principalmente no tratamento de certos tumores de pele. É uma opção de tratamento para uma variedade de cânceres , incluindo tumores da cavidade oral e nasal, cutâneos e/ou de tecidos moles, tumores e fístulas perianais e mamárias. Pode ser usada como tratamento primário, ou em conjunto com a cirurgia convencional e com a quimioterapia. Possibilita o tratamento de tumores recidivantes, lesões próximas ou fixadas a ossos e cartilagens, tumores grandes ou pequenos. É um método alternativo para pacientes nos quais outros métodos de tratamento são impraticáveis.

veterinario gatos caxias - gatos!!INDICAÇÕES: Lesões neoplásicas benignas (papilomas, adenomas, pilomatricomas, hemangiomas, etc), lesões malignas (carcinoma epidermóide, outros carcinomas, melanomas), lesões palpebrais, lesões em cavidade oral, lesões perianais e tumores cutâneos com até 2,5 cm.

VANTAGENS: Procedimento muitas vezes possível apenas com anestesia local, o que possibilita o procedimento em animais com outras complicações sistêmicas tais como insuficiência renal, cardiopatias ou pacientes idosos. Para o tratamento de tumores relativamente pequenos e de fácil acesso pode ser preciso apenas anestesia local, já em locais como a pálpebra pode ser preciso  uma sedação maior, e, alguns outros, como um tumor em cavidade oral por exemplo, pode se fazer necessário anestesia geral.

Ainda, rapidez, efeito cosmético, baixo custo do tratamento, pouca dor, menor hemorragia, tratamento múltiplo, ausência de efeito cumulativo.

EFEITOS PÓS TERAPIA: Formação de crostas (10 a 21 dias), vesículas, descamação e cicatrizes, desconforto (dor), edema, eritema, hemorragia (1 a 2 h após aplicação) e secreção (1 semana).

SEQUELAS: Cicatriz e perda tecidual, leucodermia, leucotriquia, alopecia, deformação e/ou perfuração de cartilagem nasal e da pina.

Fontes: https://cirurgiavet.wordpress.com/tag/crioterapia/; http://www.petcancercenter.org/Cancer_Treatments_Cryosurgery.html; http://oncovet.com.br/tratamentos/criocirurgia/ e aula da prof. Carmen Helena Vasconcellos, no curso de pós graduação em clínica médica e cirúrgica de felinos, Instituto Qualittas.

CUIDADO COM O CALOR EXCESSIVO!

Publicado pelo M.V. Carlos Gabriel Dias, do Rio de janeiro, no site www.clinicaparagatos.blogspot.com.br

Link original : http://clinicaparagatos.blogspot.com.br/2014/01/rio-de-janeiro-sensacao-termica-43-c.html

veterinario gatos caxias - keep calm and enjoy

Mesmo aqui no Rio Grande do Sul, e aqui na Serra Gaúcha, esse alerta é válido! Mesmo aqui, estamos passando por um período de intenso calor e, assim como nós, nossos gatinhos também sofrem….

RIO DE JANEIRO + SENSAÇÃO TÉRMICA 43ºc + GATOS DOMÉSTICOS = ALERTA!

GATEIROS AMIGOS. Ultimamente atendemos muitos gatos incomodados com o calor excessivo deste verão escaldante. A Pretinha não quer comer. Frederico parece ter perdido peso.

Assim vamos listando inúmeras queixas que parecem relacionados ao estresse do calor implacável. Os desconfortos variam bastante e vão desde perda de peso ou mesmo vômitos ocasionais.

No entanto, essa situação não diminui a importância de levar os gatos aos seus Clínicos Veterinários, uma vez que muitas doenças manifestam-se de forma semelhante aos sintomas relacionados ao calor excessivo. Por outro lado, banalizar os sintomas como perda de peso, perda de apetite, etc.

DICAS IMPORTANTES:

  • Troque a água com intervalos menores (mesmo para fontes).
  • Se for sair de casa pode colocar outro pote com uma pedra de gelo.
  • Brincadeiras entusiasmadas deverão ser evitadas em períodos com muito calor ambiental.
  • Para gatos já acostumados com ração úmida: incorpore um pouco de água no caldo da ração para aumentar a ingesta de água (não coloque muito porque eles podem perceber!).
  • Atenção para potes de água e ração próximos de paredes que recebem incidência solar direta.
  • Gatos que já foram acometidos de doenças uretrais deverão ser observados quanto à ocorrência de urina muito concentrada e os Clínicos deverão ser consultados quanto às orientações de manejo dietético e hídrico nestes períodos.
  • Modifique o horário de “encher” o pote de ração para o início da noite. (A ração mesmo preparada para manter-se estável poderá oxidar em temperaturas muito altas. Como normalmente colocamos ração na parte da manhã para sairmos para trabalhar, ao longo do dia a chance da ração ficar menos apetitosa ou inapropriada é maior! Durante a noite e com temperaturas mais amenas, uma ração fresquinha pode ser providencial). Assim, deixe um pouco de ração pela manhã e jogue fora o que não for consumido ao final do dia.
  • Ar condicionado pode? Pode, mas o importante é permitir que o gatão ou a gatinha tenha acesso ao lado de fora se sentirem-se desconfortáveis com a baixa temperatura. Cuidado com as trocas abruptas de temperaturas, ok?
  • Vovôzinhos, vovózinhas, pacientes com limitações respiratórias, filhotes, gestantes deverão ser supervisionados mais atentamente.
  • Viagens de carro deverão ser agendadas para horários mais amenos, se possível. Um saquinho com gelos ou um saco de água pequeno congelado encima de uma toalha dentro do transporte poderá ajudar a enfrentar o transporte.
  • Gatos de pelagem clara precisam ser mais eficientemente protegidos contra os raios UV com protetores solares aplicados de forma mais frequente.
  • Tente bater  a ração úmida com água no liquidificador e congelar em forminhas de gelo. As pedrinhas de gelo podem ser servidas diariamente. Muitos gatos comem como um “picolé cremoso”. (dica extra por Raquel Redaelli).

ok - veterinario gatos caxias 1

E ao menor sinal de problemas (Mesmo que pareça ter sido causado pelo calor!) NÃO PERCA TEMPO, LEVE O BICHANO NO CLINICO!

ACIDENTES FELINOS: 13 PRECAUÇÕES

Por Raquel Redaelli, M.V. Publicado na Revista Pulo do Gato, Especial 13 ANOS DE MUITA SORTE! Edição Novembro/Dezembro 2013.

pulo do gato nov-dez13

Os nossos bichanos podem se acidentar em diversas situações que nós nem imaginamos!

“A curiosidade matou o gato.” (Ditado popular). Quem nunca ouviu esse ditado que tem um grande fundo de verdade? Gatos são seres muito inteligentes e seletivos, mas também muito curiosos e exploradores, e como a vida intra e extradomiciliar contém diversos perigos, cabe a nós, tutores responsáveis dos nossos bichanos, evitar os acidentes. Muitos desses perigos podem levar a consequências fatais.

INTOXICAÇÕES

1. MEDICAÇÕES: Nunca medique seu gato sem orientação médica. O maior número de intoxicações em felinos está relacionado ao fornecimento de paracetamol e ao uso de produtos para pulgas não indicados para gatos!

MEDICAMENTOS HUMANOS QUE NUNCA DEVEM SER OFERECIDOS AOS BICHANOS:

  • Paracetamosl (Tylenol)
  • Diclofenaco (Cataflan)
  • Ibuprofeno (Alivium)
  • Fenazopiridina (Piridium)
  • Ácido mefenâmico (Ponstan)
  • Fleet enema

MEDICAMENTOS QUE DEVEM SER USADOS COM CAUTELA:

  • Antiinflamatórios não esteroidais em geral (cetoprofeno, meloxican)
  • Ácido acetilsalicílico (AAS, aspirina)

2. ALIMENTAÇÃO: Os felinos podem apresentar quadros de intoxicação ao ingerir alguns alimentos que não são destinados a eles. Por isso, tome muito cuidado com alimentos como:

  • Alho
  • Cebola
  • Tomate (mesmo que não seja puro nem cru)
  • Chocolate
  • Abacate
  • Uvas

3. OUTROS PRODUTOS: Evite que os bichanos mantenham contato direto e retire-os do local de aplicação de:

  • Produtos de limpeza
  • Adubos e agrotóxicos
  • Produtos químicos (tintas, solventes, cloro, etc)

4. PLANTAS TÓXICAS: Muito cuidado com as plantas, já que muitos gatos gostam de comer “verdinhos”. Certifique-se de que as que você tem em casa não provocam perigos. Dentre as plantas tóxicas, podemos citar:

  • ciclame, hera, lírio-da-paz, jibóia-prateada, cheflera, sagu-de-jardim, mamona, amarílis, espirradeira, folha-de-veludo, tulipa, azaléia, teixo, samambaia, renda-portuguesa, espada-de-são-jorge e comigo-ninguém-pode.

veterinario gatos caxias - causa felina

ACIDENTES DOMÉSTICOS

A tutela responsável nos obriga a zelar pela segurança dos nossos animais de companhia. Os acidentes mais comuns e mais graves são a ingestão de fios e linhas e a queda de grandes alturas. Por isso, é preciso ficar atento a vários detalhes.

5. LUGARES FECHADOS: O felino gosta de entrar em armários, gavetas, caixas, malas, baús, e até em máquinas de lavar roupas e fornos, podendo ficar trancado ou se machucar. Ele também gosta de investigar sacolas, correndo o risco de sufocamento.

6. PLÁSTICOS: Os gatos têm atração por mastigar materiais que fazem barulho, principalmente plásticos. No entanto, caso engulam esses itens, eles podem engasgar ou apresentar obstrução intestinal.

7. LINHAS, FIOS DE LÃ E BARBANTES: Os bichanos adoram brincar com fios, mas podem acabar ingerindo-os. É comum o fio prender embaixo da língua e não ser deslocado pelo trânsito intestinal, provocando aderência do intestino, obstrução e peritonite. Além disso, onde tem uma linha, pode ter uma agulha, que também poderá ser ingerida e causar perfuração intestinal.

8. FOGÕES, ESTUFAS E LAREIRAS: Alguns gatos gostam tanto de aquecimento que chegam muito perto das fontes de calor e acabam se queimando. Tenha um cuidado especial com fogões à lenha e lareiras, pois o bichano pode pular em cima e queimar as patinhas.

9. JANELAS E SACADAS: É imprescindível a instalação de redes de proteção em apartamentos, pois o felino adora estar em locais altos. Ele pode se distrair ou tentar caçar e, consequentemente, se desequilibrar e cair. Todas as alturas proporcionam riscos, assim, mesmo quem mora em andares baixos deve colocar a rede, pois, além de segurança para os bichanos, é uma tranquilidade para os humanos.

10. OBJETOS CORTANTES: Muito cuidado com alfinetes, facas, tesouras, vidros, etc.

ACIDENTES EXTRADOMICILIARES

Os gatos que tem acesso à rua estão sujeitos ainda a outros tipos de acidentes e doenças, muitas vezes mais graves. Os bichanos que possuem vida livre podem aproveitar melhor seus instintos, mas as consequências disso devem ser bem avaliadas pelos responsáveis.

11. AUTOMÓVEIS: Os gatos podem dormir perto do motor do carro enquanto ele ainda está quentinho. Mas quando o motorista dá a partida, o animal pode sofrer queimaduras e ser “transportado” sem que ninguém perceba. Além disso, são muito comuns os atropelamentos, mesmo que os gatos sejam rápidos e ágeis.

12. ATAQUES: Os bichanos que andam pelas ruas estão sujeitos a ataques de cães e brigas com outros gatos, além de maus-tratos realizados por crianças e adultos.

13. DOENÇAS: As doenças mais graves são as transmitidas entre gatos, sendo a AIDS (FIV – Vírus da Imunodeficiência Felina) e a Leucemia (FeLV – Vírus da Leucemia Felina) causadas por retrovírus e sem cura.

PRESTE ATENÇÃO AOS SINAIS DE DOENÇA DO SEU GATO

 postado por M.V. Raquel Redaelli

www.geekcats.com

Como proteção os gatos evitam demonstrar fragilidade, dor e mal-estar, Por instinto tendem a disfarçar e se esconder, motivo pelo qual as doenças muitas vezes são percebidas em estágios avançados.

Alguns sinais podem ser sutis, mas podem revelar alterações na saúde:

emagrecimento,    obesidade,    olhar profundo,    pelos opacos e eriçados,   polidipsia (ingerir mais de 100ml por Kg de peso de água ao dia),   poliúria (urinar em excesso),    agitação e/ou “mau-humor”,    vômitos frequentes,    urinar ou defecar em locais inadequados

Se perceber alguma dessas alterações, procure o médico veterinário para fazer um check-up. Melhor ainda: faça avaliações periódicas para detectar doenças precocemente! O ideal é uma visita anual ao veterinário.

HAPPY HALLOWEEN!!! DIA DAS BRUXAS x GATO PRETO

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DIA DAS BRUXAS X GATO PRETO

http://carosfelinos.blogspot.com.br/2010/10/dia-das-bruxas-x-gato-preto.html

Não é de hoje que algumas pessoas envolvem mitos e superstições sobre gatos pretos. Ao longo da história gatos pretos traziam má ou boa sorte, anunciavam mortes, infelicidades. E, o pior, é que tem gente que acredita e aproveita para desforrar o termo ‘travessuras’ em cima dos pobrezinhos.
 

Hoje, Halloween ou no Brasil, Dia das Bruxas, é fácil assimilar a data com a figura do bichano de coloração preta. Mas cuidado para se deixar levar por tal tradição, que foi modificada com o tempo, as culturas, países, pessoas, enfim… que é um crime disfarçado de tradicionalismo.

Então, nada de superstições, e vamos comemorar a data com o melhor que uma festa pode oferecer…
Beijos e Gostosuras e Travessuras (responsáveis!) para todos…Alguns mitos e curiosidades sobre gatos pretos…

=!= Nos tempos antigos, os gatos pretos eram originalmente idolatrados pelos Egípcios. Acreditava-se que a deusa egípcia Bast assumia a forma de um gato preto. Muitos antigos egípcios adotaram um gato preto na esperança de que ela acabaria por se tornar parte do espírito do animal e, posteriormente, traria riquezas e prosperidade à sua família.

 
=!= Durante o século XV, os gatos pretos começaram a ter uma má reputação como resultado da sua associação com as bruxas. Acreditava-se que as bruxas que tinham um gato preto, depois de mortas encarnariam no gato, preservando assim os seus poderes sobrenaturais que poderiam ser utilizados para feitiços.
 
=!= O rei D. Carlos I, membro da monarquia britânica, possuía um gato preto que ele considerava ser o seu amuleto da sorte, a tal ponto que insistiu que o gato seria vigiado 24 horas por dia. 
 
=!= No Japão o gato preto simboliza boa sorte. Na Escócia, por exemplo, um gato preto à varanda é um forte sinal de riqueza e prosperidade a caminho. 
 
=!= De acordo com a lenda, as mulheres dos pescadores mantinham um gato preto em casa enquanto os seus maridos iam para o mar, para trazer sorte e assegurar o seu regresso em segurança.

CÂNCER DE MAMA EM GATAS – PREVINA!

PUBLICADO NO SITE www.gateiro.com.br, link original http://www.gateiro.com.br/cancer-de-mama-em-gatas/

outubro rosa 3“Estamos no Outubro Rosa, mês de prevenção e combate ao câncer de mama. Toda gateira deve fazer o exame periódico para se proteger, mas poucas pessoas sabem que a doença também acontece em animais. Eu conversei com Dra. Laila Massad Ribas, veterinária e autora do Portal Medicina Felina, sobre o assunto.” Publicado por Thiago, 16/10/13.

Como a doença se caracteriza?

O câncer de mama é um tumor maligno que acomete os tecidos mamários das gatas, das cadelas e das mulheres. Nas gatinhas o tipo de câncer mais comum é o carcinoma. Apesar de ser mais frequente em cadelas, a cada 10 tumores de mama em gatas, entre oito e nove são malignos, ou seja, são cânceres.

Por que a doença acontece?

Na maioria dos casos o desenvolvimento do câncer está relacionado à produção de hormônios pelos ovários. As injeções anticoncepcionais aplicadas em pet shops são hormônios e estão, comprovadamente, relacionadas com o desenvolvimento de câncer de mama nas gatas.

É possível realizar um exame preventivo? Qual seria a técnica? E a periodicidade?

O exame físico das mamas é o melhor método. Ele é feito através da palpação de toda a cadeia mamária dos dois lados. Esse exame deve ser feito anualmente pelo veterinário ou em casa pelo proprietário. Quanto mais cedo detectada a doença, melhor. As vezes o proprietário sente apenas uma bolinha bem firme na mama. Essa bolinha pode ter inicialmente o tamanho de um grão de arroz.

Caso o veterinário detecte a presença de algum tumor nas mamas, ele vai precisar fazer exames como a citologia, a biópsia e exame de raios-x de tórax para ver se não há presença de metástase (etapa em que o tumor se espalha para outros órgãos).

zuca

Há uma pré-disposição para desenvolver a doença a partir da idade?

Sim, as gatinhas com mais de sete anos têm maior predisposição, mas é essa doença pode acometer até mesmo as mais novinhas.

Há predisposição racial?

Sim, as gatas siamesas ou descendentes de siamês possuem duas vezes maior risco de desenvolver o câncer de mama.

A castração evita infecções no útero. Ela também pode ajudar a combater o câncer de mama?

Sim, a castração precoce é o melhor método preventivo do câncer de mama. Quando digo precoce, quero dizer antes do primeiro cio, que pode ocorrer entre cinco e sete meses de vida. Por isso é bom castrar as gatinhas assim que elas acabarem de tomar as vacinas na infância. Se a gata não é castrada, ela tem mais chance de desenvolver esse câncer. A aplicação de anticoncepcional aumenta muito o risco! Nunca aplique esse hormônio na sua gatinha!

Como funcionam os tratamentos para a doença?

O tratamento é baseado na remoção total das mamas. A cirurgia é bastante radical e requer cuidados nos pós-operatório. A quimioterapia pode ser indicada em alguns casos.

Os tratamentos têm eficácia?

Sim, mas isso depende muito da época em que o tumor foi descoberto. Quanto mais cedo melhor!

A doença acontece somente em fêmeas?

Não, aproximadamente de 1% a 5% dos cânceres de mama acometem machos.

outubro rosa 2E nas cadelas?

Nas cadelas os tumores de mama são bem mais frequentes. Entretanto, no caso delas 40% dos tumores são benignos, ou seja, não há potencial para se espalhar para outros órgãos.

COMO CUIDAR BEM DO SEU GATO – OBESIDADE SOB CONTROLE

Da série Resumão, abordando o tema “Como cuidar bem do seu gato”, por C. Pinney.  Confira! www.bafisa.com.br – RESUMÃO

OBESIDADE SOB CONTROLE – GATO EM FORMA

Imagem4# O gato é considerado obeso quando o excesso de peso atrapalha sua via, impedindo-o de pular ou brincar. O peso ideal é difícil de estabelecer, uma vez que depende da raça e do tamanho. Normalmente oscila entre 2,5 e 10 quilos.

# Pesar em casa somente o gato é tarefa árdua. A solução é você se pesar em uma balança caseira e depois fazer o mesmo segurando o gato no colo. Subtraindo a segunda pesagem da primeira, você saberá o peso do animal.

# A obesidade é causada por gulodice, excesso de comida e falta de exercício.

# O excesso de peso predispõe o gato a distúrbios hepáticos, diabetes, hipertensão e doenças articulares.

# Cortar a quantidade de comida que você oferece as seu gato não basta:

  1. Evite também guloseimas e petiscos.
  2. A escassez de comida pode levar a deficiências nutricionais.

# Para conseguir que seu gato perca peso, alimente-o com ração específica para dieta de baixa caloria indicada pelo veterinário.

  1. Esse tipo de ração é rico em fibras e pobre em calorias, mas mantém seu gato saciado.
  2. A dieta deve ser rica em aminoácidos, que promovem a perda de peso.
  3. A quantidade recomendada, variável conforme a marca da ração, depende do peso a ser alcançado. A perda de peso deve ser de 1% por semana até o período de quatro meses. Pese o gato toda semana para que você avalie os progressos alcançados.
  4. Aumente a atividade física do gato. Como gatos gostam de brincar, passe mais tempo fazendo isso com ele. Caso o animal esteja habituado à coleira, passeie com ele todos os dias, por dez minutos.

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ALERGIA A GATOS

ENTREVISTA COM A DRA. LAILA MASSAD RIBAS, MÉDICA VETERINÁRIA E AUTORA DO PORTAL MEDICINA FELINA (http://portalmedicinafelina.com.br/).

PUBLICADO NO SITE http://www.gateiro.com LINK http://www.gateiro.com.br/entrevista-alergia-gatos/

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1) Por que algumas pessoas têm alergia a gatos?

O processo alérgico é uma resposta exacerbada do sistema imunológico frente ao contato com um determinado alérgeno, que pode ser um alimento, uma substância inalada ou algo que entre em contato direto com a pele de alguém.

A saliva dos gatos possui uma proteína chamada fel d1. Algumas pessoas são alérgicas a essa proteína e a sensibilidade varia de indivíduo para indivíduo. Como os gatos se lambem muito para manter a higiene, é natural que sua pelagem contenha altos níveis de fel d 1. Uma pessoa alérgica à fel d 1 pode se sensibilizar apenas ao entrar no mesmo ambiente que um gato. Outras já podem ficar sensíveis somente ao passar a mão no bichano.

2) Esse tipo de alergia tem origem genética?

Sim, a predisposição a qualquer alergia possui também origem hereditária.

3) É possível desenvolver a alergia ao longo da vida?

Ao longo da vida aumenta a quantidade de vezes que a pessoa entrou em contato com o alérgeno. Isso a torna mais sensível e a reação imunológica pode aumentar.

4) Há fatores que podem tornar a alergia mais forte?

Gatos pretos, machos e/ou não castrados possuem maior quantidade de proteína fel d 1 na saliva, mas outras cores ou até mesmo gatos sem pelos, como o Sphynx, também podem desencadear a alergia.

5) Essa alergia têm cura?

Existem algumas vacinas que podem dessensibilizar a pessoa, que deixa de ser alérgica.

6) Como é possível prevenir ou minimizar um ataque alérgico desse tipo?

Banhos semanais nos gatos ajudam a minimizar a quantidade da proteína no pelo e pode ajudar a convivência com os alérgicos. No ambiente é sempre bom evitar tapetes, carpetes e cortinas e manter uma higienização constante para reduzir a quantidade de alérgenos.

OBS. (por Raquel): Existe hoje no mercado um produto para uso tópico em cães e gatos que remove detritos e sujidades da pele, como restos de saliva e urina e aumenta o peso das partículas, impedindo que flutuem no ambiente.

7) Uma pessoa alérgica a gatos também têm alergia a outros animais?

Não necessariamente. O recomendado pelos médicos é realizar testes alérgicos para descobrir quais são os alérgenos que prejudicam a pessoa.

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O Prof. Dr. Eduardo Massad, da Faculdade de Medicina da USP, colaborou com essa entrevista. Ele também é pai da Dra. Laila.
Foto: Flickr – Alfio.biz

GATOS COM ASAS?

BEM ESTRANHO…. MAS MUITO INTERESSANTE!!!

Publicado no Blog 100nexos, de Science Blogs, por Kentaro Mori. 

Artigo original no link: 

http://scienceblogs.com.br/100nexos/2007/06/gatos-com-asas-a-nada-terrvel-verdade/

                “Um gatinho, pertencente ao chinês Granny Feng, criou longas asas. No começo o dono achou que fossem apenas caroços, mas depois de um mês os ossos cresceram e os membros ficaram parecendo duas asas. Feng contou que as asas começaram a se desenvolver depois que o gato foi assediado sexualmente por algumas gatas há alguns meses”.

veterinario gatos caxias - gatos com asas - scienceblogs

                  Gatos com asas são uma realidade, mas a nada terrível verdade é que os apêndices não são asas de verdade. Como muitos podem imaginar, algumas “asas” são apenas bolos de pêlo, ou malformações congênitas — isto é, os felinos nascem com membros a mais. Nada disso seria muito interessante, o que é interessante é que a terceira explicação para gatos alados é uma condição chamada astenia cutânea felina (FCA), ligada inicialmente ao fenômeno dos gatos com asas pelo inglês Karl Shuker.

                  A condição, que tem uma contraparte em humanos, faz com que a pele se torne extremamente elástica, como borracha. Ela pode acabar se esticando em longos apêndices, e em gatos, os apêndices de pele — sempre surgindo ao redor das costas — podem manter alguma ligação com músculos. Quando os gatos correm, podem gerar a cena inusitada de felinos batendo suas “asas”.

              Se estendidas demais, as “asas” dos gatos podem se desprender, sem sangramento ou dor ao bichano, e seu aspecto é como de uma fibra dura de cartão, o que pode ter levado o chinês Feng a pensar que tinha ossos. Abaixo, fotografia de um caso inglês dos anos 1970:

veterinario gatos caxias - gatos com asas 2 - scienceblogs

  O artigo de Sarah Hartwell em Messybeast (http://www.messybeast.com/winged-cats.htm) tem uma grande série de informações e imagens, já a fotografia acima é original do artigo de Shuker na revista Fortean Times 168. Gatos com “asas”, acredite se quiser, são tão reais quanto pessoas ou coelhos com “chifres” na cabeça.

COMO CUIDAR BEM DO SEU GATO – NUTRIÇÃO

Da série Resumão, abordando o tema “Como cuidar bem do seu gato”, por C. Pinney.  Confira! www.bafisa.com.br – RESUMÃO

 NUTRIÇÃO – QUANDO E COMO ALIMENTAR

# A boa nutrição garante um sistema imunológico resistente, altos níveis de energia e, portanto, um animal mais saudável.

# Gatos tem necessidades nutricionais especiais:

  • veterinario gatos caxias 81a dieta deve incluir quantidades elevadas de proteínas de alta qualidade.
  • a taurina, um aminoácido essencial, é necessária na dieta em quantidade suficiente para prevenir doenças cardíacas. A maior parte das rações preenche esse requisito.
  • nunca alimente o gato com comida para cães.
  • nunca ofereça frango com osso ou peixe com espinhas.

# Os alimentos industrializados podem ser secos ou úmidos.

  • a ração seca custa menos, é mais durável e pode ser deixada no comedouro do animal sem problemas.
  • os alimentos úmidos são mais apetitosos e fáceis de mastigar. São os mais indicados para gatos idosos com doença periodontal ou perda de sensibilidade do olfato. São úteis para desmamar filhotes com menos de 8 semanas. Gatos com doença crônica no trato urinário podem se beneficiar do aumento da umidade na dieta.
  • restos de comida úmida devem ser jogados fora depois de duas horas.

# Siga as quantidades diárias recomendadas pelo fabricante na embalagem. Em geral, recomenda-se: para filhotes até 6 meses, até quatro refeições por dia; para filhotes mais velhos e gatos adultos, duas ou três pequenas refeições por dia.

# Certifique-se de que seu gato se mantém livre de parasitas intestinais capazes de roubar seus nutrientes vitais diários.

# Há vários produtos alimentares à venda. Peça ao veterinário que recomende a marca e o tipo.

# Escolha a ração mais balanceada e completa do ponto de vista nutricional levando em conta a idade, as condições de saúde e o nível de atividade do animal.

  • filhotes (até 12 meses) precisam de mais nutrientes do que adultos, para garantir o crescimento e o desenvolvimento musculoesquelético.
  • veterinario gatos caxias 106.1gatos ativos precisam de mais calorias dos que os sedentários.;
  • a gata prenhe ou com filhotes em fase de amamentação deve ser alimentada com ração para filhotes, com maior teor de nutrientes.
  • gatos com mais de 8 anos precisam de rações menos calóricas e com maior teor de fibras, para garantir o controle de peso e a motilidade gastrintestinal. Os produtos cuja embalagem indica “para sênior” preenchem esses requisitos.
  • animais que sofrem de problemas cardíacos ou renais precisam de alimentos especiais, receitados pelo veterinário.
  • gatos predispostos a cistite ou outras alterações renais devem ingerir alimentos com baixos teores de magnésio e minerais. A cistite caracterizada pela formação de cristais na urina, afeta machos propensos à obstrução do trato urinário e muitas vezes tem de ser tratadas por toda a vida. Atualmente existem rações que promovem a saúde do trato urinário.
  • infecções das vias aéreas superiores exigem dietas com aroma forte para suprir a diminuição do faro. Alimentos úmidos normalmente são mais aromáticos que os secos.

# Se for necessária mudança de alimentação, acostume o gato aos poucos.

  • é uma maneira de prevenir desarranjos intestinais provocados pela alteração de ingredientes.
  • misture a ração nova com a antiga. Vá aumentando gradativamente a quantidade da nova e diminuindo a da antiga.

veterinario gatos caxias - zuca# Mantenha sempre água fresca em vários bebedouros acessíveis ao gato. O ideal é oferecer água filtrada ou mineral, troque a água uma ou duas vezes ao dia. Fontes são uma ótima opção, pois simulam água corrente.

# Lave muito bem o comedouro e o bebedouro pelo menos uma vez por semana.

# Se o gato perder o apetite e deixar de comer por mais de três dias, procure imediatamente o veterinário.

  • embora às vezes esteja ligada a um comportamento exigente do animal, a perda do apetite pode ser provocada por algum distúrbio oculto.
  • a inanição pode levar a uma doença hepática com risco de morte.

LINKS RELACIONADOS:

# Comportamento Alimentar dos Gatos: https://blogfelino.wordpress.com/2012/02/05/comportamento-alimentar-dos-gatos/

# Rações, entenda as diferenças: https://blogfelino.wordpress.com/2012/09/17/racoes-entenda-as-diferencas/

# Dicas de Aliementação para Gatos: https://blogfelino.wordpress.com/2011/10/12/dicas-de-alimetacao/

COMO CUIDAR BEM DO SEU GATO – MORADIA

O BlogFelino inicia a exposição de uma série de dicas didáticas retiradas da série Resumão, abordando o tema “Como cuidar bem do seu gato”, por C. Pinney. 

Confira! http://www.bafisa.com.br – RESUMÃO

MORADIA – ESTILO DE VIDA

# Prepare-se para criar seu gato dentro de casa.

# Gatos que são mantidos fora de casa estão expostos a uma série de riscos:

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– traumas provocados por carros, brigas com cães ou disputas com outros gatos;

– aumento potencial de exposição a doenças infecciosas, como a Aids felina, transmitida pelo vírus da imunodeficiência felina (FIV), e a leucemia felina (FeLV), ambos contraídos pelo convívio com outros gatos;

– aumento potencial de exposição a venenos e toxinas ambientais.

# Gatos que vivem fora de casa têm maior chance de contrair doenças que também são perigosas para seres humanos, como a Raiva e alguns tipos de parasitoses intestinais.

# Se você deixar seu gato sair de casa, é melhor que seja durante o dia, pois os maiores perigos ocorrem à noite.

# Gatos passam cerca de 16 horas dormindo, às vezes mais. E gostam de um lugar aconchegante, como uma cestinha, um cobertor ou sua cama. Se quiser evitar esse tipo de “companhia”, retire-o logo na primeira vez em que fizer isso, pois gatos criam hábitos muito rapidamente e têm dificuldade de abandoná-los.

# Gatos gostam de brincar, correr e passear pela casa à noite. Portanto, trate de brincar com ele durante o dia para ter sossego mais tarde.

LINKS RELACIONADOS:

# Gato de Apartamento: https://blogfelino.wordpress.com/2013/02/03/gato-de-apartamento/

SEQUESTRO DE CÓRNEA EM FELINOS

Por Michele Ross Vieira da Cunha, Médica Veterinária Oftalmologista. Atende na Clínica Veterinária Vila Animal, Caxias do Sul – RS. Fone (54) 3021.1571 / 3021.1572.

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                           O sequestro de córnea é uma necrose do estroma que se apresenta na forma de uma mancha oval e escurecida, adquirindo pigmentação marrom, podendo crescer em diâmetro e profundidade.

                     O felino afetado apresenta lacrimejamento, desconforto ocular, olho vermelho, secreção muco purulenta e até úlcera de córnea. Essa doença é frequente em gatos afetados pelo herpesvírus felino.

                       O tratamento é cirúrgico e o procedimento tem menor chance de recidiva e maior taxa de sucesso quando realizado precocemente.

                            Fique atento nos olhos do seu gato, principalmente se ele for Persa ou Himalaia, que são as raças mais acometidas por essa afecção.

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DIA DA MULHER TUDO GATO

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O APRENDIZADO DOS GATOS

Por Joice Peruzzi, Médica Veterinária Homeopata e especializada em Comportamento Animal. Pet Estar: Comportamento, Exercícios e Bem Estar, http://www.petestar.com.br

Matéria publicada na Revista Pulo do Gato, Caderno Especial Comportamento, Edição 73, Janeiro / Fevereiro 2013 (disponível apenas em versão impressa). 

“A MANIPULAÇÃO PRECOCE DO FILHOTE, UMA BOA SOCIALIZAÇÃO PRIMÁRIA E O DESMAME NO TEMPO CORRETO INFLUENCIAM O APRENDIZADO DELE QUANDO ADULTO”

O aprendizado dos gatos é um tema que traz dúvidas, comparações e mistificações. Por ser considerado um animal independente, muitos o julgam como interesseiro e afirmam que ele é incapaz de obedecer. Claro, se comparado ao cão, o gato parece muito menos obediente, mas devemos entender que são espécies completamente diferentes e comparações comportamentais nem sempre podem ser traçadas.

veterinario gatos caxias - hallmarks of felinity

TIPOS DE APRENDIZADO DOS FELINOS

# Observação: é o tipo de aprendizado mais característico dos felinos;

# Tentativa e erro;

# Por evento único (experiência);

# Por condicionamento.

Não devemos esquecer também da questão instintiva, que é inata e transcende o aprendizado.

APRENDIZADO QUANDO FILHOTES

Para compreendermos melhor o tema, precisamos entender o desenvolvimento desde o nascimento do gato. Podemos afirmar que em torno dos dez dias de vida os gatinhos têm sua primeira grande lição, aprendendo a localizar o mamilo preferido da gata para mamar, por tentativa e erro.

Filhotes também são capazes de aprender a evitar situações nocivas através da experiência, esquivando-se de locais onde algo ruim aconteceu.

Mas a maior lição é proveniente da observação da mãe. É a partir daí que os filhotes aprendem a usar a caixa de areia, a caçar e a comer. O aprendizado da caça é reforçado pela gata, que na fase de desmame começa a trazer presas atordoadas para que seus filhotes desenvolvam suas habilidades e aprendam a matá-las.

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APRENDIZADO NA FASE ADULTA

Na fase adulta, como todas as espécies, o gato continua a aprender, por isso, é possível usar algumas técnicas para modificar comportamentos inadequados através do condicionamento.

É importante ressaltar que as técnicas não são utilizadas isoladamente, mas sim como parte de uma intervenção, que pode também incluir enriquecimento ambiental, mudanças no manejo e medicações.

Dessa forma, podemos usar estímulos negativos para corrigir alguns comportamentos, utilizando uma substância aversiva, como o plástico filme em um sofá para evitar arranhaduras ou um spray de água para evitar brincadeiras agressivas. Recompensas também devem ser feitas, como carinho, comida ou brincadeira quando o gato estiver se comportando de maneira adequada.

Além disso, os gatos adultos mantém seu aprendizado por observação. Isso explica porque eles abrem as portas e os armários, imitando seus donos. Por tentativa e erro aprendem a usar brinquedos inteligentes ou interativos, recheados com petiscos, nos seus mais variados formatos e formas de liberação de comida.

É importante ressaltar que, individualmente, os gatos mostram características e motivações diferentes para o aprendizado e têm seu temperamento particular. Sabe-se que a manipulação precoce do filhote, uma boa socialização primária e o desmame no tempo correto (depois dos 45 dias) influenciam o aprendizado dele quando adulto.

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CONDICIONAMENTO

Talvez a grande dúvida em relação ao aprendizado dos gatos surja quando comparamos a sua capacidade de aprender truques com a dos cães. Devemos entender que o tipo de interação dos felinos com seus tutores é diferente, pois se baseia em uma relação que equilibra períodos de contato estreito com afastamento, contra a ligação constante e intensa entre um cão e seu dono. Portanto, por estar sempre próximo e pronto para servir ao seu dono, o cão acaba tendo maiores chances de aprender truques.

O tipo de motivação usada para ensinar truques é outra barreira para os gatos, que perdem facilmente  o interesse na recompensa (comida, brinquedo ou carinho) quando lhes é proposto um desafio. No entanto, isso pode ser administrado com truques fáceis no início, como pedir para um gato se posicionar próximo a algum lugar movendo a comida e associando isso a um comando. Aumente a dificuldade aos poucos, pedindo para o bichano pular para uma superfície mais alta ou mais baixa ou sentar.

É importante respeitar o tempo de duração de cada sessão, que deve ser curto, para que o gato não perca o interesse. O dono deve ter muita paciência e comprometimento, sempre respeitando as particularidades da espécie felina.

Com um mecanismo semelhante ao de recompensa com dificuldade gradual, podemos ensinar um gato a usar o vaso sanitário, a passar por uma portinhola própria para a espécie e a andar com coleira e guia na rua.

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Com esses dados e observação dos nossos bichanos, percebemos que duvidar da inteligência e do aprendizado dos felinos é um erro tão grande quanto compará-los aos cães. A maioria dos tutores de gatos não faz a menor questão que seu gato saiba truques, mas é importante entender o mecanismo de condicionamento para corrigir alguns comportamentos inadequados e para tornar a relação com o gatinho ainda mais agradável!

DIA MUNDIAL DO GATO

Para comemorar o DIA MUNDIAL DO GATO o BlogFelino apresenta…

Miucha e Chico Buarque, cantando “História de uma Gata” junto com as crianças…

Tema famoso do espetáculo musical “Os Saltimbancos”.

PROGRAMA PREVENTIVO DE SAÚDE PARA O GATO IDOSO

Por Dra. Heloísa Justen Moreira de Souza, Médica Veterinária, professora e doutora na UFRRJ, proprietária da Clínica Veterinária Gatos & Gatos, Rio de Janeiro, RJ.

Publicado no periódico Waltham News, edição Dezembro / Janeiro / Fevereiro de 2008. 

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O programa preventivo de saúde para o gato idoso deve ser iniciado a partir da faixa etária de 7 a 11 anos de idade e deve continuar por todo resto de sua vida. Esse programa tem sido recomendado pela Associação  Americana de Clínicos Especialistas em Felinos e pela Academia de Medicina Felina, num painel para reportar os cuidados com o paciente felino idoso. 

Caso o gato não demonstre nenhum tipo de doença, este deve constar: avaliação completa da história médica pregressa e do comportamento do animal e exame físico completo. Esta investigação ajuda a estabelecer o que está normal e reconhecer o mais cedo possível o que está errado, tais como murmúrios cardíacos, dor, presença de rins irregulares e pequenos nódulos na tireóide. É fundamental avaliar o peso do animal e as condições corpóreas e compará-las com aferições anteriores, para verificar se houve perda ou ganho substancial.

A mensuração da pressão arterial pode ser feita de forma indireta usando o método Doppler, usando um aparelho de doppler e um esfignomanômetro manual acoplado a uma braçadeira. Assim, pode-se detectar hipertensão sistêmica antes que haja dano em algum órgão ou hemorragia ou descolamento de retina. O ideal para o valor da pressão no gato é 145 a 160 mmHg ou menos (pressão arterial sistólica).

A avaliação clínica laboratorial consiste em hemograma completo, proteínas totais séricas e creatinina, potássio, fosfatase alcalina, alanina aminotransferase, concentração de T4 total, urinálise e testes para FIV e/ou FeLV. Além disso, exames fecais devem ser feitos a gatos expostos a ambientes de risco. 

veterinario gatos caxias 22A recomendação para pacientes que estejam portando alguma enfermidade é similar às anteriores mencionadas associadas aos exames específicos para as afecções. 

GATO DE APARTAMENTO

Por Raquel Redaelli.

Matéria publicada na Revista Pulo do Gato, Caderno Especial Comportamento, Edição 73, Janeiro / Fevereiro 2013 (disponível apenas em versão impressa) 

veterinario gatos caxias

 O COMPORTAMENTO DOS FELINOS PODE NOS DIZER MUITA COISA. O SEU GATO ESTÁ BEM ADAPTADO AO AMBIENTE EM QUE VIVE?

                                    Gatos vivendo exclusivamente dentro de apartamentos são uma realidade hoje em dia, considerando que estão cada vez mais se tornando o animal de estimação preferido pelas pessoas no mundo todo. Além das suas características apaixonantes (quem tem gatos sabe bem), eles são extremamente limpos e seus hábitos de higiene exigem muito menos cuidados que um cão. Gatos urinam e defecam nas suas caixas de areia, não necessitam de passeios, exigem menos banhos, podem ficar sozinhos em casa o dia todo, às vezes mais de um dia, desde que tenham água, comida e caixas de dejetos suficientes.

                                Porém, a domesticação dos gatos transformou os hábitos de vida livre que a espécie possui em “confinamento”, tendo todas as suas atividades restritas ao que o seu proprietário oferece, e não àquilo que a natureza dispõe.

                                Os gatos que tem vida livre ou que tem acesso à rua estão suscetíveis aos riscos que o meio externo apresenta, como acidentes, brigas, maus tratos e doenças; esses gatos têm uma expectativa de vida de dois anos. Já os nossos gatos de apartamento estão muito mais protegidos desses fatores externos, podendo chegar a viver em torno de 16 anos. Porém, esta restrição de espaço e de atividade pode trazer conseqüências à saúde e até mesmo ao bem estar dos bichanos.

1894 Steinlen lait purAo contrário do que muitos pensam, os gatos são independentes apenas em relação aos seus hábitos de higiene, mas são muito dependentes de carinho e atenção. O gato pode sim ficar mais tempo sozinho que um cão, mas isso não significa que ele fique satisfeito. Por mais que o gato esteja restrito a um apartamento ao invés de estar livre, podemos transformar nossa casa em um local interativo para ele, fornecendo atividade que supram suas necessidades de exercício e procurando manter seus instintos.

QUANDO O GATINHO ESTÁ ADAPTADO E FELIZ, ELE:

  • Dorme cerca de 16 horas por dia;
  • Realiza a lambedura da sua pelagem em torno da metade do tempo que está acordado;
  • Responde aos estímulos de brincadeira;
  • Caça objetos;
  • Sobe em móveis;
  • Interage com os humanos da casa e com outros animais;
  • Pede carinho;
  • Ronrona;
  • Urina e defeca em local adequado;
  • Alimenta-se bem.

QUANDO O BICHANO ESTÁ SOFRENDO COM A RESTRIÇÃO DE ESPAÇO, ELE:

  • Esconder-se frequentemente;
  • Demonstra medo e agressividade;
  • Urina e defeca fora da caixa de areia (isso pode representar a marcação de território e acontece em vários locais da casa, em um local específico ou próximo a caixa de dejetos);
  • Apresenta comportamentos compulsivos, como lambedura excessiva, sucção tecidos, excesso de apetite, perseguição de sombras, etc.  

                             Muitas vezes esses transtornos podem ocorrer pela presença de outros gatos ou outros animais na casa. Gatos são seres que gostam de ter seu próprio espaço, que costumam se sentir mais confiantes com pessoas e ambientes conhecidos, onde tenham o controle do ambiente, e ter que dividi-lo com outros pode deixá-lo infeliz.

São comuns os problemas de saúde relacionados ao estresse pela presença de outros animais. Os mais comuns são os problemas urinários e a alopecia psicogênica. Os problemas urinários ocorrem muitas vezes pois o gato evita ir na caixa de areia por se sentir intimidado por outro gato ou por ter um cão que o segue por todos os lados. Na alopecia psicogênica o gato realiza o cuidado excessivo da pelagem, sem fatores clínicos que justifiquem, com lambedura e mastigação do pelo, provocando alopecia e lesões na pele. A lambedura excessiva, e outros comportamentos compulsivos, é uma forma de o gato lidar com estresse, ansiedade e frustrações. Estes comportamentos podem ocorrer ainda como forma de chamar a atenção do proprietário.

veterinario gatos 23A socialização do gato com os humanos, com outros gatos e com animais de outras espécies deve acontecer enquanto filhote, tornando-se um adulto mais adaptado. A falta de socialização pode prejudicar, no futuro, sua adaptação a situações, locais e pessoas diferentes, gerando alto grau de estresse toda vez que for obrigado a se deparar com circunstâncias diferentes daquelas a que esteja habituado. Uma boa socialização permitirá que o gatinho se torne facilmente adaptável à presença de seres humanos, sendo receptível às visitas que chegam ao seu “território”, sem que esta experiência se torne algo amedrontador e o faça esconder-se num cômodo até que os “invasores” deixem o ambiente.

                              Mudanças sutis no território podem ser suficientes para uma reviravolta no comportamento do gato, por isso, se o seu bichano for muito sensível, evite mudanças desnecessárias no ambiente, como a introdução de novos animais, mudança de lugar de móveis, reformas e mudanças de casa. Caso sejam necessárias, as mudanças devem ser feitas de modo gradativo.

                              Gatos machos não castrados tendem a sofrer mais em espaços menores, pois tem seu instinto sexual, de caça e de marcação de território muito mais evidentes.

                                 Respeite o espaço que seu gato necessita: posicione a caixa de areia em local tranqüilo, fora da área de passagem, e longe pelo menos um metro da sua água e comida e da sua área de descanso; tenha caixas de dejeto grandes, no mínimo uma a mais que o número de gatos da casa; ofereça vários potes de água pela casa, e deixe a comida em local de fácil acesso. Além disso, promova o enriquecimento ambiental com prateleiras, túneis, brinquedos, fontes de água, etc. para que o gato possa interagir e exercitar-se, participe das brincadeiras, respeite seus medos, evite situações estressantes e, muito importante, dê atenção e carinho. Ele saberá retribuir!

UM GATO CHAMADO GATINHO

POEMA DE FERREIRA GULLAR

Publicado em http://raymundo-netto.blogspot.com.br/2011/09/um-gato-chamado-gatinho-de-ferreirta.html#comment-form

Gato do Ferreira Gullar

(desenho de Ferreira Gullar)

O RON-RON DO GATINHO

O gato é uma maquininha
que a natureza inventou;
tem pêlo, bigode, unhas
e dentro tem um motor.

Mas um motor diferente
desses que tem nos bonecos
porque o motor do gato
não é um motor elétrico.

É um motor afetivo
que bate em seu coração
por isso ele faz ron-ron
para mostrar gratidão.

No passado se dizia
que esse ron-ron tão doce
era causa de alergia
pra quem sofria de tosse.

Tudo bobagem, despeito,
calúnias contra o bichinho:
esse ron-ron em seu peito
não é doença – é carinho.

O GATO CURIOSO

Era uma vez era uma vez
um gato siamês.

Por ser muito engraçadinho,
é chamado de Gatinho

Além de ser carinhoso,
ele é muito curioso.

Nada se pode fazer
que ele não deseje ver.

Se alguém mexe na estante,
está lá no mesmo instante.

Se vão consertar a pia,
está ele lá de vigia.

E o resultado é que quando
viu seu dono consertando

a tomada da parede,
meteu-se com tanta sede,

a cheirar tudo que – nhoque!
levou um baita de um choque!

E pensa que ele aprendeu?
Mais fácil aprendia eu!

Mantém-se o mesmo abelhudo
que quer dar conta de tudo.

GATO PENSA?

Dizem que gato não pensa
mas é difícil de crer.
Já que ele também não fala
como é que se vai saber?

A verdade é que o Gatinho,
quando mija na almofada,
vai depressa se esconder:
sabe que fez coisa errada.

E se a comida está quente,
ele, antes de comer,
muito calculadamente
toca com a pata pra ver.

Só quando a temperatura
da comida está normal,
vem ele e come afinal.

E você pode explicar
como é que ele sabia
que ela ia esfriar?

A FALA DO GATO

O gato siamês
tem uns vinte miados:
alguns são suaves,
outros exaltados;
há os miados graves
e há os engasgados.
É quase um idioma
que ainda não entendo
mas o gato bem sabe
o que está dizendo.

E até falou comigo
em linguagem de gente.
Disse: “meu amigo”,
assim de repente.

Então eu acordei
feliz e contente!
Era sonho, claro.
Mas, como se sabe,
é no sonho que ocorre
o que se deseja
e no mundo não cabe.

COMPANHEIRO FIEL

Se estou trabalhando
– seja a que hora for –
Gatinho se deita ao lado
do meu computador.

Se vou para a sala
E deito no sofá,
Ele logo vai pra lá.

Se à mesa me sento a escrever poesia
e da sala me ausento
pela fantasia, volto à realidade
quando, sem querer,
toco de revés
numa coisa macia.

Já sei, não pago dez:
é o Gatinho que sem eu saber
veio de mansinho
deitar-se a meus pés.

DONO DO PEDAÇO

Para qualquer outro gato,
Gatinho não dá espaço.
Em nossa casa ele impera
– é o dono do pedaço.

Certa vez uma vizinha
– que era de fato uma tia –
pediu pra deixar seu gato
conosco só por um dia.

Mal o gato entrou em casa,
Gatinho se enfureceu,
pulou em cima do intruso
que, assustado, correu.

Gatinho saiu-lhe atrás
aos tabefes e às unhadas,
correram os dois pela casa
na mais louca disparada.

No quarto, em volta da cama,
por baixo e por cima dela,
rodaram como foguetes,
sumiram pela janela.

Só depois de muito esforço,
pude conter o Gatinho,
enquanto o outro fugia
pro apartamento vizinho.

Assim acabou-se a guerra
que me serviu de lição:
proibo a entrada de gatos;
só gatas têm permissão.

FINAL

Era o que eu tinha a contar
sobre o meu gato Gatinho
que muito tem me ensinado
de amizade e de carinho.

Um siamês, pêlo escuro,
olhos azuis, cara preta,
é o bicho – lhes asseguro –
mais “fofo” deste planeta.

CUIDADOS COM OS OUVIDOS DOS GATOS

Por Aristeu Pessanha Golçalves, Médico Veterinário, Publicado na Revista Pulo do Gato, versão online, link original http://www.revistapulodogato.com.br/pulodogato/materia_online_higienizacao_auricular.php

               Ter um animalzinho em casa é uma grande responsabilidade, principalmente no quesito saúde. Tanto o cachorro quanto o gato estão sujeitos a vários micro-organismos que causam doenças como a otite, veterinario gatos 29uma inflamação no ouvido que, quando não tratada corretamente, pode levar à surdez. Naturalmente, os ouvidos de cães e gatos apresentam bactérias e fungos que, em condições normais, não trazem dano algum. Mas o aumento de umidade, a falta de ventilação adequada, irritações ou traumas são fatores que contribuem para a proliferação de bactérias e fungos e, consequentemente, o aparecimento dessa inflamação. A simples limpeza pode prevenir a otite. Nos casos mais graves, a técnica de lavagem otológica faz-se necessária. Nos casos crônicos é necessário o uso de medicação apropriada e, somente em algumas situações, a cirurgia torna-se uma opção.

               Entre as causas que podem levar à otite estão o excesso de produção de cera no ouvido e também alergias e doenças de pele. Entretanto, não há motivo para pânico, pois existem alguns cuidados específicos que, se seguidos, podem prevenir e proteger nossos pets de tais problemas. São eles:

Na hora do banho, proteja os ouvidos do seu animalzinho com um chumaço de algodão seco. O objetivo é evitar a entrada de água no conduto auditivo, ambiente ideal para proliferação de bactérias e fungos.

Evite arrancar os pelos que nascem no interior dos ouvidos (prática comum em alguns locais de banho e tosa).

veterinario gatos caxias 137Promova limpeza para a retirada do excesso de cera com produtos apropriados uma vez por semana ou a cada 15 dias, que pode ser realizada após o banho. A limpeza deve ser feita com a aplicação de um produto próprio para esta limpeza (um ceruminolítico), produto este que vai agir dissolvendo a cera, ajuda a reduzir a umidade, hidrata o conduto e tira o mau cheiro; administre o produto nos condutos auditivos, massageie, deixe o gato sacudir  a cabeça, e mais ou menos 10 minutos após a aplicação do produto, realize a limpeza com um algodão seco no dedo que é introduzido no canal auditivo para remover o produto e a cera dissolvida; faça com suaves movimentos de rotação para a limpeza do conduto. Com algodão e o dedo você nunca vai machucar seu amigo, mas NUNCA use cotonete porque você pode machucá-lo!

▪ Fique atento aos sinais iniciais da otite: coçar a região do ouvido e sacudir a cabeça com frequência.

▪ Consulte um veterinário que irá identificar a causa da doença e indicar uma medicação de uso tópico (no interior dos ouvidos), que pode ser complementada por medicação oral, caso seja necessário. O exame citológico é primordial para o tratamento da doença.

CUIDADOS DE ENFERMAGEM PARA SEU GATO

Por Raquel Redaelli, traduzido do site da American Association of Feline Practioners ®, link original http://www.catvets.com/uploads/PDF/Nursing%20Care%20Client%20Brochure%20Print%20Ready.pdf

DICAS PRÁTICAS PARA DONOS DE ANIMAIS DOENTES OU EM RECUPERAÇÃO

As dicas de cuidados de enfermagem a seguir irão ajudá-lo a se tornar uma extensão da equipe veterinária após o veterinario gatos caxias 103seu gato voltar para casa. Peça ao seu veterinário para fornecer o máximo de informações possível, por escrito, bem como referências a recursos online, como vídeos. Não seja relutante em se aproximar do veterinário se você tiver alguma dúvida durante ou após a visita.

• Dê o seu gato reforço positivo (por exemplo, trato, escovação, carinho) para aceitar medicação.

• A menos que seu veterinário diga que a medicação deve ser administrada com alimentos, não use a comida como uma ajuda para a administração de medicamentos, pois pode causar aversão e reduzir a ingestão de comida do seu gato.

Pratos de comida planos, como pratos de papel pequenos, e tigelas de água superficiais podem melhorar a ingestão, tornando a comida e a água mais acessíveis.

Aqueça os alimentos enlatados a uma temperatura próxima da temperatura corporal do gato, aquecendo suavemente no microondas ou acrescentando água quente e mexendo bem. Adicionar caldo de frango ou suco de atum pode aumentar a gosto do alimento.

• O alimento fornecido deve ser sempre fresco, fornecido em pequenas porções, conforme a necessidade.

• Forçar o seu gato a aceitar a medicação é estressante para você e para seu gato. Procure não forçar a remoção do seu gato de um lugar escondido ou interrompê-lo enquanto come, se higieniza ou faz suas necessidades para fins de administrar medicação. Peça ao seu veterinário uma demonstração de como administrar a medicação prescrita para o seu gato.

Mantenha-se calmo. Os gatos podem sentir nossa ansiedade ou
frustração, o que pode levá-los a ficar com medo ou ansiosos.

Participe de todas as consultas de acompanhamento com o seu veterinário. Comente com o veterinário se você observar sinais de doença ou mudanças no comportamento do seu gato, bem como alterações na ingestão de alimentos ou líquidos, ou se sentir dificuldade administração de medicamentos.

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Os cuidados de enfermagem para seu gato em casa podem parecer difíceis no início, mas seja paciente e lembre-se que mesmo pequenas melhorias contribuirão para recuperação do seu gato.

Lembre-se que o seu veterinário está lá para ajudar, por isso sempre faça todas as perguntas que possam contribuir para a assistência de enfermagem bem sucedida em casa.

Você é um membro importante da equipe de saúde do seu gato. Você pode ser fundamental para ajudar com o sucesso de tratamentos e de cuidados de saúde melhorada.

Quando estiver no consultório veterinário, lugar desconhecido e muitas vezes assustador para seu gato, ele precisa de sua confiança, especialmente se ele está doente. O seu comportamento influencia na sensação de segurança e no seu comportamento na clínica.

Suas habilidades de enfermagem em casa também desempenham um papel importante no sucesso da tratamentos que o seu veterinário prescreveu para ajudar o seu gato recuperar de doença ou lesão.

Se o seu gato fica estressado quando vai para a clínica veterinária, pergunte ao seu veterinário dicas sobre como adaptá-lo ao transportador e reduzir a ansiedade ao sair de casa. Leve os petiscos favoritos do seu gato para que você ou um membro da equipe veterinária possa dar ao gato como uma recompensa ou distração. Considerar a utilização de pulverização de feromônio facial felino sintético (por exemplo, Feliway ®), para tornar o ambiente menos assustador ao gato.

Prepare-se com antecedência para sair de casa com o gato, coloque-o na caixa de transporte e deixe-o se acalmar antes de sair. Coloque um brinquedo e roupas de cama favoritos e familiares.

veterinario gatos caxias 178Os gatos podem sentir o estresse, ansiedade e apreensão, os quais podem aumentar seu próprio estresse. Aqui estão algumas dicas para ajudar a criar uma visita veterinária mais positiva:

• Se o seu gato está muito ansioso na sala de espera, ou se os cães estão presentes, pedir ao recepcionista se você pode ir para uma sala reservada ou cubra a caixa de transporte do seu gato com uma toalha ou o seu casaco para bloquear a vista e abafar o sons. Uma vez que você está em local reservado com o seu gato, fale com ele calmamente, em voz baixa.

Evitar comportamentos que embora sejam destinados a confortar seu gato, podem realmente aumentar a ansiedade. Estes podem incluir segurar seu gato, falar ou olhar em seu rosto, e perturbar ou invadir seu espaço pessoal. Sons humanos destinados a acalmar (como “shhhh”) pode simular o silvo de outro gato e deve ser evitado.

Correção física, como bater na cabeça do seu gato e repreensões verbais devem ser evitadas, pois podem assustar o seu gato e provocam a resposta de luta ou fuga. Lembre-se, os gatos não são humanos e reagem de forma diferente à disciplina.

• Não manuseie ou remova o seu gato da caixa de transporte até que seja solicitado por um membro da equipe de veterinários.

Reforce o comportamento positivo do seu gato com carinho ou petiscos e ignore o comportamento negativo ao invés de tentar corrigi-lo.

• Se o seu gato deve permanecer no hospital, trazer brinquedos familiares e roupas de cama de casa. Fornecer o tipo de alimento e o nome da ração que seu gato está acostumado a receber. Mencione qualquer coisa que o seu gato gosta (por exemplo, doces, escovação, tempo de jogo atividades). A equipe de veterinários pode usar esta informação para ajudar a tornar a estadia de seu gato mais agradável.

• Ofereça sugestões sobre as opções de tratamento que mais combinam com a personalidade de seu gato e com a sua capacidade de administrar.

Gatos que estão se sentindo bem tendem a dormir mais frequentemente numa posição enrolada.

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DIABETES MELITO EM GATOS

Por RAQUEL REDAELLI, adaptado do livro “O Paciente Felino” terceira edição, do Dr. Gary D. Norsworthy.

O Diabetes Melito (DM) é a segunda endocrinopatia mais comum em gatos (a primeira é o hipertireoidismo). A doença é causada pela destruição progressiva das células beta pancreáticas ou pela resistência à insulina (mais comum). O resultado é uma capacidade prejudicada dessas células em perceber os níveis de glicose sanguínea e responder com liberação adequada de insulina. O DM pode ocorrer secundariamente a uma condição primária subjacente (a obesidade é a principal delas) que provoque resistência à insulina. Ele também ocorre simultaneamente com a pancreatite crônica, uma doença frequentemente não reconhecida nos gatos. Os sinais clínicos clássicos são poliúria, polidipsia, polifagia e perda de peso, que ocorre como resultado da hiperglicemia persistente. Quando o DM não é controlado, há o desenvolvimento de um estado patológico mais complicado, conhecido como Cetoacidose Diabética, em que ocorre cetonúria, acidose e vários desequilíbrios eletrolíticos, sendo imprescindível sua identificação por se tratar de uma emergência médica e poder levar o paciente a óbito em poucas horas.

O tratamento do DM requer um grande comprometimento do proprietário, exigindo envolvimento financeiro e pessoal por meses ou pela vida toda do gato. O tratamento baseia-se na administração de insulina, no controle da dieta e no tratamento de complicações secundárias. A administração de insulina é feita diariamente, uma ou duas vezes ao dia (depende da resposta do paciente ao tratamento), visando a remissão dos sinais clínicos e da glicemia. Alguns gatos podem responder aos hipoglicemiantes orais, principalmente quando a doença for precocemente diagnosticada.

A dieta fornecida deve conter baixo teor de carboidratos e alto teor de proteínas (existem formulações comerciais específicas). Pode-se associar rações úmidas (enlatados ou sachets), pois a maioria possui níveis de carboidratos muito inferiores do que os mesmos produtos em formulações secas. As dietas com fibras solúveis retardam a digestão e reduzem a hiperglicemia pós alimentação. As rações específicas à disposição no mercado brasileiro são Royal Cannin Diabetic e Obesity, Hill’s w/d e r/d e Guabi Natural Diabetic.  O tratamento das infecções bacterianas, da pancreatite e da insuficiência pancreática exócrina, secundários ao DM, deve ser realizado concomitantemente, pois sua presença torna muito difícil o controle glicêmico.

A remissão do DM é possível, pois as células beta sofrem um rodízio de suas funções ao longo do tempo. Os proprietários precisam estar conscientes sobre a ocorrência esperada dos períodos de descontrole, os quais irão requerer um ajuste da dose da insulina. Um gato com diabetes descomplicado (não cetoacidótico) possui um bom prognóstico se o proprietário estiver disposto a aprender e comprometido com o tratamento do gato.

 Os gatos são relativamente livres de complicações crônicas do diabetes. Diferente dos cães, eles não desenvolvem a catarata diabética. Eles também não apresentam doença vascular periférica, a qual causa necrose e ulceração das extremidades, como ocorre em humanos. Contudo, duas complicações crônicas são possíveis: a neuropatia e a nefropatia diabética.

A neuropatia diabética ocorre em diversos gatos, cursando com fraqueza dos membros pélvicos assumindo postura plantígrada, atrofia muscular e depressão dos reflexos e testes de reações posturais. Os gatos afetados geralmente andam com os calcanhares tocando o chão. É comum a fraqueza progredir para os membros torácicos. Não se conhece terapêutica específica para esta alteração. Um bom controle da glicemia durante vários meses geralmente resulta em melhora ou em um retorno ao estado próximo do normal. Contudo, nem todos os gatos respondem.

nefropatia é rara de ocorrer, e sua detecção é complicada pois os sinais, sintomas e alterações laboratoriais são idênticos aos da doença renal que ocorre na senilidade, e  a maioria dos gatos diabéticos é idosa. O tratamento é o mesmo para a doença renal.

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A IDADE DOS GATOS

EVITANDO ACIDENTES DOMÉSTICOS COM SEUS GATINHOS

DISPONÍVEL EM: 

http://www.labovet.com.br/evitando-acidentes-domesticos-com-seus-gatinhos-%E2%80%93-parte-1 

http://www.labovet.com.br/evitando-acidentes-domesticos-com-seus-gatinhos-%E2%80%93-parte-2

Gatos são animais curiosos por natureza. Eles gostam de explorar tudo, e isso pode causar alguns acidentes domésticos. Por isso, dividimos um especial em 2 partes com dicas simples para você deixar seu gatinho brincar sem se preocupar com ele.

# Os gatos gostam de entrar em locais como armários e gavetas, correndo o risco de ficarem trancados e acabarem se sufocando. Portanto, mantenha esses locais fechados dentro da sua casa.

# Tome muito cuidado com sacos plásticos e sacolas espalhadas pela casa. Seu gatinho pode mastigar ou engolir pedaços desse tipo de material, ou mesmo se esconder dentro deles, podendo se engasgar ou se sufocar.

# Os bichanos adoram linhas, fios de lã e barbantes. Mas evite deixar esse tipo de material ao alcance deles quando você não estiver por perto. Isso porque, se engolidos, esses materiais podem afetar o intestino do seu gatinho.

# Outras coisas que devem ser mantidas longe do alcance dos bichanos: alfinetes, facas, tesouras, agulhas e produtos de limpeza.

# Se você tiver plantas, se informe antes se elas não são nocivas ou venenosas para gatos.

# Nunca medique seu gatinho por conta própria. Consulte sempre seu veterinário de confiança antes.

# Não deixe líquidos e alimentos quentes ao alcance do seu gatinho.

# Quando for cozinhar, mantenha o bichano fora da cozinha. Mesmo depois de ter terminado, espere um pouco até que o fogão esfrie para deixa-lo entrar. Assim ele não corre o risco, curioso como é, pular no fogão e acabar queimando a patinha ou o focinho. (imagem: Purina Cat Chow)

# Muito cuidado com produtos em spray (perfumes, desodorantes, etc). Evite usá-los perto do seu gatinho, já que eles podem causar alergias respiratórias no felino.

# Evite também utilizar desinfetantes e ceras perto do gato ou no local onde ele costuma deitar ou comer. Esses produtos podem intoxicar o bichano. Se for possível, utilize água sanitária diluída em água.

# Use protetores de tomadas e evite que sei bichano tomem choques que, muitas vezes, podem acabar sendo fatais.

# Máquinas de lavar devem sempre estar fechadas quando não estiverem sendo utilizadas.

# No inverno, antes de dar partida no seu carro de manhã, certifique-se que seu gatinho não está escondido embaixo, ou até mesmo dentro dele. Com o tempo frio, eles procuram locais quentes para se aquecerem, e a mecânica do seu veículo pode ser um dos lugares escolhidos. 

OS GATOS E O GUARDA-ROUPA

XIXI NO LUGAR CERTO

Por Joice Peruzzi, Médica Veterinária Homeopata e Especialista em Comportamento de Cães e Gatos. Conheça mais sobre o trabalho em http://petestar.com.br/

Uma grande vantagem dos gatos em relação aos cães como animais de estimação é a caixa de areia (caixa de dejetos). A grande maioria dos gatos usa a caixa com muito prazer, sem precisar ser ensinado, ele é naturalmente atraído a fazer suas necessidades nesse local.

Porém, alguns gatos podem urinar, ou menos freqüentemente, defecar fora da caixa. Isso pode acontecer por vários motivos:

. A caixa de areia está muito perto da sua comida e água ou da área de descanso. Os gatos não gostam de fazer suas necessidades próximas ao local onde se alimentam, por isso a(s) caixa(s) de areia devem sempre ficar longe da área de alimentação e descanso.

. O número de caixas de areia não é suficiente. Em lares com mais de um gato, é importante levar esse fator em consideração. Muitos bichanos usam a mesma caixa dos outros, sem problemas, mas alguns não toleram. O ideal, para quem tem mais de um gato, é ter não somente mais caixas (no mínimo 2 por gato), mas caixas espalhadas por mais de um lugar, para que questões territoriais não impeçam um gato de usá-las.

. O material não é tolerado pelo gato. Atualmente existem muitos materiais para a caixa de gatos, desde a areia até materiais à base de sílica. Teste os diferentes materiais e perceba se seu gato tem preferência por algum deles.

. A caixa não é limpa com freqüência. Alguns gatos não toleram sujeira na caixa. Nesses casos, a caixa deve ser limpa sempre que o animal usá-la, ou mais caixas devem ser adicionadas ao ambiente.

. Mudanças territoriais. Os felinos são animais muito territoriais, ou seja, qualquer mudança no seu território pode trazer estresse e alterações comportamentais. A marcação territorial com urina, e em alguns raros casos com fezes, pode surgir em um contexto desses. É importante ressaltar que as mudanças mais sutis no território podem ser suficientes para uma reviravolta no comportamento do gato, por isso, se o seu bichano for muito sensível, evite mudanças desnecessárias no ambiente, como a introdução de novos animais, mudança de lugar de móveis, reformas e mudanças de casa. Caso sejam necessárias, as mudanças devem ser feitas de modo gradativo.

. Saúde. Problemas com a mobilidade, como fraturas, artrose ou discopatias podem afetar o uso da caixa de areia. Algumas doenças, como cálculos, infecções urinárias e verminoses também podem alterar o uso da caixa pelo gato. Além disso, viroses como FIV e FELV podem causar alterações no comportamento dos bichanos. Por isso, problemas de saúde devem ser descartados antes de tentar mudar o comportamento de eliminação do gato.

RAÇÕES, ENTENDA AS DIFERENÇAS

Adaptado do texto da Médica Veterinária Maricy Alexandrino, da Clínica Veterinária CliniPet, Maringá – PR. Link original http://www.clinipet.com/informativos/3-dicas-e-cuidados/19-racoes.html

Atualmente o mercado pet oferece uma gama enorme de alimentos para cães e gatos. Diferentes formas, cores, sabores, marcas e principalmente preços. Entre tantas opções oferecidas, o que realmente se deve levar em consideração na hora de escolher o melhor alimento para os animais de companhia?

Em primeiro lugar devemos saber que o alimento ideal para nossos animais é aquele que oferece todos os componentes necessários para um bom desenvolvimento do organismo, ou seja, um alimento completo que ofereça os níveis adequados de proteínas, vitaminas, minerais, gordura, fibras entre outros componentes. Além disso, é importante saber que vários tipos de matérias primas podem ser utilizadas na fabricação de rações, e que dependendo da matéria prima (de melhor ou pior qualidade) influenciará consideravelmente o preço final do alimento.

Existe uma “classificação” não oficial, aplicada pelos fabricantes para designar a qualidade das rações: Super Premium, Premium e Standard ou de Combate. Porém vale lembrar que ainda não existe legislação brasileira para adequar as rações a esta classificação adotada pelo mercado.

Rações Super Premium são chamadas assim pois são fabricadas com matérias primas de primeira qualidade, com ótimo aproveitamento pelo animal. Neste caso são utilizados como base proteína animal, podendo ser carne, frango, peixe, em alguns casos até carne suína com tratamento especial, e os vegetais utilizados são os de melhor absorção pelos cães e gatos, como o arroz, por exemplo.

Já as rações Standard ou de “Combate” utilizam matérias primas de qualidade inferior, como subprodutos animais (chifre, casco, penas, bicos, farinhas entre outros..) e proteínas de origem  vegetal com pouco aproveitamento, como trigo, soja e milho.

As Premiuns são intermediárias entre Super Premium e Standard.

E o que isso significa para o animal? Quanto melhor a matéria prima utilizada, melhor será o aproveitamento do alimento pelo cão ou gato, ou seja, ele realmente utilizará todos os componentes daquele alimento pra um desenvolvimento e manutenção ideal do organismo.

Dentro destas 3 “classificações”  ainda encontra-se ração destinada a Filhotes, Adultos e Idosos,  isso porque cada fase da vida tem necessidades diferentes. Por exemplo, um filhote em pleno desenvolvimento precisa de proteínas e minerais suficientes para uma boa formação do esqueleto, enquanto um animal idoso, já começa ter declínio de suas funções orgânicas, precisando menos de determinados componentes.

Além desta classificação básica das rações de manutenção, existe outras rações especiais, como as destinadas as raças específicas que leva em consideração particularidades raciais que podem sofrer influência positiva ou negativa de determinado alimento, e as rações terapêuticas, que são obrigatoriamente de prescrição veterinária, pois são destinados a animais portadores de alguma doença, e que se beneficiam com uma nutrição clínica de acordo com o problema (insuficiência renal, cardíaca, diabetes, obesidade).

Existe também a opção de ração seca e úmida (latas, saches), cuja composição básica das duas é a mesma da ração seca equivalente, porém a  úmida além de conter mais água  (o que é benéfico em alguns casos) acaba se tornando mais palatável pela  forma, consistência e pelo odor que exala.

Para que a ração seja bem aproveitada pelo seu animal, deve-se ainda levar em consideração outros detalhes:

  • tipo de alimento oferecido de acordo com a raça, porte, idade e nível de atividade física;
  • quantidade diária oferecida, de acordo com o peso, idade e porte;
  • frequencia  diária de alimentação;
  • armazenamento da ração.

A escolha de um bom alimento para um cão ou gato é essencial  para manutenção da saúde, pois através de uma nutrição adequada é possível prevenir, retardar e tratar diversos problemas de saúde.

ALERTA CRMV-SP: As rações vendidas à granel, em sacos abertos ou outros recipientes que mantenham o produto em contato com o ar e que permitam seu manuseio podem ser facilmente contaminadas por fungos presentes no ambiente, como é o caso dos gênerosPenicillium spp.Aspergillus spp.Rhizopus spp. e Fusarium spp. Esses agentes colonizam a ração, especialmente quando a umidade e a temperatura são favoráveis, se multiplicam e produzem micotoxinas. Leia a matéria em: http://www.crmvsp.org.br/site/noticia_ver.php?id_noticia=2174

REGRAS DE ETIQUETA DOS GATOS

AUTOR DESCONHECIDO – PUBLICADO EM http://www.revistapulodogato.com.br/pulodogato/materias.php 

…….TUDO QUE ELES FAZEM É FRIAMENTE CALCULADO……

          Determine logo qual é a visita que detesta gatos, e sente no colo dela durante toda a noitada. Ela não terá coragem de empurrá-lo para o chão e pode ser até que venha a dizer “Gatinho bonito!”. Se você estiver com bafo de comida de gato, melhor ainda.

          Se você tiver que vomitar, pule rapidamente no sofá. Se o sofá estiver longe demais, procure um bom tapete.

          Para sentar no colo ou se esfregar em perna de gente usando calça comprida, escolha, de preferência, cores contrastantes com as suas.

          Acompanhe, sempre, as visitas que vão ao banheiro. Não é necessário fazer nada. Basta sentar e ficar olhando.

          Trate as visitas que digam “Adoro gatos!” com total desprezo, e esteja pronto a unhar suas meias ou, eventualmente, morder seus calcanhares.

          Não permita portas fechadas em cômodo algum. Para abrir uma porta, apóie-se nas patas traseiras e bata nela com toda força que tiver nas dianteiras. Quando a porta for finalmente aberta para você, não é necessário usá-la; você pode mudar de idéia tranqüilamente. Quando você ordenar a abertura de uma porta que dê para fora, pare exatamente no meio do caminho, entre a porta e o vão, e aproveite para pensar sobre diversas coisas. Isso é particularmente importante em noites muito frias, e em épocas de mosquitos.

          Se uma pessoa estiver ocupada e outra à toa, fique com a ocupada. Se alguém estiver lendo, chegue bem perto, e dê um jeitinho de meter o focinho entre o livro e a cara da pessoa. Desconsidere isso em casos de leitores que abrem livros ou jornais em cima da mesa; aí, basta deitar em cima do que estiver sendo lido.

          Se algum dia encontrar uma senhora tricotando, suba no colo dela e deite. De repente, estique a pata e, como quem não quer nada, dê um bom tranco nas agulhas. Observe os acontecimentos: isso se chama perder o fio da meada, e a senhora tentará atrair sua atenção para outras partes da casa. Ignore-a.

          Quando encontrar alguém fazendo o dever de casa sente-se na folha de papel que estiver sendo trabalhada. Depois de ter sido removido de lá pela terceira vez, vá para outro canto da mesa e empurre tudo que se mexa: lápis, cola, tesoura e o que mais houver.

          Durma bem durante o dia para estar novo em folha, e pronto para brincadeiras, entre 2 e 4 horas da manhã. Se seu humano trabalhar durante a noite, modifique seus hábitos de sono para poder estar com a corda toda entre as 10h e o meio-dia.

Cartoons Hallmarks of Felinity

http://toons.gotblah.com/hallmarks_of_felinity/

FLORIDA SPOTS

Publicado em http://www.revistapulodogato.com.br/pulodogato/ – REVISTA PULO DO GATO – escrito pelo Médico Veterinário Mauro Luis da Silva Machado, coordenador do Serviço de Dermatologia Veterinária (Dermatovet) – Hospital de Clínicas Veterinárias da UFRGS – Porto Alegre RS.

JÁ OUVIU FALAR EM FLORIDA SPOTS? É UMA DOENÇA QUE AFETA OS OLHOS DO ANIMAL, NÃO TEM CURA E É MAIS COMUM DO QUE OS DONOS DE PET PENSAM.

              Alterações oftálmicas nos animais de companhia são facilmente observáveis pelos seus donos e constituem-se uma grande parcela dos motivos das visitas aos consultórios veterinários.

                 Em cães e gatos, observa-se frequentemente opacidades na córnea, denominadas “Florida spots”, de coloração acinzentada ou branca e de tamanho variado. Acomete também, embora mais raramente, equinos e alguns pássaros. Esta anomalia foi descrita pela primeira vez em gatos no Sul do Flórida, EUA, o que explica a origem de seu nome. Em outras regiões do mundo, como a América do Sul, observa-se mais frequentemente em áreas tropicais ou subtropicais, por isso também é denominada “ceratopatia tropical”.

(imagem http://www.aamefe.org/florida_spots.htm)

                   Apesar de localizar-se na córnea, que é a camada transparente externa localizada no centro do globo ocular, que permite a entrada da luz no olho, esta doença é frequentemente confundida pelos proprietários com a “catarata”, que é uma doença que afeta o cristalino, estrutura localizada mais profundamente no globo ocular, atrás da íris (a estrutura muscular que define a “cor” dos olhos).

                      Florida spots caracteriza-se por opacidades visíveis a olho nu, e podem ser únicas ou multifocais, radialmente simétricas, com a região central mais densa, podendo se apresentar uni ou bilateralmente. Essas opacidades encontram-se profundamente na córnea. As lesões variam em tamanho de 1 a 8 mm de diâmetro e são tipicamente múltiplas. Não se observam outras anormalidades e a condição é não progressiva.

             Os olhos não apresentam sinais de inflamação ou desconforto e não respondem ao tratamento com antifúngicos ou corticosteroides. A visão também não é afetada significativamente.

                       Não se conhece o mecanismo patogenético desta alteração, embora já tenham sido sugeridos como possíveis causas agentes físicos como o excesso de luz ultravioleta, uma reação alérgica ao pólen e agentes infecciosos como microbactérias. Em estudo feito no Hospital de Clínicas Veterinárias da UFRGS em 2001, os animais mais afetados foram os que tinham contato com outros gatos, o que reforça a hipótese de a doença ser de origem infecciosa e transmissível, porém sem comprovação.

Portanto, se você observar manchas nos olhos dos seus animais, procure um veterinário oftalmologista para realizar o diagnóstico correto, pois existem outras doenças que também causam manchas na córnea e podem ser de maior gravidade ou tratáveis. (Imagem http://www.aamefe.org/florida_spots.htm)

A IMPORTÂNCIA DA SOCIALIZAÇÃO

Publicado no site http://www.tudogato.com/ , escrito por Cassia Rabelo Cardoso dos Santos, adestradora da Cão Cidadão (www.caocidadao.com.br)

(imagem TudoGato.com)

            Atualmente, os gatos vêm se tornando companhia cada vez mais presente nos lares brasileiros. Ainda perdem em número para os caninos, mas é crescente o número de pessoas deste imenso país que vêm se apaixonando pela companhia cativante deste ronronante animal de estimação…

     Esse aumento acaba gerando, também, mudança na mentalidade das pessoas quanto à forma com que abrigam os felinos de estimação. Especialmente nos grandes centros urbanos, vem sendo afastada a ideia de que os gatos domésticos devem ter vida livre, ou seja, podem ir e voltar para casa, a seu bel prazer. É indiscutível que criar um gato desta forma aumenta as chances de acidentes e morte prematura, razão pela qual vem sendo difundindo que aos gatos não se deve permitir sair livremente, mas sim serem mantidos em nossos lares, protegidos dos perigosos agentes externos.

              Mas, por outro lado, gatos criados nestas condições podem acabar sendo privados, durante toda a vida, do convívio saudável com outros de sua espécie, cães e seres humanos em geral.

       Gatos, por natureza, são animais retraídos, que costumam se sentir mais confiantes com pessoas e ambientes conhecidos, ou seja, onde detenham o controle do ambiente. (Imagem Simon’s Cat)

                 Ora, privar um gatinho do convívio com companheiros de sua espécie, bem como outros animais e seres humanos pode prejudicar, no futuro, sua adaptação a situações, locais e pessoas diferentes, gerando alto grau de estresse toda vez que for obrigado a se deparar com circunstâncias diferentes daquelas a que esteja habituado.

           Assim, uma medida essencial para garantir ao gato uma vida adulta sem grandes sobressaltos quando deparado com novas realidades, é providenciar uma boa socialização na fase de filhote. Isto significa permitir a este filhote que seja apresentado ao maior número possível de pessoas e animais diferentes, sempre de forma positiva, objetivando fazê-lo acostumar-se mais facilmente a estas novidades.  No período de socialização, todos os laços afetivos (com animais da mesma ou de diferentes espécies) são formados e, por este motivo, constitui-se no período mais importante na vida do gato. 

               A chamada fase de socialização primária é bastante curta nos filhotes de felinos domésticos, ocorrendo, em média, da 2ª a 9ª semana de vida do bichano. Nem sempre é possível que o gatinho que iremos adotar esteja em casa dentro deste período. Mas, caso seja possível conhecê-lo durante nesta fase (mesmo que esteja ainda com a mãe), é importante prezar por um bom trabalho de socialização.

           E o que significa fazer um bom trabalho de socialização? Esta tarefa consiste em permitir ao filhote vivenciar o maior número de experiência envolvendo várias pessoas diferentes, outros gatos e animais (como cães e pássaros). E isto deve envolver, sempre, manuseio gentil e bastante frequente dos filhotes, que deve ser recompensado por todos os comportamentos amigáveis que demonstrar. Esta recompensa pode consistir em ração úmida para filhotes, que eles costumam adorar! Gatos manuseados por vários seres humanos na fase de socialização primária costumam ser muito menos arredios a pessoas, se comparados àqueles que tiveram pouco contato com humanos na fase de socialização.

                     Um bom exemplo de trabalho de socialização entre filhotes de gatos e crianças é colocar um pouco de ração úmida numa colher e deixar que a criança vá oferecendo ao gatinho, enquanto brincam. Da mesma forma com pessoas que tenham contato com o gatinho, que deve ser pego no colo e acariciado gentilmente.

       Prezar por uma boa socialização permitirá que o gatinho se torne facilmente adaptável a presença de seres humanos, sendo receptível às visitas que chegam ao seu “território”. Assim, tenderá a se mostrar tranquilo e receptivo sempre que pessoas novas visitem a casa da família, sem que esta experiência se torne algo amedrontador e o faça esconder-se num cômodo até que os “invasores” deixem o ambiente…

                Desta forma, conclui-se que fazer um bom trabalho de socialização com um filhote de gato que acaba de chegar ao novo lar é essencial para que se torne um adulto equilibrado e facilmente adaptável a novas pessoas e animais, sem que tal fato seja sinônimo de alto nível de estresse, tornando a convivência mais harmônica para todos! 

OS CHEIROS DOS GATOS

Publicado na Revista Pulo do Gato (http://www.revistapulodogato.com.br), por Luciana Deschamps, Médica Veterinária Especialista em Felinos, da Clínica Veterinária Sr. Gato, em São Paulo, SP (www.clinicasrgato.com.br)

# Gatos são, por excelência, animais muito limpos. Passam boa parte do dia se lavando e cuidando do seu pelo. Sua língua foi feita para isso, pois é coberta de papilas que agem como um pente, eliminando sujeiras, pelos mortos, poeira etc. Além de se limparem, não suportam pisar em locais molhados, evitando, também, pisarem na urina e fezes. Gatos de apartamento e de pelo curto não precisam tomar banho.

Se ele tiver acesso ao jardim, pode, em casa, fazer um banho seco, eventualmente. Se o pelo do gato for longo, deve-se fazer a escovação, no mínimo, duas vezes por semana, para eliminar os nós e pelos mortos. Se o pelo fizer nó facilmente, ele pode tomar banho a cada 45 dias, caso contrário, a cada dois meses, é mais do que suficiente.

# Procure manter as caixas higiênicas sempre limpas, para que não exalem cheiro algum. Se a casa está com cheiro ruim, a culpa não é do gato, é do dono, que não fez a limpeza diária das caixas.

# Na espécie felina, existem os gatos braquiocefálicos (como Persas e Exóticos), que tendem a apresentar um bloqueio no canal lacrimal, causando lacrimejamento e, em alguns casos, aparecendo uma secreção escura , que ocorre por causa da oxidação dos componentes da lágrima, quando entra em contato com o ar, provocando um odor característico.

# Em sua rotina, os felinos se limpam durante uma boa parte do dia, para não deixar vestígios de comida e cheiro em seu pelo. É fundamental lavar muito bem os seus utensílios, como banheiros, pratos e bebedouros. Eles são exigentes por natureza, por isso precisamos entender suas necessidades.

# Lave sempre todos os seus pertences com detergente de louça neutro, e se quiser, no final, com água quente. Gatos são tão cuidadosos, que fazem questão de esconder suas fezes e urina, evitando que o cheiro sinalize sua presença.

# Cada espécie tem suas características próprias, e, para lidar com a questão de odores fortes, basta ter um pouco de conhecimento sobre a espécie que você adotou e seguir regras básicas de higiene, e o problema, certamente, será minimizado.

# Se o dono do gato perceber que ele está exalando algum odor desagradável, deve levá-lo ao veterinário com urgência, a fim de identificar a causa (doença periodontal, uremia, infecção urinária, abcesso, otite, etc).

ANEMIA NA DOENÇA RENAL EM GATOS

Adaptado de artigo escrito por Tathiana Mourão dos Anjos no site Revista Veterinária (link original  http://www.revistaveterinaria.com.br/2012/07/17/anemia-na-doenca-renal-cronica-em-pequenos-animais/

A anemia é bastante comum em gatos portadores de doença renal crônica (aproximadamente 30 a 70%), e ocorre especialmente em estágios mais avançados da nefropatia crônica (estágio III e IV – classificação IRIS da doença renal crônica). Deve sempre ser tratada quando o hematócrito do paciente for inferior a 20% (objetivando a obtenção de valores entre 30 a 40%) e/ou quando o paciente apresentar sinais clínicos que possam ser atribuídos à anemia (como perda de apetite, letargia e fraqueza).

Diminuição na produção de eritropoietina, por lesão das células endoteliais peritubulares renais, perda de vitaminas do complexo B (devido à intensa poliúria) e diminuição no tempo de vida das hemácias (pelo estresse oxidativo e pelos efeitos tóxicos das substâncias retidas como uréia, fenóis e outras) são causas importantes de anemia no paciente doente renal crônico. Outras causas são ulceração gastrointestinal, com consequente perda sanguínea, disfunção plaquetária (decorrente da uremia) e deficiências nutricionais(que determinam alterações nas concentrações plasmáticas de aminoácidos e de hormônios).

Dependendo do grau de anemia, o tratamento consiste em suplementação com eritropoetina, ferro e vitaminas do complexo B a fim de estimular a eritropoiese, transfusão de sangue e administração de bloqueadores H2 para evitar perda de sangue gastrointestinal, além do controle da uremia por meio de fluidoterapia e dieta específica para nefropatia crônica.

Ainda não é possível afirmar se a anemia representa um fator preditivo de sobrevivência em gatos com doença renal crônica, mas certamente a obrevida de pacientes nefropatas crônicos é influenciada negativamente pela anemia, sendo um fator bastante comprometedor de qualidade de vida. Portanto, é de extrema importância reconhecer e diagnosticar a anemia no paciente portador de doença renal crônica para que uma terapia apropriada possa ser implementada com o objetivo de oferecer melhor qualidade à vida desse paciente.

OLHO DE GATO

PUBLICADO NA REVISTA PULO DO GATO (http://www.revistapulodogato.com.br).  

Escrito por Simone Carvalho dos Santos Cunha, Médica Veterinária que atua em radioterapia, clínica médica de felinos, clínica médica geral e clínica oncológica no Rio de Janeiro, RJ.(www.oncopetveterinaria.com.br) 

O felino é um caçador de hábitos noturnos e, por isso, sua visão é muito superior a dos humanos no período noturno. Não é verdade que eles enxergam na completa escuridão, mas seus olhos conseguem captar mínimas quantidades de luz existente em um ambiente. Semelhantes aos humanos, os gatos possuem na retina células receptoras que captam a luz.

O que há de diferente é que a luz, ao passar por essas células, se reflete no Tapetum lucidum, uma espécie de espelho que tem cerca de quinze camadas de células brilhantes. A luz volta refletindo e tocando novamente as células receptoras.

Devido a esse mecanismo, os gatos precisam de 6 vezes menos luz pra enxergar do que o ser humano. Também o brilho dessa membrana (Tapetum lucidum) é que provoca aquele efeito de luminosidade que percebemos nos olhos dos gatos no escuro, como se fossem faróis.

Outro mecanismo da visão é a dilatação pupilar. A pupila dos gatos dilata ou contrai conforme a quantidade de luz presente, permitindo uma melhor visualização do ambiente. É por isso que seus donos observam que, durante o dia, a pupila fica como uma linha vertical e à noite se torna redonda.

No entanto, os felinos têm uma menor acuidade visual quando há muita luz. Eles têm apenas 10% da nossa capacidade de visualizar imagens detalhadas. As mesmas estruturas oculares responsáveis por maximizar a visão noturna também diminuem a resolução das imagens.

Felinos têm uma visão panorâmica de cerca de 200 graus, ou seja, muito maior do que a nossa. Isso também é importante no seu hábito de caça.

A possibilidade de visualizar as cores é controversa. Estudos já conseguiram comprovar que os componentes oculares e cerebrais necessários para a visualização e discriminação das cores existem no olho felino, embora com algumas limitações e sem a certeza do quanto são funcionais. Já foi provado que os gatos são capazes de diferenciar certas cores, desde que o objeto colorido não esteja muito distante de seus olhos.

Os gatos também possuem uma terceira membrana protetora dos olhos, chamada de membrana nictitante. Essa membrana fecha parcialmente quando o gatinho está doente.

GATOS CONQUISTAM BRASILEIROS E POPULAÇÃO CRESCE MAIS QUE DE CÃES

REPORTAGEM EXIBIDA NO PROGRAMA BOM DIA BRASIL EM 02/07/2012 MOSTRA O ESPAÇO QUE OS GATOS TEM NOS LARES BRASILEIROS HOJE. A POPULAÇÃO DE GATOS CRESCE 8% AO ANO NO BRASIL, ENQUANTO A DE CÃES CRESCE 4%!

CLIQUE NO LINK VEJA O VÍDEO NA ÍNTEGRA: GATOS CONQUISTAM BRASILEIROS E POPULAÇÃO CRESCE MAIS QUE DE CÃES

As pessoas estão trocando de melhor amigo. Os gatos estão conquistando corações. Eles se adaptam bem a apartamentos, não precisam passear com o dono e não fazem barulho. Por isso, a população de gatos domésticos tem crescido muito mais rapidamente que a de cães.

Os cachorros perdem espaço na ONG de animais abandonados. De cada dez bichos adotados, sete são gatos. Karla já escolheu um. Carrega as fotos dele no celular. Falta só convencer o marido: “Eu não quero porque tenho receio. Tenho cachorro. Sempre tive cachorro”, diz o marido Sérgio.

“Se a gente quiser viajar, a gente pode ir tranquilo. Deixa ele lá. Põe a comidinha dele ele fica, tranquilo. Se vira bem”, comenta Carla.

A bancária Cristina tem dois no apartamento: “Acho que cachorro é mais fácil de as pessoas se apaixonarem, porque automaticamente cachorro já conquista todo mundo. Enquanto que o gato a gente tem que conquistá-lo primeiro”.

Nos Estados Unidos, o número de gatos domésticos já supera o de cães. O Brasil segue o mesmo caminho. O número de casas com gatos de estimação é cada vez maior.

O mercado brasileiro de produtos para animais domésticos já percebeu essa tendência. Espera para este ano um crescimento maior da população de gatos do que de cachorros. Aí surge todo tipo de produto: ração específica, areia importada para o bichinho fazer xixi. Uma até mostra se existe algum problema na urina. Surgem também os brinquedinhos. Os arranhadores gigantes são os preferidos deles.

Claudia e Fabio gastam R$ 1,7 mil por mês com os gatos. São 14 espalhados pelo apartamento: “Ter três gatos no apartamento muita gente nem percebe e, às vezes, um cachorro o bloco inteiro reclama”, opina Fábio Rinaldi.

“É diferente. Ele é fiel também, companheiro, mas existe o momento dele. Então você tem de respeitar o momento dele e o seu momento. Você quer o carinho dele e ele não quer o seu colo. Então você tem de respeitar individualidade dele. Ele tem personalidade forte. É o momento dele. Mas o momento dele é muito bom. Tão bom quanto o cachorro. Mas a nossa preferência é gato”, diz Claudia.

No Brasil, a população de cães cresce cerca de 4% ao ano. A de gatos cresce o dobro: mais de 8% ao ano.

HIPERSENSIBILIDADE À PICADA DE PULGA EM FELINOS

Postado por Luciana Marchioro, Médica Veterinária Dermatóloga (especialização em Dermatologia Veterinária). Atua em Caxias do Sul.

Dentre as dermatopatias (doenças de pele) que acometem felinos, pode-se citar a dermatite alérgica à picada de pulgas ou saliva de pulgas (DAPP), ou tecnicamente, hipersensibilidade à picada de pulgas em felinos, patologia de extrema importância para fins de diagnóstico diferencial de outras patologia de pele.

Nesta patologia, a pulga é desencadeadora do processo, sendo a causa uma alergia, ou seja, uma deficiência genética no processo imune que gera uma resposta alérgica a saliva deste ectoparasita (pulga). É importante salientar que no gato alérgico não há necessidade de haver uma infestação exagerada de pulgas, uma única e solitária pulga e sua picada são suficientes para iniciar a crise alérgica com intensa coceira e várias lesões.

Em relação a faixa etária, é normal o seu aparecimento em qualquer fase da vida do animal, sendo mais comum na idade adulta entre 3 e 6 anos. Não há predisposição por sexo ou raça.

O quadro clínico se manifesta com prurido (coceira) intensa e lesões na pele como consequência. As lesões podem ser de várias maneiras, desde bolinhas pelo corpo, como falhas de pelos no abdomem,  pescoço, cabeça, também  erupções e crostas ao longo de toda extensão corporal, e inflamação e bolhas formando um “cordão”, sendo este um padrão dermatológico felino conhecido como dermatite miliar, e espessamento do lábio superior, sendo conhecido como  úlcera indolente, também padrão de outras patologias felinas.

Por tratar-se de uma doença de origem genética crônica, não apresenta cura, mas apresenta um fácil controle, sendo necessário o comprometimento do proprietário. O tratamento baseia-se em tirar o animal da crise alérgica, e o controle da doença está diretamente relacionado ao controle de pulgas no animal e no ambiente.

 Vale ressaltar que somente o médico veterinário tem condições de fazer a diferenciação clínica e se necessário com ajuda de exames adicionais, pois todas dermatopatias apresentam padrões lesionais bem parecidos, e até doenças sistêmicas podem apresentar lesões dermatológicas que aos leigos pode confundir.

VÔMITO CRÔNICO EM FELINOS

Por Patrícia Nuñez Bastos de Souza, Médica Veterinária. Publicado no site da Revista Pulo do Gato. www. revistapulodogato.com.br

Todo proprietário de gatos já se deparou com uma surpresa não muito agradável em alguns lugares também não muito comuns: o vômito. Esta é uma queixa bastante comum especialmente na clínica de felinos. Na maioria das vezes há raros episódios, com intervalos de tempo espaçados, que normalmente não tem muito significado clínico quando não está acompanhado de outros sintomas. Porém, se seu bichano vomita pelo menos uma vez por semana, é necessário levá-lo ao veterinário para um check-up e tentar descobrir qual a causa deste sintoma. Observe qual o conteúdo do vômito e se há algum outro sintoma, como a perda do apetite, emagrecimento, diarréia e prostração.

Estamos falando aqui de ocorrências únicas diárias de vômitos, alternados com grande espaço de tempo sem qualquer alteração (quadro crônico), e não quando seu gato começa a vomitar várias vezes num mesmo dia (quadro agudo), pois neste caso você deverá levá-lo imediatamente ao veterinário, para que ele não desidrate.

Alguns animais logo após se alimentarem expelem o alimento ingerido. Isto é chamado de regurgitação, pois o conteúdo não chegou ao estômago e, normalmente, é eliminado com uma forma cilíndrica (forma do esôfago) e o alimento não está digerido. É comum após a regurgitação o gato ingerir este conteúdo novamente (eca! não se assuste, este é um comportamento normal). No caso do vômito, o animal elimina secreção gástrica, a consistência é mais aquosa e pode haver bile, possui um odor um tanto característico e o que foi ingerido pelo gato se encontra digerido.

A recorrência do vômito em gatos pode ter várias razões, pode não ter significado clínico, ou indicar ingestão excessiva de pêlos, por falta de escovação ou por alteração comportamental (o gato arranca os pêlos compulsivamente), ou, ainda, por problemas como alergia alimentar, gastrite, ingestão muito rápida de alimentos, lipidose hepática, obstrução intestinal e outros. Vamos comentar aqui as causas mais freqüentes.

PELOS: A formação de bolas de pêlo no estômago é a principal causa de vômito. Os gatos ingerem pêlos ao se lamberem e, algumas vezes, esses pêlos causam no estômago alterações na motilidade e irritação da mucosa gástrica (gastrite). A forma simples de se evitar ou minimizar o problema é a escovação diária, a favor e contra o sentido do pêlo. Gatos de pêlos longos apresentam mais problemas, mas os de pêlo curto padecem do mesmo mal. Além da escovação há alguns produtos que ajudam o felino a expelir as bolas de pêlo.

ALERGIA ALIMENTAR: Mudanças súbitas na dieta como a troca de ração também podem desencadear vômitos. Observe se a ocorrência do problema está ligada a estas causas e converse com o veterinário. Existem rações hipoalergênicas no mercado (para animais sensíveis), que diminuem ou evitam a intolerância alimentar. Às vezes uma simples mudança de ração já resolve o problema.

CORPO ESTRANHO: Devido à curiosidade dos gatos, existe a possibilidade de ingestão de objetos que podem obstruir o trato digestivo e ocasionar vômitos. O mais comum é a ingestão de corpos  lineares (fios, linhas ou barbantes). Esta é uma condição séria, que requer intervenção cirúrgica, mas que pode se iniciar com vômitos esporádicos. Para o correto diagnóstico são necessários radiografias, ultra-sonografia e um exame clínico apurado.

Existem outras causas de vômitos em gatos, como: parasitismo (vermes), pancreatite, distúrbios hepáticos, infecções, medicamentos, toxinas ou plantas. Leia também sobre Doença Intestinal Inflamatória, causa importante de vômito em gatos (https://blogfelino.wordpress.com/2012/02/09/doenca-intestinal-inflamatoria-dos-felinos/).

Se você se depara com vômito esporadicamente, mas o apetite, a atividade e o comportamento de seu animal são normais, não há necessidade de preocupação. Faz parte do nosso convívio com eles (embora não seja a parte mais agradável!), mas, se vem acontecendo com freqüência, não hesite em contatar o veterinário. Esta é a atitude mais correta a ser tomada. Seu bichano agradece!


CONHEÇA A AIDS FELINA

Postado por M.V. Raquel Redaelli

A AIDS felina é causada pelo Vírus da Imunodeficiência Felina (FIV), semelhante ao vírus humano, porém específico da espécie. O principal modo de transmissão é a mordedura de gato infectado e transfusão de sangue, e menos freqüente a transmissão materna via intra-uterina, colostro e saliva. O grupo de risco inclui os gatos com acesso à rua ou de vida livre, principalmente machos adultos, e aqueles gatos que vivem ou que são procedentes de abrigos ou aglomerações de gatos.

A fase aguda muitas vezes não é detectada, mas quando aparecem sintomas, consistem em febre, depressão, alterações gastrintestinais e aumento de linfonodos periféricos. Passada esta fase, o gato pode se tornar portador assintomático, livre de doença por 6 a 10 anos. Nos estágios mais tardios, os sinais consistem de infecções oportunistas, doenças da cavidade oral, neoplasias, doenças oculares, doença renal inespecífica ou síndrome degenerativa crônica.

           Deve-se suspeitar de FIV em gatos com doenças crônicas e recorrentes, lesões na cavidade oral e infecções aparentemente descomplicadas que não respondem bem ao tratamento.

               Recomenda-se que o gato FIV positivo seja avaliado pelo Médico Veterinário a cada 4 a 6 meses para detecção precoce de alterações. Para prolongar a vida dos gatos infectados, este deve ser mantido isolado de outros gatos para evitar a exposição a patógenos secundários e a transmissão do vírus, evitar as situações de estresse, receber dieta de boa qualidade e manter o protocolo de vacinação em dia (com vacina de vírus inativado).

No Brasil não existe vacina para a Imunodeficiência Felina. O diagnóstico é feito através de kits comerciais que detectam anticorpos de FIV e antígenos de FeLV (Vírus da Leucemia Felina) através do método ELISA (ensaio imunoenzimático), teste rápido e específico que pode ser realizado na clínica. Outros métodos podem ser realizados para confirmar o diagnóstico, enviados a laboratórios externos.

LEIA TAMBÉM:

# QUANDO TESTAR O GATO PARA FIV E FeLV https://blogfelino.wordpress.com/2012/03/30/quando-testar-o-gato-para-fiv-e-felv/

# MANEJO DOS GATOS INFECTADOS POR FIV E FeLV https://blogfelino.wordpress.com/2012/04/05/manejo-dos-gatos-infectados-por-fivfelv/

FÍSTULA PERIANAL EM FELINOS

Publicado no blog da Dra. Melissa Orr – Veterinária de Felinos em Campinas – SP – http://veterinariadefelinos.blogspot.com.br 

            Os sacos anais (glândulas perianais) secretam uma substância de odor fétido que faz parte do sistema de defesa do felino. Muitos gatos domésticos (especialmente os geriátricos) tem estilo de vida sedentário, fazendo com que nunca ocorra a compressão natural dos sacos anais.

Consequentemente, a secreção dos sacos anais fica ressecada e espessada causando uma impactação, o animal sente dor ao defecar e pode ter tenesmo. O gato reage a esta situação lambendo ou mordendo a região perineal. Se ocorrer infecção dos sacos anais a dor aumentará. Pode ocorrer ruptura da pele sobre o saco anal, e então será expelido material purulento ou sanguinolento pelo trajeto drenante que forma uma fístula. A doença de saco anal em cães comumente faz com que o animal arraste os quartos posteriores no chão, porém este não é um achado frequente nos gatos com este problema. Alguns gatos com saculite anal lambem a área perianal e a parte caudal das coxas, o que causa o padrão simétrico de alopecia.

         O tratamento é feito através da compressão manual para remoção da secreção, limpeza e irrigação da região, uso de antibióticos tópicos e uso de antibióticos sistêmicos. Caso este tratamento não seja eficiente, pode-se considerar a drenagem cirúrgica ou mesmo a saculectomia anal (remoção cirúrgica da glândula) em casos recidivantes.

QUEM CONVIVE COM GATOS VIVE MELHOR, SEGUNDO ESTUDO

De ANDA – Agência de Notícias de Direitos Animais. Link original http://www.anda.jor.br/20/05/2012/quem-convive-com-gatos-vive-melhor-segundo-estudo

Por Roberta Oliveira (da Redação – EUA)

Quando você pensa em algo que melhore sua saúde, adotar um gatinho vem à sua mente? De acordo com informações do site Future Medica, profissionais de saúde e pesquisadores afirmam que conviver e cuidar de um gato traz muitos benefícios à saúde.

Baixa o risco de doenças cardiovasculares Um estudo da Universidade de Minnesota descobriu que pessoas quem possuem gatos possuem de 30 a 40 menos chance de morrer de doenças cardiovasculares.

Reduz risco de ataques do coração Não é somente todo o sistema cardiovascular que é beneficiado, mas o coração também.

Melhora o sistema imunológico – Gatos sabem quando você não está se sentindo bem, e oferecem conforto, lhe ajudando a se recuperar, e melhorar o sistema imunológico.

Diminui as chances de desenvolver alergias Se você pretende ter um bebê, adote um gato, pois eles ajudam a prevenir alergias em crianças.

Ajuda a prevenir asma em crianças Além de ajudar a prevenir alergias, há evidências que a convivência com gatos ajuda a prevenir asmas em crianças. O contato com gatos desde criança ajuda a prevenir várias doenças respiratórias.

Reduz pressão arterial Curtir a companhia de um gatinho ajuda a reduzir a pressão arterial. Afagar um gato é relaxante e ajuda a diminuir a pressão.

Baixa os níveis de triglicérides Você pode baixar seus níveis de triglicérides ao se exercitar e comer poucos carboidratos (especialmente alimentos processados). Mas você pode fazer mais. Além de malhar e comer bem, ter um gato também ajuda. Estudos mostraram que possuir um gato diminui os níveis de triglicérides e melhora o sistema imunológico.

Baixa o nível de colesterol Um estudo em 2006 no Canadá mostrou que donos de gatos têm mais sucesso em redução de colesterol, do que pessoas tomando medicamentos.

Reduz risco de derrame Um estudo da Universidade de Minnesota mostrou que donos de gatos têm menos chances de sofrer um derrame.

Reduz estresse Tutelar um gato traz muitos benefícios psicológicos, e um deles é aliviar o estresse. Poder cuidar de um animal, ter um gatinho para abraçar faz você se sentir bem, e reduz o nível de estresse.

Reduz ansiedade Afagar um gato é calmante. Quando você está ocupado cuidando de um gato, você se preocupa menos.

Ajuda com depressão Tutelar um gato não cura a depressão, mas ajuda a não pensar em problemas, e se focar em outras coisas.

Ajuda com autismo O autismo é marcado pela dificuldade de interação social e comunicação com outras pessoas. Possuir um gato ajuda nesses casos.

Reduz a solidão Muitas pessoas possuem sentimento de solidão e acham conforto na companhia de um gato.

Menos visitas ao médico Estudos mostraram que lares para idosos que permitem que os residentes possuam gatos gastam menos com medicamentos.

Vida mais longa Gatos trazem muitos benefícios que podem prolongar a vida de seus tutores.

Adotar é um ato de amor, seja um gato ou qualquer outro animal, e é para a vida toda. Não se está aconselhando ninguém a adotar um gato somente pelos benefícios à saúde. Quem ama seu animalzinho sabe como a relação com eles é especial, assim como o amor incondicional que eles demonstram por nós, e como nós somos os responsáveis pelo bem estar deles.

MUDANDO DE CASA COM SEU GATO

Do site http://www.me-adota.blogspot.com , que promove a doação de gatinhos em Niterói – RJ e fornece diversas informações para aqueles que se preocupam com a saúde de seus gatos. 

Gatos costumam se estressar bastante com grandes mudanças em sua rotina. Mudanças de território são ainda mais traumáticas. Para que a transição aconteça sem transtornos, é necessário um certo planejamento para minimizar o estresse e prevenir acidentes.

EVITANDO ESTRESSE E FUGAS NO DIA:

▪ Antes de começar o entra e sai de pessoas e móveis, tranque seu gato num cômodo longe do tumulto. Este cômodo pode ser um quarto já esvaziado no dia anterior ou um banheiro (caso o imóvel tenha mais de um, pois a ideia é manter o gato seguro sem que a porta seja aberta o tempo todo!);

▪ Coloque no “cômodo seguro” a caixa de areia e os pote de água e de ração. Deixe também a caixa de transporte no local. O ideal é que o gato tenha um lugar para se esconder, portanto, improvise uma toca (caixas de transporte, caixas de papelão ou até mesmo cadeiras cobertas com lençóis);

▪ Caso o quarto não possa ser esvaziado um dia antes, deixe para retirar os móveis desse cômodo por último e só permita que outras pessoas entrem no local após fechar o gato em sua caixa de transporte;

▪ Mantenha o “cômodo seguro” trancado ou deixe um bilhete com letras gigantes avisando que a porta deve permanecer fechada. Todo cuidado é pouco durante o caos da mudança;

▪ Na impossibilidade de separar um cômodo só para o gato, mantenha o bichano preso dentro da caixa de transporte por segurança.

NO CAMINHO PARA A CASA NOVA:

▪ Não permita que seu gato seja transportado no caminhão de mudança, afinal, ele não faz parte da sua mobília;

▪ Transporte o gato no banco traseiro do seu carro ou taxi, DENTRO DE UMA CAIXA DE TRANSPORTE própria;

▪ Se a viagem for longa, forre a caixa (que deve ter tamanho suficiente para que o gato possa se mexer) com tapetes higiênicos para cães e leve um rolo de toalha de papel e sacos plásticos para resolver eventuais “desastres fisiológicos”;

▪ Em viagens longas lembre-se de oferecer água (sempre com as janelas e portas do veículo fechadas!). É aconselhável também não alimentar o animal algumas horas antes da viagem para evitar vômitos (converse com seu veterinário a respeito).

NA NOVA CASA:

▪ Mantenha seu gato na caixa de transporte ou no “cômodo seguro”, seguindo as mesmas dicas anteriores, enquanto o caminhão de mudança estiver sendo esvaziado;

▪ O ideal é que pelo menos um cômodo seja totalmente arrumado e nele seja colocado o gato enquanto o resto da casa entra em ordem. De preferência coloque móveis ou objetos que o gato já conheça para se sentir familiarizado;

▪ Apresente a casa aos poucos, depois que estiver completamente mobiliada, evitando assim acidentes e mais estresse para o bichano.

▪ Tele TODAS as janelas, basculantes e varandas ANTES da mudança; o mesmo vale para casas: tele janelas ou muros e portões;

▪ Fique de olho na saúde do seu gato. Parou de comer ou não está usando a caixa de areia como antes? Corra para o veterinário! O estresse da mudança pode fazer com que ele desenvolva algumas doenças;

▪ Para amenizar o estresse da mudança, experimente produtos como o Feliway (feromônio facial felino) – converse com seu veterinário;

▪ Se você permitir que o gato tenha acesso à rua, mantenha o bichano TRANCADO em casa na primeira semana para que ele compreenda que aquele é seu novo território e se sinta seguro nele, assim não tentará fugir em pânico – e lembre-se das consequências que o acesso à rua pode trazer (acidentes e doenças).

TUDO SOBRE PELOS DE GATO!

Publicado por Purina Cat Chow Brasil em http://www.facebook.com/note.php?note_id=311304278890067

TIPO DE PELOS E FUNÇÕES

A composição dos pelos dos gatos varia entre as raças, mas podemos dividir em dois grandes grupos, os de pelos curtos e os de pelos longos, sendo mais comuns os de pelagem curta, já que geneticamente essa é uma característica dominante, porque para um felino selvagem é muito mais fácil cuidar da pelagem se ela for curta, não é verdade?

Além de proteger os bichanos do frio, os pelos podem indicar o humor e até mesmo ajudam na hora de uma briga como “medida de defesa”, para intimidar o adversário; o gato pode arrepiar os pêlos do dorso e da cauda criando uma ilusão de ser maior.

BANHO DE GATO

Gatos tem uma incrível facilidade para limpar e pentear a própria pelagem. Pesquisam revelam que gastam, em média, 15% do tempo realizando este trabalho que começa com lambidas nas patas dianteiras até que fiquem molhadas, depois as passam vigorosamente sobre a cabeça, repetindo o procedimento ao longo de todo o corpo, intercalado por lambidas, encerrando com uma limpeza completa da cauda.

REGURGITAÇÃO DE BOLAS DE PELO

Durante esse processo de limpeza, os gatinhos acabam engolindo muitos fios, e aqueles que têm pelos longos são os mais prejudicados. O sistema digestivo dá conta de boa parte dos pelos expelindo-os pelo intestino, mas de vez em quando, regurgitam. Se ele faz isso de duas a três vezes por mês, não há um motivo para preocupação, mas se notar que o seu gatinho tenta repetidas vezes expelir pelos sem sucesso, apresentar prisão de ventre e perda de apetite, a massa de fios pode estar presa no estômago ou no intestino delgado, sendo um tipo de problema mais sério. Nesse caso, procure imediatamente um veterinário.

Leia mais em https://blogfelino.wordpress.com/2012/01/17/bolas-de-pelos-dos-gatos/

GATOS DE PELOS LONGOS

Mesmo com toda a dedicação que os gatinhos têm com a limpeza da pelagem longa (persa, himalaia, angorá, por exemplo) precisam de ajuda de seus donos, e algumas vezes da mão de um profissional, para manter a pelagem limpa adequadamente.

ESCOVAÇÃO DOS PELOS

Escovação dos pelos gera afeto e oportunidade de “investigar” seu gatinhoEscovar o gato cuidadosamente é a uma das melhores maneiras de evitar problemas com os pelos, mesmo para os gatos de pelagem curta. Normalmente os felinos aceitam bem este momento, já que o ritual de pentear-se mutuamente serve para criar vínculos entre os gatos e ainda é uma oportunidade para o bichinho relaxar. O ideal é acostumá-lo desde filhote, assim quando crescer, já estará acostumado com o processo. E ainda, no momento em que esteja cuidando dos pelos, pode investigar o seu gatinho e verificar se ele não está com a pele irritada, ou se há lesões, inchaços, tumores, carrapatos, pulgas ou qualquer outro problema que possa exigir a atenção de um veterinário.

Existe também no mercado uma espécie de “Pente de Parede” que pode ser afixado em um dos cantos da sala por exemplo, onde seu gatinho costuma passar. As cerdas são um convite para que o gato se esfregue e acabam por reter boa parte dos pelos soltos.

PERÍODO DE TROCA DE PELAGEM E OUTROS MOTIVOS PARA QUEDA DE PELOS

Muitas pessoas comentam que os gatos estão soltando mais pelos do que de costume, o que acontece é que todos os gatos passam por um período de troca de pelo, que acontece normalmente no período do ano em que os dias são mais longos (verão).

Os gatos domésticos perdem menos pelos, mas para eles a mudança também ocorre anualmente. A queda também pode ser causada por estresse, ou por algum tipo de doença, além do que as fêmeas que acabaram de ter filhotes perdem mais pelos que o normal.

Leia mais em https://blogfelino.wordpress.com/2012/02/26/queda-de-pelos-nos-gatos-e-normal/

ALERGIA AO PELO DO GATO?

O que muita gente pensa, é que o pelo do gato causa alergia, mas o que acontece na verdade, é que a alergia é causada pela combinação pelos + saliva.  Com o hábito de lamber-se, os pelos que ficam pelos estofados, cortinas e no ar, são resultado dessa combinação que pode causar reações alérgicas e até crise de asma. Para amenizar o problema, mantenha o hábito de escovar o seu gato, evitando os depósitos de pelos espalhados pela casa.

Por estar associado à saliva e não ao pelo não existe uma recomendação de gatos menos alérgicos, mas vale a dica de preferir os de pelos curtos e manter o hábito de escovação, de preferencia, quando a pessoa alérgica não estiver em casa.

E SE O GATO NÃO SE LAMBE OU SE LAMBE EXCESSIVAMENTE?

Caso o seu gato não limpe os próprios pelos recomenda-se a procura de um veterinário, pois pode estar sofrendo de algum tipo de doença séria, ao contrário, se ele se limpa excessivamente, pode ser o caso de algum distúrbio psicológico.

Leia mais em https://blogfelino.wordpress.com/2012/01/11/alopecia-psicogenica-felina/

EM CASOS DE EMERGÊNCIA:

Caso você encontre alguma coisa estranha na pelagem do seu gatinho é melhor que seja retirado imediatamente para que não seja ingerido durante o processo de limpeza e fique doente.

Aqui temos algumas dicas do que fazer em caso de:

CARRAPICHOS: um pente de metal costuma resolver o problema. Para remover carrapichos que penetram mais profundamente na pelagem, passe óleo vegetal na área afetada. Se esse método também falhar, retire o carrapicho com uma tesoura, mas cuidado para não ferir o seu gatinho.

GOMA DE MASCAR: aplique gelo sobre a área para diminuir a viscosidade, depois puxe suavemente e corte-a com cuidado. Existem, como alternativa, vários produtos que facilitam a remoção da goma sem necessidade de cortar a pelagem.

TINTA: caso se trate de tinta lavável, mergulhe a área afetada em água durante cinco minutos ou até que o produto amoleça. Em seguida, use os dedos para esfregar a pelagem e remova a tinta. Se a mancha for de tinta à base de óleo ou de verniz, será necessário puxar cuidadosamente os pelos atingidos e cortar. Atenção: Jamais aplique removedor, gasolina nem outros solventes em seu gato.

PICHE: quando a pelagem do felino fica manchada com essa substância, quase sempre é preciso cortá-la. Algumas vezes, porém, uma boa aplicação de vaselina pode resolver o problema. Esfregue a vaselina sobre uma pequena parte da área afetada e em seguida retire o alcatrão amolecido com uma toalha limpa. Repita a operação quantas vezes forem necessárias e depois lave o gato com xampu adstringente.

INTRODUZINDO UM NOVO GATO EM UMA CASA COM GATOS

POR JOICE PERUZZI, MÉDICA VETERINÁRIA ESPECIALIZADA EM COMPORTAMENTO DE CÃES E GATOS E HOMEOPATIA. http://www.comportapet.com.br 

Antes de pensar em introduzir um novo gato em casa, você deve analisar seu ambiente e a capacidade de ter mais um animal. Mais um gato significa mais gastos, mais território a ser dividido e mais atenção a ser dividida.

Se você já tem um gato com problemas de comportamento (agressividade, marcação com urina ou arranhadura, medo, etc), a introdução de um novo membro pode ser extremamente prejudicial ao caso. Portanto, comece o tratamento do seu gato antes de introduzir um novo.

Mas se tudo já foi analisado e a opção foi feita, há formas de garantir uma boa convivência entre o novo residente e os antigos.

Quando estamos tratando de gatos bem socializados, a introdução é bem mais fácil. O novo gato deve ser colocado em um cômodo, de preferência onde nenhum gato fique muito tempo, com caixa de areia, água, brinquedos e comida e deve permanecer nesse
local, fechado, por 5 a 7 dias. Se nenhum gato demonstra (ou quando deixarem de demostrar) atitudes agressivas (vocalizações, marcações com urina ou arranhadura e vigia excessiva do cômodo) ou medo, comece a liberar o novo morador aos poucos, deixando-o dentro de uma caixa de transporte no meio de um cômodo onde todos os gatos permanecem. Nesse momento, todos os gatos podem receber seu petisco favorito, facilitando as relações. Depois, o gato é preso em seu cômodo novamente.

Esse processo deve ser repetido por 5 a 7 dias e então o novo gato já pode ser liberado para a casa toda, desde que todos os gatos respondam bem a essa aproximação.

É importante que nos primeiros dias de liberdade total o dono observe bem a reação dos seus gatos, para intervir quando necessário. Sempre que os gatos estiverem no mesmo cômodo, interagindo bem, devem ser elogiados e acariciados.

A quantidade de caixas de areia deve ser aumentada (pelo menos uma a mais). Nos primeiros dias, podem ser mantidos os pratos de comida e caixa de areia no cômodo onde ele ficava preso.

Quando estamos tratando de gatos menos sociáveis, o processo deve ser mais lento, dependendo das respostas de cada um. Sempre busque ajuda especializada quando a adaptação não ocorrer da forma esperada, para garantir uma boa relação entre os gatos no futuro.

SAÚDE BUCAL DOS GATOS E CUIDADOS ESPECIAIS

Publicado por Purina Cat Chow Brasil, texto dos Médicos Veterinários Daniela Jungermann e Ricardo Augusto Pecora da Clínica Pet Fanáticos de São Bernardo do Campo.

MUITAS PESSOAS TEM DÚVIDAS SOBRE COMO CUIDAR DA SAÚDE BUCAL DOS FELINOS.

Os primeiros dentes dos gatinhos começam a nascer por volta da segunda semana de vida e a troca dos dentes de leite pelos permanentes começa a partir do quarto mês de idade e termina no sexto mês para a grande maioria deles. Porém, não é preciso esperar todo esse tempo para começar a praticar a higiene bucal do bichinho e, pelo contrário, devemos acostumá-los com a manipulação desde cedo, pois assim ficará mais fácil o processo de escovação dentária.

É FUNDAMENTAL PARA A MANUTENÇÃO DA SAÚDE ORAL A ESCOVAÇÃO DENTÁRIA, SE POSSÍVEL, DIÁRIA.

Nas primeiras vezes você pode enrolar uma gaze no dedo ou escovas de dedo para bebês e, suavemente, massagear a gengiva, bochecha e dentes. Quando o gatinho já estiver mais costumado deve substituir a gaze por uma escova dental com cerdas macias e de preferência com cabeça pequena. Use pasta de dente elaborada especialmente para a saúde bucal de cães e gatos para a escovação, porque os produtos desenvolvidos para os humanos podem ser tóxicos aos animais.

Como nós, eles também têm problemas orais (doenças periodontais e outras) como:

1.      Placa bacteriana é o acúmulo de restos de alimento nos dentes, mais comumente chamada de tártaro (que ao fermentarem liberam compostos com enxofre, o responsável pelo mau cheiro). É importante lembrar que não é a quantidade de tártaro que indica a gravidade da doença. Em qualquer grau, a doença periodontal deve ser tratada; o acúmulo de placa pode ser o responsável pelos demais problemas que podem ocorrer!

2.      Cárie é uma infecção que geralmente ocorre no colo do dente, junto à gengiva;

3.      Gengivite é a inflamação da gengiva, que fica vermelha e inchada;

4.      Estomatite é a doença ou inflamação que ocorre na cavidade bucal, por exemplo, as aftas;

5.      Exposição de raiz dentária, causada pelo acúmulo das placas bacterianas, que gera muita sensibilidade e dor.

Todos esses problemas podem causar, além do mau hálito, a perda de apetite, fraturas dentárias, perda dos dentes, até doenças mais sérias que podem comprometer órgãos vitais como o coração, os pulmões, o fígado e os rins.

Anualmente deve ser feita uma visita ao médico veterinário de confiança para avaliação da saúde bucal de seu gato. Mas se notar algum tipo de alteração nos dentes, gengiva ou qualquer outra parte da boca, seja na coloração, aumento do volume, sangramento ou mau hálito, você deve procurá-lo rapidamente. Só ele poderá avaliar corretamente o problema e indicar o melhor tratamento para seu gatinho.

VERMINOSES DOS FELINOS

POSTADO POR M.V. RAQUEL REDAELLI.

Adaptado dos sites

http://www.webanimal.com.br e http://homeopatas.blogspot.com.br

O CONTROLE DE VERMINOSE NOS ANIMAIS DE ESTIMAÇÃO É ESSENCIAL PARA A SAÚDE DELES E PARA A NOSSA! 

Verminoses são doenças causadas por vermes que se alojam principalmente nos intestinos, mas que também podem afetar outros órgãos como esôfago, estômago, coração, pulmões, rins e fígado. Os danos decorrentes da infestação dependem de diversos fatores, como a carga parasitária, a idade do animal, as condições imunológicas, o ambiente em que vive, as condições de higiene e manejo e o curso concomitante com outras doenças.

As infecções podem apresentar sintomas leves como apetite caprichoso, perda de peso, tristeza, aumento de volume abdominal, pelos opacos, fezes moles, coceira anal ou sintomas mais acentuados que demonstram o comprometimento mais sério de um ou mais sistemas orgânicos como anorexia completa, diarréias severas com sangue e/ou muco, vômitos, desidratação, anemia, ascite (barriga d’água), obstrução de orgãos ocos (estômago, intestino, esôfago e coração), artérias e veias, assim como intoxicações proporcionadas por toxinas produzidas pelos parasitas ou pela sua ação direta sobre tecidos e mucosas.

Muitas doenças sistêmicas ou dermatológicas têm insucesso no tratamento devido ao animal estar parasitado. Ainda, são problema de saúde pública, pois podem contaminar o homem (especialmente crianças). Aqui serão citados os mais comuns:

Toxocara sp. e o Toxascaris leonina são áscaris encontrados principalmente nos filhotes.  São vermes brancos e longos, que podem ser vistos nas fezes e em vômitos. No homem, a infecção é associada a lesões no fígado, rins, pulmões, cérebro e olhos.

O Ancylostoma tubaeforme pode ser adquirido pela ingestão de água ou alimentos contaminados e pela penetração das larvas através da pele. Os vermes adultos alimentam-se da mucosa intestinal, resultando em hemorragias. Os animais perdem sangue continuamente.

Dipylidium caninum é um cestóide adquirido através da ingestão de pulgas contaminadas. São parecidos com “grãos de arroz”, visualizados nas fezes ou ao redor da região anal do gato. O controle efetivo de pulgas previne a infestação.

O diagnóstico de todas essas espécies de vermes é feito através do exame de fezes ou visualização e reconhecimento dos mesmos. A vermifugação não precisa ser feita somente quando o animal estiver infectado, pode-se instituir uma rotina preventiva, fazendo tratamento 2 vezes ao ano, em todos animais e pessoas da casa. O ideal é realizar um exame parasitológico de fezes 2 vezes ao ano, e fazer o tratamento caso necessário, evitando, assim, uso desnecessário de medicamentos. O médico veterinário pode orientá-lo em relação aos medicamentos a serem utilizados para os gatos, dose e frequência.

Além dos vermes citados, é comum as infecções por protozoários, também transmissíveis ao homem (e vice-versa) que não são tratados com os vermífugos comuns, e sim com antibióticos específicos. O tratamento deve ser prescrito por médico veterinário. Esses protozoários são a Giárdia e o cisto Isóspora.

Giardia sp pode causar diarréia em filhotes ou fezes de coloração esverdeada ou com sangue em gatos adultos. O Isospora sp pode causar diarréia líquida e com sangue em animais jovens. Associado a outras doenças como as viroses, os protozoários podem agravar o quadro clínico do animal.

INTOXICAÇÃO EM FELINOS

Postado por M.V. Raquel Redaelli

NUNCA MEDIQUE SEU GATO SEM ORIENTAÇÃO MÉDICA!  O maior número de intoxicações em gatos estão relacionadas ao fornecimento de paracetamol e ao uso de produtos para pulgas não indicados para gatos! Muito cuidado também com plantas e alguns alimentos.

As intoxicações em animais domésticos ocorrem principalmente no ambiente doméstico. A maioria dos acidentes com gatos ocorre pelo desconhecimento dos proprietários que acabam colocando o animal em contato com produtos ou medicamentos tóxicos.

Os gatos são mais seletivos que os cães com sua alimentação, além de recusarem alimentos que apresentem um odor que não lhes agrade. Porém os gatos apresentam peculiaridades metabólicas que podem favorecer um quadro de intoxicação quando comparados a outras espécies animais, pois apresentam deficiência relativa na conjugação de substâncias (e os medicamentos podem ficar mais tempo no organismo do gato) e apresentam maior susceptibilidade a sofrer lesões oxidativas nos eritrócitos (causando anemias hemolíticas). Além disso, possuem o hábito de lambedura, que provoca a ingestão de produtos que estão na pele ou no pelo.

Alguns medicamentos intoxicam somente se forem administrados em dose alta ou em espaço de tempo menor do que o indicado. Enquanto outros, intoxicam com uma única e pequena dose.

Em gatos os principais sintomas se intoxicação são apatia, dilatação ou contração das pupilas, convulsões ou outros sinais neurológicos (incoordenação, mudança de comportamento, etc.), podendo ocorrer também vômito e diarréia.

É importante levar o gato intoxicado ao veterinário imediatamente e informar o máximo sobre: onde vive o animal, onde fica a maior parte do dia, quem cuida e está mais tempo com ele, se o local onde vive passou por reformas, pinturas, se costuma mexer no lixo, que produtos de limpeza utiliza, se faz uso de inseticidas e quais, se o local sofreu dedetização, etc.

MEDICAMENTOS HUMANOS QUE NUNCA DEVEM SER DADOS / UTILIZADOS PARA GATOS: paracetamol (Tylenol), diclofenaco (Cataflan), ibuprofeno (Alivium), fenazopiridina (Piridium), ácido mefenâmico (Ponstan), Fleet Enema.

PRODUTOS VETERINÁRIOS QUE NÃO DEVEM SER USADOS EM GATOS: monosulfureto de tetraetiltiuran (em sprays para uso tópico contra dermatites), benzocaína (em cremes de uso tópico para dermatites), azul de metileno (no spray “azulão”), hexaclorofeno (em shampoos antissépticos), carbamato (em remédios contra pulgas).

MEDICAMENTOS QUE DEVEM SER USADOS COM CAUTELA: antiinflamatórios não esteroidais em geral (cetoprofeno, meloxican), ácido acetil salicílico (AAS, aspirina).

ALIMENTOS QUE NÃO PODEM SER DADOS PARA GATOS: alho, cebola, chocolate (mesmo que não seja puro nem cru). 

OUTROS PRODUTOS (evitar contato direto e retirar os animais do local da aplicação): produtos de limpeza, adubos, agrotóxicos, produtos químicos (tinta, solventes, etc), cloro.

PLANTAS TÓXICAS: ciclame, hera, lírio da paz, jibóia prateada, cheflera, sagu de jardim, mamona, amarílis, espirradeira, folha de veludo, tulipas, azaléia, maconha, teixo, samambaia, renda portuguesa, espada de São Jorge, comigo-ninguém-pode.

PRIMEIRAS MEDIDAS EM CASO DE INTOXICAÇÃO

1. Retirar restos da substância do animal.

2. Guardar a embalagem do produto (vazia ou com resíduo) para identificação posterior.

3. Ligar imediatamente para o Centro de Informação Toxicológicas (CIT http://www.cit.rs.gov.br/  0800 721 3000).

4. Procurar um Médico Veterinário.

MANEJO DOS GATOS INFECTADOS POR FIV/FeLV

Adaptado do site http://medfelina.blogspot.com.br, do M.V. especialista em felinos Reginaldo Pereira, de Fortaleza, Ceará. 

A decisão sobre o tratamento ou eutanásia do paciente quando há o diagnóstico de infecção pelos vírus FIV e FeLV não deve-se basear somente na presença do vírus. Outros fatores devem ser avaliados, como o quadro clínico geral do paciente, doenças concomitantes, condições do proprietário (psicológicas,financeiras…) e fatores ambientais, dentre outras intercorrências.

De acordo com vários estudos, geralmente um animal positivo para estas retroviroses pode viver por alguns anos, com os devidos cuidados, podendo até a sucumbir por outras causas não-relacionadas. Um FIV-positivo possui uma expectativa de vida em média de 5 a 8 anos após o diagnóstico. Um FeLV-positivo vive de 2,5 a 3 anos após o diagnóstico, e claro que em casos de dupla infecção essa expectativa diminue bastante.

Os gatos infectados não podem ter acesso à rua, devem ser mantidos confinados. Assim, evita-se a contaminação de outros animais, mas também previne o soro-positivo da exposição a agentes patogênicos, principalmente bactérias e ectoparasitas do meio externo. 

Uma boa nutrição é fundamental, baseada em rações felinas de qualidade, água abundante e filtrada, devendo-se evitar dietas caseiras a base de carne ou leite.

O programa de controle de ecto e endoparasitas (pulgas, ácaros, vermes intestinais, etc) deve ser frequente, visto as doenças que eles podem desencadear.

O veterinário deve ter o cuidado de marcar e incentivar os retornos periódicos destes pacientes. O exame clínico deve ser cuidadoso, dando maior atenção ao sistemas mais predispostos, como a cavidade oral, linfonodos, pele, cavidade torácica, segmentos anteriores e posteriores dos olhos e sistema nervoso. O perfil hematológico também é importante, devido às alterações comuns causadas por estas enfermidades, que precisam ser logo detectadas. Além de bioquímica sérica, conhecendo-se os perfis renais e hepáticos, e a urinálise, que nunca deve ser esquecida.

A vacinação destes animais é indicada para evitar infecções nesses pacientes, que são imunossuprimidos. Acredita-se que a resposta imune em relação à imunização é semelhante em soro-positivos e não-infectados, mas o recomendado é não usar vacinas com vírus vivos-modificados, e sim vacinas de vírus inativado. O programa de imunização deve conter apenas vacinas essenciais para o determinado paciente. (informação adicionada por M.V. Raquel Redaelli)

O tratamento baseia-se na prevenção e na cura das infecções oportunistas. Drogas imunosupressoras devem ser utilizadas com cautela, somente se necessárias. Cada caso é um caso, mas os imunoestimulantes são conhecidamente benéficos, como o interferon alfa humano e o interferon felino(ainda não disponível no Brasil). Os anti-retro-virais (lamivudina e zidovudina – AZT) beneficiam bastante os pacientes, com melhoras visíveis na sintomatologia, principalmente nas lesões orais e neurológicas. Porém, indica-se a utilização somente quando o gato apresenta sinais clínicos de doenças.

QUANDO TESTAR O GATO PARA FIV E FELV


Postado por Raquel Redaelli, Médica Veterinária.

 

O FIV (vírus da imunodeficiência felina) e o FeLV (vírus da leucemia felina) são doenças muito prevalentes causadas por vírus, específicas de gatos, transmitidas através do contato com gatos infectados, responsáveis por depressão do sistema imune e doenças associadas. Estas doenças não possuem cura.

O gato com FIV pode viver muitos anos sem manifestar sinais clínicos da doença. As doenças associadas podem aparecer em mais de 8 anos após o contágio, e incluem infecções oportunistas, doenças da cavidade oral, neoplasias, doenças oculares, doença renal inespecífica ou síndrome degenerativa crônica (leia mais em “Conheça a AIDS Felina” – https://blogfelino.wordpress.com/2011/08/05/186/).

Já os gatos com FeLV apresentam doenças relacionadas principalmente à anemia, leucemia e neoplasias, além de sinais semelhantes aos encontrados em gatos com FIV, aparecendo os sinais clínicos no máximo 3 anos após a contaminação e causando o óbito do gato em até 3 anos após o aparecimento dos sinais clínicos.

O diagnóstico é feito através de kits comerciais (IDEXX) que detectam anticorpos de FIV e antígenos de FeLV através do método ELISA (ensaio imunoenzimático), teste rápido e específico que pode ser realizado na clínica. Outros métodos podem ser realizados para confirmar o diagnóstico, enviados a laboratórios de análises clínicas.

O teste é importante em gatos doentes, para auxiliar no diagnóstico, mas também é muito importante para separar gatos portadores de outros gatos, diminuindo a disseminação dessas doenças que são um desafio para o Médico Veterinário na tentativa de dar qualidade de vida e tempo de sobrevida aos pacientes, uma vez que não há cura.

QUANDO É INDICADO TESTAR OS GATOS PARA FIV E FELV:

1. Gatos adotados provenientes da rua, de abrigos ou de criatórios de gatos.

2. Gatos jovens com neoplasias ou anemia.

3. Gatos com doenças crônicas recorrentes.

4. Gatos com lesões na cavidade oral.

5. Gatos com infecções aparentemente descomplicadas que não respondem bem ao tratamento.

6. Gatos que tem acesso à rua.

7. Gatos que vivem em abrigos de gatos.

8. Gatos de criatórios de raça devem ser comprovadamente negativos antes da venda.   

PERITONITE INFECCIOSA FELINA (PIF)

POSTADO POR M.V. RAQUEL REDAELLI

A Peritonite Infecciosa Felina (PIF) ocorre em gatos portadores do Coronavírus Entérico Felino. Porém, apenas10 a30% dos gatos portadores irão desenvolver a doença, pois depende da ocorrência de uma mutação desse vírus. (foto ANDA – Agência de Notícias de Direitos Animais)

A maioria dos gatos já teve contato com esse vírus, que é eliminado principalmente pelas fezes, mas também por saliva e urina. Muitos deles conseguem fazer uma boa resposta imune humoral e celular e eliminar o vírus. No entanto, muitos outros, especialmente em locais com aglomerados de gatos (abrigos, gatis, etc) o contato é constante, e a chance de se tornarem portadores é grande.

O mecanismo que faz o vírus sofrer mutação ainda é pouco conhecido. Sabe-se que, dependendo se a resposta imune celular for parcial ou fraca, o gato desenvolve a forma seca ou efusiva da doença, respectivamente. É uma doença imunomediada. Os fatores de risco são a superpopulação, desnutrição, doenças infecciosas crônicas, FIV, FeLV e tratamentos imunossupressores.

A fisiopatologia da doença baseia-se na ocorrência de lesões piogranulomatosas e vasculite nos órgãos do abdome e tórax, ou seja, inflamação nesses órgãos e nos vasos. Na forma efusiva ocorre o extravasamento de líquido dos vasos sanguíneos para as cavidades devido ao processo inflamatório. Nesta forma da doença, a expectativa de vida é de semanas. Na forma seca, as lesões ocorrem sem extravasamento de líquidos, porém o diagnóstico é ainda mais difícil. A expectativa de vida nesse caso é de meses.

Infelizmente, as únicas maneiras de definir o diagnóstico é através de biópsia de órgão (através de cirurgia) ou após a morte (necropsia). Quando a PIF é efusiva, a análise do líquido cavitário pode sugerir o diagnóstico. Quando a PIF é seca, o clínico precisa descartar outras patologias que cursam com sinais clínicos semelhantes. Os exames realizados in vivo são apenas sugestivos e não específicos.

Os sintomas comuns às duas formas apresentados pelos gatos são febre, anorexia, prostração,  icterícia, perda de peso e aumento de linfonodos mesentéricos. Na forma efusiva o paciente apresenta ainda distensão abdominal ou dificuldade respiratória. Na forma seca pode apresentar ainda uveíte (inflamação ocular) e alterações no sistema nervoso central. O Coronavírus Entérico é um grande causador de hepatite nos gatos.

A doença ocorre principalmente em animais jovens (até 3 anos de idade), mas também é bastante freqüente em gatos idosos (maiores de 14 anos). Ocorre nos momentos da vida em que o sistema imunológico é mais frágil. Gatos da raça Persa e da raça Bengal são geneticamente mais propensos a desenvolver a doença.

O tratamento baseia-se em reduzir a resposta imune exacerbada e fazer tratamento de suporte. Infelizmente, o óbito é inevitável em semanas a meses.

A prevenção da doença depende de evitar o contato com o Coronavírus Entérico, evitando aglomerações de gatos e fazendo limpeza rigorosa (o vírus é sensível a desinfetantes comuns). Em colônias, afastar os filhotes da mãe com 4 a 6 semanas (quando começam a usar a caixa de areia e quando os anticorpos que herdaram da mãe caem). Mães de filhotes que desenvolveram a doença devem ser afastadas da reprodução, pois geraram gatos imunologicamente debilitados.

É VERDADE QUE GATOS TRICOLORES SEMPRE SÃO FÊMEAS?

DO SITE DA REVISTA MUNDO ESTRANHO, ACESSO PELO LINK http://mundoestranho.abril.com.br/materia/e-verdade-que-gatos-de-tres-cores-so-podem-ser-femeas

Digamos que é quase verdade, já que menos de 1% dos gatos tricolores são machos e, ainda assim, frutos de uma anomalia cromossômica.

Para entender como é definida a cor da pelagem dos gatos, primeiro é preciso saber duas coisas: essa característica é herdada dos pais do animal e os genes das cores (preto, branco e amarelo) estão presentes no cromossomo X. Na reprodução, a fêmea passa para o filhote um cromossomo do tipo X e o macho pode enviar um X, dando origem a uma fêmea (XX), ou um Y, formando um macho (XY). Cada gato, portanto, tem um par de genes relativos à cor e esses genes podem ser do tipo dominante ou recessivo.

“Para uma fêmea ter três cores ela precisa possuir um cromossomo X com o gene amarelo e o outro X com o gene branco dominante”, afirma a bióloga e doutora em genética animal Edislane Barreiros de Souza, da Universidade Estadual Paulista (Unesp), em Assis (SP). No caso do macho, para ele ser tricolor, precisaria ter também dois cromossomos X (o com o gene amarelo e o com o branco), além do cromossomo Y, que o torna do sexo masculino. Isso resultaria numa aberração cromossômica. Quando tal raridade acontece, o gato tricolor (XXY) é estéril.

ZUCA

COMPLEXO RESPIRATÓRIO VIRAL FELINO (A GRIPE DOS GATOS)

        Adaptado do site da Clínica Veterinária Gatos & Gatos, no Rio de Janeiro – RJ. http://www.gatosegatos.com.br/faq.htm

A rinotraqueíte viral felina (causado pelo herpesvírus) e a calicivirose felina são as doenças respiratórias mais prevalentes dos gatos, cujos sinais clínicos freqüentemente se confundem e, por vezes tornam-se indistinguíveis. Em função disso, são reunidas num mesmo grupo, referindo-se ao complexo respiratório viral felino (CRVF).

            Os sintomas principais dos gatos com infecção aguda são febre (40°C ou mais), blefarospasmo (piscar de olhos), espirros, tosse, meneios da cabeça, secreção nasal e ocular, intensa salivação, ulcerações na língua, palato e filtro nasal, periodontite, anorexia e prostração.

     A secreção nasal mucopurulenta provoca a oclusão das vias aéreas superiores, de forma que o animal perde o olfato e passa a respirar com a boca aberta. O apetite vai diminuindo até cessar. A tosse é uma manifestação da laringotraqueíte (inflamação da laringe e traquéia). A moléstia clínica persiste no mínimo por 10 a20 dias.

          As afecções orais são lesões freqüentes e características da calicivirose,   que leva à dor e salivação intensa, motivo pelo qual eles relutam em ingerir qualquer tipo de alimento. Os animais perdem peso e desidratam facilmente, ficando suscetível às infecções bacterianas secundárias.

     A secreção ocular é de caráter seroso inicialmente, evoluindo para secreção mucopurulenta; observa-se, então um edema conjuntival e incômodo intenso. As complicações oculares podem evoluir a vários estágios, podendo chegar até uma ruptura do globo ocular com perda da visão uni ou bilateral. A infecção dos ductos lacrimais pode levar a formação de cicatrizes e oclusão dos mesmos, ocorrendo umedecimento persistente uni ou bilateral da face, causado pelo lacrimejamento.

     Na infecção crônica pelo herpesvírus, os gatos adultos podem demonstrar sinais de afecção respiratória através de espirros esporádicos e secreções nasal e ocular. A rinite e a sinusite dos seios frontais são complicações associadas ao portador crônico de rinotraqueíte em conseqüência das lesões no epitélio.

Os sinais clínicos dos gatos portadores crônicos do calicivírus são periodontite com perda precoce dos dentes, particularmente os incisivos, e escassa secreção nasal e ocular.

           A vacinação contra o CRVF precisa ser vista como uma proteção contra a enfermidade na forma severa, e não como uma proteção contra a infecção. As vacinas utilizadas são combinações, visando à proteção dos gatos contra o vírus da rinotraqueíte, calicivírus, panleucopenia e, em alguns produtos, atuando também contra os antígenos da clamidiose felina, da leucemia viral felina ou da raiva.

        As vacinas atenuadas promovem um rápido desenvolvimento da imunidade, tendo vantagem no controle de surtos, onde um grande número de animais está envolvido. A desvantagem é a replicação no hospedeiro,  podendo causar infecção e possibilidade de reversão de sua virulência. A vantagem da vacina com o vírus inativado é a segurança. O vírus inativado não se replica no hospedeiro e elimina-se a probabilidade de reversão de virulência. As vacinas inativadas são as mais indicadas para as gatas prenhes e nos felinos imunossuprimidos pela infecção pelo vírus da imunodeficiência felina. Contudo, as vacinas com o vírus inativado induzem a uma proteção curta, sendo necessárias várias aplicações, e os intervalos das revacinações são mais curtos.

  (veja também DOENÇAS INFECCIOSAS E VACINAÇÃO –  https://blogfelino.wordpress.com/2011/11/15/doencas-infecciosas-dos-gatos-e-vacinacao/)

       O controle efetivo do CRVF em populações felinas depende de uma combinação de programas de vacinação estrategicamente aplicados: quarentena, segregação, identificação e intervenção precoce, e manejo ambiental. Segregação dos animais por faixa etária, minimizando a exposição dos animais mais novos e susceptíveis aos eliminadores potenciais do vírus, como os gatos portadores assintomáticos; manutenção de um ambiente físico com baixa densidade populacional, limpo e ventilado, evitando a concentração do microrganismo.

      Para a introdução de novos gatos à população, devem-se tomar algumas medidas de proteção contra a infecção pelo CRVF. Estes devem ser isolados e avaliados para possíveis sinais de enfermidade por 3 semanas ou mais e devem ser testados para o FeLV e FIV, respectivamente. Os gatos pertencentes à colônia que apresentem sintomas respiratórios devem ser permanentemente removidos e, caso permaneçam, devem ficar em recintos separados por uma distância de 1,5 metro. Os gatinhos provenientes de mães portadoras devem se separar precocemente das mesmas, em torno das quarta ou quinta semana, idade na quais os níveis de anticorpos maternais declinam. Os felinos que apresentam sinais de doença crônica devem ser removidos ou mantidos definitivamente separados da colônia principal, bem como aqueles positivos para a infecção pelos vírus da FeLV e/ou FIV. São de fundamental importância nos abrigos e criatórios com doença respiratória enzoótica, a diminuição da densidade populacional e o aumento da renovação de ar no recinto, para que se reduza a concentração viral.

Outra forma freqüente de propagação dos vírus da RVF e CVF é a transmissão através das mãos dos tratadores, enfermeiros e médicos veterinários, além da presença do vírus nos utensílios como fômites e vasilhas sanitárias. Portanto, a lavagem rotineira das mãos é imprescindível no manejo dos felinos sob qualquer circunstância. A desinfecção do ambiente, bem como dos utensílios é indispensável para eliminação dos vírus.  No mercado brasileiro, o alvejante denominado água sanitária, na diluição de 1 litro do alvejante em 9 litros de água, é eficaz para eliminação dos vírus e não irritante para os felinos, recomendado para limpeza dos gatis, mesas ambulatoriais, comedouros, bebedouros, vasilhas sanitárias, dentre outros. As superfícies devem ser bem secas após a desinfecção, antes que o animal seja introduzido no gatil (pintura de Aldemir Martins, artista plástico).

OBESIDADE NOS GATOS

postado por M.V. Raquel Redaelli

            A obesidade nos gatos, assim como nos cães e nos humanos, é um problema sério, de difícil correção, responsável por diversas doenças, e a culpa, na maioria das vezes, é nossa, os responsáveis pela alimentação dos nossos animais.

              Os gatos domésticos se adaptaram muito bem a ter comida à disposição, e já não precisam caçar para se alimentar, apenas por diversão. Os gatos que são mantidos dentro de casa, que ganham petiscos sempre que pedem (e sabem pedir!), que seus donos não tem tempo para brincadeiras, geralmente são sedentários e o ganho de peso é inevitável.

     É considerado obeso o gato que apresenta mais de 20% do peso recomendado. Porém, jé é considerado sobrepeso quando apresenta aquela barriguinha flácida.

             A castração provoca uma alteração hormonal na qual o gato custa mais a se sentir saciado, e ao mesmo tempo, existe a tendência a ficar menos ativo. Porém, depende dos proprietário evitar que a obesidade se desenvolva.

              Começamos pelo controle da alimentação. Nos pacotes das boas rações há a indicação de quantos gramas o animal deve comer por dia. Devemos respeitar esse dado, especialmente se notamos que o animal está aumentando de peso. Quando temos mais de um gato em casa complica um pouco, mas pode-se fazer uma média do consumo diário e ver se está dentro do valor indicado, apenas cuidando que não haja dominância entre os gatos em relação à alimentação, e que um impeça o outro de comer. Se esse for o caso, pode-se servir ração no mínimo 3 vezes ao dia, individualmente para cada um, em horários determinados, para que se alimentem sob supervisão. Evite ou restrinja os petiscos e a comida caseira, e deixe água fresca sempre à vontade (https://blogfelino.wordpress.com/2011/10/12/dicas-de-alimetacao/).

       Depende de nós também estimular o gato ao exercício. Devemos enriquecer o ambiente, com prateleiras, arranhadores, pêndulos, e também interagir com o gato utilizando brinquedos, laser point, etc (https://blogfelino.wordpress.com/2011/10/02/exercicio-para-gato/).

                Gatos obesos tem tendência a desenvolver Diabetes Melito, apresentar problemas de constipação e obstipação (retenção de fezes), doenças urinárias, doenças articulares, doenças respiratórias crônicas, hipertensão e problemas dermatológicos. E ainda, se deixarem de se alimentar por algum motivo, o risco de desenvolvimento de Lipidose Hepática é eminente, podendo causar a morte do animal (https://blogfelino.wordpress.com/2011/12/01/lipidose-hepatica-felina/).

             Faça a sua parte para evitar a obesidade. Se o seu gatinho está obeso, procure o médico veterinário para fazer um programa de redução de peso para ele, indicando a melhor ração e a quantidade correta.  O emagrecimento deve ser gradativo, em torno de 1% do peso por semana, para que emagreça com saúde. Existem rações especiais para perda de peso, indicadas para obesidade e as rações light, indicadas para manutenção.

       Resumindo, alimentação adequada e exercício físico previnem e combatem a obesidade. Essa fórmula todo mundo já conhece! Basta ter força de vontade para por em prática!

ADOTEI UM GATINHO: O QUE DEVO SABER?

Postado por M.V. Raquel Redaelli.

Ao final do texto, links relacionados, que aprofundam diversos assuntos citados aqui.

Se você adotou ou quer adotar um gatinho, e é o seu primeiro animal de estimação, muitas dúvidas vão surgir, e serão esclarecidas com a convivência. Se a sua decisão foi por um gato, você primeiro deve conhecer a personalidade desta espécie e saber como eles se relacionam conosco, para não ficar decepcionado depois. Muitas vezes as pessoas querem ter gato por sua higiene e agilidade, mas querem que ele seja dependente e comportado como um cão. É possível educar os gatos, mas é inevitável que até que isso aconteça, ele estrague móveis afiando suas unhas e também é inevitável a presença de pelos espalhados pela casa. Mas tudo pode ser amenizado. Em contrapartida, ter gatos é apaixonante  e viciante. Você já reparou que dificilmente uma casa tem apenas um gato? Eles são limpos, companheiros, divertidos, habilidosos… Podemos passar horas observando suas atitudes: dormem muito, tomam banhos sozinhos (com sua língua), caçam insetos e presas imaginárias, pedem carinho e ronronam, enfeitam as nossas janelas…. (1) (imagem Simon’s Cat)

É mesmo um gato que você quer? Ótima escolha, certamente não vai se arrepender!

Começamos escolhendo a raça (2): gatos de pelo longo perdem menos pelos, mas exigem maiores cuidados com a pelagem, como escovação, banhos, tosas, etc, além de terem maior predisposição a problemas de pele (3). Os persas, por exemplo, em geral, são gatinhos muito dóceis, mas também mais pacatos; gatos de pelo curto perdem mais pelo, e existem inúmeras raças, com comportamentos diversos. Adotar um gato sem raça definida tem vantagens e desvantagens: as vantagens são mais numerosas, sabemos que todos os gatos atingem mais ou menos o mesmo tamanho, que apresentam fisionomia parecida, e que estamos ajudando um animalzinho abandonado, já que existem tantos por aí, além de não precisar pagar pelo bichinho; a desvantagem é não conhecer previamente as características comportamentais, e podemos nos deparar com um gatinho mais arisco. Porém, dependendo da idade que adotamos, essas características já estão presentes (4).

Podemos também escolher o sexo: em relação à docilidade não difere, depende da personalidade; os machos tendem a demarcar território a partir da puberdade (urinam pela casa) e desejam sair às ruas para namorar e também brigar por território e por fêmeas; as fêmeas entram no cio diversas vezes ao ano, e cada cio é um escândalo (miam muito). Porém, o ideal é sempre castrar nossos filhotes, para diminuir esse comportamento indesejado, prevenir doenças e evitar gestações indesejadas e mais animais abandonados no mundo! Estando castrados, nada disso acontece (5).

Levando o gatinho para casa:

# Providencie uma caixa de plástico para ser o banheiro do gato, nela vai conter areia sanitária (produto especial para gatos). É bom ter 2 caixas, de preferência em local distinto, e quando houver mais de um gato, ter uma caixa além do número de gatos. Coloque areia sanitária até atingir mais ou menos 4 cm, ou então coloque uma folha de jornal em baixo e pequena quantidade de areia sobre ela, apenas para incentivar o gato a fazer ali, pois gosta de cavar. Retire os resíduos todos os dias, ou sempre que ele utilizar, utilizando uma pá plástica. Tem gato que não usa a caixa se estiver suja, e vai fazer fora ou ficar segurando, causando problemas de saúde (6). Deixe as caixas a pelo menos 1 metro de distância da água e comida. Troque todo o conteúdo de areia e lave bem a caixa pelo menos uma vez ao mês (imagem Simos’s Cat).

# Procure dar ração de boa qualidade, especialmente quando filhote, pois vai refletir no desenvolvimento e na saúde quando adulto. Gatos comem diversas vezes ao dia, então deixe ração disponível ou ofereça pelo menos 3 vezes ao dia. Deixe água sempre limpa, fresca e à vontade. Gatos gostam de água corrente e de recipientes amplos (7 e 8).

# Gatos adoram subir nas janelas e guarda-corpo de sacadas, e lá se distraem e podem cair. Cuidado! Coloque telas de proteção (aquelas para crianças) ou mantenha tudo fechado (9).

# O gato vai escolher seus locais preferidos da casa, mas eles adoram deitar sobre panos e cobertores. Você pode deixar alguns pela casa especialmente para ele, principalmente em cima do sofá e da cama (a imagem ao lado é intitulada “Gatos entre livros”, de Izabel Benavides, artista plástica).

# Providencie arranhadores e coloque em locais estratégicos da casa, de fácil acesso. Se ele arranhar o sofá, coloque ao lado do sofá. Alguns gatos gostam de arranhar na vertical, outros na horizontal. Mantenha as unhas do gato aparadas, para diminuir os estragos.

# Gatos adoram brincar. Providencie brinquedos como ratinhos de pelúcia, bonequinhos com penas, etc, mas eles se divertem muito com coisas do cotidiano, como bolinhas de papel, atilhos, laser point… (10) Cuidado com fio dental e fios de lã, com e sem agulhas, pois eles podem ingerir e ficar trancado no intestino (imagem Simon’s Cat).

# O gatinho deve receber vermífugo e vacinas. Procure um médico veterinário para garantir a saúde do seu bichano (11).

# Se o gato tiver acesso à rua, esteja consciente de que o risco de acidentes e de doenças contagiosas é muito maior (11). Neste caso, utilize uma coleira com o seu telefone caso ele se perca e peça para seu veterinário microchipar o animal, para ajudar na sua localização. Gatos podem aprender a passear utilizando coleiras do tipo peiteira, mas deve ser ensinado aos poucos, e o passeio deve ser em local calmo e sem cães.

# Providencie uma caixa de transporte para ele. Será muito útil quando precisar levá-lo ao veterinário, pois eles se sentem mais seguros lá dentro, e também diminui o estresse no transporte e o risco de fugas. Você pode deixar a caixa aberta dentro de casa com um paninho dele para que se acostume a entrar e ficar tranquilo.

# Procure saber onde há atendimento 24 horas na sua cidade e tenha o número do seu veterinário de confiança, caso aconteça alguma coisa com o gatinho.

Se você já tem gatos e quer introduzir um novo membro na casa:

Garanta que o novo gatinho está saudável, lembre-se que existem doenças infecciosas que são silenciosas e que podem ser transmitidas (especialmente FIV e FeLV). Deixe-o separado dos outros por algumas semanas e procure o médico veterinário para um check up.

Para introduzir um novo membro deve ser feito uma adaptação, para que eles se aceitem melhor e não tenham problemas de convivência. Mantenha-os em locais separados, até que não se incomodem mais com a presença do outro pelo cheiro através da porta; então, prenda o novo numa caixa de transporte e deixe-a no ambiente para que o antigo cheire através da grade (faça isso por alguns momentos do dia, diversos dias, até que o antigo já não se incomode mais); após, você pode pensar em soltar o gatinho alguns momentos do dia e então definitivamente (imagem Simon’s Cat).

Seja feliz com o novo membro da sua famíla!!

LINKS DO BLOG FELINO RELACIONADOS:

1. O GATO COMO ELE É  https://blogfelino.wordpress.com/2012/01/22/o-gato-como-ele-e/

2. GATOS DE ESTIMAÇÃO: DIFERENÇA ENTRE RAÇAS https://blogfelino.wordpress.com/2011/08/08/195/

3. QUEDA DE PELOS NOS GATOS https://blogfelino.wordpress.com/2012/02/26/queda-de-pelos-nos-gatos-e-normal/

4. COMPORTAMENTO FELINO https://blogfelino.wordpress.com/2011/12/15/comportamento-felino/

5. BENEFÍCIOS DA CASTRAÇÃO https://blogfelino.wordpress.com/2011/07/15/131/

6. DOENÇAS URINÁRIAS DOS FELINOS https://blogfelino.wordpress.com/2011/10/05/doencas-urinarias/

7. DICAS DE ALIMENTAÇÃO PARA GATOS https://blogfelino.wordpress.com/2011/10/12/dicas-de-alimetacao/

8. COMPORTAMENTO ALIMENTAR DOS GATOS https://blogfelino.wordpress.com/2012/02/05/comportamento-alimentar-dos-gatos/

9. “GATO PARAQUEDISTA”: POR QUE OS GATOS CAEM DAS JANELAS? QUAIS AS CONSEQUÊNCIAS DA QUEDA? https://blogfelino.wordpress.com/2011/11/20/gato-paraquedista-porque-os-gatos-caem-das-janelas-quais-as-consequencias-da-queda/

10. EXERCÍCIO PARA GATO? https://blogfelino.wordpress.com/2011/10/02/exercicio-para-gato/

11. DOENÇAS INFECCIOSAS DOS GATOS E VACINAÇÃO https://blogfelino.wordpress.com/2011/11/15/doencas-infecciosas-dos-gatos-e-vacinacao/

PANCREATITE EM FELINOS

Adaptado e complementado do site ttp://medfelina.blogspot.com, do M.V. especialista em felinos Reginaldo Pereira, de Fortaleza, Ceará. 

               Pancreatite é o nome dado aos processos inflamatórios e infecciosos que acometem o pâncreas, órgão responsável pela produção de enzimas para a digestão dos alimentos (pâncreas exócrino) e pela produção de hormônios responsáveis pelo controle dos níveis de açúcar no sangue (pâncreas endócrino). 

O sistema digestório dos felinos apresenta a particularidade anatômica de que o ducto biliar (que secreta conteúdo proveniente do fígado e da vesícula biliar) e o ducto pancreático (que secreta enzimas proveniente do pâncreas) se unem antes de desembocar no duodeno (porção cranial do intestino), e assim uma inflamação ou infecção hepática ou intestinal podem levar o pâncreas a um processo inflamatório agudo ou crônico, ocorrendo a chamada Tríade Felina. Portanto, animais com um quadro de lipidose  hepática (https://blogfelino.wordpress.com/2011/12/01/lipidose-hepatica-felina/) e doença intestinal inflamatória (https://blogfelino.wordpress.com/2012/02/09/doenca-intestinal-inflamatoria-dos-felinos/) sempre devem ser avaliados para pancreatite. Traumas, neoplasias, infecções e processos inflamatórios são os responsáveis mais comuns pela pancreatite nos felinos.

               Os sintomas diferem em relação à pancreatite canina. Vômitos e dor abdominal não são comuns. A apatia é um sintoma marcante e bem pronunciado, seguido de anorexia e hipotermia. Outros sintomas podem ser encontrados: diarréia, icterícia (mucosas amareladas), ascite (líquido abdominal livre), dispnéia (dificuldade respiratória), desidratação, agressividade e febre.

O diagnóstico não é simples. Uma ultrassonografia abdominal é sempre indicada, porém uma imagem pancreática normal não exclui a doença. Radiografia é muito pouco útil nestes casos. O perfil hematológico e bioquímico pode demonstrar alterações inespecíficas. As enzimas hepáticas quase sempre estarão aumentadas. A amilase e lipase não possuem importância diagnóstica, entretanto alguns autores afirmam que um valor aumentado destas em um liquido ascítico, em relação à concentração plasmática, sugere a uma pancreatite. Os testes mais sensíveis e específicos são os de Imunorreatividade da lipase e do tripsinóide sérico, mas de difícil acesso à maioria dos clínicos. Hoje tempos disponível um exame, que pode ser realizado na clínica, que detecta a Lipase Pancreática Felina, enzima que, quando aumentada, indica a presença da doença (snap test fPL Felino Idexx – Lipase Pancreática Felina).

               O tratamento baseia-se nos cuidados emergenciais, principalmente em assegurar equilíbrio hidroeletrolítico, usando-se a fluidoterapia endovenosa; limitar a translocação bacteriana, administrando-se antibióticos; o uso de corticóides é discutido, mas pode ser útil na inibição da produção e liberação de mediadores da inflamação. Normalmente não se preconiza o jejum em gatos,diferentemente de humanos e cães. A exceção é se o vômito está presente.

Por último, cuidado com pacientes diabéticos, pois acredita-se que são sempre candidatos à pancreatite.

QUEDA DE PELOS NOS GATOS: É NORMAL?

Postado por Luciana Marchioro, Médica Veterinária Dermatóloga (especialização em Dermatologia Veterinária). Atua em Caxias do Sul.

É comum nós, Médicos Veterinários, nos depararmos  com a seguinte pergunta: “meu gato está perdendo muito pelo, é normal?”. Pois esta é uma indagação de difícil resposta, principalmente sem uma avaliação clinica e exames complementares

Uma consulta dermatológica detalhada poderá classificar esta perda de pelos de acordo com a intensidade,  quantidade,  localização (se é generalizada ou em pontos isolados, caracterizando alopecia), também averiguando a qualidade da alimentação, estado nutricional, estação do ano, idade, condição de saúde geral do gatinho, pois a pele e os pelos são o espelho da saúde interna… Estes são alguns pontos que determinam se a queda de pelo é fisiológica (normal) ou se está relacionada a alguma doença de pele.

A raça influencia muito nesta perda, pois ao contrário do que a maioria das pessoas pensam, gatos de pelos longos perdem MENOS pelos que os gatos de pelos curto. Isso ocorre pois os pelos longos apresentam um ciclo de crescimento e renovação mais demorado que a dos animais de pelo curto. Quando o pelo alcança o tamanho determinado pela raça, ele cai, crescendo outro em seu lugar.

A época do ano e a temperatura ambiente tem grande influência na troca da pelagem. Os gatos costumam perder mais pelo em épocas de calor. No nosso país, onde temos picos de calor diversas vezes ao ano, a queda por esse motivo se torna praticamente constante.

E deve-se lembrar que em situações de estresse, como manipulação indesejada, presença de outros animais, saídas de casa, etc, assim como em situações de doença, desnutrição e geriatria, o gato tende a perder mais pelo que o considerado normal, sem apresentar alguma alteração na pele que justifique.

Existem outros fatores considerados patológicos, ou seja dermatopatias (doenças de pele) que devem ser descartadas quando há a queixa de queda excessiva de pelos. Alguns exemplos são alopecia auto-infligida, alopecia psicogênica                   (leia sobre esse tema em https://blogfelino.wordpress.com/2012/01/11/alopecia-psicogenica-felina/),  dermatofitose, alopecia por diluição da cor, displasias nutricionais ou congênitas do pelo, tricomicose, tricorrexe nodosa, defluxo telogênico, alopecia  endócrina, distúrbios pigmentares  do crescimento do pelo, entre outras.

Quando notar uma perda excessiva de pelos que o incomode,  ou qualquer outra alteração na pele e pelagem do animal, o clínico veterinário deve fazer uma avaliação aprofundada, afim de esclarecer a causa para o problema.

Se a queda de pelos for diagnosticada como fisiológica (normal e esperada), é indicado que o gatinho seja escovado (utilizando escova especial para gatos) diariamente, para remover o excesso de pelos soltos, evitando assim que os pelos caiam pela casa e, principalmente, evitando a ingestão excessiva de pelos pelo gato durante sua higiene pessoal, que ocasiona o acúmulo e eliminação de “bolas de pelo”, que podem causar problemas a longo prazo ao gatinho (leia mais sobre bolas de pelo em https://blogfelino.wordpress.com/2012/01/17/bolas-de-pelos-dos-gatos/).

Imagens deste post: site http://www.osgatos.com.br e medfelina.blogspot.com

DOENÇAS CARDÍACAS DOS FELINOS

Por M.V. Rafaela Fontana. Atendimento em Cardiologia a Pequenos Animais na Vila Animal Clínica Veterinária, localizada no bairro Colina Sorriso, em Caxias do Sul (fone 3021.1572).

Assim como os cães, os gatos apresentam doenças cardíacas graves. Porém diferente dos cães, os gatos não costumam manifestar sinais clínicos que indiquem a presença de doenças. Normalmente, a descoberta da doença cardíaca nos gatos é tardia e com lesões irreversíveis.

Alguns sinais observados, geralmente quando a doença já está muito avançada, incluem dificuldade respiratória, aumento na freqüência respiratória, fraqueza, apatia, anorexia, paralisia ou paresia dos membros posteriores e morte súbita.

Em virtude da demora na apresentação dos sinais de doença, estas geralmente são descobertas pelo médico veterinário durante os exames de rotina. A ausculta de um sopro ou arritmia cardíaca em um gato é motivo para uma avaliação cardiocirculatória do paciente. Por isso, é muito importante que os felinos com até 8 anos de idade sejam levados ao veterinário pelo menos uma vez ao ano para check up, e aqueles maiores de 8 anos, duas vezes ao ano.

Alguns exames estão disponíveis para auxiliar na detecção dessas doenças, como eletrocardiograma (ECG), ecocardiografia e raio X. As doenças cardíacas não tem cura, porém, a partir do diagnóstico, é possível fazer o controle da doença e ajudar a prolongar a vida dos nossos gatos.

A alteração mais comuns é a cardiomipatia hipertrófica, mas encontra-se também a cardiomiopatia dilatada e a restritiva. Todas causam problemas a médio e longo prazo.

A causa das doenças ainda não é conhecida, porém a substituição nos últimos anos de comida caseira por ração industrializada, fez com que houvesse diminuição nas doenças cardíacas decorrentes da deficiência de taurina, pois nos alimentos comerciais há a suplementação desse aminoácido. As doenças cardíacas também podem estar relacionadas a quadros de hipertireoidismo e hipertensão.

Estar sempre atento às mudanças de comportamento, oferecer ração de qualidade e fazer exames de rotina são cuidados que permitem prolongar e melhorar a vida dos felinos, proporcionando que possam aproveitar da vida familiar por mais tempo em companhia do dono, de maneira saudável.

SÍNDROME CHOQUE EM FELINOS

Por M.V. Raquel Redaelli, baseado em monografia apresentada à Faculdade de Veterinária da UFRGS como requisito parcial para obtenção da Graduação em Medicina Veterinária.

Teve como orientador o prof. Rafael Stedile (POA, RS) e co-orientador o Dr. Rodrigo Cardoso Rabelo, Médico Veterinário Intensivista (Belo Horizonte, MG).

A síndrome choque é uma condição clínica grave presente na rotina clínica de pequenos animais, responsável por alto índice de óbito. O sucesso na abordagem ao paciente em choque requer estudo, conhecimento da fisiopatologia da síndrome e experiência do clínico quanto aos procedimentos a serem realizados.

Os felinos apresentam anatomia e resposta fisiológica diferente dos cães, porém este fato é desconhecido pela maioria dos clínicos. Desta maneira, os sinais clínicos e a conduta terapêutica também diferem dos cães. O cão responde à hipovolemia com taquicardia compensatória, enquanto que os gatos apresentam bradicardia (baixa frequência cardíaca), que associado à hipotensão (baixa pressão arterial) e a hipotermia (baixa temperatura corporal), compõem a tríade da morte dos felinos.

É de extrema importância conhecer as diferenças na resposta à síndrome nas diferentes espécies, para otimizar o atendimento, direcionando a terapêutica e a monitoração a pontos específicos, visando o sucesso na intervenção clínica.

O clínico deve ter em mente que a distinta resposta dos felinos está relacionada ao pior prognóstico em quadros de choque; por isso a detecção e intervenção precoce tornam-se ainda mais importantes quando se trata dos gatos, nos quais a “hora de ouro” dos atendimentos emergenciais é resumida em “cinco minutos de ouro”. É possível obter bons resultados quando for realizado o tratamento eficiente e imediato em estágios iniciais da síndrome; no entanto, a abordagem tardia, mesmo que adequada, pode ser ineficaz devido ao avanço do quadro clínico.

Aos proprietários de gatos, essa informação é importante para frizar a importância de procurar por um atendimento veterinário rapidamente quando observar alterações no animal ou em caso de acidentes, para dar mais chances à sua recuperação.

Disponível na íntegra no site do Intensivet, no link  http://www.intensivet.com/publicacoes/CHOQUE%20EM%20FELINOS%20copia.pdf

desenho: Matias Vazquez

DOENÇA INTESTINAL INFLAMATÓRIA DOS FELINOS

Por M.V. Raquel Redaelli. Baseado na monografia apresentada como requisito parcial para conclusão da Residência em Clínica Médica de Pequenos Animais da UFRGS.

A doença intestinal inflamatória (DII) constitui um grupo de distúrbios gastrintestinais crônicos e idiopáticos (sem causas definidas) causados pela infiltração de células inflamatórias normais na mucosa do trato gastrintestinal. O sinal clínico mais comum em gatos com DII é o vômito crônico intermitente; alguns pacientes podem apresentar diarréia, perda de peso, letargia e alterações no apetite. A sintomatologia se caracteriza por cíclica, marcada por exacerbações e remissões espontâneas dos quadros clínicos. Segundo a literatura, esses processos inflamatórios constituem o principal diagnóstico histopatológico em felinos que apresentam quadros crônicos de diarréia e vômito.

Diversas doenças são semelhantes clinicamente com DII e o diagnóstico é de exclusão. Assim, em gatos suspeitos, todos os diagnósticos diferenciais devem ser excluídos. O diagnóstico definitivo só pode ser determinado por meio de biópsia e avaliação histopatológica da mucosa intestinal e/ou linfonodos mesentéricos alterados (realizada com a excisão de fragmentos intestinais por laparotomia). Os aspectos clínicos e histológicos da DII podem se assemelhar muito àqueles do linfoma alimentar, reforçando a importância de, ao suspeitar de DII, realizar biópsia para confirmar o diagnóstico e não comprometer o tratamento no caso de linfoma.

A terapêutica da DII baseia-se no controle dietético (rações menos alergênicas) e na administração de drogas antiinflamatórias e imunossupressoras. Terapias adjuvantes têm sido utilizadas. Todas as terapias devem ser empregadas, preferencialmente, em associação, pois assim minimizamos a ação do sistema imune sobre o trato digestivo e reduzimos sua exposição a antígenos.

COMPORTAMENTO ALIMENTAR DOS GATOS

Por M.V. JOICE PERUZZI, homeopata e especialista em COMPORTAMENTO ANIMAL. Conheça mais sobre o serviço em http://www.comportapet.com.br

O comportamento ingestivo dos felinos pode nos ajudar a entender de onde vem os mitos de que gato é seletivo, difícil de agradar, que não come qualquer coisa, etc.

Para compreender o comportamento dos gatos devemos sempre lembrar que são caçadores solitários e devem primar pela sua segurança e conforto. Por isso, ele sempre irá optar por alimentos que ele conhece e não fazem mal a ele, assim como por uma água de boa qualidade.

Esse processo de conhecimento começa com a mãe, no início do desmame, com 4 semanas. Os filhotes tendem a imitá-la na alimentação. Inicia-se também o processo de apresentação da caça, ou seja, ela traz presas (pássaros, ratos, insetos, etc.) mortas para os filhotes se alimentarem. Com o passar do tempo, começa a trazer animais semi-vivos para que eles aprendam a caçá-los e matá-los.

Sabe-se que a preferência alimentar dos felinos domésticos é traçada até os 6 meses de idade. Nesse período, é importante oferecer ao gato algumas opções de alimentação (ver texto de Dicas de Alimentação para Gatos https://blogfelino.wordpress.com/2011/10/12/dicas-de-alimetacao/) para que ele seja acostumado com uma dieta variada. Gatos muito restritivos em sua alimentação provavelmente não foram apresentados a outras formas de alimento até os 6 meses de idade, apresentando uma aversão a alimentos diferentes (neofobia). Já os gatos com dieta variada nesse período tendem a demonstrar interesse em alimentos novos (neofilia), ou seja, estão dispostos a experimentar dietas diferentes. Isso pode ser decisivo na introdução de dietas terapêuticas, por exemplo.

Os gatos adultos fazem de 9 a16 refeições ao longo do dia, por isso a alimentação deve ser feita à vontade. A ingestão de água é um tópico muito importante, já que alguns animais param de beber se a água estiver suja ou a vasilha não for adequada. Os gatos naturalmente preferem água corrente, pois é uma água que não retém impurezas, como a água parada, por isso o sucesso das fontes para gatos.

Zuca e sua fonte nova…    A gatinha da foto adora tomar água da torneia, vive pedindo. E se adaptou muito bem com a fonte (não é propaganda dessa marca, pode ser qualquer uma!). Quando ligo na tomada, ela vem correndo, e fica horas tomando!!

É importante ressaltar que, apesar de comerem vegetais, frutas, laticínios e carboidratos, os gatos são carnívoros restritivos e os aminoácidos (presentes na carne) é imprescindível para seu desenvolvimento. 

HIPERTIREOIDISMO FELINO

Por ROCHANA RODRIGUES, Médica Veterinária, Mestre em Ciências Veterinárias pela UFRGS. Proprietária da CHATTERIE CENTRO DE SAÚDE DO GATO, clínica exclusiva para felinos em Porto Alegre. http://www.chatterie.com.br


Hipertireoidismo é um quadro clínico resultante da excessiva produção e secreção de tiroxina (T4) e triiodotironina (T3) pela glândula tireóide. A maioria dos casos de hipertireoidismo é causada pelo adenoma tireóideo ou pela hiperplasia adenomatosa multinodular, afetando um ou, mais comumente, ambos os lobos da glândula tireóide. Menos de 2% dos casos ocorrem como resultado de carcinoma tireóideo funcional.

     O hipertireoidismo é a endocrinopatia mais comum em gatos nos Estados Unidos e na Europa afetando, aproximadamente, um em cada 300 gatos. A idade média para o aparecimento desta patologia é 12 anos, os efeitos do hipertireoidismo são multissistêmicos e a gravidades dos sintomas se dá pelo excesso do hormônio produzido.

      O estado hipertireoideo ocorre lentamente, além disso, os felinos mantêm ótimo apetite e permanecem ativos até a que a  perda de apetite ocorra, o que dificulta a percepção do proprietário.

           Os sintomas mais comuns são: perda de peso polifágica, ou seja, o gatinho ingere bastante alimento, mas não aumenta seu peso corporal; além disso, pêlo embaraçado, eriçado e alopecia (perda de pêlos). São relatados também poliúria e polidipsia (excesso de ingestão de água e produção de urina), vômitos e diarréia, agitação, hiperatividade, dispnéia (dificuldade respiratória) e intolerância ao calor.

               É importante lembrar que5 a10% dos gatos hipertireoideos manifestam sinais clínicos opostos e são denominados apáticos. Os felinos apresentam debilidade, depressão profunda, anorexia e flexão cervical. A presença ou ausência de um sintoma pode nem diagnosticar e nem excluir o hipertireoidismo.

         A dosagem sérica do T4 total é o melhor teste para avaliar funcionalmente a tireóide. Alguns felinos podem ter valores normais de T4 por flutuaçõo dos níveis ou por doença não-tireoidea concomitante.  É imprescindível que em felinos com níveis de T4 normais, mas suspeita de hipertireoidismo o exame seja repetido em duas semanas após.

Leia também: PRESTE ATENÇÃO AOS SINAIS DE DOENÇA DO SEU GATO blogfelino.wordpress.com/2011/12/30/105/    E DOENÇAS DO GATO IDOSO blogfelino.wordpress.com/2012/01/31/962/

DOENÇAS DO GATO IDOSO

do site da Clínica Veterinária Gatos & Gatos, no Rio de Janeiro – RJ. http://www.gatosegatos.com.br/faq.htm

               O envelhecimento é um processo inevitável e irreversível. Contudo, o estado débil atribuído ao gato geriátrico, pode ser oriundo de uma enfermidade que pode ser corrigida ou pelo menos tratável pelo médico veterinário. Deve-se diferenciar as mudanças inerentes ao processo de envelhecimento daquelas em função dos processos patológicos.

               O ciclo de vida do gato pode ser dividido em quatro estágios: filhotes – faixa etária compreendendo 6 a 8 meses; adultos – animais com 1 a 7 anos de idade; idosos – entre 8 a 12 anos; geriátricos – após os 12 anos.

               O número de gatos idosos e geriátricos vem aumentando no atendimento clínico diário. Isso se deve pelo aumento da preferência do felino como animal de estimação e pelo fato da medicina veterinária preventiva ter evoluindo muito. Hoje os gatos são favorecidos pelos programas de vacinação, dietas mais adequadas para a faixa etária e de prescrição (segundo as enfermidades), além da evolução das técnicas para obtenção de um melhor diagnóstico, somando-se ainda, a participação de proprietários mais conscientes e zelosos pela saúde do seu gato. Tudo isso fez com que a expectativa de vida dos gatos, que era de 10 anos, passasse para 15 anos. Se estimarmos em 15 anos a longevidade média de um gato, este atingirá o último terço de vida ao redor dos 10 anos de idade, o que corresponde a uma definição comum de envelhecimento qualquer que seja a espécie envolvida. Neste estágio, geralmente aparecem sinais que chamam a atenção dos proprietários: falta de dinamismo, sonolência, alteração do pêlo.

               A expectativa de vida máxima de um gato é geneticamente programada. Ao contrário do que ocorre com os cães, a raça tem pouca influência na expectativa de vida do gato, mas varia consideravelmente em função do ambiente do animal. Para um gato que vive fora de casa, a expectativa de vida é de apenas 10 anos, mas um animal confinado em um universo muito protegido atinge 18 a 20 anos de idade. Alguns gatos são conhecidos por terem vivido mais de 30 anos. Hoje em dia os gatos são castrados com freqüência e vivem mais no interior das casas: portanto, estão menos expostos a acidentes. Uma alimentação apropriada e de qualidade permite combater os fenômenos patológicos e fisiológicos ligados ao envelhecimento, manter o peso do gato em seu nível ideal, e contribuir para a prevenção de problemas urinários.

               O conhecimento da influência do envelhecimento em cada um dos sistemas orgânicos aumenta a capacidade para criar critérios para os meios de diagnósticos, para planejar programas de prevenção de doenças e instituir terapias adequadas. Os gatos idosos e geriátricos são mais sedentários, menos enérgicos, menos curiosos e mais restritos em suas atividades. Eles se ajustam lentamente às mudanças da dieta, atividades e rotina. Eles são menos tolerantes ao calor ou frio extremo. Eles procuram locais confortáveis aquecidos e dormem por longos períodos. Os pêlos apresentam-se embolados, secos e sem brilho, visto que os gatos idosos costumam perder o interesse de se lamberem. Quando manipulados, são mais fáceis de se irritar.

               Muitas das mudanças comportamentais ocorrem pelas alterações nos órgãos dos sentidos: diminuição da audição, da visão e do olfato. As unhas são pouco desgastadas e é comum vê-las introduzidas nos coxins (almofadinha das patas). Eles apresentam dores articulares, em função de doenças degenerativas das articulações, fraqueza muscular e perda de tônus muscular. Tudo isso faz com que os gatos restrinjam sua atividade e habilidade para participar da vida familiar. Muitos gatos ficam tão carentes com o afastamento que começam um processo de lambedura compulsiva, levando a áreas extensas de alopecia, ou iniciam com o distúrbio de eliminação de urina ou fezes em locais inapropriados. Viagens e hospitalizações são pouco toleradas pelos gatos idosos. Tais gatos se alimentam pouco ou ficam anoréticos, muito ansiosos e dormem pouco. É melhor deixá-los em casa sob os cuidados de alguém familiar (“cat-sitting services”). Constipação é um dos problemas freqüentes do gato idoso. Os fatores de risco são: falta de exercício, retenção fecal voluntária, dieta inapropriada, dor por impactação da glândula adanal, redução da motilidade intestinal e fraqueza da musculatura intestinal. As fezes se apresentam mais ressecadas e endurecidas. Doenças periodontais levam a processos extremamente dolorosos e fazem com que os gatos recusem o alimento. A perda de peso é um problema sério no gato idoso e deve ser investigada se é devido a problemas dentários, endócrinos, afecções de má absorção e/ou a uma percepção mais fraca dos odores e sabores dos alimentos.

               O gato é por natureza um grande consumidor de proteínas, não há razão alguma para reduzir drasticamente o fornecimento protéico quando ele envelhece. Esta restrição poderia ser prejudicial a sua saúde. Enquanto que a restrição protéica não permite retardar o envelhecimento do rim, por outro lado aconselha-se uma diminuição de fósforo na dieta. Com esta medida pode-se esperar um retardamento do declínio da função renal. Os alimentos que acidificam a urina dos gatos são desaconselhados após os 10 anos de idade. Estes alimentos parecem favorecer o desenvolvimento de cálculos urinários de oxalato, os quais são mais frequentemente observados em gatos idosos. Além disso, é melhor evitar alimentos acidificantes em animais cuja função renal poderia estar prejudicada.

               Como conseqüência de um aumento na expectativa de vida do gato, observamos cada vez mais as doenças crônicas. As doenças encontradas com maior freqüência em gatos idosos são: insuficiência renal crônica, problemas dentários, tumores (adenoma funcional da glândula tireóide, acarretando em hipertiroidismo), degenerações ósseas e musculares, doenças cardiovasculares e diabetes mellitus.

               O programa preventivo de saúde para o gato idoso deve ser iniciado a partir da faixa etária de 7 a 11 anos de idade e deve continuar por todo resto de sua vida. Esse programa tem sido recomendado pela Associação Americana de Clínicos Especialistas em Felinos e pela Academia de Medicina Felina, em 2005, num painel para reportar os cuidados com o paciente felino idoso. Caso o gato não demonstre nenhum tipo de doença, na avaliação deve constar: avaliação completa da história médica pregressa e do comportamento do animal, exame físico completo, aferição da pressão arterial e exames sanguineos, que ajudam a estabelecer o que está normal e reconhecer o mais cedo possível o que está errado. É fundamental avaliar o peso do animal e as condições corpóreas e compará-las com aferições anteriores, para verificar se houve perda ou ganho substancial. A recomendação para pacientes que estejam portando alguma enfermidade é similar as anteriormente mencionadas associadas aos exames específicos para as afecções.   

O GATO COMO ELE É

O vídeo a seguir foi produzido pelo Instituto Nina Rosa e mostra exatamente qual é a essência dos gatos. É PERFEITO! Vale a pena assistir. Quem gosta de gatos se identifica totalmente, e quem não gosta percebe que não o conhece de verdade! 

O Instituto Nina Rosa – projetos por amor à vida é uma organização independente, sem fins lucrativos, que atua voluntariamente, com autonomia. Desde 2000 promovemos conhecimento sobre defesa animal, consumo sem crueldade e vegetarianismo. O trabalho é financiado com a venda do material que produzimos e com doações espontâneas de pessoas físicas.

O vídeo foi retirado do YouTube e está separado em 3 partes.

 

BOLAS DE PELOS DOS GATOS

Do site www.me-adota.blogspot.com, que promove a doação de gatinhos em Niterói – RJ e fornece diversas informações para aqueles que se preocupam com a saúde de seus gatos.

 

Quem não se lembra da hilária cena de Shrek, em que o Gato de Botas faz o maior estardalhaço para vomitar uma bola de pelos?

A maioria dos gatos apenas tosse e vomita um montinho nojento de pelos emaranhados – que, apesar do nome, tem formato de “charuto” e não de “bola”-, mas alguns realmente dão um verdadeiro show. O meu mais velho costumava gritar como se estivesse morrendo engasgado. Era uma cena bastante dramática e, apesar de um comportamento normal dos gatos, para um proprietário inexperiente, pode ser bastante assustador. E quem cria gatos há algum tempo sabe: em geral, o alvo é o sofá ou o tapete (raramente eles “miram” no piso frio ou qualquer outra superfície fácil de limpar).

BAD HAIR DAYS

Por ser um animal muito cuidadoso com a própria higiene, o gato passa boa parte do tempo se lambendo e, com isso, acumula uma grande quantidade de pelos no estômago. Esses pelos causam desconforto e precisam ser expelidos através de vômitos ou fezes. Quando isso não ocorre, o excesso de pelos mortos no organismo pode causar problemas digestivos e intestinais (fezes ressecadas, constipação ou até uma séria obstrução intestinal), além de falta de apetite e apatia. Em alguns casos mais graves, pode ser necessário até uma intervenção cirúrgica.

Leve seu gato ao veterinário ao notar os seguintes sintomas: falta de apetite, apatia, dificuldade para defecar ou vômitos frequentes!

COMO PREVENIR

Escovação escovar seu gato diariamente ou, no mínimo, 3 vezes por semana, ajuda a eliminar boa parte dos pelos mortos que seriam engolidos por ele. E, de quebra, diminui consideravelmente os pelos que se espalham pela casa.

Pastas específicas – existem muitas no mercado, como a nacional Malt Paste e as importadas Hair Ball Remedy, Grass Gel e Laxatone, entre outras.

Grama – sim, grama! Você pode comprar as vendidas em pet shops ou plantar trigo, milho ou alpiste em casa. A maioria dos gatos adora!

Apesar de carnívoros, os gatos costumam ter uma forte “queda” por folhinhas verdes. Aqueles criados em apartamento e sem acesso à grama de um jardim ou quintal, atacam qualquer “coisa verde” que encontram pela frente, o que pode ser um problema, já que muitas dessas (nem tão) inocentes plantinhas ornamentais são tóxicas. O que fazer, então? Plantar graminhas para seus gatos “pastarem” com segurança pode ser a solução.

Os felinos saem atrás de “graminhas” para providenciar fibras vegetais, que irão regularizar o trato intestinal e auxiliar na eliminação dos bolos de pelos acumulados em seus intestinos” (webanimal)

CUIDADOS COM OS GATOS NO VERÃO E NAS FÉRIAS

Por M.V. Raquel Redaelli             

               Mesmo que seja comum vermos nosso gatinho deitado sobre um cobertor ou estendido no sol num dia quente de verão (sentimos calor só de ver!), não significa que gatos não sofram com o calor. Devemos prestar atenção em diversas questões para dar qualidade de vida aos nossos bichanos nos dias quentes e evitar que fiquem doentes.

EM CASA: 

  • Água sempre à vontade, em potes de boca larga (eles gostam mais). A água deve ser trocada todos os dias e o pote lavado, pois acumula limo. Preste atenção que o pote esteja sempre em local com sombra. Uma dica é colocar cubos de gelo na água, ou sozinhos em outro potinho (deixe um pote com água normal também). Muitos gatos gostam de lamber as pedras de gelo, e quando derreter, a água estará bem fresquinha. Outra dica é deixar diversos potes espalhados pela casa.
  • Ambiente ventilado, arejado e sombreado. Porém, tome cuidado com janelas abertas que não contenham tela, pois pode causar acidentes (quedas e fugas). Uma opção é ter um ventilador ou ar condicionado (será bom para todos da casa!).
  • Observe se o seu gatinho está comendo normalmente. Acontece com frequência do gato deixar de comer devido ao calor, sendo este um fator que predispõe ao desenvolvimento de lipidose hepática, doença que acomete o fígado e pode levar a óbito (leia mais em https://blogfelino.wordpress.com/2011/12/01/lipidose-hepatica-felina/).
  • Se você mora em casa com pátio, utilize produtos contra pulgas e carrapatos em todos animais da casa a cada 30 dias, pois no verão as pulgas e carrapatos estão em seu período de maior desenvolvimento e multiplicação, e ambos podem transmitir doenças aos gatos e aos cães, além do desconforto, da coceira e da sujeira.
  • Se observar seu gato respirando de boca aberta em um dia quente, com o pescoço esticado, ele pode estar com calor e se sentido mal (cuidado, pois podem ser outras doenças graves que causam insuficiência respiratória)

SE VOCÊ FOR VIAJAR:

  • Muitos gatos aceitam bem viagens e novos ambientes, desde acostumados desde cedo com isso. Se você puder levá-lo junto na viagem, pode ser a melhor opção, pois ele certamente prefere ficar com você do que em uma hospedagem. Importante: observe se o local não oferece perigos para o gato, como acesso à rua, contato com cães e outros gatos, possibilidades de fuga, etc. Eu, particularmente, adoro levar minha gatinha comigo para onde eu for, especialmente em locais com contato com grama e ar livre, e é uma satisfação vê-la se divertir e mostrar todo seu instinto naquele ambiente. Porém, deve-se ter consciência do que isso implica e pesar se as possíveis conseqüências valem o risco, pois aumenta muito a chance de acidentes (como atropelamento, ataque por cães, briga com gatos, fuga, etc) e de ficar doente (como contaminar-se com FIV e FeLV, doenças transmitidas por pulgas, etc). Importante que ele esteja devidamente vacinado, utilizando antipulgas, e utilizando uma coleira com seu telefone. (na foto, a Zuca na praia, de coleira; o telefone está do lado de fora, pois ela é arisca). Uma dica, além da coleira, é microchipar seu gatinho, pois se ele se perder, pode ajudar a localiza-lo, pois seus contatos ficam gravados no chip.
  • Se não puder levá-lo junto com você, antes de pensar em deixá-lo em uma hospedagem, procure alguém que possa ir na sua casa todos os dias ou a cada 2 dias trocar a água, a comida, limpar a caixa de areia e dar carinho e atenção. Estando em casa, metade dos problemas dele estão resolvidos! Peça para a pessoa passar pelo menos 30 minutos com ele, estimular que coma (para ver se está se alimentando), observar se há vômitos pela casa, etc. 
  • Se optar por deixá-lo em um hotel, dê preferência para um local que hospede apenas gatos, ou que tenha a hospedagem separada dos cães, para minimizar o estresse. Leve uma caminha ou cobertinha dele e solicite que ofereçam a mesma alimentação que recebe em casa. Conte para a pessoa do hotel as manias que ele tem na hora de comer. Conte também como são os hábitos higiênicos e de uso da caixa de areia dele. Procure locais com gaiolas espaçosas.
  • Se for viajar por apenas 2 ou 3 dias (não mais do que isso!), pode pensar em deixá-lo em casa com diversos potes de água e de comida, e com várias caixas de areia. Essa condição depende do temperamento do gato, você o conhece e sabe se ele vai aceitar essa situação. A maior preocupação é se o gatinho deixa de comer quando a ração fica um pouco mais velha. Outra preocupação é se o gato apresentar algum problema de saúde, vai ficar sem a assistência adequada. E também tem outros gatos que podem miar demais ou até ficarem deprimidos.
  • Se viajar com ele, tenha uma caixa de transporte sempre junto, pois é o locar onde ele vai se sentir mais seguro.
  • Evite deixar seu gato dentro do carro fechado sob o sol. Se precisar deixá-lo no carro estacionado, deixe o carro na sombra e com frestas nas janelas. Uma dica é gelar bem o carro com o ar condicionado antes de deixá-lo sozinho. O animal pode apresentar dificuldades para respirar e o esforço acaba gerando um desbalanço no seu metabolismo, que pode levá-lo a óbito. Outra alteração grave é a intermação, quando a temperatura corporal se eleva demais.

LESÕES CAUSADAS POR EXCESSO DE LAMBEDURA (ALOPECIA PSICOGÊNICA FELINA)

Por Joice Peruzzi, especialista em Comportamento Animal e Homeopatia. www.comportapet.com.br

               A alopecia psicogênica felina (APF) é uma doença do comportamento caracterizada pelo cuidado excessivo com a pelagem por parte do felino, sem causas físicas aparentes. O animal faz lambedura e mastigação de seu pelame, gerando áreas de alopecia (falhas no pelo) localizadas, especialmente onde ele alcança com a língua e patas (abdome, flancos, membros e cauda). As lesões podem ser múltiplas ou únicas, geralmente sem alterações na pele; o excesso de lambedura pode machucar a pele e ter contaminação. É considerado um comportamento compulsivo por muitos autores, mas sua classificação ainda não é um consenso.

A lambedura excessiva é uma forma do gato lidar com estresse, ansiedade e frustrações. Alguns fatores ambientais podem predispor ao aparecimento desse comportamento, como a introdução de novos membros (gatos, pessoas, cães), mudanças territoriais, saídas de casa e/ou internações, confinamento e ambiente pobremente enriquecido. (foto do site www.simonscat.com)

               Independente da causa, pode haver uma generalização do comportamento, quando passa a ser exibido mesmo após a extinção da causa. Isso dificulta o diagnóstico, pois nem sempre o proprietário consegue relacionar o início do comportamento a um fator específico.

               Para fechar o diagnóstico é imprescindível descartar qualquer causa clínica, como parasitoses e dermatite alérgica, por exemplo. Outro fator importante é averiguar se o comportamento de lambedura do gato não causa uma comoção no proprietário, o que pode levar o animal a exibi-lo para chamar atenção.

               Sempre devemos lembrar que gatos são extremamente higiênicos e que a lambedura é um comportamento extremamente normal para os felinos, ocupando cerca de 50% do tempo acordado deles. A lambedura excessiva se dá quando a maior parte do tempo acordado do animal é usada para desempenhar essa função, inclusive substituindo períodos de sono, e quando o ato causa alterações na pelagem. As fêmeas prenhes fazem lambedura excessiva na região mamária próximo ao parto, com o intuito de limpar a região, facilitando o acesso aos filhotes (ou seja, nesse caso, é normal).

               O tratamento deve ser feito envolvendo técnicas para modificar o comportamento, enriquecimento e alterações ambientais e, quando necessário, utilizando medicações psicotrópicas. Como alternativa a essas, pode-se fazer uso de homeopatia.

               O proprietário deve ser instruído a não dar atenção ao animal (nem mesmo xingá-lo, já que é uma forma de atenção) quando estiver demonstrando o comportamento em questão. Ele deve distrair o gato com algum som (como assobio, bater palmas, etc) e quando ele parar, deve receber atenção para não voltar a lamber. O uso de técnicas restritivas, como o colar elisabetano, não é recomendada, visto que podem aumentar a ansiedade e frustração do animal.

               O tratamento precoce tem melhor prognóstico, mas normalmente a Alopecia Psicogênica Felina não é curada, somente controlada. Portanto, fatores estressantes devem ser evitados ao máximo em felinos que apresentam esse comportamento.

COMPORTAMENTO FELINO

Do site www.comportapet.com.br, por Joice Peruzzi.

“O COMPORTAPET é um site sobre comportamento canino e felino. O objetivo desse site é que você entenda melhor o que seu peludo faz e porque ele se comporta dessa maneira. Se tiver dúvidas e sugestões de artigos, entre em contato conosco!”

 ORIGEM DOS GATOS

               A origem do gato é egípcia e a sua domesticação provavelmente se deu há 9500 anos. No Egito antigo, eram criados para controle de roedores e posteriormente foram associados à religião. A fascinação pelos bichanos era forte nos egípcios, que acreditavam que o gato podia ver a alma. A partir daí, se tornou um animal de estimação.

               Na sua história, os gatos já foram perseguidos por algumas religiões e venerados por outras. Atualmente, o gato é considerado o “animal de estimação do futuro”, já que ultrapassa o número de cães nos lares de vários países.

DOMESTICAÇÃO

               Apesar de conviver com humanos há milhares de anos, os gatos ainda tem capacidade de se tornar auto-suficientes, ou seja, viver sem a influência direta dos humanos.

               Dessa forma, temos quatro categorias de gatos, de acordo com seu estilo de vida:

– Gato de vida selvagem: feroz, independente, totalmente ignorado pelas pessoas. Não são muito vistos, talvez pela distância que procuram manter de seres humanos.

– Gato errante e sem proprietário: não é sociável com as pessoas, só depende do humano pela comida. Geralmente vivem em bandos e são alimentados pela vizinhança, mas não permitem maiores aproximações de humanos.

– Gato domesticado: errante, sem proprietário, mas sociável com humanos e sua alimentação depende de nós. São os gatos abandonados, que passam a viver na rua.

– Gato de estimação domesticado: vive com o proprietário em casa, tendo ou não acesso à rua.

DESENVOLVIMENTO

               Os gatos passam pelos mesmos estágios de desenvolvimento que os cães, porém os períodos são mais curtos e mais difíceis de se definir, já que são variáveis entre os indivíduos.
 
Período neonatal: vai até a segunda semana de vida e é um período marcado por amamentação e sono. O gatinho depende totalmente da mãe.
 

 Período transicional: vai da segunda a quarta semanas de vida. O gatinho começa a se locomover e desenvolve seus sentidos.

               Gatos separados da mãe nas primeiras semanas de vida tem mais medo de outros gatos e de pessoas e demoram mais para aprender. A manipulação precoce por pessoas é benéfica para os gatinhos, garantindo uma melhor relação tanto com pessoas quanto com outros animais e com fatores ambientais.

 Período de socialização: inicia entre a terceira e quarta semanas de vida e se estende até sete a nove semanas. O aprendizado nessa idade se dá basicamente pela visualização de objetos. A mãe começa a ensiná-los a caçar, podendo trazer presas semi-mortas para o filhote aprender.

As brincadeiras são muito importantes nessa época, principalmente com os irmãos de ninhada, pois assim os gatinhos aprendem a medir a força de suas mordidas e arranhões.

 Período juvenil/ Idade adulta: o período juvenil se estende até a idade adulta, que é a idade em que o gato atinge a maturidade sexual. Essa idade é variável entre os indivíduos, entre 6 e 12 meses. A maturidade social, no entanto, só é atingida a partir dos 2 anos de idade.

COMPORTAMENTO SOCIAL

               O gato criado sem intervenção humana é um animal que permanece a maior parte de sua vida sozinho e não forma vínculo social duradouro. Alguns animais podem co-habitar o mesmo território, mas evitam interações, passando a maior parte do tempo sozinhos. Até mesmo os gatos caseiros tendem a dividir a casa em áreas individuais.

 

               Todo o comportamento do gato se baseia no território. A maioria das complicações comportamentais surge quando alguma mudança no território acontece. Às vezes a mudança é muito sutil, como um móvel trocado de lugar, mas basta para que o gato mude seu comportamento.

               Os machos são mais ligados ao território, formam territórios maiores, com limites rígidos e permanentes. Algumas vezes, fêmeas são permitidas em seu território, mas não sempre.

COMUNICAÇÃO 

                Os gatos utilizam a comunicação verbal, postural e por marcação.

Comunicação verbal: inclui diversos sons, como silvos, murmúrios, gritos, ronronar, choro de acasalamento, etc. Existem estudos sobre os padrões verbais de gatos, indicando  o que cada um significa.

               Assim como os cães, os gatos estão constantemente observando a nossa expressão corporal e o que ela indica. Apesar de não entenderem o que dizemos, são capazes de perceber o estado emocional das pessoas ao seu redor. Eles também fazem uso da sua postura como forma de comunicação, porém em menor escala que os animais sociais (como o cão).

Marcação de território: é a forma mais permanente de comunicação, já que marcações olfativas e visuais permanecem no local mesmo após a partida do animal. O gato faz marcação através da “esfregação” das bochechas, pois nessa região existe a produção de feromônios. Também faz marcação por arranhadura e por excrementos (urina e fezes).

               Temos que entender essa comunicação antes de tentarmos mudar um comportamento de arranhar móveis, por exemplo.

                Deve-se tomar o cuidado de não humanizar e nem comparar o comportamento de gatos com outros animais. Gatos e cães pertencem a espécies e, até mais, a famílias diferentes, por isso nunca devem ser comparados e nem tratados da mesma forma.

ENTREVISTAS

Aqui estão divulgadas algumas das participações da M.V. Raquel Redaelli em Programas de Rádio e Televisão.

 

5. PROGRAMA PERSONA SINGULAR – 30 de dezembro de 2013 – Rádio Caxias

O tema é “Cuidados com Animais Domésticos”. Apresentação de Rossana Freire.

Participação das veterinárias da Vila Animal Rafaela Fontana e Raquel Redaelli

http://www.radiocaxias.com.br/portal/noticias/persona-singular3012-33731

veterinario gatos caxias - entre livros e gatos 2

 

 

 

 

 

 

4. PROGRAMA CONEXÃO ALTERNATIVA – novembro de 2013

Um papo descontraído sobre assuntos da atualidade, com apresentação de Thaís Helena Baldasso e participação de Monica Montanari e Virginia ToniFelippetti.

O programa abordou assuntos da atualidade relacionado aos animais de estimação.

https://www.youtube.com/watch?feature=player_embedded&v=8RktsMqS17k

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3. PROGRAMA AMIGO BICHO –  abril de 2012

Programa destinado a prestar informações sobre os animais. Apresentação de Bruna Kahler.

Acesso através do link:

http://youtu.be/RkaCVBvfRl4

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2. PROGRAMA PERSONA SINGULAR – janeiro de 2012 – Rádio Caxias

Acesso através do link:

http://www.radiocaxias.com.br/2010/www/portal/index.php?view=player&id_noticia=13597&noticia=Persona%20Singular%2021/02&audio=0.60795100%2013299180607822895471f697f3a02fde887d142a87c238ca2891c10926.mp3

Principais assuntos abordados: particularidades da espécie felina em relação às doenças, comportamento dos gatos, dúvidas de ouvintes, atendimento exclusivo para gatos, etc.

veterinario gatos caxias - entre livros e gatos

 

 

 

 

 

1. RÁDIO DEFESA DOS ANIMAIS – dezembro de 2011

A Rádio Defesa dos Animais tem sede em São Paulo e é a primeira rádio on-line do mundo criada para tratar da defesa e direitos dos animais, destacando o amor aos animais, a não exploração e a sua libertação da escravidão humana.

Conheça mais acessando  www.radiodefesadosanimais.com

Acesse o link a seguir para ouvir a entrevista:

No programa Mania de Gatos em 14/12/11: http://www.spreaker.com/embed/player/mini?autoplay=false&color=e8e8e8&episode_id=591703

E no programa Sábado Vegetariano em 10/12/11: http://www.spreaker.com/embed/player/mini?autoplay=false&color=e8e8e8&episode_id=583815

Principais assuntos abordados: Porque o Blog Felino foi criado? Quais os principais temas abordados? Quem escreve as matérias? Problemas mais frequentes em gatos? Meu trabalho como Médica Veterinária…

Além disso, alguns dos textos publicados no Blog Felino estão sendo utilizados como matéria no Programa Mania de Gato!

LIPIDOSE HEPÁTICA FELINA

Texto publicado no blog português  www.caninosegrandes08.blogspot.com                  

O texto está bem escrito e o assunto é super importante e relevante para quem tem gatos ou trabalha com eles, especialmente hoje em dia, com o grande números de gatos obesos que observamos nas residências…

               A lipidose hepática felina, vulgarmente denominada por doença do fígado gorduroso, caracteriza-se por um acúmulo de gordura dentro das células do fígado (hepatócitos). Este acúmulo produz uma alteração grave na função hepática que, se não for tratada agressivamente, pode ser fatal para o gato.

               A maior parte dos casos de lipidose hepática está associada a gatos obesos páram de comer, e o fator desencadeante da doença parece ser o stress a que o animal possa ser sujeito. Por stress entende-se qualquer alteração na rotina ou no ambiente do gato (mudança de alimentação, mudança de casa, presença de um novo membro na família, entre outros) ou mesmo alguma doença concomitante que lhe conduza a uma diminuação do apetite.

               Os sintomas mais frequentes da lipidose hepática são: depressão; anorexia com perda de peso acentuada; vômitos; icterícia (mucosas amareladas); hepatomegalia (aumento do tamanho do fígado), nem sempre frequente; sinais neurológicos, nos casos mais graves.

               A suspeita de lipidose hepática baseia-se no histórico clínico do animal (gato obeso com perda de peso significativa sem causa aparente) e nos sintomas exibidos. Perante isto, efetuam-se exames complementares ao diagnóstico:

– análises sanguíneas: revelam alteração dos parâmetros hepáticos;

– radiografia abdominal: revela um fígado anormalmente grande;

– ecografia: revela alterações evidentes em todo o parênquima hepático.

               Um diagnóstico precoce é a chave para o sucesso no tratamento da lipidose hepática. Perante a confirmação da doença há que garantir um suporte nutricional intensivo. Deste modo, o gato deve ser alimentado com dieta hiper-proteica e hiper-calórica e devemos garantir que tenha uma ingestão calórica diária suficiente para o seu peso. Dado que na maior parte dos casos o gato está anorético, optamos por lhe colocar um tubo de alimentação no esófago que permite ao dono alimentá-lo em casa sem lhe criar mais stress. Nos casos mais graves o animal é tratado com fluitoterapia para repôr o seu equilíbrio eletrolítico, são administrados antibióticos para controlar eventuais infecções secundárias e administrados antiácidos e antieméticos para evitar a náusea que o animal sente pela comida.

               Em qualquer uma das situações, sejam elas mais ou menos graves, o tratamento e a recuperação total do gato são demoradas, podendo levar semanas até o animal recuperar totalmente o seu apetite. Cerca de 30% dos gatos não reagem ao tratamento e morrem.

               Uma das melhores formas de prevenir a lipidose hepática é manter o gato com peso adequado. Se ele tem excesso de peso aconselhe-se com o seu veterinário sobre o melhor programa para redução de peso. Não opte por lhe reduzir drasticamente a quantidade de comida nem fornecer-lhe comida que ele não goste, pois estas situações podem ser suficientes para desenvolver lipidose hepática.

               Se o seu gato perdeu apetite repentinamente, leve-o de imediato ao seu médico veterinário.

“GATO PARAQUEDISTA”: PORQUE OS GATOS CAEM DAS JANELAS? QUAIS AS CONSEQUÊNCIAS DA QUEDA?

Postado por M.V. Raquel Redaelli. Adaptado dos livros Coletâneas em Clínica e Cirurgia de Felinos e O Paciente Felino.

               Conhecida também como “Síndrome da queda de alturas”, os acidentes que envolvem quedas de gatos das janelas e sacadas são uma realidade do mundo moderno, onde temos um maior número de pessoas vivendo em apartamentos, e que tem os gatos como animal de estimação ideal.

              Ao contrário do que se diz por aí, as quedas não são suicidas, e sim acidentais. Os felinos são ágeis e destemidos, mas podem ser prejudicados por sua curiosidade e instinto de caça, e é nesse momento que os acidentes ocorrem. Gatos jovens sofrem quedas com mais frequência, fator que pode ser atribuído à inexperiência.

               Nas quedas, cerca de 90% dos gatos sobrevivem. Em média, 3% morre na queda ou logo após, 37% precisam de atendimento emergencial, 30% precisam de tratamento não emergencial e 30% não precisam de qualquer tratamento (Fonte: O Paciente Felino 3ª edição).

               O curioso é que os gatos sofrem lesões mais graves mais quando caem de alturas menores! Na verdade, quando caem de alturas até 7 andares, as lesões ocorrem mais em extremidades e são mais evidentes, e quando caem de alturas maiores, conseguem distribuir melhor o peso no impacto e as lesões ocorrem mais a nível interno, principalmente em tórax.

               Em quedas até o sétimo andar, as lesões são mais graves conforme a altura, ocorrendo principalmente fraturas múltiplas. Até esta altura, a velocidade máxima de queda não foi atingida, e o sistema vestibular sofre estimulação contínua, causando rigidez dos membros e incapacidade de preparação para uma aterrissagem horizontal.

                Acima dessa altura, o número de lesões estabiliza ou diminui. Acredita-se que isso ocorra pois gatos que caem a altura maior de sete andares, atingem a velocidade de 90  Km/h, o que estimula ao máximo o aparelho vestibular, e o gato assume uma postura mais horizontal e menos rígida, com impacto distribuído igualmente pelo corpo. Isso ocorre em gatos que estão conscientes durante a queda.

               O gato consciente e com reflexos posturais (vestibulares e cerebelares) intactos impõe correções posturais durante a queda, resultando em desaceleração corporal e aumento da área de impacto, Primeiro, ele retoma, ainda no ar, a posição de estação, com os quatro membros para baixo. Se a queda for mais alta, o gato progressivamente afasta os membros do corpo (formando uma espécie de “paraquedas”), posição na qual aumenta o atrito com o ar e a aceleração da gravidade é minimizada pela resistência. As lesões observadas são mais difusas e menos evidentes, pois o trauma ocorre simultaneamente no tórax, abdome, face interna dos quatro membros e parte ventral do pescoço e cabeça.

               As lesões que acometem com mais frequência os gatos após a queda são: traumatismo torácico, contusões pulmonares, pneumotórax, ferimentos diversos, fraturas de membros, fraturas dentárias, de palato duro e de mandíbula.

               A queda de um gato, independente da altura, deve ser tratada como emergência, pois podem ocorrer lesões “silenciosas”, ou seja, pouco evidentes, que podem causar a morte do animal se não tratado adequadamente.

Nem precisaria ser dito, mas não vamos brincar com a sorte e pagar para ver o que acontece! Para prevenir este tipo de acidente, é indicado colocação de telas em todas as janelas e sacadas dos apartamentos.

 

DOENÇAS INFECCIOSAS DOS GATOS E VACINAÇÃO

postado por M.V. Raquel Redaelli

Os gatos estão suscetíveis a algumas doenças infecciosas que são provocadas, em sua maioria, por agentes diferentes das doenças que acometem os cães, apresentando, portanto, manifestação clínica diferente.

 As doenças infecciosas que acometem os gatos são:

– Panleucopenia Felina: semelhante à Parvovirose Canina, altamente contagiosa e letal, acomete gatinhos jovens, com vômitos, diarréia, anorexia e desidratação.

– Herpesvírus felino: geralmente a contaminação é materna, sintomatologia de gripe, com secreção nasal e ocular.

– Calivivirose: muito contagiosa, causa lesões e úlceras na cavidade oral.

– Clamidiose: é zoonose, causa conjuntivite.

– Leucemia Felina (FeLV): doença transmitida por contato direto e fômites, não tem cura. Causa imudepressão, cursa com anemia, leucemia e câncer.

– Imunodeficiência Felina (FIV): o contágio ocorre por mordida de gatos contaminados, não tem cura. Doença imudepressora, o gato apresenta definhamento e doenças oportunistas pelo sistema imune frágil.

– Peritonite Infecciosa Felina (PIF): altamente letal, a transmissão do vírus ocorre através das fezes, mas depende de predisposição individual para fazer mutação do vírus e desenvolver a doença. O estresse pode ser fator predisponente da mutação do vírus no indivíduo.

– Raiva: é zoonose, letal, transmitido por mordida de morcego ou de animais com infecção ativa.

VACINAÇÃO

 As doenças infecciosas que podem ser prevenidas pela vacinação adequada são: panleucopenia felina, herpesvírus, calicivirose, clamidiose, leucemia felina e raiva.

As vacinas disponíveis para felinos no Brasil são:

– Vacina Tríplice: (panleucopenia, herpesvírus e calicivírus)

– Vacina Quádrupla: (tríplice + clamidia)

– Vacina Quíntupla: ( quádrupla + leucemia felina)

– Vacina Antirrábica

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INDICAÇÕES DA VACINAÇÃO:

 A vacinação está indicada em todos os gatos, exceto naqueles que apresentaram algum tipo de reação vacinal (nesse caso, o médico veterinário deve avaliar a necessidade).

 – Gatos filhotes: indicado vacina quádrupla quando viver em apartamento e vacina quíntupla quando tiver acesso à rua, a abrigos ou com gatos FeLV positivos. O número de doses depende da procedência do animal: indicado 2 doses de vacina (aos 2 e aos 3 meses de idade) quando o gatinho é procedente de criações familiares, e 3 doses quando procedentes de abrigos ou aglomerados de gatos. Indica-se vacina antirrábica, 1 dose, após os 4 meses de idade.

 – Gatos adultos: indicado 1 dose anual de vacina antirrábica e de tríplice ou quíntupla (se tiver contato com a rua, com muitos gatos ou com gatos positivos para Leucemia). Gatos que não tem acesso à rua nem contato com outros gatos de fora de casa podem ser vacinados a cada 2 anos. Porém, deve passar por uma avaliação anual com veterinário, para detecção precoce de alterações. Gatos com as vacinas feitas a mais de 3 anos devem receber 2 dose de tríplice ou quádrupla.

 OBSERVAÇÕES:

– o ideal é testar o gato para FeLV antes da vacinação para Leucemia Felina e comprovar que seja negativo. Se o gato for positivo, a vacina não terá o efeito preventivo.

– as vacinas contra o Vírus da Leucemia Felina estão estão novamente disponíveis no Brasil desde maio de 2012; por desinteresse de importação por parte das empresas que fabricam as vacinas ela esteve indisponível por muito tempo.

– a peritonite infecciosa felina e a síndrome da imunodeficiência felina (AIDS felina) não são prevenidas por vacinas realmente eficazes (vacinas somente nos EUA, com eficiência não comprovada).

– existem vacinas inativadas e vacinas com vírus vivo atenuado. Cada uma delas está indicada em situaçoes diferentes, de acordo com a procedência do animal, local de convivência, condição clínica, etc. O médico veterinário deve avaliar caso a caso e administrar a vacina mais adequada.

INSUFICIÊNCIA RENAL CRÔNICA EM FELINOS

Postado por M.V. Raquel Redaelli, a pedido da leitora Andréa. Adaptado de ”O Paciente Felino”, terceira edição.

               Para entender a Insuficiência Renal nos gatos, devemos entender qual a função dos rins e quais os exames que indicam a presença da doença.

               De maneira simplificada, os rins apresentam a função de filtrar do sangue as impurezas (toxinas e metabólitos) do organismo e eliminar pela urina. A creatinina é um metabólito derivado do metabolismo protéico e é excretada pelo rim. O aumento da creatinina indica que o rim não está conseguindo filtrar corretamente e eliminar as toxinas e metabólitos do organismo. O nível de creatinina se eleva quando cerca de 75% da função renal é perdida. É o teste mais específico e preferido para detectar a donça renal. Com a falha na filtração, esses metabólitos se acumulam no sangue e provocam uma espécie de “intoxicação”, deixando o gato nauseado, sem apetite, fraco, etc.

               Para um diagnóstico completo e para estimar fatores prognósticos da doença, além da creatinina, mensuram-se os níveis sanguíneos de uréia, exame qualitativo de urina e a relação entre proteína e creatinina urinária. Os sinais se tornam mais graves à medida que a creatinina e a uréia aumentam.

               A doença renal crônica é um processo que geralmente se inicia no gato jovem, e progride ao estágio de falência renal no gato idoso, quando vão aparecer os sinais clínicos. É considerado um processo esperado pelo envelhecimento. Pode também ser secundário a “agressões” constantes ao rim, como quimioterápicos, antiinflamatórios, baixo consumo de água, excesso de proteína na dieta, entre outros. 

               O termo “insuficiência renal” denomina o paciente com creatinina acima do normal, porém assintomático ou com sinais brandos de doença renal, como leve redução do apetite, leve perda de peso, polidipsia (aumento da ingestão de água) e poliúria (maior volume de urina), muitas vezes imperceptíveis ao proprietário. (veja texto “preste atenção aos sinais de doença do seu gato” para identificar os sinais clínicos que podem ser sutis, mas que podem ser indicativos de alguma doença)

               O gato que apresenta “falência renal” apresenta sinais de anorexia, náuseas, desidratação, letargia, poliúria, polidipsia e mucosas pálidas. Pode ocorrer vômito em fase mais tardia da doença. Os rins geralmente estão menores que o normal.

               DOENÇAS CONCOMITANTES: Deve-se prestar atenção à pressão arterial sistêmica dos gatos com doença renal, em qualquer estágio, pois a hipertensão está associada a mais de 50% dos gatos com doença renal crônica, sendo necessário instituir terapia hipotensiva. O hipertireoidismo, doença que acomete gatos idosos, aumenta a perfusão renal e pode mascarar a doença renal. Deve-se prestar atenção a esse fator quando iniciar o tratamento para o hipertireoidismo, pois com o paciente estabilizado, pode descompensar da doença renal. O risco de infecções do trato urinário aumenta em gatos portadores da doença.

 O TRATAMENTO deve ser instituído pelo médico veterinário de acordo com os achados clínicos e laboratoriais do paciente. O fator essencial para o tratamento da doença é a reidratação e estimular a diurese. A hidratação deve ser feita por via endovenosa em pacientes com níveis elevados de creatinina e pode ser feito subcutâneo (a longo prazo) quando o gato está estável. Outros fatores podem ser associados ao tratamento, de acordo com o quadro clínico do animal. Pode ser indicado tratamento de suporte (para amenizar os sinais clínicos presentes), dieta renal, suplementação de potássio (pois com a poliúria o gato elimina grande quantidade de potássio), inibidores da enzima conversora de angiotensina (IECA), quelates de fosfato (os níveis de fósforo ficam altos com a doença renal), vitaminas do complexo B, calcitriol, eritropoetina (enzima produzida pelo rim que estimula a produção de células vermelhas do sangue) e estimulantes de apetite.

               Normalmente não é possível fornecer um prognóstico definitivo sobre o resultado do tratamento no início da terapêutica. Com o manejo agressivo a longo prazo, o prognóstico da insuficiência renal é bom. Muitos pacientes estabilizam com níveis de creatinina próximos do normal e assim permanecem durante alguns meses, voltando a aumentar novamente. Esses gatos podem viver de um a três anos antes do aparecimento da falência renal.  Quando a falência renal cursa com anúria (não produção de urina), o prognóstico é grave. Deve-se prestar atenção para que seja mantida a qualidade de vida nesses gatos.

Essa é a Jeannie, a primeira gata da minha família. Ela faleceu em 2010 devido à falência renal, secundário ao tratamento quimioterápico realizado 2 anos antes devido a tumor de mama. Ela viveu 3 anos após o aparecimento do primeiro nódulo mamário!

AGRESSIVIDADE DE FELINOS CONTRA PESSOAS

Por Joice Peruzzi, Médica Veterinária Homeopata e especializada em Comportamento de Cães e Gatos.

            A agressividade é, sem dúvida, o problema comportamental mais grave com o qual podemos nos deparar, pois pode colocar em risco outros animais e pessoas. É considerada agresssividade não somente arranhaduras e mordidas, mas todo o repertório de posturas e vocalizações relacionadas a elas.

            TIPOS DE AGRESSIVIDADE EM FELINOS:

l.      Agressão por falta de socialização: em gatos que não tiveram contato com pessoas durante o período de socialização (até 7 semanas). São animais que podem aprender a conviver com humanos, mas nunca serão dóceis e afetivos.

2.      Agressão relacionada a brincadeiras: comum em gatos que não aprenderam a brincar e, com isso, acabam machucando por não saber recolher as unhas e por não controlar a intensidade da mordida na hora da brincadeira. Muito comum em gatos desmamados muito cedo, que não conviveram tempo suficiente com a mãe e irmãos para aprender a brincar e interagir da forma correta.

3.      Agressão por medo: em situações de ameaça para o animal, onde ele não pode fugir. Alguns gatos podem ter o limiar para agressividade menor e atacarem com facilidade em situações de medo.

4.      Agressão induzida por dor: exclusiva para situações de dor. Pode ser confundida com medo, mas o animal estará demonstrando posturas e comportamento compatíveis com dor antes do ataque.

5.      Agressão maternal: fêmeas com filhotes normalmente protegem seu local de ninho de outros animais e também de pessoas. Depende muito do nível de socialização da mãe e convivência com pessoas.

6.      Agressão territorial: o gato é um animal extremamente territorial, que pode ou não permitir a entrada de algumas pessoas em sua área.  Normalmente, a agressão territorial vem junto com marcações de território (urina, fezes e arranhadura).

7.      Agressão redirecionada: quando o gato redireciona a sua agressividade para outro alvo.

             Além disso, algumas doenças podem cursar com alterações de comportamento que incluem a agressividade, como: FIV, Felv, hipertireoidismo, epilepsia, raiva e envenenamentos. Em qualquer caso de agressividade, elas devem ser descartadas.

            Antes de tratar a agressividade, precisamos diagnosticar o tipo de agressão e a causa para isso, ou seja, se é causado por medo, se é um animal que não foi socializado, etc. Além disso, todas as mudanças na rotina e na casa precedentes ao episódio de agressão devem ser investigadas, sempre tentando avaliar se foi proporcional ao estímulo causador.

            O tratamento baseia-se em uma mudança na relação com a pessoa agredida, no manejo do animal e no ambiente residencial. Frequentemente é necessário um enriquecimento ambiental e treinamento para dessensibilizar o animal e alterar sua resposta frente à pessoa agredida naquela situação.

            Em muitos casos, utiliza-se como coadjuvante medicações psicotrópicas e/ou terapias alternativas, como homeopatia, florais, acupuntura, etc.

            O importante é garantir a segurança dos envolvidos e o bem-estar do gato agressor, sempre respeitando seu comportamento normal e suas necessidades.

AGRESSIVIDADE POR BRINCADEIRA

Respondendo à dúvida da leitora Teresa Furtado:

“Adotei há 6 meses um gatinho SRD (está com 7 meses e já é castrado há 3), e como ele foi o único sobrevivente de uma ninhada, não aprendeu a brincar direito, as brincadeiras dele são muito agressivas, vivo arranhada, mordida. Gostaria de saber alguma forma para reduzir esse problema.

Por Joice Peruzzi, Médica Veterinária Homeopata e especializada em Comportamento de Cães e Gatos.

A agressão relacionada a brincadeiras, também conhecida como agressão predatória, nada mais é do que o comportamento normal de brincadeira (que em gatos mimetiza a caça, por isso é conhecida como predatória) com uma força desproporcional de mordida e arranhadura, podendo causar lesões em pessoas.

A causa mais comum é o desmame precoce de filhotes, que não convivem tempo suficiente com seus irmãos e mãe para aprender a força da mordida e como bricnar sem expôr suas garras. A brincadeira social aparece em torno das 4 semanas em filhotes, por isso gatinhos desmamados antes dos 60 dias podem ser suscetíveis.

Além disso, alguns gatos direcionam o foco da brincadeira para o proprietário, “caçando” ele pela casa. Muitas vezes nós mesmos estimulamos esse tipo de brincadeira utilizando nossas mãos e pés diretamente para brincar com o gato.

Um ambiente pobre em estímulos também pode favorecer o aparecimento de agressão relacionada a brincadeiras.

Não há uma predileção por sexo e a castração no geral não altera esse comportamento, que costuma aparecer no gato ainda filhote e persiste na idade adulta.

Para evitar e tratar esse tipo de comportamento, devemos evitar ao máximo brincadeiras diretas com nosso corpo, sempre utilizando brinquedos para isso. Um ambiente enriquecido com prateleiras de vários níveis, arranhadores e brinquedos diversos (veja post sobre Exercícios para Gatos) estimula o animal a brincar sozinho, sem atacar o dono.

Com essas alterações no manejo, a tendência é que os episódios se tornem cada vez menos frequentes. É imprescindível a colaboração de todos que convivem com o gato e ninguém deve estimular brincadeiras excitantes e agressivas com o animal.

COCEIRA EM FELINOS: NEM TUDO É SARNA!

Postado por Luciana Marchioro, Médica Veterinária Dermatóloga (especialização em Dermatologia veterinária).

Atua em Caxias do Sul. Contato pelo fone (54)3226.6292, email lumarchioro2010@hotmail.com

          Foi -se o tempo em que gato não ia ao consultório veterinário,  sendo isso um privilégio somente de cães. Hoje não somente nossos bichanos visitam regularmente o Médico Veterinário como também são atendidos nas diversas especialidades que esta classe oferece.

          Dentre elas está a dermatologia veterinária. Sabe-se hoje que nem “tudo é sarna” em nossos companheiros peludos, sendo descoberta inúmeras doenças dermatológicas de diversas origem, como parasitárias, alérgicas, imunológicas e também comportamentais

           As DERMATOPATIAS PARASITÁRIAS são as mais vistas na clínica do dermatólogo veterinário, sendo incluído nesta classe:

  • sarna sarcóptica (sarna notoédrica felina): o gato apresenta coceira intensa (prurido), feridas e bolinhas pelo corpo (pápulas e pústulas) e pele avermelhada (eritema). Deve ser realizado um exame clinico e anamnese profunda, para assim ser realizado um diagnóstico diferencial. 
  • sarna notoédrica: doença de pele de intensa contaminação e proliferação, com muita coceira. A pele fica escamada e com crostas. 
  • sarna demodécica: acomete felinos imunodeprimidos, geralmente associado alguma patologia viral.
  • sarna otodécica (otocaríase): geralmente acomete os ouvidos dos felinos, mas pode habitar também toda a superficie corporal causando coceira generalizada, sendo altamente contagiosa por contato direto. 
  • queiletielose: chamada de “caspa andante”, também causa intensa coceira e presença de “caspas” como o prórprio nome diz, sendo confundida com diversas doenças, não somente parasitárias mas também alérgicas e distúrbios de disqueratinização (seborréia).
  • linxacaríase: intensa coceira e caspas.
  • dermatofitoses: com 3 principais fungos envolvidos, pode  ser assintomática, podendo contaminar outros animais e o homem.

          Sendo estas as principais doenças parasitárias, porém não as únicas doenças dermatológicas, deve-se fazer um diagnóstico diferencial realizado pelo médico veterinário, incluindo os principais exames dermatológicos (às vezes sendo necessário até biopsia de pele afim de elucidar o caso).

               A Dermatologia Veterinária e principalmente felina evolui a cada ano, mostrando que o gato hoje em dia também faz parte da família, e para tal precisa de tratamento especial e diferenciado, mostrando que nem tudo é sarna.

 

 

 

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CRIANDO O GATINHO ÓRFÃO

postado por M.V. Raquel Redaelli

             Cuidar de um gatinho que perdeu a mãe ou que foi rejeitado por ela é um momento trabalhoso, pois requer cuidados intensivos. Porém o maior trabalho dura apenas em torno de um mês, e então o gatinho consegue ser um pouco mais independente. E É O MÁXIMO! Ver aqueles bebezinhos começarem a andar, procurar a comida, ir até a caixa de areia fazer suas necessidades….

               Alguns fatores são essenciais nos cuidados com o gatinho recém-nascido:

  ALIMENTAÇÃO:

               Os substitutos de leite para gatinhos vendidos em pet shops são uma ótima opção, pela facilidade de preparo e também por ser completo nutricionalmente (leite em pó especial que deve ser diluído em água).

                Outra opção é preparar o leite em casa. Uma receita caseira que gosto é: utilizando leite em pó integral, mel ou glicose de milho, creme de leite, ovo e água pura, prepare 250ml de leite em pó com água morna, misture bem 1 colher de sopa de glicose, 1 colher de sopa de creme de leite e 1 gema. O preparado pode ficar em geladeira por 24 horas, e deve ser amornado na hora de servir.

                Ofereça o leite utilizando mamadeira pet, que possui bico pequeno e facilita a sucção. O gatinho deve mamar a cada 2 horas, e esse período vai aumentando com o passar das semanas. Espere que ele chore pedindo comida, somente o acorde se tiver passado mais de 3 horas sem mamar. A quantidade a ser oferecida é o quanto ele quiser tomar por vez. Mantenha a mamadeira inclinada para que o gatinho não ingira ar, e mantenha o filhote com a cabeça levemente mais alta que o corpo.

  HIGIENE:

               Quando está com a mãe, o gatinho urina e defeca quando estimulado por ela. Devemos estimulá-lo antes e depois da alimentação, passando suavemente um algodão levemente umedecido em água morna sobre a região genital. As fezes são amareladas, devido ao leite. Evite dar banho no filhote, pois pode deixá-lo doente.

  AQUECIMENTO:

               Gatinhos neonatos não conseguem manter sua temperatura corporal, por isso devemos fornecer fontes de calor externa. Além de paninhos e cobertores, pode-se utilizar bolsas de água quente, garrafas pet com água quente dentro, etc, sempre envolvendo em um pano para que não queime o gatinho.

  CRESCENDO:

               Em torno de um mês de vida, o gatinho começa a andar, com o rabinho em pé, parecendo uma antena. Comece a oferecer papinha de desmame (vendido em pet shop) ou ração em lata para filhotes ou então uma ração seca de boa qualidade para filhotes umedecida em água morna para que fique como papa. Observe se ele está comendo o necessário por dia, senão continue fornecendo mamadeira. Quando ele estiver mais firme e comendo melhor (mais ou menos aos 40 dias), comece a oferecer a ração seca também, até que possa tirar a papinha. Alimente-o de 4 a 6 vezes ao dia.

                Quando ele começar a andar, já deixe por perto uma caixa pequena e baixa com granulado sanitário para gatos, para que ele aprenda a usar.

  VERMÍFUGO E VACINA:

               Aos 15 dias o gatinho já pode receber a primeira dose de vermífugo, que deve ser repetida em 15 dias. Entre 45 e 60 dias ele já pode receber a primeira dose da vacina.

                Procure um veterinário para orientações quanto à marca e dose de vermífugo a ser dado, e para fazer um calendário de vacinação para seu filhotinho.

  SOCIALIZAÇÃO:

               Se o seu gatinho estiver saudável, deixe-o interagir com pessoas e outros animais (de qualquer espécie, sem que corra riscos de ataques), principalmente após a segunda semana de vida. Assim, ele irá aprender a interagir e conhecer os limites das suas brincadeiras, para se tornar um adulto mais dócil e carinhoso.

A gatinha das fotos é a Zuca. Adotei ela no HCV da UFRGS quando eu estava no quinto semestre da faculdade (em 2005). Ela tinha uns 3 dias de vida, e estava  abandonada com mais 8 gatinhos. Ela foi criada com a receita caseira de substituto de leite,  e se tornou essa gatona linda! A Zuca tem seus probleminhas comportamentais, pois é muito temperamental, mas mesmo assim é muito parceira e carinhosa, do jeito dela! Aquele ratinho virou uma gata linda demais!

DICAS DE ALIMENTAÇÃO PARA GATOS

postado por M.V. Raquel Redaelli

Esta matéria foi publicada também na Revista 4 Patas – Edição 7. www.revista4patas.com.br

Os gatos que vivem livres possuem um comportamento alimentar que precisamos conhecer para manejar corretamente a alimentação dos nossos gatos domésticos.

Na natureza, os gatos fazem cerca de 30 incursões de caça ao dia, principalmente à noite, quando as presas são mais vulneráveis, tendo como presas principais pequenos roedores e pássaros. O restante do tempo passam descansando! De todas essas tentativas, apenas10 a12 são bem suscedidas.

Os gatos são carnívoros verdadeiros, ou seja, utilizam como principal fonte de energia as proteínas dos alimentos. Outra característica dos felinos é que são animais desidratados por natureza, e tendem a tomar pouca água e concentrar a urina. A água que consomem vem em sua maioria das suas presas, que são compostas por 70% de água.

Mas não significa que devemos dar ratinhos ou apenas carne para nossos gatos. Baseado nesse conhecimento, devemos escolher rações específicas para gatos, que possuem o equilíbrio ideal entre os nutrientes necessários à sua alimentação (altos níveis de proteína, níveis moderados de gordura e baixos níveis de carboidratos). Dê preferência por rações classificadas como “Super Premium”, que apresentam melhor qualidade de seus ingredientes e com isso melhor digestibilidade, ou seja, o animal consome menos e tem melhor aproveitamento do que é consumido. A ração deve ficar disponível todo dia, ou ser oferecida diversas vezes ao dia (com quantidade diária controlada para evitar o sobrepeso).

Os gatos precisam ser estimulados a ingerir água. Devemos reconhecer de que maneira nosso gato gosta de tomar água: água corrente, no box do banheiro, em vasilhas grandes, etc. É importante deixar água sempre limpa, fresca e à vontade. Além disso pode-se fornecer diariamente uma porção  de ração úmida (lata ou sachet), que contém alto teor de água e é pouco calórica. Essas condutas favorecem a hidratação do paciente e ajudam a prevenir doenças renais e urinárias.

(a gatinha da foto é a Trip, minha tripezinha…)

Você deve conversar com um médico veterinário para adaptar essas questões de manejo alimentar ao seu gato, pois algumas condições clínicas podem requerer dietas especiais e controle das calorias ingeridas.

COMO DEVE SER A VASILHA DE ÁGUA E COMIDA E ONDE DEVO COLOCÁ-LA?

Gatos gostam de vasilhas rasas e largas, para que suas vibrissas (bigodes) não toquem no pote. Procure deixar as vasilhas distante das caixas de areia.

POSSO DAR CARNE PARA MEU GATO?

Pode. A carne deve ser fornecida sem temperos, e se for crua, deve ter estado congelada por no mínimo 72 horas para evitar transmissão de doenças. Mesmo sendo carnívoro, a carne não deve ser a base da alimentação do gato, pois pode causar distúrbios metabólicos. Outra dica é fornecer o caldo proveniente do descongelamento da carne.

POSSO DAR ATUM ENLATADO PARA MEU GATO?

Pode, desde que seja o atum ao natural, sem óleo e sem temperos.

POSSO DAR LEITE PARA MEU GATO?

É melhor evitar, pois os gatos adultos possuem baixos níveis de lactase, a enzima que digere a lactose presente no leite, e podem ter diarréia quando consumirem. Prefira o iogurte, que não causa esse transtorno.

POSSO DAR PETISCOS PARA MEU GATO?

Pode, desde que sejam específicos para gatos, e sem excessos. Lembre-se que é apenas um agrado, e não deve ser a base da alimentação. Pode-se utilizar os petiscos para estimular brincadeiras.

QUE ALIMENTOS POSSO USAR QUANDO PRECISO DAR ALGUMA MEDICAÇÃO VIA ORAL?

Para facilitar a administração de uma medicação, pode-se tentar passá-la na manteiga, requeijão ou leite condensado (sem excessos). Os gatos costumam aceitar bem.

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DOENÇAS URINÁRIAS DOS FELINOS

Postado por M.V. Raquel Redaelli. Resumo da palestra apresentada na Noite dos Felinos da XI Semana Acadêmica da Faculdade de Veterinária da UFRGS (dia 06 de outubro de 2011).

               As Doenças do Trato Urinário Inferior dos Felinos (DTUIFs) são classificadas em causas não obstrutivas e causas obstrutivas. As principais causas não obstrutivas são a presença de cristais na urina e a cistite intersticial idiopática; enquanto que as principais causas obstrutivas compreendem os urólitos (cálculos), plugs e coágulos que se instalam na uretra impedindo o fluxo urinário.

                Segundo a literatura, os gatos machos castrados são mais predispostos às DTUIFs. Porém, na experiência clínica, grande número de gatos inteiros estão sendo afetadoss, tanto por obstruções quanto por cistite, esta muito comuns também nas fêmeas. Os principais fatores relacionados com a síndrome são o sedentarismo, a obesidade, gatos que vivem em ambientes internos, que comem apenas ração seca e consomem pouca água diariamente. Com a associação desses fatores, a urina fica mais concentrada, predispondo o acúmulo de minerias, a camada protetora de glicosaminoglicanos presente na mucosa da bexiga sofre redução, e a urina entra em contato direto com a mucosa, causando irritação. Em machos, a chance de cristais e coágulos obstruírem o fluxo da uretra é maior que em fêmeas, pois o diâmetro da uretra na região do pênis é de apenas 0,7 mm; geralmente as obstruções ocorrem nessa região.

                Os sinais clínicos relacionados com DTUIFs são dor e desconforto para urinar, urgência para urinar, frequência aumentada de micções durante o dia, urina por gotejamento, presença de sangue na urina, lambedura da região peniana (sinal de incomodo), podendo ocorrer a obstrução total do fluxo urinário, quando o gato vai tentar urinar, porém não vai conseguir. Passadas 24 horas de obstrução, o gato começa a apresentar quadro de insuficiência renal, com inapetência, vômitos, desidratação intensa, podendo vir a óbito se o quadro não for revertido antes de, no máximo, 72 horas.

                A cistite intersticial está relacionada a estresse e erros de manejo. O tratamento é de suporte, para aliviar os sintomas, e correção das causas predisponentes, pois a doença não tem cura. Quando ocorrem episódios freqüentes, pode-se fazer uso de antidepressivos. É indicado ter diversas caixas de areia pela casa (uma a mais que o número de gatos), de tamanho grande, e que os dejetos sejam recolhidos, no mínimo, uma vez ao dia. O local das caixas de areia e do alimento deve estar distante (pelo menos1 metro), e em local reservado, calmo e silencioso.

                Quando a DTUIF é causada por cristais ou cálculos, além do tratamento de suporte e controle de infecções, deve-se identificar o tipo de mineral e o pH da urina, para iniciar o tratamento com dieta específica (diferente para cada situação). Quando há obstrução, a intervenção deve ser imediata!

                Para a prevenção de todas as DTUIFs, é essencial estimular a ingestão de água. Lembre-se que gatos gostam de água fresca, em recipientes amplos, e de água corrente. Vale qualquer coisa: água direto da torneira, água no box do banheiro, uso de fontes, e inclusive associar as rações úmidas à dieta de gatos predispostos!

EXERCÍCIO PARA GATO?

Postado por JOICE PERUZZI, Médica Veterinária Homeopata e especializada em Comportamento de Cães e Gatos. Contato pelo email joiceperuzzi@yahoo.com.br . Visite o site www.comportapet.com.br .

               Muitos pensam que gatos são animais pacatos, que não precisam fazer exercício e nem ter acesso à rua. Mas não é bem assim… existem gatos e gatos! Realmente alguns são mais pacatos enquanto outros são mais ativos, mas todos devem receber uma boa cota diária de brincadeiras, evitando excesso de peso, ansiedade e estresse que, quando persistentes, podem até causar distúrbios de comportamento.

                 FORA DE CASA

                Algumas pessoas permitem que seus gatos tenham acesso à rua, especialmente em cidades do interior. No entanto, devemos ficar atentos aos perigos da cidade, como carros, cães e até outros gatos que, além de brigar, podem transmitir doenças para o seu bichano.

               Uma boa opção é passear com seu gato, de coleira. Mas não pense que você vai convencer seu gato adulto a sair de guia na rua de primeira. Antes ele deve se acostumar com a coleira, que pode ser peiteira ou de pescoço. Deixe-o com a coleira por alguns minutos por dia, aumentando esse período gradativamente. Quando ele já estiver adaptado, engate a guia na coleira e faça o mesmo processo: deixe por alguns minutos e aumente o tempo gradativamente.

               Os primeiros passeios devem ser feitos dentro de casa, para ele se adaptar. Depois, aumente para o seu pátio ou área interna do prédio, para então sair à rua. Procure momentos do dia em que o movimento não seja grande e opte por caminhos mais tranqüilos.

               Gatos acostumados desde filhotes gostam muito do passeio, mas os adultos podem ser um pouco relutantes, por isso existem opções para você entreter seu gato dentro de casa também.

             DENTRO DE CASA

                As brincadeiras felinas imitam a caça, com todos os movimentos ritualizados, como se o resultado final realmente fosse a caça de uma presa. Por isso, eles adoram brinquedos que se movimentam, como bolinhas ou bichinhos presos em corda, por exemplo. Você pode mexer a corda, estimulando o gato, ou amarrar em local alto, para que ele brinque sozinho.

               Uma excelente ferramenta de enriquecimento ambiental é o uso do espaço vertical, já que os bichanos adoram viver nas alturas. A colocação de prateleiras, nichos ou a simples possibilidade de subir em um móvel pode se tornar algo divertidíssimo para um gato. E para não estragar a decoração da casa, existem empresas que projetam as prateleiras e nichos de acordo com as necessidades do dono.

               Outra coisa que gato adora é se esconder… para isso, use caixas e sacolas de papelão e coloque brinquedos dentro, estimulando ele a entrar nelas. Os arranhadores e brinquedos com catnip já são clássicos nas brincadeiras felinas.

               A alimentação também pode ser feita de forma lúdica, sempre usando o princípio da caça. Uma opção é mudar o local de alimentação do gato diariamente, para que ele tenha que encontrar a comida, ou jogar grão por grão da ração para ele. Também podem ser utilizados brinquedos para “rechear” com petiscos, o que estimula que o gato consiga conquistar o alimento, ou você pode esconder petiscos pela casa para que ele saia à caça deles!

               É importante frisar que gatos com problemas alimentares, idosos e cegos não devem ser submetidos a brincadeiras que envolvem a comida.

               Estimule seu gato diariamente e descubra as brincadeiras favoritas dele! Evite as brincadeiras diretas com o seu corpo (mãos, pés, etc), usando sempre brinquedos para esse fim. Isso evita acidentes, machucados desnecessários e problemas de comportamento.

 

# Você encontra os brinquedos interativos citados neste texto no site http://www.gatices.com.br

TOXOPLASMOSE

Postado por M.V. Raquel Redaelli. Adaptado de ”O Paciente Felino”, terceira edição.

            O Toxoplasma gondii é um protozoário que infecta a maioria dos animais de sangue quente, mas os felinos são os únicos hospedeiros definitivos (nos quais o ciclo se completa).

            Os gatos se contaminam principalmente ingerindo cistos presentes na carne de hospedeiros intermediários (roedores, suínos, ovinos, caprinos, bovinos, eqüinos e aves), completando o ciclo e eliminando oocistos não esporulados nas fezes. Estes oocistos se tornarão infectantes após a esporulação, que ocorre após um a cinco dias em contato com o ambiente. Além disso, o gato elimina esses oocistos apenas uma vez na vida, durante uma a duas semanas. Após, ele se torna imune, e mesmo em casos de depressão muito intensa do sistema imune, nova eliminação de oocistos é muito rara, e se ocorrer, é de número quase insignificante.

           A contaminação humana ocorre principalmente pela ingestão de água e alimentos contaminados e cistos na carne.

          A maioria dos gatos infectados por T. gondii não apresentam sinais clínicos. Os órgãos comumente afetados são os pulmões, olhos e fígado, e os sintomas incluem anorexia, febre, letargia, pneumonia, icterícia, dor muscular, pancreatite e sinais neurológicos.

          A confirmação do diagnóstico pode ser feita pela presença de anticorpos IgG no sangue, que confirma a exposição prévia ao T. gondii. A presença de anticorpos IgM ou grande aumento em IgG indica infecção ativa ou recente.

       Para a prevenção da transmissão, basta higiene! Limpar a caixa de areia do gato diariamente, lavar sempre as mãos após manuseio, lavar bem as verduras e a carne de consumo e a oferecida aos gatos deve ser cozida em temperatura acima de 68ºC ou congelada a – 7ºC pelo tempo mínimo de 24 horas antes do consumo. O processo de salga e de cura da carne também elimina o risco. Pessoas imunologicamente comprometidas (gestantes, pacientes em quimioterapia e HIV positivos) devem ter ainda mais cuidado com os alimentos e evitar o contato com fezes de gatos soronegativos para T. gondii (que ainda tem risco de eliminação de oocistos).     

 

Essa é uma das diversas campanhas educativas divulgadas pelo PEA – Projeto Esperança Animal. 

 www.pea.org.br