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MUDANDO DE CASA COM SEU GATO

Do site http://www.me-adota.blogspot.com , que promove a doação de gatinhos em Niterói – RJ e fornece diversas informações para aqueles que se preocupam com a saúde de seus gatos. 

Gatos costumam se estressar bastante com grandes mudanças em sua rotina. Mudanças de território são ainda mais traumáticas. Para que a transição aconteça sem transtornos, é necessário um certo planejamento para minimizar o estresse e prevenir acidentes.

EVITANDO ESTRESSE E FUGAS NO DIA:

▪ Antes de começar o entra e sai de pessoas e móveis, tranque seu gato num cômodo longe do tumulto. Este cômodo pode ser um quarto já esvaziado no dia anterior ou um banheiro (caso o imóvel tenha mais de um, pois a ideia é manter o gato seguro sem que a porta seja aberta o tempo todo!);

▪ Coloque no “cômodo seguro” a caixa de areia e os pote de água e de ração. Deixe também a caixa de transporte no local. O ideal é que o gato tenha um lugar para se esconder, portanto, improvise uma toca (caixas de transporte, caixas de papelão ou até mesmo cadeiras cobertas com lençóis);

▪ Caso o quarto não possa ser esvaziado um dia antes, deixe para retirar os móveis desse cômodo por último e só permita que outras pessoas entrem no local após fechar o gato em sua caixa de transporte;

▪ Mantenha o “cômodo seguro” trancado ou deixe um bilhete com letras gigantes avisando que a porta deve permanecer fechada. Todo cuidado é pouco durante o caos da mudança;

▪ Na impossibilidade de separar um cômodo só para o gato, mantenha o bichano preso dentro da caixa de transporte por segurança.

NO CAMINHO PARA A CASA NOVA:

▪ Não permita que seu gato seja transportado no caminhão de mudança, afinal, ele não faz parte da sua mobília;

▪ Transporte o gato no banco traseiro do seu carro ou taxi, DENTRO DE UMA CAIXA DE TRANSPORTE própria;

▪ Se a viagem for longa, forre a caixa (que deve ter tamanho suficiente para que o gato possa se mexer) com tapetes higiênicos para cães e leve um rolo de toalha de papel e sacos plásticos para resolver eventuais “desastres fisiológicos”;

▪ Em viagens longas lembre-se de oferecer água (sempre com as janelas e portas do veículo fechadas!). É aconselhável também não alimentar o animal algumas horas antes da viagem para evitar vômitos (converse com seu veterinário a respeito).

NA NOVA CASA:

▪ Mantenha seu gato na caixa de transporte ou no “cômodo seguro”, seguindo as mesmas dicas anteriores, enquanto o caminhão de mudança estiver sendo esvaziado;

▪ O ideal é que pelo menos um cômodo seja totalmente arrumado e nele seja colocado o gato enquanto o resto da casa entra em ordem. De preferência coloque móveis ou objetos que o gato já conheça para se sentir familiarizado;

▪ Apresente a casa aos poucos, depois que estiver completamente mobiliada, evitando assim acidentes e mais estresse para o bichano.

▪ Tele TODAS as janelas, basculantes e varandas ANTES da mudança; o mesmo vale para casas: tele janelas ou muros e portões;

▪ Fique de olho na saúde do seu gato. Parou de comer ou não está usando a caixa de areia como antes? Corra para o veterinário! O estresse da mudança pode fazer com que ele desenvolva algumas doenças;

▪ Para amenizar o estresse da mudança, experimente produtos como o Feliway (feromônio facial felino) – converse com seu veterinário;

▪ Se você permitir que o gato tenha acesso à rua, mantenha o bichano TRANCADO em casa na primeira semana para que ele compreenda que aquele é seu novo território e se sinta seguro nele, assim não tentará fugir em pânico – e lembre-se das consequências que o acesso à rua pode trazer (acidentes e doenças).

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INTRODUZINDO UM NOVO GATO EM UMA CASA COM GATOS

POR JOICE PERUZZI, MÉDICA VETERINÁRIA ESPECIALIZADA EM COMPORTAMENTO DE CÃES E GATOS E HOMEOPATIA. http://www.comportapet.com.br 

Antes de pensar em introduzir um novo gato em casa, você deve analisar seu ambiente e a capacidade de ter mais um animal. Mais um gato significa mais gastos, mais território a ser dividido e mais atenção a ser dividida.

Se você já tem um gato com problemas de comportamento (agressividade, marcação com urina ou arranhadura, medo, etc), a introdução de um novo membro pode ser extremamente prejudicial ao caso. Portanto, comece o tratamento do seu gato antes de introduzir um novo.

Mas se tudo já foi analisado e a opção foi feita, há formas de garantir uma boa convivência entre o novo residente e os antigos.

Quando estamos tratando de gatos bem socializados, a introdução é bem mais fácil. O novo gato deve ser colocado em um cômodo, de preferência onde nenhum gato fique muito tempo, com caixa de areia, água, brinquedos e comida e deve permanecer nesse
local, fechado, por 5 a 7 dias. Se nenhum gato demonstra (ou quando deixarem de demostrar) atitudes agressivas (vocalizações, marcações com urina ou arranhadura e vigia excessiva do cômodo) ou medo, comece a liberar o novo morador aos poucos, deixando-o dentro de uma caixa de transporte no meio de um cômodo onde todos os gatos permanecem. Nesse momento, todos os gatos podem receber seu petisco favorito, facilitando as relações. Depois, o gato é preso em seu cômodo novamente.

Esse processo deve ser repetido por 5 a 7 dias e então o novo gato já pode ser liberado para a casa toda, desde que todos os gatos respondam bem a essa aproximação.

É importante que nos primeiros dias de liberdade total o dono observe bem a reação dos seus gatos, para intervir quando necessário. Sempre que os gatos estiverem no mesmo cômodo, interagindo bem, devem ser elogiados e acariciados.

A quantidade de caixas de areia deve ser aumentada (pelo menos uma a mais). Nos primeiros dias, podem ser mantidos os pratos de comida e caixa de areia no cômodo onde ele ficava preso.

Quando estamos tratando de gatos menos sociáveis, o processo deve ser mais lento, dependendo das respostas de cada um. Sempre busque ajuda especializada quando a adaptação não ocorrer da forma esperada, para garantir uma boa relação entre os gatos no futuro.