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GATOS E SUAS UNHAS – CORTAR OU NÃO? COMO CORTAR?

Por Raquel Redaelli, adaptado de posts publicados no site ENCICLOPÉDIA DO GATO

Links originais:

http://enciclopediadogato.com/cuidados/unhas-cortar-sim-ou-nao/

http://enciclopediadogato.com/cuidados/unhas-como-cortar/

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O corte da unha de gatos gera muita dúvida. Quando cortar ou não, eis a questão!

  • Gatos que não saem de casa devem ter as unhas cortadas obrigatoriamente?
  • Um arranhador pode substituir o corte das unhas?

O corte de unhas é um procedimento indicado somente para gatos que não tem acesso à rua, mas não é um procedimento obrigatório.

Gatos que ficam apenas dentro de casa não precisam ter as unhas compridas para escalar árvores e também não precisam se defender de predadores. Com isso as unhas acabam não sendo gastas pelo atrito das superfícies da natureza e o gato também pode engatar a sua unha em algum local da casa e terminar se machucando. Manter as unhas com pontas no ambiente domiciliar permite ainda que numa brincadeira (ou até num momento de agressividade) com os donos ou com outros animais possa causar arranhaduras graves. Manter as unhas aparadas também ajuda a preservar os móveis, pois mesmo que o gatinho arranhe a mobília, vai evitar que puxe fios do estofado.

Um arranhador para gatos ajuda muito no controle do crescimento das unhas. O arranhador também evita que as unhas fiquem curvadas, o que machuca o gato.

A unha dos gatos possui camadas, e durante a higiene pessoal do gato ele costuma “descascar” essas camadas e limpar as unhas.

A frequência do corte depende da velocidade de crescimento e de quanto o gatinho gasta as unhas. Pode-se cortar uma vez por semana até uma vez por mês. Uma dica simples é olhar com frequência se as unhas estão grandes e pontudas. Para isso, basta apertar os coxins entre os dedos (almofadinhas das patinhas).

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O seu gato permite que você se sinta seguro para cortar as suas unhas? Excelente. Mas saiba que existe um vaso sanguíneo que passa dentro da unha (área rosada) e por isso há um limite para o corte.

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Coloque a unha do gato contra a luz e a corte somente até onde está indicado na foto abaixo. Faça o corte com cortador apropriado, vendido em pet shop. Depois disso, você pode usar uma lixa de unha para remover as lascas, caso necessário.

No caso de não conseguir ou ter receio de realizar esta tarefa, leve seu gato a um Veterinário.

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O gato possui cinco dedos nas patas dianteiras e quatro nas patas traseiras. Todas as unhas podem ser cortadas, mas não é obrigatório cortar as traseiras. Lembre-se de cortar as unhas dos “dedões” dianteiros, pois essas gastam menos, crescem e podem encravar.

Importante: não corte as unhas de gatos que saem à rua! Eles precisam delas para defender-se!

CRIOTERAPIA VETERINÁRIA

Por Raquel Redaelli, médica veterinária. Procedimento disponível na Vila Animal Clínica Veterinária.

A Criocirurgia ou crioterapia é uma técnica que visa a destruição de tecidos com o uso do frio (nitrogênio líquido) com objetivos terapêuticos, principalmente no tratamento de certos tumores de pele. É uma opção de tratamento para uma variedade de cânceres , incluindo tumores da cavidade oral e nasal, cutâneos e/ou de tecidos moles, tumores e fístulas perianais e mamárias. Pode ser usada como tratamento primário, ou em conjunto com a cirurgia convencional e com a quimioterapia. Possibilita o tratamento de tumores recidivantes, lesões próximas ou fixadas a ossos e cartilagens, tumores grandes ou pequenos. É um método alternativo para pacientes nos quais outros métodos de tratamento são impraticáveis.

veterinario gatos caxias - gatos!!INDICAÇÕES: Lesões neoplásicas benignas (papilomas, adenomas, pilomatricomas, hemangiomas, etc), lesões malignas (carcinoma epidermóide, outros carcinomas, melanomas), lesões palpebrais, lesões em cavidade oral, lesões perianais e tumores cutâneos com até 2,5 cm.

VANTAGENS: Procedimento muitas vezes possível apenas com anestesia local, o que possibilita o procedimento em animais com outras complicações sistêmicas tais como insuficiência renal, cardiopatias ou pacientes idosos. Para o tratamento de tumores relativamente pequenos e de fácil acesso pode ser preciso apenas anestesia local, já em locais como a pálpebra pode ser preciso  uma sedação maior, e, alguns outros, como um tumor em cavidade oral por exemplo, pode se fazer necessário anestesia geral.

Ainda, rapidez, efeito cosmético, baixo custo do tratamento, pouca dor, menor hemorragia, tratamento múltiplo, ausência de efeito cumulativo.

EFEITOS PÓS TERAPIA: Formação de crostas (10 a 21 dias), vesículas, descamação e cicatrizes, desconforto (dor), edema, eritema, hemorragia (1 a 2 h após aplicação) e secreção (1 semana).

SEQUELAS: Cicatriz e perda tecidual, leucodermia, leucotriquia, alopecia, deformação e/ou perfuração de cartilagem nasal e da pina.

Fontes: https://cirurgiavet.wordpress.com/tag/crioterapia/; http://www.petcancercenter.org/Cancer_Treatments_Cryosurgery.html; http://oncovet.com.br/tratamentos/criocirurgia/ e aula da prof. Carmen Helena Vasconcellos, no curso de pós graduação em clínica médica e cirúrgica de felinos, Instituto Qualittas.

CUIDADO COM O CALOR EXCESSIVO!

Publicado pelo M.V. Carlos Gabriel Dias, do Rio de janeiro, no site www.clinicaparagatos.blogspot.com.br

Link original : http://clinicaparagatos.blogspot.com.br/2014/01/rio-de-janeiro-sensacao-termica-43-c.html

veterinario gatos caxias - keep calm and enjoy

Mesmo aqui no Rio Grande do Sul, e aqui na Serra Gaúcha, esse alerta é válido! Mesmo aqui, estamos passando por um período de intenso calor e, assim como nós, nossos gatinhos também sofrem….

RIO DE JANEIRO + SENSAÇÃO TÉRMICA 43ºc + GATOS DOMÉSTICOS = ALERTA!

GATEIROS AMIGOS. Ultimamente atendemos muitos gatos incomodados com o calor excessivo deste verão escaldante. A Pretinha não quer comer. Frederico parece ter perdido peso.

Assim vamos listando inúmeras queixas que parecem relacionados ao estresse do calor implacável. Os desconfortos variam bastante e vão desde perda de peso ou mesmo vômitos ocasionais.

No entanto, essa situação não diminui a importância de levar os gatos aos seus Clínicos Veterinários, uma vez que muitas doenças manifestam-se de forma semelhante aos sintomas relacionados ao calor excessivo. Por outro lado, banalizar os sintomas como perda de peso, perda de apetite, etc.

DICAS IMPORTANTES:

  • Troque a água com intervalos menores (mesmo para fontes).
  • Se for sair de casa pode colocar outro pote com uma pedra de gelo.
  • Brincadeiras entusiasmadas deverão ser evitadas em períodos com muito calor ambiental.
  • Para gatos já acostumados com ração úmida: incorpore um pouco de água no caldo da ração para aumentar a ingesta de água (não coloque muito porque eles podem perceber!).
  • Atenção para potes de água e ração próximos de paredes que recebem incidência solar direta.
  • Gatos que já foram acometidos de doenças uretrais deverão ser observados quanto à ocorrência de urina muito concentrada e os Clínicos deverão ser consultados quanto às orientações de manejo dietético e hídrico nestes períodos.
  • Modifique o horário de “encher” o pote de ração para o início da noite. (A ração mesmo preparada para manter-se estável poderá oxidar em temperaturas muito altas. Como normalmente colocamos ração na parte da manhã para sairmos para trabalhar, ao longo do dia a chance da ração ficar menos apetitosa ou inapropriada é maior! Durante a noite e com temperaturas mais amenas, uma ração fresquinha pode ser providencial). Assim, deixe um pouco de ração pela manhã e jogue fora o que não for consumido ao final do dia.
  • Ar condicionado pode? Pode, mas o importante é permitir que o gatão ou a gatinha tenha acesso ao lado de fora se sentirem-se desconfortáveis com a baixa temperatura. Cuidado com as trocas abruptas de temperaturas, ok?
  • Vovôzinhos, vovózinhas, pacientes com limitações respiratórias, filhotes, gestantes deverão ser supervisionados mais atentamente.
  • Viagens de carro deverão ser agendadas para horários mais amenos, se possível. Um saquinho com gelos ou um saco de água pequeno congelado encima de uma toalha dentro do transporte poderá ajudar a enfrentar o transporte.
  • Gatos de pelagem clara precisam ser mais eficientemente protegidos contra os raios UV com protetores solares aplicados de forma mais frequente.
  • Tente bater  a ração úmida com água no liquidificador e congelar em forminhas de gelo. As pedrinhas de gelo podem ser servidas diariamente. Muitos gatos comem como um “picolé cremoso”. (dica extra por Raquel Redaelli).

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E ao menor sinal de problemas (Mesmo que pareça ter sido causado pelo calor!) NÃO PERCA TEMPO, LEVE O BICHANO NO CLINICO!

ACIDENTES FELINOS: 13 PRECAUÇÕES

Por Raquel Redaelli, M.V. Publicado na Revista Pulo do Gato, Especial 13 ANOS DE MUITA SORTE! Edição Novembro/Dezembro 2013.

pulo do gato nov-dez13

Os nossos bichanos podem se acidentar em diversas situações que nós nem imaginamos!

“A curiosidade matou o gato.” (Ditado popular). Quem nunca ouviu esse ditado que tem um grande fundo de verdade? Gatos são seres muito inteligentes e seletivos, mas também muito curiosos e exploradores, e como a vida intra e extradomiciliar contém diversos perigos, cabe a nós, tutores responsáveis dos nossos bichanos, evitar os acidentes. Muitos desses perigos podem levar a consequências fatais.

INTOXICAÇÕES

1. MEDICAÇÕES: Nunca medique seu gato sem orientação médica. O maior número de intoxicações em felinos está relacionado ao fornecimento de paracetamol e ao uso de produtos para pulgas não indicados para gatos!

MEDICAMENTOS HUMANOS QUE NUNCA DEVEM SER OFERECIDOS AOS BICHANOS:

  • Paracetamosl (Tylenol)
  • Diclofenaco (Cataflan)
  • Ibuprofeno (Alivium)
  • Fenazopiridina (Piridium)
  • Ácido mefenâmico (Ponstan)
  • Fleet enema

MEDICAMENTOS QUE DEVEM SER USADOS COM CAUTELA:

  • Antiinflamatórios não esteroidais em geral (cetoprofeno, meloxican)
  • Ácido acetilsalicílico (AAS, aspirina)

2. ALIMENTAÇÃO: Os felinos podem apresentar quadros de intoxicação ao ingerir alguns alimentos que não são destinados a eles. Por isso, tome muito cuidado com alimentos como:

  • Alho
  • Cebola
  • Tomate (mesmo que não seja puro nem cru)
  • Chocolate
  • Abacate
  • Uvas

3. OUTROS PRODUTOS: Evite que os bichanos mantenham contato direto e retire-os do local de aplicação de:

  • Produtos de limpeza
  • Adubos e agrotóxicos
  • Produtos químicos (tintas, solventes, cloro, etc)

4. PLANTAS TÓXICAS: Muito cuidado com as plantas, já que muitos gatos gostam de comer “verdinhos”. Certifique-se de que as que você tem em casa não provocam perigos. Dentre as plantas tóxicas, podemos citar:

  • ciclame, hera, lírio-da-paz, jibóia-prateada, cheflera, sagu-de-jardim, mamona, amarílis, espirradeira, folha-de-veludo, tulipa, azaléia, teixo, samambaia, renda-portuguesa, espada-de-são-jorge e comigo-ninguém-pode.

veterinario gatos caxias - causa felina

ACIDENTES DOMÉSTICOS

A tutela responsável nos obriga a zelar pela segurança dos nossos animais de companhia. Os acidentes mais comuns e mais graves são a ingestão de fios e linhas e a queda de grandes alturas. Por isso, é preciso ficar atento a vários detalhes.

5. LUGARES FECHADOS: O felino gosta de entrar em armários, gavetas, caixas, malas, baús, e até em máquinas de lavar roupas e fornos, podendo ficar trancado ou se machucar. Ele também gosta de investigar sacolas, correndo o risco de sufocamento.

6. PLÁSTICOS: Os gatos têm atração por mastigar materiais que fazem barulho, principalmente plásticos. No entanto, caso engulam esses itens, eles podem engasgar ou apresentar obstrução intestinal.

7. LINHAS, FIOS DE LÃ E BARBANTES: Os bichanos adoram brincar com fios, mas podem acabar ingerindo-os. É comum o fio prender embaixo da língua e não ser deslocado pelo trânsito intestinal, provocando aderência do intestino, obstrução e peritonite. Além disso, onde tem uma linha, pode ter uma agulha, que também poderá ser ingerida e causar perfuração intestinal.

8. FOGÕES, ESTUFAS E LAREIRAS: Alguns gatos gostam tanto de aquecimento que chegam muito perto das fontes de calor e acabam se queimando. Tenha um cuidado especial com fogões à lenha e lareiras, pois o bichano pode pular em cima e queimar as patinhas.

9. JANELAS E SACADAS: É imprescindível a instalação de redes de proteção em apartamentos, pois o felino adora estar em locais altos. Ele pode se distrair ou tentar caçar e, consequentemente, se desequilibrar e cair. Todas as alturas proporcionam riscos, assim, mesmo quem mora em andares baixos deve colocar a rede, pois, além de segurança para os bichanos, é uma tranquilidade para os humanos.

10. OBJETOS CORTANTES: Muito cuidado com alfinetes, facas, tesouras, vidros, etc.

ACIDENTES EXTRADOMICILIARES

Os gatos que tem acesso à rua estão sujeitos ainda a outros tipos de acidentes e doenças, muitas vezes mais graves. Os bichanos que possuem vida livre podem aproveitar melhor seus instintos, mas as consequências disso devem ser bem avaliadas pelos responsáveis.

11. AUTOMÓVEIS: Os gatos podem dormir perto do motor do carro enquanto ele ainda está quentinho. Mas quando o motorista dá a partida, o animal pode sofrer queimaduras e ser “transportado” sem que ninguém perceba. Além disso, são muito comuns os atropelamentos, mesmo que os gatos sejam rápidos e ágeis.

12. ATAQUES: Os bichanos que andam pelas ruas estão sujeitos a ataques de cães e brigas com outros gatos, além de maus-tratos realizados por crianças e adultos.

13. DOENÇAS: As doenças mais graves são as transmitidas entre gatos, sendo a AIDS (FIV – Vírus da Imunodeficiência Felina) e a Leucemia (FeLV – Vírus da Leucemia Felina) causadas por retrovírus e sem cura.

O TATO DOS GATOS

Por Joice Peruzzi, médica veterinária especialista em Comportamento Animal.  

http://www.petestar.com.br

Publicado na Revista Pulo do Gato, edição 78, Novembro/Dezembro 2013.

veterinario gatos caxias 81

Assim como a visão e o olfato, o tato é um importante sentido para o espírito caçador dos bichanos, além de preveni-los contra situações dolorosas.   

        O que seria de nossa rotina sem o “momento carinho do dia”? Afagar os bichanos é uma terapia e a interação com eles é fundamental para o bem-estar da relação gateiro-gatinho. Mas você já imaginou fazer um carinho no seu filhote de quatro patas e ele não apresentar nenhuma reação? Seria estranho, não? Então agradeça ao tato, pois é através desse sentido que o felino reconhece os estímulos externos e reage a eles.

          Os sensores táteis espalhados pelo corpo do gato podem trazer informações de temperatura, pressão, toque, texturas, vibrações, velocidade e direção de correntes de ar, auxiliando nas atividades diárias, como a caça, e garantindo a sua sobrevivência graças ao sistema de termorregulação e da percepção da dor.

DESENVOLVIMENTO

          O tato é um dos sentidos presentes nos gatinhos recém-nascidos (neonatos), juntamente com o olfato, devido à sua importância na orientação do filhote para encontrar a mãe e os irmãos. Através do reflexo de fossamento, que associa os sentidos do tato e do olfato, o gatinho fuça à procura do seio da gata para mamar.

        A regulação térmica no recém-nascido é insuficiente, por isso a gata tem cuidado intensivo nos primeiros dias da vida, mantendo todos os filhotes aquecidos e juntos de si.

       Conforme o filhote cresce, há um maior desenvolvimento dos outros sentidos e também do tato.

CARINHO

         Batidas delicadas e afagos são as carícias favoritas dos gatos, pois estimulam os receptores táteis de todo o seu corpo. A tolerância ao carinho e preferências quanto ao tipo de carícia variam individualmente, e dependem de diversos fatores, como idade de desmame, socialização e genética.

           A maioria dos gatos não tolera ser apertado, apenas segurado firmemente e com seu apoio assegurado. Para a maioria dos procedimentos com gatos é indicada a contenção mínima.

VIBRISSAS: OS FAMOSOS BIGODES

         Além dos receptores táteis presentes em todo o corpo do gato, existem pelos modificados que também atuam como grandes receptores ambientais: as vibrissas, vulgo bigodes.

            Os gatos possuem vibrissas nas seguintes regiões: bucal, bochechas, acima dos olhos, queixo, carpos (região das patinhas).

            Cada uma das vibrissas possui folículo próprio que é cinco vezes maior que o folículo de um pelo comum, preenchido com sangue e com muitos receptores neurais, além de ter musculatura própria que possibilita a sua movimentação.

          Esse sistema permite ao gato captar as mais leves mudanças nas correntes de ar, o que o ajuda na locomoção, especialmente no escuro, e a caçar. O menor movimento de uma presa próxima ao gato pode ser captada por suas vibrissas, facilitando a caça em situações de visão comprometida.

           A perda das vibrissas torna o gato mais dependente da visão para a caça, mas não o deixa em desequilíbrio ou desestabilizado como muitos afirmam. De qualquer forma, por ser um importante meio de localização em determinadas circunstâncias, o corte das vibrissas não é indicado.

DOR

          Outra função importante dos receptores táteis é afastar o gato de situações que causem dor, ou seja, quando há a percepção de uma lesão tecidual de qualquer origem. O limiar de dor varia de gato para gato.

TEMPERATURA

Os gatos têm menor sensibilidade ao calor do que os humanos. No entanto, há uma importante sensibilidade nasal a mudanças pequenas de temperatura.

Reações de evitação são observadas a partir de 51‘’C (em humanos essas reações aparecem em torno de 44‘’C).

Essa falta de sensibilidade é o que faz alguns bichanos procurarem o calor de um motor de carro ou a proximidade do fogo, chegando a chamuscar seu pelo sem desconforto maior.

FELICES FIESTAS 2013 – 2014!!!!

“Quem teve a ideia de cortar o tempo em fatias, a que se deu o nome de ano, foi um individuo genial. Industrializou a esperança, fazendo-a funcionar no limite da exaustão.
(…)
Aí entra o milagre da renovação e tudo começa outra vez com outro numero e outra vontade de acreditar que daqui para adiante vai ser diferente. “
(Carlos Drummond de Andrade)

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PRESTE ATENÇÃO AOS SINAIS DE DOENÇA DO SEU GATO

 postado por M.V. Raquel Redaelli

www.geekcats.com

Como proteção os gatos evitam demonstrar fragilidade, dor e mal-estar, Por instinto tendem a disfarçar e se esconder, motivo pelo qual as doenças muitas vezes são percebidas em estágios avançados.

Alguns sinais podem ser sutis, mas podem revelar alterações na saúde:

emagrecimento,    obesidade,    olhar profundo,    pelos opacos e eriçados,   polidipsia (ingerir mais de 100ml por Kg de peso de água ao dia),   poliúria (urinar em excesso),    agitação e/ou “mau-humor”,    vômitos frequentes,    urinar ou defecar em locais inadequados

Se perceber alguma dessas alterações, procure o médico veterinário para fazer um check-up. Melhor ainda: faça avaliações periódicas para detectar doenças precocemente! O ideal é uma visita anual ao veterinário.

HAPPY HALLOWEEN!!! DIA DAS BRUXAS x GATO PRETO

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DIA DAS BRUXAS X GATO PRETO

http://carosfelinos.blogspot.com.br/2010/10/dia-das-bruxas-x-gato-preto.html

Não é de hoje que algumas pessoas envolvem mitos e superstições sobre gatos pretos. Ao longo da história gatos pretos traziam má ou boa sorte, anunciavam mortes, infelicidades. E, o pior, é que tem gente que acredita e aproveita para desforrar o termo ‘travessuras’ em cima dos pobrezinhos.
 

Hoje, Halloween ou no Brasil, Dia das Bruxas, é fácil assimilar a data com a figura do bichano de coloração preta. Mas cuidado para se deixar levar por tal tradição, que foi modificada com o tempo, as culturas, países, pessoas, enfim… que é um crime disfarçado de tradicionalismo.

Então, nada de superstições, e vamos comemorar a data com o melhor que uma festa pode oferecer…
Beijos e Gostosuras e Travessuras (responsáveis!) para todos…Alguns mitos e curiosidades sobre gatos pretos…

=!= Nos tempos antigos, os gatos pretos eram originalmente idolatrados pelos Egípcios. Acreditava-se que a deusa egípcia Bast assumia a forma de um gato preto. Muitos antigos egípcios adotaram um gato preto na esperança de que ela acabaria por se tornar parte do espírito do animal e, posteriormente, traria riquezas e prosperidade à sua família.

 
=!= Durante o século XV, os gatos pretos começaram a ter uma má reputação como resultado da sua associação com as bruxas. Acreditava-se que as bruxas que tinham um gato preto, depois de mortas encarnariam no gato, preservando assim os seus poderes sobrenaturais que poderiam ser utilizados para feitiços.
 
=!= O rei D. Carlos I, membro da monarquia britânica, possuía um gato preto que ele considerava ser o seu amuleto da sorte, a tal ponto que insistiu que o gato seria vigiado 24 horas por dia. 
 
=!= No Japão o gato preto simboliza boa sorte. Na Escócia, por exemplo, um gato preto à varanda é um forte sinal de riqueza e prosperidade a caminho. 
 
=!= De acordo com a lenda, as mulheres dos pescadores mantinham um gato preto em casa enquanto os seus maridos iam para o mar, para trazer sorte e assegurar o seu regresso em segurança.

CÂNCER DE MAMA EM GATAS – PREVINA!

PUBLICADO NO SITE www.gateiro.com.br, link original http://www.gateiro.com.br/cancer-de-mama-em-gatas/

outubro rosa 3“Estamos no Outubro Rosa, mês de prevenção e combate ao câncer de mama. Toda gateira deve fazer o exame periódico para se proteger, mas poucas pessoas sabem que a doença também acontece em animais. Eu conversei com Dra. Laila Massad Ribas, veterinária e autora do Portal Medicina Felina, sobre o assunto.” Publicado por Thiago, 16/10/13.

Como a doença se caracteriza?

O câncer de mama é um tumor maligno que acomete os tecidos mamários das gatas, das cadelas e das mulheres. Nas gatinhas o tipo de câncer mais comum é o carcinoma. Apesar de ser mais frequente em cadelas, a cada 10 tumores de mama em gatas, entre oito e nove são malignos, ou seja, são cânceres.

Por que a doença acontece?

Na maioria dos casos o desenvolvimento do câncer está relacionado à produção de hormônios pelos ovários. As injeções anticoncepcionais aplicadas em pet shops são hormônios e estão, comprovadamente, relacionadas com o desenvolvimento de câncer de mama nas gatas.

É possível realizar um exame preventivo? Qual seria a técnica? E a periodicidade?

O exame físico das mamas é o melhor método. Ele é feito através da palpação de toda a cadeia mamária dos dois lados. Esse exame deve ser feito anualmente pelo veterinário ou em casa pelo proprietário. Quanto mais cedo detectada a doença, melhor. As vezes o proprietário sente apenas uma bolinha bem firme na mama. Essa bolinha pode ter inicialmente o tamanho de um grão de arroz.

Caso o veterinário detecte a presença de algum tumor nas mamas, ele vai precisar fazer exames como a citologia, a biópsia e exame de raios-x de tórax para ver se não há presença de metástase (etapa em que o tumor se espalha para outros órgãos).

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Há uma pré-disposição para desenvolver a doença a partir da idade?

Sim, as gatinhas com mais de sete anos têm maior predisposição, mas é essa doença pode acometer até mesmo as mais novinhas.

Há predisposição racial?

Sim, as gatas siamesas ou descendentes de siamês possuem duas vezes maior risco de desenvolver o câncer de mama.

A castração evita infecções no útero. Ela também pode ajudar a combater o câncer de mama?

Sim, a castração precoce é o melhor método preventivo do câncer de mama. Quando digo precoce, quero dizer antes do primeiro cio, que pode ocorrer entre cinco e sete meses de vida. Por isso é bom castrar as gatinhas assim que elas acabarem de tomar as vacinas na infância. Se a gata não é castrada, ela tem mais chance de desenvolver esse câncer. A aplicação de anticoncepcional aumenta muito o risco! Nunca aplique esse hormônio na sua gatinha!

Como funcionam os tratamentos para a doença?

O tratamento é baseado na remoção total das mamas. A cirurgia é bastante radical e requer cuidados nos pós-operatório. A quimioterapia pode ser indicada em alguns casos.

Os tratamentos têm eficácia?

Sim, mas isso depende muito da época em que o tumor foi descoberto. Quanto mais cedo melhor!

A doença acontece somente em fêmeas?

Não, aproximadamente de 1% a 5% dos cânceres de mama acometem machos.

outubro rosa 2E nas cadelas?

Nas cadelas os tumores de mama são bem mais frequentes. Entretanto, no caso delas 40% dos tumores são benignos, ou seja, não há potencial para se espalhar para outros órgãos.

COMO CUIDAR BEM DO SEU GATO – OBESIDADE SOB CONTROLE

Da série Resumão, abordando o tema “Como cuidar bem do seu gato”, por C. Pinney.  Confira! www.bafisa.com.br – RESUMÃO

OBESIDADE SOB CONTROLE – GATO EM FORMA

Imagem4# O gato é considerado obeso quando o excesso de peso atrapalha sua via, impedindo-o de pular ou brincar. O peso ideal é difícil de estabelecer, uma vez que depende da raça e do tamanho. Normalmente oscila entre 2,5 e 10 quilos.

# Pesar em casa somente o gato é tarefa árdua. A solução é você se pesar em uma balança caseira e depois fazer o mesmo segurando o gato no colo. Subtraindo a segunda pesagem da primeira, você saberá o peso do animal.

# A obesidade é causada por gulodice, excesso de comida e falta de exercício.

# O excesso de peso predispõe o gato a distúrbios hepáticos, diabetes, hipertensão e doenças articulares.

# Cortar a quantidade de comida que você oferece as seu gato não basta:

  1. Evite também guloseimas e petiscos.
  2. A escassez de comida pode levar a deficiências nutricionais.

# Para conseguir que seu gato perca peso, alimente-o com ração específica para dieta de baixa caloria indicada pelo veterinário.

  1. Esse tipo de ração é rico em fibras e pobre em calorias, mas mantém seu gato saciado.
  2. A dieta deve ser rica em aminoácidos, que promovem a perda de peso.
  3. A quantidade recomendada, variável conforme a marca da ração, depende do peso a ser alcançado. A perda de peso deve ser de 1% por semana até o período de quatro meses. Pese o gato toda semana para que você avalie os progressos alcançados.
  4. Aumente a atividade física do gato. Como gatos gostam de brincar, passe mais tempo fazendo isso com ele. Caso o animal esteja habituado à coleira, passeie com ele todos os dias, por dez minutos.

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PROVÉRBIOS DE GATOS

PUBLICADO NO SITE http://www.osgatos.com.br

LINK ORIGINAL http://osgatos.com.br/artigos/proverbios-de-gatos.html

É fato que os gatos fazem parte da história e da cultura de muitos países. Por isso, trazemos para você uma seleção de provérbios populares em todo o mundo. Aproveite!

“Você sempre vai ter sorte se você sabe como fazer amigos com gatos estranhos.” Provérbio Colonial

“No olho do gato, todas as coisas pertencem aos gatos.” Provérbio Inglês

“Cuidado com as pessoas que não gostam de gatos.” Provérbio irlandês

“Um gato velho não vai aprender a dançar.” Provérbio marroquino

“À note, todos os gatos são pardos.” Provérbio Norte Americano

“Um gato pode olhar para um rei.” Provérbio Inglês

“Proprietário feliz, gato feliz. Proprietário indiferente, gato solitário.” Provérbio chinês

“Feliz é a casa com pelo menos um gato”. Provérbio italiano

l“O cão para o homem, o gato para a mulher”. Provérbio Inglês

“Eu dei uma ordem para um gato, e o gato me deu a sua cauda”. Provérbio chinês

“Os gatos, moscas e as mulheres estão sempre em seus banheiros”. Provérbio Francês

“Um gato mordido uma vez por uma cobra teme até mesmo corda” Provérbio Árabe

“O gato é a beleza da natureza”. Provérbio Francês

“Livros, gatos e meninas loiras são a melhor decoração para um quarto”. Provérbio Francês

15 COISAS SIMPLES QUE SE TORNAM COMPLICADAS QUANDO VOCÊ TEM UM GATO

DO SITE http://www.acidulante.com.br

LINK ORIGINAL:

http://acidulante.com.br/cultura-pop/15-coisas-simples-que-se-tornam-complicadas-quando-voce-tem-um-gato/

1. DIGITAR

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Até hoje a ciência tenta explicar o motivo dos gatos fazerem isso.

2. FAZER AS MALAS

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melhor é quando você fecha a mala e sente aquele peso extra, aí quando você abre pra ver…

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3. ESCOVAR OS DENTES

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As vezes acho que o medo que os gatos tem por água é só fachada :P

4. ABRIR UMA LATA DE ATUM

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Cortar peixe, cortar carne, comida, é sempre assim :D

5. APENAS DEIXAR COISAS EM CIMA DA MESA

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“Isso aqui não, isso aqui não também. Nem isso.

Uma vez deixei a minha caneca oficial da Harley Davidson na minha estante, aí ela misteriosamente foi para no chão em pedaços.

6. NA VERDADE, DEIXAR AS COISAS EM QUALQUER LUGAR

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A culpa foi claramente da TV que estava no meio do caminho.

7. UOU!! ELES SÃO NINJAS

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Admita, você ficou olhando para esse gif pelo menos umas 5 vezes em loop.

8. LAVAR ROUPAS

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É uma beleza encontrar as roupas cheias de pelo.

9. MANTER AS PORTAS FECHADAS

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Já disse que eles são ninjas?

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Trombadinha :D

10. BEBER ÁGUA

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Seu copo, meu copo.

11. RECEBER ENCOMENDAS

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Eles adoram caixas, se for de papelão então…

12. TOMAR IOGURTE

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Cadê os lactobacilos vivos?

13. DEITAR E DORMIR

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“Acorda pra me dar comida, humana”

14. ACORDAR E LEVANTAR DA CAMA

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 “Tá tão quentinho aqui”

15. SAIR E DEIXAR ESSAS COISINHAS EM CASA

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BÔNUS

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Fonte: Grunz

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SINAIS DE QUE SEU GATO ESTÁ PLANEJANDO TE MATAR

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ALERGIA A GATOS

ENTREVISTA COM A DRA. LAILA MASSAD RIBAS, MÉDICA VETERINÁRIA E AUTORA DO PORTAL MEDICINA FELINA (http://portalmedicinafelina.com.br/).

PUBLICADO NO SITE http://www.gateiro.com LINK http://www.gateiro.com.br/entrevista-alergia-gatos/

veterinario gatos caxias - mima2

1) Por que algumas pessoas têm alergia a gatos?

O processo alérgico é uma resposta exacerbada do sistema imunológico frente ao contato com um determinado alérgeno, que pode ser um alimento, uma substância inalada ou algo que entre em contato direto com a pele de alguém.

A saliva dos gatos possui uma proteína chamada fel d1. Algumas pessoas são alérgicas a essa proteína e a sensibilidade varia de indivíduo para indivíduo. Como os gatos se lambem muito para manter a higiene, é natural que sua pelagem contenha altos níveis de fel d 1. Uma pessoa alérgica à fel d 1 pode se sensibilizar apenas ao entrar no mesmo ambiente que um gato. Outras já podem ficar sensíveis somente ao passar a mão no bichano.

2) Esse tipo de alergia tem origem genética?

Sim, a predisposição a qualquer alergia possui também origem hereditária.

3) É possível desenvolver a alergia ao longo da vida?

Ao longo da vida aumenta a quantidade de vezes que a pessoa entrou em contato com o alérgeno. Isso a torna mais sensível e a reação imunológica pode aumentar.

4) Há fatores que podem tornar a alergia mais forte?

Gatos pretos, machos e/ou não castrados possuem maior quantidade de proteína fel d 1 na saliva, mas outras cores ou até mesmo gatos sem pelos, como o Sphynx, também podem desencadear a alergia.

5) Essa alergia têm cura?

Existem algumas vacinas que podem dessensibilizar a pessoa, que deixa de ser alérgica.

6) Como é possível prevenir ou minimizar um ataque alérgico desse tipo?

Banhos semanais nos gatos ajudam a minimizar a quantidade da proteína no pelo e pode ajudar a convivência com os alérgicos. No ambiente é sempre bom evitar tapetes, carpetes e cortinas e manter uma higienização constante para reduzir a quantidade de alérgenos.

OBS. (por Raquel): Existe hoje no mercado um produto para uso tópico em cães e gatos que remove detritos e sujidades da pele, como restos de saliva e urina e aumenta o peso das partículas, impedindo que flutuem no ambiente.

7) Uma pessoa alérgica a gatos também têm alergia a outros animais?

Não necessariamente. O recomendado pelos médicos é realizar testes alérgicos para descobrir quais são os alérgenos que prejudicam a pessoa.

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O Prof. Dr. Eduardo Massad, da Faculdade de Medicina da USP, colaborou com essa entrevista. Ele também é pai da Dra. Laila.
Foto: Flickr – Alfio.biz

GATOS COM ASAS?

BEM ESTRANHO…. MAS MUITO INTERESSANTE!!!

Publicado no Blog 100nexos, de Science Blogs, por Kentaro Mori. 

Artigo original no link: 

http://scienceblogs.com.br/100nexos/2007/06/gatos-com-asas-a-nada-terrvel-verdade/

                “Um gatinho, pertencente ao chinês Granny Feng, criou longas asas. No começo o dono achou que fossem apenas caroços, mas depois de um mês os ossos cresceram e os membros ficaram parecendo duas asas. Feng contou que as asas começaram a se desenvolver depois que o gato foi assediado sexualmente por algumas gatas há alguns meses”.

veterinario gatos caxias - gatos com asas - scienceblogs

                  Gatos com asas são uma realidade, mas a nada terrível verdade é que os apêndices não são asas de verdade. Como muitos podem imaginar, algumas “asas” são apenas bolos de pêlo, ou malformações congênitas — isto é, os felinos nascem com membros a mais. Nada disso seria muito interessante, o que é interessante é que a terceira explicação para gatos alados é uma condição chamada astenia cutânea felina (FCA), ligada inicialmente ao fenômeno dos gatos com asas pelo inglês Karl Shuker.

                  A condição, que tem uma contraparte em humanos, faz com que a pele se torne extremamente elástica, como borracha. Ela pode acabar se esticando em longos apêndices, e em gatos, os apêndices de pele — sempre surgindo ao redor das costas — podem manter alguma ligação com músculos. Quando os gatos correm, podem gerar a cena inusitada de felinos batendo suas “asas”.

              Se estendidas demais, as “asas” dos gatos podem se desprender, sem sangramento ou dor ao bichano, e seu aspecto é como de uma fibra dura de cartão, o que pode ter levado o chinês Feng a pensar que tinha ossos. Abaixo, fotografia de um caso inglês dos anos 1970:

veterinario gatos caxias - gatos com asas 2 - scienceblogs

  O artigo de Sarah Hartwell em Messybeast (http://www.messybeast.com/winged-cats.htm) tem uma grande série de informações e imagens, já a fotografia acima é original do artigo de Shuker na revista Fortean Times 168. Gatos com “asas”, acredite se quiser, são tão reais quanto pessoas ou coelhos com “chifres” na cabeça.

COMO CUIDAR BEM DO SEU GATO – NUTRIÇÃO

Da série Resumão, abordando o tema “Como cuidar bem do seu gato”, por C. Pinney.  Confira! www.bafisa.com.br – RESUMÃO

 NUTRIÇÃO – QUANDO E COMO ALIMENTAR

# A boa nutrição garante um sistema imunológico resistente, altos níveis de energia e, portanto, um animal mais saudável.

# Gatos tem necessidades nutricionais especiais:

  • veterinario gatos caxias 81a dieta deve incluir quantidades elevadas de proteínas de alta qualidade.
  • a taurina, um aminoácido essencial, é necessária na dieta em quantidade suficiente para prevenir doenças cardíacas. A maior parte das rações preenche esse requisito.
  • nunca alimente o gato com comida para cães.
  • nunca ofereça frango com osso ou peixe com espinhas.

# Os alimentos industrializados podem ser secos ou úmidos.

  • a ração seca custa menos, é mais durável e pode ser deixada no comedouro do animal sem problemas.
  • os alimentos úmidos são mais apetitosos e fáceis de mastigar. São os mais indicados para gatos idosos com doença periodontal ou perda de sensibilidade do olfato. São úteis para desmamar filhotes com menos de 8 semanas. Gatos com doença crônica no trato urinário podem se beneficiar do aumento da umidade na dieta.
  • restos de comida úmida devem ser jogados fora depois de duas horas.

# Siga as quantidades diárias recomendadas pelo fabricante na embalagem. Em geral, recomenda-se: para filhotes até 6 meses, até quatro refeições por dia; para filhotes mais velhos e gatos adultos, duas ou três pequenas refeições por dia.

# Certifique-se de que seu gato se mantém livre de parasitas intestinais capazes de roubar seus nutrientes vitais diários.

# Há vários produtos alimentares à venda. Peça ao veterinário que recomende a marca e o tipo.

# Escolha a ração mais balanceada e completa do ponto de vista nutricional levando em conta a idade, as condições de saúde e o nível de atividade do animal.

  • filhotes (até 12 meses) precisam de mais nutrientes do que adultos, para garantir o crescimento e o desenvolvimento musculoesquelético.
  • veterinario gatos caxias 106.1gatos ativos precisam de mais calorias dos que os sedentários.;
  • a gata prenhe ou com filhotes em fase de amamentação deve ser alimentada com ração para filhotes, com maior teor de nutrientes.
  • gatos com mais de 8 anos precisam de rações menos calóricas e com maior teor de fibras, para garantir o controle de peso e a motilidade gastrintestinal. Os produtos cuja embalagem indica “para sênior” preenchem esses requisitos.
  • animais que sofrem de problemas cardíacos ou renais precisam de alimentos especiais, receitados pelo veterinário.
  • gatos predispostos a cistite ou outras alterações renais devem ingerir alimentos com baixos teores de magnésio e minerais. A cistite caracterizada pela formação de cristais na urina, afeta machos propensos à obstrução do trato urinário e muitas vezes tem de ser tratadas por toda a vida. Atualmente existem rações que promovem a saúde do trato urinário.
  • infecções das vias aéreas superiores exigem dietas com aroma forte para suprir a diminuição do faro. Alimentos úmidos normalmente são mais aromáticos que os secos.

# Se for necessária mudança de alimentação, acostume o gato aos poucos.

  • é uma maneira de prevenir desarranjos intestinais provocados pela alteração de ingredientes.
  • misture a ração nova com a antiga. Vá aumentando gradativamente a quantidade da nova e diminuindo a da antiga.

veterinario gatos caxias - zuca# Mantenha sempre água fresca em vários bebedouros acessíveis ao gato. O ideal é oferecer água filtrada ou mineral, troque a água uma ou duas vezes ao dia. Fontes são uma ótima opção, pois simulam água corrente.

# Lave muito bem o comedouro e o bebedouro pelo menos uma vez por semana.

# Se o gato perder o apetite e deixar de comer por mais de três dias, procure imediatamente o veterinário.

  • embora às vezes esteja ligada a um comportamento exigente do animal, a perda do apetite pode ser provocada por algum distúrbio oculto.
  • a inanição pode levar a uma doença hepática com risco de morte.

LINKS RELACIONADOS:

# Comportamento Alimentar dos Gatos: http://blogfelino.wordpress.com/2012/02/05/comportamento-alimentar-dos-gatos/

# Rações, entenda as diferenças: http://blogfelino.wordpress.com/2012/09/17/racoes-entenda-as-diferencas/

# Dicas de Aliementação para Gatos: http://blogfelino.wordpress.com/2011/10/12/dicas-de-alimetacao/

COMO CUIDAR BEM DO SEU GATO – MORADIA

O BlogFelino inicia a exposição de uma série de dicas didáticas retiradas da série Resumão, abordando o tema “Como cuidar bem do seu gato”, por C. Pinney. 

Confira! http://www.bafisa.com.br – RESUMÃO

MORADIA – ESTILO DE VIDA

# Prepare-se para criar seu gato dentro de casa.

# Gatos que são mantidos fora de casa estão expostos a uma série de riscos:

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- traumas provocados por carros, brigas com cães ou disputas com outros gatos;

- aumento potencial de exposição a doenças infecciosas, como a Aids felina, transmitida pelo vírus da imunodeficiência felina (FIV), e a leucemia felina (FeLV), ambos contraídos pelo convívio com outros gatos;

- aumento potencial de exposição a venenos e toxinas ambientais.

# Gatos que vivem fora de casa têm maior chance de contrair doenças que também são perigosas para seres humanos, como a Raiva e alguns tipos de parasitoses intestinais.

# Se você deixar seu gato sair de casa, é melhor que seja durante o dia, pois os maiores perigos ocorrem à noite.

# Gatos passam cerca de 16 horas dormindo, às vezes mais. E gostam de um lugar aconchegante, como uma cestinha, um cobertor ou sua cama. Se quiser evitar esse tipo de “companhia”, retire-o logo na primeira vez em que fizer isso, pois gatos criam hábitos muito rapidamente e têm dificuldade de abandoná-los.

# Gatos gostam de brincar, correr e passear pela casa à noite. Portanto, trate de brincar com ele durante o dia para ter sossego mais tarde.

LINKS RELACIONADOS:

# Gato de Apartamento: http://blogfelino.wordpress.com/2013/02/03/gato-de-apartamento/

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(essa imagem fofa eu peguei em http://repositoriodamarilia.blogspot.com)

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Muito obrigada…

Sem vocês, esse projeto não teria motivo para existir !!

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SEQUESTRO DE CÓRNEA EM FELINOS

Por Michele Ross Vieira da Cunha, Médica Veterinária Oftalmologista. Atende na Clínica Veterinária Vila Animal, Caxias do Sul – RS. Fone (54) 3021.1571 / 3021.1572.

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                           O sequestro de córnea é uma necrose do estroma que se apresenta na forma de uma mancha oval e escurecida, adquirindo pigmentação marrom, podendo crescer em diâmetro e profundidade.

                     O felino afetado apresenta lacrimejamento, desconforto ocular, olho vermelho, secreção muco purulenta e até úlcera de córnea. Essa doença é frequente em gatos afetados pelo herpesvírus felino.

                       O tratamento é cirúrgico e o procedimento tem menor chance de recidiva e maior taxa de sucesso quando realizado precocemente.

                            Fique atento nos olhos do seu gato, principalmente se ele for Persa ou Himalaia, que são as raças mais acometidas por essa afecção.

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DIA DA MULHER TUDO GATO

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O APRENDIZADO DOS GATOS

Por Joice Peruzzi, Médica Veterinária Homeopata e especializada em Comportamento Animal. Pet Estar: Comportamento, Exercícios e Bem Estar, http://www.petestar.com.br

Matéria publicada na Revista Pulo do Gato, Caderno Especial Comportamento, Edição 73, Janeiro / Fevereiro 2013 (disponível apenas em versão impressa). 

“A MANIPULAÇÃO PRECOCE DO FILHOTE, UMA BOA SOCIALIZAÇÃO PRIMÁRIA E O DESMAME NO TEMPO CORRETO INFLUENCIAM O APRENDIZADO DELE QUANDO ADULTO”

O aprendizado dos gatos é um tema que traz dúvidas, comparações e mistificações. Por ser considerado um animal independente, muitos o julgam como interesseiro e afirmam que ele é incapaz de obedecer. Claro, se comparado ao cão, o gato parece muito menos obediente, mas devemos entender que são espécies completamente diferentes e comparações comportamentais nem sempre podem ser traçadas.

veterinario gatos caxias - hallmarks of felinity

TIPOS DE APRENDIZADO DOS FELINOS

# Observação: é o tipo de aprendizado mais característico dos felinos;

# Tentativa e erro;

# Por evento único (experiência);

# Por condicionamento.

Não devemos esquecer também da questão instintiva, que é inata e transcende o aprendizado.

APRENDIZADO QUANDO FILHOTES

Para compreendermos melhor o tema, precisamos entender o desenvolvimento desde o nascimento do gato. Podemos afirmar que em torno dos dez dias de vida os gatinhos têm sua primeira grande lição, aprendendo a localizar o mamilo preferido da gata para mamar, por tentativa e erro.

Filhotes também são capazes de aprender a evitar situações nocivas através da experiência, esquivando-se de locais onde algo ruim aconteceu.

Mas a maior lição é proveniente da observação da mãe. É a partir daí que os filhotes aprendem a usar a caixa de areia, a caçar e a comer. O aprendizado da caça é reforçado pela gata, que na fase de desmame começa a trazer presas atordoadas para que seus filhotes desenvolvam suas habilidades e aprendam a matá-las.

veterinario gatos caxias - hallmarks of felinity 1

APRENDIZADO NA FASE ADULTA

Na fase adulta, como todas as espécies, o gato continua a aprender, por isso, é possível usar algumas técnicas para modificar comportamentos inadequados através do condicionamento.

É importante ressaltar que as técnicas não são utilizadas isoladamente, mas sim como parte de uma intervenção, que pode também incluir enriquecimento ambiental, mudanças no manejo e medicações.

Dessa forma, podemos usar estímulos negativos para corrigir alguns comportamentos, utilizando uma substância aversiva, como o plástico filme em um sofá para evitar arranhaduras ou um spray de água para evitar brincadeiras agressivas. Recompensas também devem ser feitas, como carinho, comida ou brincadeira quando o gato estiver se comportando de maneira adequada.

Além disso, os gatos adultos mantém seu aprendizado por observação. Isso explica porque eles abrem as portas e os armários, imitando seus donos. Por tentativa e erro aprendem a usar brinquedos inteligentes ou interativos, recheados com petiscos, nos seus mais variados formatos e formas de liberação de comida.

É importante ressaltar que, individualmente, os gatos mostram características e motivações diferentes para o aprendizado e têm seu temperamento particular. Sabe-se que a manipulação precoce do filhote, uma boa socialização primária e o desmame no tempo correto (depois dos 45 dias) influenciam o aprendizado dele quando adulto.

veterinario gatos caxias - hallmarks of felinity 2

CONDICIONAMENTO

Talvez a grande dúvida em relação ao aprendizado dos gatos surja quando comparamos a sua capacidade de aprender truques com a dos cães. Devemos entender que o tipo de interação dos felinos com seus tutores é diferente, pois se baseia em uma relação que equilibra períodos de contato estreito com afastamento, contra a ligação constante e intensa entre um cão e seu dono. Portanto, por estar sempre próximo e pronto para servir ao seu dono, o cão acaba tendo maiores chances de aprender truques.

O tipo de motivação usada para ensinar truques é outra barreira para os gatos, que perdem facilmente  o interesse na recompensa (comida, brinquedo ou carinho) quando lhes é proposto um desafio. No entanto, isso pode ser administrado com truques fáceis no início, como pedir para um gato se posicionar próximo a algum lugar movendo a comida e associando isso a um comando. Aumente a dificuldade aos poucos, pedindo para o bichano pular para uma superfície mais alta ou mais baixa ou sentar.

É importante respeitar o tempo de duração de cada sessão, que deve ser curto, para que o gato não perca o interesse. O dono deve ter muita paciência e comprometimento, sempre respeitando as particularidades da espécie felina.

Com um mecanismo semelhante ao de recompensa com dificuldade gradual, podemos ensinar um gato a usar o vaso sanitário, a passar por uma portinhola própria para a espécie e a andar com coleira e guia na rua.

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Com esses dados e observação dos nossos bichanos, percebemos que duvidar da inteligência e do aprendizado dos felinos é um erro tão grande quanto compará-los aos cães. A maioria dos tutores de gatos não faz a menor questão que seu gato saiba truques, mas é importante entender o mecanismo de condicionamento para corrigir alguns comportamentos inadequados e para tornar a relação com o gatinho ainda mais agradável!

DIA MUNDIAL DO GATO

Para comemorar o DIA MUNDIAL DO GATO o BlogFelino apresenta…

Miucha e Chico Buarque, cantando “História de uma Gata” junto com as crianças…

Tema famoso do espetáculo musical “Os Saltimbancos”.

PROGRAMA PREVENTIVO DE SAÚDE PARA O GATO IDOSO

Por Dra. Heloísa Justen Moreira de Souza, Médica Veterinária, professora e doutora na UFRRJ, proprietária da Clínica Veterinária Gatos & Gatos, Rio de Janeiro, RJ.

Publicado no periódico Waltham News, edição Dezembro / Janeiro / Fevereiro de 2008. 

veterinario gatos caxias 20

O programa preventivo de saúde para o gato idoso deve ser iniciado a partir da faixa etária de 7 a 11 anos de idade e deve continuar por todo resto de sua vida. Esse programa tem sido recomendado pela Associação  Americana de Clínicos Especialistas em Felinos e pela Academia de Medicina Felina, num painel para reportar os cuidados com o paciente felino idoso. 

Caso o gato não demonstre nenhum tipo de doença, este deve constar: avaliação completa da história médica pregressa e do comportamento do animal e exame físico completo. Esta investigação ajuda a estabelecer o que está normal e reconhecer o mais cedo possível o que está errado, tais como murmúrios cardíacos, dor, presença de rins irregulares e pequenos nódulos na tireóide. É fundamental avaliar o peso do animal e as condições corpóreas e compará-las com aferições anteriores, para verificar se houve perda ou ganho substancial.

A mensuração da pressão arterial pode ser feita de forma indireta usando o método Doppler, usando um aparelho de doppler e um esfignomanômetro manual acoplado a uma braçadeira. Assim, pode-se detectar hipertensão sistêmica antes que haja dano em algum órgão ou hemorragia ou descolamento de retina. O ideal para o valor da pressão no gato é 145 a 160 mmHg ou menos (pressão arterial sistólica).

A avaliação clínica laboratorial consiste em hemograma completo, proteínas totais séricas e creatinina, potássio, fosfatase alcalina, alanina aminotransferase, concentração de T4 total, urinálise e testes para FIV e/ou FeLV. Além disso, exames fecais devem ser feitos a gatos expostos a ambientes de risco. 

veterinario gatos caxias 22A recomendação para pacientes que estejam portando alguma enfermidade é similar às anteriores mencionadas associadas aos exames específicos para as afecções. 

GATO DE APARTAMENTO

Por Raquel Redaelli.

Matéria publicada na Revista Pulo do Gato, Caderno Especial Comportamento, Edição 73, Janeiro / Fevereiro 2013 (disponível apenas em versão impressa) 

veterinario gatos caxias

 O COMPORTAMENTO DOS FELINOS PODE NOS DIZER MUITA COISA. O SEU GATO ESTÁ BEM ADAPTADO AO AMBIENTE EM QUE VIVE?

                                    Gatos vivendo exclusivamente dentro de apartamentos são uma realidade hoje em dia, considerando que estão cada vez mais se tornando o animal de estimação preferido pelas pessoas no mundo todo. Além das suas características apaixonantes (quem tem gatos sabe bem), eles são extremamente limpos e seus hábitos de higiene exigem muito menos cuidados que um cão. Gatos urinam e defecam nas suas caixas de areia, não necessitam de passeios, exigem menos banhos, podem ficar sozinhos em casa o dia todo, às vezes mais de um dia, desde que tenham água, comida e caixas de dejetos suficientes.

                                Porém, a domesticação dos gatos transformou os hábitos de vida livre que a espécie possui em “confinamento”, tendo todas as suas atividades restritas ao que o seu proprietário oferece, e não àquilo que a natureza dispõe.

                                Os gatos que tem vida livre ou que tem acesso à rua estão suscetíveis aos riscos que o meio externo apresenta, como acidentes, brigas, maus tratos e doenças; esses gatos têm uma expectativa de vida de dois anos. Já os nossos gatos de apartamento estão muito mais protegidos desses fatores externos, podendo chegar a viver em torno de 16 anos. Porém, esta restrição de espaço e de atividade pode trazer conseqüências à saúde e até mesmo ao bem estar dos bichanos.

1894 Steinlen lait purAo contrário do que muitos pensam, os gatos são independentes apenas em relação aos seus hábitos de higiene, mas são muito dependentes de carinho e atenção. O gato pode sim ficar mais tempo sozinho que um cão, mas isso não significa que ele fique satisfeito. Por mais que o gato esteja restrito a um apartamento ao invés de estar livre, podemos transformar nossa casa em um local interativo para ele, fornecendo atividade que supram suas necessidades de exercício e procurando manter seus instintos.

QUANDO O GATINHO ESTÁ ADAPTADO E FELIZ, ELE:

  • Dorme cerca de 16 horas por dia;
  • Realiza a lambedura da sua pelagem em torno da metade do tempo que está acordado;
  • Responde aos estímulos de brincadeira;
  • Caça objetos;
  • Sobe em móveis;
  • Interage com os humanos da casa e com outros animais;
  • Pede carinho;
  • Ronrona;
  • Urina e defeca em local adequado;
  • Alimenta-se bem.

QUANDO O BICHANO ESTÁ SOFRENDO COM A RESTRIÇÃO DE ESPAÇO, ELE:

  • Esconder-se frequentemente;
  • Demonstra medo e agressividade;
  • Urina e defeca fora da caixa de areia (isso pode representar a marcação de território e acontece em vários locais da casa, em um local específico ou próximo a caixa de dejetos);
  • Apresenta comportamentos compulsivos, como lambedura excessiva, sucção tecidos, excesso de apetite, perseguição de sombras, etc.  

                             Muitas vezes esses transtornos podem ocorrer pela presença de outros gatos ou outros animais na casa. Gatos são seres que gostam de ter seu próprio espaço, que costumam se sentir mais confiantes com pessoas e ambientes conhecidos, onde tenham o controle do ambiente, e ter que dividi-lo com outros pode deixá-lo infeliz.

São comuns os problemas de saúde relacionados ao estresse pela presença de outros animais. Os mais comuns são os problemas urinários e a alopecia psicogênica. Os problemas urinários ocorrem muitas vezes pois o gato evita ir na caixa de areia por se sentir intimidado por outro gato ou por ter um cão que o segue por todos os lados. Na alopecia psicogênica o gato realiza o cuidado excessivo da pelagem, sem fatores clínicos que justifiquem, com lambedura e mastigação do pelo, provocando alopecia e lesões na pele. A lambedura excessiva, e outros comportamentos compulsivos, é uma forma de o gato lidar com estresse, ansiedade e frustrações. Estes comportamentos podem ocorrer ainda como forma de chamar a atenção do proprietário.

veterinario gatos 23A socialização do gato com os humanos, com outros gatos e com animais de outras espécies deve acontecer enquanto filhote, tornando-se um adulto mais adaptado. A falta de socialização pode prejudicar, no futuro, sua adaptação a situações, locais e pessoas diferentes, gerando alto grau de estresse toda vez que for obrigado a se deparar com circunstâncias diferentes daquelas a que esteja habituado. Uma boa socialização permitirá que o gatinho se torne facilmente adaptável à presença de seres humanos, sendo receptível às visitas que chegam ao seu “território”, sem que esta experiência se torne algo amedrontador e o faça esconder-se num cômodo até que os “invasores” deixem o ambiente.

                              Mudanças sutis no território podem ser suficientes para uma reviravolta no comportamento do gato, por isso, se o seu bichano for muito sensível, evite mudanças desnecessárias no ambiente, como a introdução de novos animais, mudança de lugar de móveis, reformas e mudanças de casa. Caso sejam necessárias, as mudanças devem ser feitas de modo gradativo.

                              Gatos machos não castrados tendem a sofrer mais em espaços menores, pois tem seu instinto sexual, de caça e de marcação de território muito mais evidentes.

                                 Respeite o espaço que seu gato necessita: posicione a caixa de areia em local tranqüilo, fora da área de passagem, e longe pelo menos um metro da sua água e comida e da sua área de descanso; tenha caixas de dejeto grandes, no mínimo uma a mais que o número de gatos da casa; ofereça vários potes de água pela casa, e deixe a comida em local de fácil acesso. Além disso, promova o enriquecimento ambiental com prateleiras, túneis, brinquedos, fontes de água, etc. para que o gato possa interagir e exercitar-se, participe das brincadeiras, respeite seus medos, evite situações estressantes e, muito importante, dê atenção e carinho. Ele saberá retribuir!

UM GATO CHAMADO GATINHO

POEMA DE FERREIRA GULLAR

Publicado em http://raymundo-netto.blogspot.com.br/2011/09/um-gato-chamado-gatinho-de-ferreirta.html#comment-form

Gato do Ferreira Gullar

(desenho de Ferreira Gullar)

O RON-RON DO GATINHO

O gato é uma maquininha
que a natureza inventou;
tem pêlo, bigode, unhas
e dentro tem um motor.

Mas um motor diferente
desses que tem nos bonecos
porque o motor do gato
não é um motor elétrico.

É um motor afetivo
que bate em seu coração
por isso ele faz ron-ron
para mostrar gratidão.

No passado se dizia
que esse ron-ron tão doce
era causa de alergia
pra quem sofria de tosse.

Tudo bobagem, despeito,
calúnias contra o bichinho:
esse ron-ron em seu peito
não é doença – é carinho.

O GATO CURIOSO

Era uma vez era uma vez
um gato siamês.

Por ser muito engraçadinho,
é chamado de Gatinho

Além de ser carinhoso,
ele é muito curioso.

Nada se pode fazer
que ele não deseje ver.

Se alguém mexe na estante,
está lá no mesmo instante.

Se vão consertar a pia,
está ele lá de vigia.

E o resultado é que quando
viu seu dono consertando

a tomada da parede,
meteu-se com tanta sede,

a cheirar tudo que – nhoque!
levou um baita de um choque!

E pensa que ele aprendeu?
Mais fácil aprendia eu!

Mantém-se o mesmo abelhudo
que quer dar conta de tudo.

GATO PENSA?

Dizem que gato não pensa
mas é difícil de crer.
Já que ele também não fala
como é que se vai saber?

A verdade é que o Gatinho,
quando mija na almofada,
vai depressa se esconder:
sabe que fez coisa errada.

E se a comida está quente,
ele, antes de comer,
muito calculadamente
toca com a pata pra ver.

Só quando a temperatura
da comida está normal,
vem ele e come afinal.

E você pode explicar
como é que ele sabia
que ela ia esfriar?

A FALA DO GATO

O gato siamês
tem uns vinte miados:
alguns são suaves,
outros exaltados;
há os miados graves
e há os engasgados.
É quase um idioma
que ainda não entendo
mas o gato bem sabe
o que está dizendo.

E até falou comigo
em linguagem de gente.
Disse: “meu amigo”,
assim de repente.

Então eu acordei
feliz e contente!
Era sonho, claro.
Mas, como se sabe,
é no sonho que ocorre
o que se deseja
e no mundo não cabe.

COMPANHEIRO FIEL

Se estou trabalhando
– seja a que hora for –
Gatinho se deita ao lado
do meu computador.

Se vou para a sala
E deito no sofá,
Ele logo vai pra lá.

Se à mesa me sento a escrever poesia
e da sala me ausento
pela fantasia, volto à realidade
quando, sem querer,
toco de revés
numa coisa macia.

Já sei, não pago dez:
é o Gatinho que sem eu saber
veio de mansinho
deitar-se a meus pés.

DONO DO PEDAÇO

Para qualquer outro gato,
Gatinho não dá espaço.
Em nossa casa ele impera
– é o dono do pedaço.

Certa vez uma vizinha
– que era de fato uma tia –
pediu pra deixar seu gato
conosco só por um dia.

Mal o gato entrou em casa,
Gatinho se enfureceu,
pulou em cima do intruso
que, assustado, correu.

Gatinho saiu-lhe atrás
aos tabefes e às unhadas,
correram os dois pela casa
na mais louca disparada.

No quarto, em volta da cama,
por baixo e por cima dela,
rodaram como foguetes,
sumiram pela janela.

Só depois de muito esforço,
pude conter o Gatinho,
enquanto o outro fugia
pro apartamento vizinho.

Assim acabou-se a guerra
que me serviu de lição:
proibo a entrada de gatos;
só gatas têm permissão.

FINAL

Era o que eu tinha a contar
sobre o meu gato Gatinho
que muito tem me ensinado
de amizade e de carinho.

Um siamês, pêlo escuro,
olhos azuis, cara preta,
é o bicho – lhes asseguro –
mais “fofo” deste planeta.

CUIDADOS COM OS OUVIDOS DOS GATOS

Por Aristeu Pessanha Golçalves, Médico Veterinário, Publicado na Revista Pulo do Gato, versão online, link original http://www.revistapulodogato.com.br/pulodogato/materia_online_higienizacao_auricular.php

               Ter um animalzinho em casa é uma grande responsabilidade, principalmente no quesito saúde. Tanto o cachorro quanto o gato estão sujeitos a vários micro-organismos que causam doenças como a otite, veterinario gatos 29uma inflamação no ouvido que, quando não tratada corretamente, pode levar à surdez. Naturalmente, os ouvidos de cães e gatos apresentam bactérias e fungos que, em condições normais, não trazem dano algum. Mas o aumento de umidade, a falta de ventilação adequada, irritações ou traumas são fatores que contribuem para a proliferação de bactérias e fungos e, consequentemente, o aparecimento dessa inflamação. A simples limpeza pode prevenir a otite. Nos casos mais graves, a técnica de lavagem otológica faz-se necessária. Nos casos crônicos é necessário o uso de medicação apropriada e, somente em algumas situações, a cirurgia torna-se uma opção.

               Entre as causas que podem levar à otite estão o excesso de produção de cera no ouvido e também alergias e doenças de pele. Entretanto, não há motivo para pânico, pois existem alguns cuidados específicos que, se seguidos, podem prevenir e proteger nossos pets de tais problemas. São eles:

Na hora do banho, proteja os ouvidos do seu animalzinho com um chumaço de algodão seco. O objetivo é evitar a entrada de água no conduto auditivo, ambiente ideal para proliferação de bactérias e fungos.

Evite arrancar os pelos que nascem no interior dos ouvidos (prática comum em alguns locais de banho e tosa).

veterinario gatos caxias 137Promova limpeza para a retirada do excesso de cera com produtos apropriados uma vez por semana ou a cada 15 dias, que pode ser realizada após o banho. A limpeza deve ser feita com a aplicação de um produto próprio para esta limpeza (um ceruminolítico), produto este que vai agir dissolvendo a cera, ajuda a reduzir a umidade, hidrata o conduto e tira o mau cheiro; administre o produto nos condutos auditivos, massageie, deixe o gato sacudir  a cabeça, e mais ou menos 10 minutos após a aplicação do produto, realize a limpeza com um algodão seco no dedo que é introduzido no canal auditivo para remover o produto e a cera dissolvida; faça com suaves movimentos de rotação para a limpeza do conduto. Com algodão e o dedo você nunca vai machucar seu amigo, mas NUNCA use cotonete porque você pode machucá-lo!

▪ Fique atento aos sinais iniciais da otite: coçar a região do ouvido e sacudir a cabeça com frequência.

▪ Consulte um veterinário que irá identificar a causa da doença e indicar uma medicação de uso tópico (no interior dos ouvidos), que pode ser complementada por medicação oral, caso seja necessário. O exame citológico é primordial para o tratamento da doença.

E FELIZ 2013!!!!

E UM SUUUUPER FELIZ 2013 !!!!!!

veterinario gatos caxias

FELIZ NATAL FELINO!!!!!

FELIZ NATAL A TODOS MEUS AMIGOS, MEUS CLIENTES E PRINCIPALMENTE, AOS MEUS AMADOS PACIENTES FELINOS …… :) 

 

veterinario gatos caxias 44

CUIDADOS DE ENFERMAGEM PARA SEU GATO

Por Raquel Redaelli, traduzido do site da American Association of Feline Practioners ®, link original http://www.catvets.com/uploads/PDF/Nursing%20Care%20Client%20Brochure%20Print%20Ready.pdf

DICAS PRÁTICAS PARA DONOS DE ANIMAIS DOENTES OU EM RECUPERAÇÃO

As dicas de cuidados de enfermagem a seguir irão ajudá-lo a se tornar uma extensão da equipe veterinária após o veterinario gatos caxias 103seu gato voltar para casa. Peça ao seu veterinário para fornecer o máximo de informações possível, por escrito, bem como referências a recursos online, como vídeos. Não seja relutante em se aproximar do veterinário se você tiver alguma dúvida durante ou após a visita.

• Dê o seu gato reforço positivo (por exemplo, trato, escovação, carinho) para aceitar medicação.

• A menos que seu veterinário diga que a medicação deve ser administrada com alimentos, não use a comida como uma ajuda para a administração de medicamentos, pois pode causar aversão e reduzir a ingestão de comida do seu gato.

Pratos de comida planos, como pratos de papel pequenos, e tigelas de água superficiais podem melhorar a ingestão, tornando a comida e a água mais acessíveis.

Aqueça os alimentos enlatados a uma temperatura próxima da temperatura corporal do gato, aquecendo suavemente no microondas ou acrescentando água quente e mexendo bem. Adicionar caldo de frango ou suco de atum pode aumentar a gosto do alimento.

• O alimento fornecido deve ser sempre fresco, fornecido em pequenas porções, conforme a necessidade.

• Forçar o seu gato a aceitar a medicação é estressante para você e para seu gato. Procure não forçar a remoção do seu gato de um lugar escondido ou interrompê-lo enquanto come, se higieniza ou faz suas necessidades para fins de administrar medicação. Peça ao seu veterinário uma demonstração de como administrar a medicação prescrita para o seu gato.

Mantenha-se calmo. Os gatos podem sentir nossa ansiedade ou
frustração, o que pode levá-los a ficar com medo ou ansiosos.

Participe de todas as consultas de acompanhamento com o seu veterinário. Comente com o veterinário se você observar sinais de doença ou mudanças no comportamento do seu gato, bem como alterações na ingestão de alimentos ou líquidos, ou se sentir dificuldade administração de medicamentos.

veterinario gatos caxias 143

Os cuidados de enfermagem para seu gato em casa podem parecer difíceis no início, mas seja paciente e lembre-se que mesmo pequenas melhorias contribuirão para recuperação do seu gato.

Lembre-se que o seu veterinário está lá para ajudar, por isso sempre faça todas as perguntas que possam contribuir para a assistência de enfermagem bem sucedida em casa.

Você é um membro importante da equipe de saúde do seu gato. Você pode ser fundamental para ajudar com o sucesso de tratamentos e de cuidados de saúde melhorada.

Quando estiver no consultório veterinário, lugar desconhecido e muitas vezes assustador para seu gato, ele precisa de sua confiança, especialmente se ele está doente. O seu comportamento influencia na sensação de segurança e no seu comportamento na clínica.

Suas habilidades de enfermagem em casa também desempenham um papel importante no sucesso da tratamentos que o seu veterinário prescreveu para ajudar o seu gato recuperar de doença ou lesão.

Se o seu gato fica estressado quando vai para a clínica veterinária, pergunte ao seu veterinário dicas sobre como adaptá-lo ao transportador e reduzir a ansiedade ao sair de casa. Leve os petiscos favoritos do seu gato para que você ou um membro da equipe veterinária possa dar ao gato como uma recompensa ou distração. Considerar a utilização de pulverização de feromônio facial felino sintético (por exemplo, Feliway ®), para tornar o ambiente menos assustador ao gato.

Prepare-se com antecedência para sair de casa com o gato, coloque-o na caixa de transporte e deixe-o se acalmar antes de sair. Coloque um brinquedo e roupas de cama favoritos e familiares.

veterinario gatos caxias 178Os gatos podem sentir o estresse, ansiedade e apreensão, os quais podem aumentar seu próprio estresse. Aqui estão algumas dicas para ajudar a criar uma visita veterinária mais positiva:

• Se o seu gato está muito ansioso na sala de espera, ou se os cães estão presentes, pedir ao recepcionista se você pode ir para uma sala reservada ou cubra a caixa de transporte do seu gato com uma toalha ou o seu casaco para bloquear a vista e abafar o sons. Uma vez que você está em local reservado com o seu gato, fale com ele calmamente, em voz baixa.

Evitar comportamentos que embora sejam destinados a confortar seu gato, podem realmente aumentar a ansiedade. Estes podem incluir segurar seu gato, falar ou olhar em seu rosto, e perturbar ou invadir seu espaço pessoal. Sons humanos destinados a acalmar (como “shhhh”) pode simular o silvo de outro gato e deve ser evitado.

Correção física, como bater na cabeça do seu gato e repreensões verbais devem ser evitadas, pois podem assustar o seu gato e provocam a resposta de luta ou fuga. Lembre-se, os gatos não são humanos e reagem de forma diferente à disciplina.

• Não manuseie ou remova o seu gato da caixa de transporte até que seja solicitado por um membro da equipe de veterinários.

Reforce o comportamento positivo do seu gato com carinho ou petiscos e ignore o comportamento negativo ao invés de tentar corrigi-lo.

• Se o seu gato deve permanecer no hospital, trazer brinquedos familiares e roupas de cama de casa. Fornecer o tipo de alimento e o nome da ração que seu gato está acostumado a receber. Mencione qualquer coisa que o seu gato gosta (por exemplo, doces, escovação, tempo de jogo atividades). A equipe de veterinários pode usar esta informação para ajudar a tornar a estadia de seu gato mais agradável.

• Ofereça sugestões sobre as opções de tratamento que mais combinam com a personalidade de seu gato e com a sua capacidade de administrar.

Gatos que estão se sentindo bem tendem a dormir mais frequentemente numa posição enrolada.

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DIABETES MELITO EM GATOS

Por RAQUEL REDAELLI, adaptado do livro “O Paciente Felino” terceira edição, do Dr. Gary D. Norsworthy.

O Diabetes Melito (DM) é a segunda endocrinopatia mais comum em gatos (a primeira é o hipertireoidismo). A doença é causada pela destruição progressiva das células beta pancreáticas ou pela resistência à insulina (mais comum). O resultado é uma capacidade prejudicada dessas células em perceber os níveis de glicose sanguínea e responder com liberação adequada de insulina. O DM pode ocorrer secundariamente a uma condição primária subjacente (a obesidade é a principal delas) que provoque resistência à insulina. Ele também ocorre simultaneamente com a pancreatite crônica, uma doença frequentemente não reconhecida nos gatos. Os sinais clínicos clássicos são poliúria, polidipsia, polifagia e perda de peso, que ocorre como resultado da hiperglicemia persistente. Quando o DM não é controlado, há o desenvolvimento de um estado patológico mais complicado, conhecido como Cetoacidose Diabética, em que ocorre cetonúria, acidose e vários desequilíbrios eletrolíticos, sendo imprescindível sua identificação por se tratar de uma emergência médica e poder levar o paciente a óbito em poucas horas.

O tratamento do DM requer um grande comprometimento do proprietário, exigindo envolvimento financeiro e pessoal por meses ou pela vida toda do gato. O tratamento baseia-se na administração de insulina, no controle da dieta e no tratamento de complicações secundárias. A administração de insulina é feita diariamente, uma ou duas vezes ao dia (depende da resposta do paciente ao tratamento), visando a remissão dos sinais clínicos e da glicemia. Alguns gatos podem responder aos hipoglicemiantes orais, principalmente quando a doença for precocemente diagnosticada.

A dieta fornecida deve conter baixo teor de carboidratos e alto teor de proteínas (existem formulações comerciais específicas). Pode-se associar rações úmidas (enlatados ou sachets), pois a maioria possui níveis de carboidratos muito inferiores do que os mesmos produtos em formulações secas. As dietas com fibras solúveis retardam a digestão e reduzem a hiperglicemia pós alimentação. As rações específicas à disposição no mercado brasileiro são Royal Cannin Diabetic e Obesity, Hill’s w/d e r/d e Guabi Natural Diabetic.  O tratamento das infecções bacterianas, da pancreatite e da insuficiência pancreática exócrina, secundários ao DM, deve ser realizado concomitantemente, pois sua presença torna muito difícil o controle glicêmico.

A remissão do DM é possível, pois as células beta sofrem um rodízio de suas funções ao longo do tempo. Os proprietários precisam estar conscientes sobre a ocorrência esperada dos períodos de descontrole, os quais irão requerer um ajuste da dose da insulina. Um gato com diabetes descomplicado (não cetoacidótico) possui um bom prognóstico se o proprietário estiver disposto a aprender e comprometido com o tratamento do gato.

 Os gatos são relativamente livres de complicações crônicas do diabetes. Diferente dos cães, eles não desenvolvem a catarata diabética. Eles também não apresentam doença vascular periférica, a qual causa necrose e ulceração das extremidades, como ocorre em humanos. Contudo, duas complicações crônicas são possíveis: a neuropatia e a nefropatia diabética.

A neuropatia diabética ocorre em diversos gatos, cursando com fraqueza dos membros pélvicos assumindo postura plantígrada, atrofia muscular e depressão dos reflexos e testes de reações posturais. Os gatos afetados geralmente andam com os calcanhares tocando o chão. É comum a fraqueza progredir para os membros torácicos. Não se conhece terapêutica específica para esta alteração. Um bom controle da glicemia durante vários meses geralmente resulta em melhora ou em um retorno ao estado próximo do normal. Contudo, nem todos os gatos respondem.

nefropatia é rara de ocorrer, e sua detecção é complicada pois os sinais, sintomas e alterações laboratoriais são idênticos aos da doença renal que ocorre na senilidade, e  a maioria dos gatos diabéticos é idosa. O tratamento é o mesmo para a doença renal.

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A IDADE DOS GATOS

EVITANDO ACIDENTES DOMÉSTICOS COM SEUS GATINHOS

DISPONÍVEL EM: 

http://www.labovet.com.br/evitando-acidentes-domesticos-com-seus-gatinhos-%E2%80%93-parte-1 

http://www.labovet.com.br/evitando-acidentes-domesticos-com-seus-gatinhos-%E2%80%93-parte-2

Gatos são animais curiosos por natureza. Eles gostam de explorar tudo, e isso pode causar alguns acidentes domésticos. Por isso, dividimos um especial em 2 partes com dicas simples para você deixar seu gatinho brincar sem se preocupar com ele.

# Os gatos gostam de entrar em locais como armários e gavetas, correndo o risco de ficarem trancados e acabarem se sufocando. Portanto, mantenha esses locais fechados dentro da sua casa.

# Tome muito cuidado com sacos plásticos e sacolas espalhadas pela casa. Seu gatinho pode mastigar ou engolir pedaços desse tipo de material, ou mesmo se esconder dentro deles, podendo se engasgar ou se sufocar.

# Os bichanos adoram linhas, fios de lã e barbantes. Mas evite deixar esse tipo de material ao alcance deles quando você não estiver por perto. Isso porque, se engolidos, esses materiais podem afetar o intestino do seu gatinho.

# Outras coisas que devem ser mantidas longe do alcance dos bichanos: alfinetes, facas, tesouras, agulhas e produtos de limpeza.

# Se você tiver plantas, se informe antes se elas não são nocivas ou venenosas para gatos.

# Nunca medique seu gatinho por conta própria. Consulte sempre seu veterinário de confiança antes.

# Não deixe líquidos e alimentos quentes ao alcance do seu gatinho.

# Quando for cozinhar, mantenha o bichano fora da cozinha. Mesmo depois de ter terminado, espere um pouco até que o fogão esfrie para deixa-lo entrar. Assim ele não corre o risco, curioso como é, pular no fogão e acabar queimando a patinha ou o focinho. (imagem: Purina Cat Chow)

# Muito cuidado com produtos em spray (perfumes, desodorantes, etc). Evite usá-los perto do seu gatinho, já que eles podem causar alergias respiratórias no felino.

# Evite também utilizar desinfetantes e ceras perto do gato ou no local onde ele costuma deitar ou comer. Esses produtos podem intoxicar o bichano. Se for possível, utilize água sanitária diluída em água.

# Use protetores de tomadas e evite que sei bichano tomem choques que, muitas vezes, podem acabar sendo fatais.

# Máquinas de lavar devem sempre estar fechadas quando não estiverem sendo utilizadas.

# No inverno, antes de dar partida no seu carro de manhã, certifique-se que seu gatinho não está escondido embaixo, ou até mesmo dentro dele. Com o tempo frio, eles procuram locais quentes para se aquecerem, e a mecânica do seu veículo pode ser um dos lugares escolhidos. 

OS GATOS NA MÚSICA, CINEMA E TEATRO

Por Nelson Motta, matéria transmitida no Jornal da Globo de 12/10/2012.

Veja a matéria completa e todos os personagens no link http://g1.globo.com/jornal-da-globo/noticia/2012/10/nelson-motta-fala-do-sucesso-de-gatos-na-musica-cinema-e-teatro.html

Nelson Motta costuma dizer que ele é o humano de estimação de seu gato, Max. Max não topou aparecer na coluna, mas Nelson fala do sucesso de outros gatos na música, no cinema e no teatro.

Cientificamente batizado de Félix Catus, o popular gato doméstico começa sua história cultuado como divindade do Egito antigo, mas o gato favorito de Cleópatra era Marco Antonio.

De deuses, os gatos passaram a demônios na Idade Média, quando foram associados à magia negra, malditos e perseguidos. Enquanto isso, os ratos espalhavam a peste bubônica que dizimou metade da Europa
medieval. Mas os gatos riram por último.

Glorificados por um dos maiores poetas do século 20, o irlandês TS Eliott, eles inspiraram o musical Cats, um dos maiores sucessos da história da Broadway.

No cinema, o gato Félix foi o primeiro a fazer sucesso com crianças e adultos. Mas a ascensão da Disney foi desastrosa para os gatos: a grande estrela passava a ser um rato. Começava o reinado de Mickey.

Com Hanna e Barbera, os gatos foram ainda mais esculachados. O pobre Tom era mostrado como um vilão, mas sempre acabava humilhado e feito de gato e sapato pelo ratinho Jerry.

A reação felina no cinema só começou nos anos 70, com os quadrinhos de Robert Crumb inspirando o devasso Fritz, The Cat. Vagabundo e pornográfico, Fritz se tornou um herói do underground.

Nos anos 80, finalmente os gatos ganharam um intérprete perfeito para a sua verdadeira natureza com o preguiçoso, guloso e irônico Garfield, que faz de Jon um escravo que pensa que é seu dono. Todo o charme, a malandragem e a sedução dos felinos encontrou no gato de botas de Shrek a sua mais completa tradução.

Mas apesar de todo o sucesso, os gatos ainda continuam sendo maltratados e usados pejorativamente em expressões como gatonet e gaturama, e no absurdo de “comprar gato por lebre”, quando é obvio que os gatos são muito mais bonitos e inteligentes do que as lebres.

# NÃO DEIXE DE VER O VÍDEO!!! CLARO QUE ESTÃO FALTANDO DIVERSOS PERSONAGENS, MAS VALE A PENA IGUAL…#

OS GATOS E O GUARDA-ROUPA

XIXI NO LUGAR CERTO

Por Joice Peruzzi, Médica Veterinária Homeopata e Especialista em Comportamento de Cães e Gatos. Conheça mais sobre o trabalho em http://petestar.com.br/

Uma grande vantagem dos gatos em relação aos cães como animais de estimação é a caixa de areia (caixa de dejetos). A grande maioria dos gatos usa a caixa com muito prazer, sem precisar ser ensinado, ele é naturalmente atraído a fazer suas necessidades nesse local.

Porém, alguns gatos podem urinar, ou menos freqüentemente, defecar fora da caixa. Isso pode acontecer por vários motivos:

. A caixa de areia está muito perto da sua comida e água ou da área de descanso. Os gatos não gostam de fazer suas necessidades próximas ao local onde se alimentam, por isso a(s) caixa(s) de areia devem sempre ficar longe da área de alimentação e descanso.

. O número de caixas de areia não é suficiente. Em lares com mais de um gato, é importante levar esse fator em consideração. Muitos bichanos usam a mesma caixa dos outros, sem problemas, mas alguns não toleram. O ideal, para quem tem mais de um gato, é ter não somente mais caixas (no mínimo 2 por gato), mas caixas espalhadas por mais de um lugar, para que questões territoriais não impeçam um gato de usá-las.

. O material não é tolerado pelo gato. Atualmente existem muitos materiais para a caixa de gatos, desde a areia até materiais à base de sílica. Teste os diferentes materiais e perceba se seu gato tem preferência por algum deles.

. A caixa não é limpa com freqüência. Alguns gatos não toleram sujeira na caixa. Nesses casos, a caixa deve ser limpa sempre que o animal usá-la, ou mais caixas devem ser adicionadas ao ambiente.

. Mudanças territoriais. Os felinos são animais muito territoriais, ou seja, qualquer mudança no seu território pode trazer estresse e alterações comportamentais. A marcação territorial com urina, e em alguns raros casos com fezes, pode surgir em um contexto desses. É importante ressaltar que as mudanças mais sutis no território podem ser suficientes para uma reviravolta no comportamento do gato, por isso, se o seu bichano for muito sensível, evite mudanças desnecessárias no ambiente, como a introdução de novos animais, mudança de lugar de móveis, reformas e mudanças de casa. Caso sejam necessárias, as mudanças devem ser feitas de modo gradativo.

. Saúde. Problemas com a mobilidade, como fraturas, artrose ou discopatias podem afetar o uso da caixa de areia. Algumas doenças, como cálculos, infecções urinárias e verminoses também podem alterar o uso da caixa pelo gato. Além disso, viroses como FIV e FELV podem causar alterações no comportamento dos bichanos. Por isso, problemas de saúde devem ser descartados antes de tentar mudar o comportamento de eliminação do gato.

RAÇÕES, ENTENDA AS DIFERENÇAS

Adaptado do texto da Médica Veterinária Maricy Alexandrino, da Clínica Veterinária CliniPet, Maringá – PR. Link original http://www.clinipet.com/informativos/3-dicas-e-cuidados/19-racoes.html

Atualmente o mercado pet oferece uma gama enorme de alimentos para cães e gatos. Diferentes formas, cores, sabores, marcas e principalmente preços. Entre tantas opções oferecidas, o que realmente se deve levar em consideração na hora de escolher o melhor alimento para os animais de companhia?

Em primeiro lugar devemos saber que o alimento ideal para nossos animais é aquele que oferece todos os componentes necessários para um bom desenvolvimento do organismo, ou seja, um alimento completo que ofereça os níveis adequados de proteínas, vitaminas, minerais, gordura, fibras entre outros componentes. Além disso, é importante saber que vários tipos de matérias primas podem ser utilizadas na fabricação de rações, e que dependendo da matéria prima (de melhor ou pior qualidade) influenciará consideravelmente o preço final do alimento.

Existe uma “classificação” não oficial, aplicada pelos fabricantes para designar a qualidade das rações: Super Premium, Premium e Standard ou de Combate. Porém vale lembrar que ainda não existe legislação brasileira para adequar as rações a esta classificação adotada pelo mercado.

Rações Super Premium são chamadas assim pois são fabricadas com matérias primas de primeira qualidade, com ótimo aproveitamento pelo animal. Neste caso são utilizados como base proteína animal, podendo ser carne, frango, peixe, em alguns casos até carne suína com tratamento especial, e os vegetais utilizados são os de melhor absorção pelos cães e gatos, como o arroz, por exemplo.

Já as rações Standard ou de “Combate” utilizam matérias primas de qualidade inferior, como subprodutos animais (chifre, casco, penas, bicos, farinhas entre outros..) e proteínas de origem  vegetal com pouco aproveitamento, como trigo, soja e milho.

As Premiuns são intermediárias entre Super Premium e Standard.

E o que isso significa para o animal? Quanto melhor a matéria prima utilizada, melhor será o aproveitamento do alimento pelo cão ou gato, ou seja, ele realmente utilizará todos os componentes daquele alimento pra um desenvolvimento e manutenção ideal do organismo.

Dentro destas 3 “classificações”  ainda encontra-se ração destinada a Filhotes, Adultos e Idosos,  isso porque cada fase da vida tem necessidades diferentes. Por exemplo, um filhote em pleno desenvolvimento precisa de proteínas e minerais suficientes para uma boa formação do esqueleto, enquanto um animal idoso, já começa ter declínio de suas funções orgânicas, precisando menos de determinados componentes.

Além desta classificação básica das rações de manutenção, existe outras rações especiais, como as destinadas as raças específicas que leva em consideração particularidades raciais que podem sofrer influência positiva ou negativa de determinado alimento, e as rações terapêuticas, que são obrigatoriamente de prescrição veterinária, pois são destinados a animais portadores de alguma doença, e que se beneficiam com uma nutrição clínica de acordo com o problema (insuficiência renal, cardíaca, diabetes, obesidade).

Existe também a opção de ração seca e úmida (latas, saches), cuja composição básica das duas é a mesma da ração seca equivalente, porém a  úmida além de conter mais água  (o que é benéfico em alguns casos) acaba se tornando mais palatável pela  forma, consistência e pelo odor que exala.

Para que a ração seja bem aproveitada pelo seu animal, deve-se ainda levar em consideração outros detalhes:

  • tipo de alimento oferecido de acordo com a raça, porte, idade e nível de atividade física;
  • quantidade diária oferecida, de acordo com o peso, idade e porte;
  • frequencia  diária de alimentação;
  • armazenamento da ração.

A escolha de um bom alimento para um cão ou gato é essencial  para manutenção da saúde, pois através de uma nutrição adequada é possível prevenir, retardar e tratar diversos problemas de saúde.

ALERTA CRMV-SP: As rações vendidas à granel, em sacos abertos ou outros recipientes que mantenham o produto em contato com o ar e que permitam seu manuseio podem ser facilmente contaminadas por fungos presentes no ambiente, como é o caso dos gênerosPenicillium spp.Aspergillus spp.Rhizopus spp. e Fusarium spp. Esses agentes colonizam a ração, especialmente quando a umidade e a temperatura são favoráveis, se multiplicam e produzem micotoxinas. Leia a matéria em: http://www.crmvsp.org.br/site/noticia_ver.php?id_noticia=2174

REGRAS DE ETIQUETA DOS GATOS

AUTOR DESCONHECIDO – PUBLICADO EM http://www.revistapulodogato.com.br/pulodogato/materias.php 

…….TUDO QUE ELES FAZEM É FRIAMENTE CALCULADO……

          Determine logo qual é a visita que detesta gatos, e sente no colo dela durante toda a noitada. Ela não terá coragem de empurrá-lo para o chão e pode ser até que venha a dizer “Gatinho bonito!”. Se você estiver com bafo de comida de gato, melhor ainda.

          Se você tiver que vomitar, pule rapidamente no sofá. Se o sofá estiver longe demais, procure um bom tapete.

          Para sentar no colo ou se esfregar em perna de gente usando calça comprida, escolha, de preferência, cores contrastantes com as suas.

          Acompanhe, sempre, as visitas que vão ao banheiro. Não é necessário fazer nada. Basta sentar e ficar olhando.

          Trate as visitas que digam “Adoro gatos!” com total desprezo, e esteja pronto a unhar suas meias ou, eventualmente, morder seus calcanhares.

          Não permita portas fechadas em cômodo algum. Para abrir uma porta, apóie-se nas patas traseiras e bata nela com toda força que tiver nas dianteiras. Quando a porta for finalmente aberta para você, não é necessário usá-la; você pode mudar de idéia tranqüilamente. Quando você ordenar a abertura de uma porta que dê para fora, pare exatamente no meio do caminho, entre a porta e o vão, e aproveite para pensar sobre diversas coisas. Isso é particularmente importante em noites muito frias, e em épocas de mosquitos.

          Se uma pessoa estiver ocupada e outra à toa, fique com a ocupada. Se alguém estiver lendo, chegue bem perto, e dê um jeitinho de meter o focinho entre o livro e a cara da pessoa. Desconsidere isso em casos de leitores que abrem livros ou jornais em cima da mesa; aí, basta deitar em cima do que estiver sendo lido.

          Se algum dia encontrar uma senhora tricotando, suba no colo dela e deite. De repente, estique a pata e, como quem não quer nada, dê um bom tranco nas agulhas. Observe os acontecimentos: isso se chama perder o fio da meada, e a senhora tentará atrair sua atenção para outras partes da casa. Ignore-a.

          Quando encontrar alguém fazendo o dever de casa sente-se na folha de papel que estiver sendo trabalhada. Depois de ter sido removido de lá pela terceira vez, vá para outro canto da mesa e empurre tudo que se mexa: lápis, cola, tesoura e o que mais houver.

          Durma bem durante o dia para estar novo em folha, e pronto para brincadeiras, entre 2 e 4 horas da manhã. Se seu humano trabalhar durante a noite, modifique seus hábitos de sono para poder estar com a corda toda entre as 10h e o meio-dia.

Cartoons Hallmarks of Felinity

http://toons.gotblah.com/hallmarks_of_felinity/

YOGA CATS

FLORIDA SPOTS

Publicado em http://www.revistapulodogato.com.br/pulodogato/ – REVISTA PULO DO GATO – escrito pelo Médico Veterinário Mauro Luis da Silva Machado, coordenador do Serviço de Dermatologia Veterinária (Dermatovet) – Hospital de Clínicas Veterinárias da UFRGS – Porto Alegre RS.

JÁ OUVIU FALAR EM FLORIDA SPOTS? É UMA DOENÇA QUE AFETA OS OLHOS DO ANIMAL, NÃO TEM CURA E É MAIS COMUM DO QUE OS DONOS DE PET PENSAM.

              Alterações oftálmicas nos animais de companhia são facilmente observáveis pelos seus donos e constituem-se uma grande parcela dos motivos das visitas aos consultórios veterinários.

                 Em cães e gatos, observa-se frequentemente opacidades na córnea, denominadas “Florida spots”, de coloração acinzentada ou branca e de tamanho variado. Acomete também, embora mais raramente, equinos e alguns pássaros. Esta anomalia foi descrita pela primeira vez em gatos no Sul do Flórida, EUA, o que explica a origem de seu nome. Em outras regiões do mundo, como a América do Sul, observa-se mais frequentemente em áreas tropicais ou subtropicais, por isso também é denominada “ceratopatia tropical”.

(imagem http://www.aamefe.org/florida_spots.htm)

                   Apesar de localizar-se na córnea, que é a camada transparente externa localizada no centro do globo ocular, que permite a entrada da luz no olho, esta doença é frequentemente confundida pelos proprietários com a “catarata”, que é uma doença que afeta o cristalino, estrutura localizada mais profundamente no globo ocular, atrás da íris (a estrutura muscular que define a “cor” dos olhos).

                      Florida spots caracteriza-se por opacidades visíveis a olho nu, e podem ser únicas ou multifocais, radialmente simétricas, com a região central mais densa, podendo se apresentar uni ou bilateralmente. Essas opacidades encontram-se profundamente na córnea. As lesões variam em tamanho de 1 a 8 mm de diâmetro e são tipicamente múltiplas. Não se observam outras anormalidades e a condição é não progressiva.

             Os olhos não apresentam sinais de inflamação ou desconforto e não respondem ao tratamento com antifúngicos ou corticosteroides. A visão também não é afetada significativamente.

                       Não se conhece o mecanismo patogenético desta alteração, embora já tenham sido sugeridos como possíveis causas agentes físicos como o excesso de luz ultravioleta, uma reação alérgica ao pólen e agentes infecciosos como microbactérias. Em estudo feito no Hospital de Clínicas Veterinárias da UFRGS em 2001, os animais mais afetados foram os que tinham contato com outros gatos, o que reforça a hipótese de a doença ser de origem infecciosa e transmissível, porém sem comprovação.

Portanto, se você observar manchas nos olhos dos seus animais, procure um veterinário oftalmologista para realizar o diagnóstico correto, pois existem outras doenças que também causam manchas na córnea e podem ser de maior gravidade ou tratáveis. (Imagem http://www.aamefe.org/florida_spots.htm)

A IMPORTÂNCIA DA SOCIALIZAÇÃO

Publicado no site http://www.tudogato.com/ , escrito por Cassia Rabelo Cardoso dos Santos, adestradora da Cão Cidadão (www.caocidadao.com.br)

(imagem TudoGato.com)

            Atualmente, os gatos vêm se tornando companhia cada vez mais presente nos lares brasileiros. Ainda perdem em número para os caninos, mas é crescente o número de pessoas deste imenso país que vêm se apaixonando pela companhia cativante deste ronronante animal de estimação…

     Esse aumento acaba gerando, também, mudança na mentalidade das pessoas quanto à forma com que abrigam os felinos de estimação. Especialmente nos grandes centros urbanos, vem sendo afastada a ideia de que os gatos domésticos devem ter vida livre, ou seja, podem ir e voltar para casa, a seu bel prazer. É indiscutível que criar um gato desta forma aumenta as chances de acidentes e morte prematura, razão pela qual vem sendo difundindo que aos gatos não se deve permitir sair livremente, mas sim serem mantidos em nossos lares, protegidos dos perigosos agentes externos.

              Mas, por outro lado, gatos criados nestas condições podem acabar sendo privados, durante toda a vida, do convívio saudável com outros de sua espécie, cães e seres humanos em geral.

       Gatos, por natureza, são animais retraídos, que costumam se sentir mais confiantes com pessoas e ambientes conhecidos, ou seja, onde detenham o controle do ambiente. (Imagem Simon’s Cat)

                 Ora, privar um gatinho do convívio com companheiros de sua espécie, bem como outros animais e seres humanos pode prejudicar, no futuro, sua adaptação a situações, locais e pessoas diferentes, gerando alto grau de estresse toda vez que for obrigado a se deparar com circunstâncias diferentes daquelas a que esteja habituado.

           Assim, uma medida essencial para garantir ao gato uma vida adulta sem grandes sobressaltos quando deparado com novas realidades, é providenciar uma boa socialização na fase de filhote. Isto significa permitir a este filhote que seja apresentado ao maior número possível de pessoas e animais diferentes, sempre de forma positiva, objetivando fazê-lo acostumar-se mais facilmente a estas novidades.  No período de socialização, todos os laços afetivos (com animais da mesma ou de diferentes espécies) são formados e, por este motivo, constitui-se no período mais importante na vida do gato. 

               A chamada fase de socialização primária é bastante curta nos filhotes de felinos domésticos, ocorrendo, em média, da 2ª a 9ª semana de vida do bichano. Nem sempre é possível que o gatinho que iremos adotar esteja em casa dentro deste período. Mas, caso seja possível conhecê-lo durante nesta fase (mesmo que esteja ainda com a mãe), é importante prezar por um bom trabalho de socialização.

           E o que significa fazer um bom trabalho de socialização? Esta tarefa consiste em permitir ao filhote vivenciar o maior número de experiência envolvendo várias pessoas diferentes, outros gatos e animais (como cães e pássaros). E isto deve envolver, sempre, manuseio gentil e bastante frequente dos filhotes, que deve ser recompensado por todos os comportamentos amigáveis que demonstrar. Esta recompensa pode consistir em ração úmida para filhotes, que eles costumam adorar! Gatos manuseados por vários seres humanos na fase de socialização primária costumam ser muito menos arredios a pessoas, se comparados àqueles que tiveram pouco contato com humanos na fase de socialização.

                     Um bom exemplo de trabalho de socialização entre filhotes de gatos e crianças é colocar um pouco de ração úmida numa colher e deixar que a criança vá oferecendo ao gatinho, enquanto brincam. Da mesma forma com pessoas que tenham contato com o gatinho, que deve ser pego no colo e acariciado gentilmente.

       Prezar por uma boa socialização permitirá que o gatinho se torne facilmente adaptável a presença de seres humanos, sendo receptível às visitas que chegam ao seu “território”. Assim, tenderá a se mostrar tranquilo e receptivo sempre que pessoas novas visitem a casa da família, sem que esta experiência se torne algo amedrontador e o faça esconder-se num cômodo até que os “invasores” deixem o ambiente…

                Desta forma, conclui-se que fazer um bom trabalho de socialização com um filhote de gato que acaba de chegar ao novo lar é essencial para que se torne um adulto equilibrado e facilmente adaptável a novas pessoas e animais, sem que tal fato seja sinônimo de alto nível de estresse, tornando a convivência mais harmônica para todos! 

OS CHEIROS DOS GATOS

Publicado na Revista Pulo do Gato (http://www.revistapulodogato.com.br), por Luciana Deschamps, Médica Veterinária Especialista em Felinos, da Clínica Veterinária Sr. Gato, em São Paulo, SP (www.clinicasrgato.com.br)

# Gatos são, por excelência, animais muito limpos. Passam boa parte do dia se lavando e cuidando do seu pelo. Sua língua foi feita para isso, pois é coberta de papilas que agem como um pente, eliminando sujeiras, pelos mortos, poeira etc. Além de se limparem, não suportam pisar em locais molhados, evitando, também, pisarem na urina e fezes. Gatos de apartamento e de pelo curto não precisam tomar banho.

Se ele tiver acesso ao jardim, pode, em casa, fazer um banho seco, eventualmente. Se o pelo do gato for longo, deve-se fazer a escovação, no mínimo, duas vezes por semana, para eliminar os nós e pelos mortos. Se o pelo fizer nó facilmente, ele pode tomar banho a cada 45 dias, caso contrário, a cada dois meses, é mais do que suficiente.

# Procure manter as caixas higiênicas sempre limpas, para que não exalem cheiro algum. Se a casa está com cheiro ruim, a culpa não é do gato, é do dono, que não fez a limpeza diária das caixas.

# Na espécie felina, existem os gatos braquiocefálicos (como Persas e Exóticos), que tendem a apresentar um bloqueio no canal lacrimal, causando lacrimejamento e, em alguns casos, aparecendo uma secreção escura , que ocorre por causa da oxidação dos componentes da lágrima, quando entra em contato com o ar, provocando um odor característico.

# Em sua rotina, os felinos se limpam durante uma boa parte do dia, para não deixar vestígios de comida e cheiro em seu pelo. É fundamental lavar muito bem os seus utensílios, como banheiros, pratos e bebedouros. Eles são exigentes por natureza, por isso precisamos entender suas necessidades.

# Lave sempre todos os seus pertences com detergente de louça neutro, e se quiser, no final, com água quente. Gatos são tão cuidadosos, que fazem questão de esconder suas fezes e urina, evitando que o cheiro sinalize sua presença.

# Cada espécie tem suas características próprias, e, para lidar com a questão de odores fortes, basta ter um pouco de conhecimento sobre a espécie que você adotou e seguir regras básicas de higiene, e o problema, certamente, será minimizado.

# Se o dono do gato perceber que ele está exalando algum odor desagradável, deve levá-lo ao veterinário com urgência, a fim de identificar a causa (doença periodontal, uremia, infecção urinária, abcesso, otite, etc).

ANEMIA NA DOENÇA RENAL EM GATOS

Adaptado de artigo escrito por Tathiana Mourão dos Anjos no site Revista Veterinária (link original  http://www.revistaveterinaria.com.br/2012/07/17/anemia-na-doenca-renal-cronica-em-pequenos-animais/

A anemia é bastante comum em gatos portadores de doença renal crônica (aproximadamente 30 a 70%), e ocorre especialmente em estágios mais avançados da nefropatia crônica (estágio III e IV – classificação IRIS da doença renal crônica). Deve sempre ser tratada quando o hematócrito do paciente for inferior a 20% (objetivando a obtenção de valores entre 30 a 40%) e/ou quando o paciente apresentar sinais clínicos que possam ser atribuídos à anemia (como perda de apetite, letargia e fraqueza).

Diminuição na produção de eritropoietina, por lesão das células endoteliais peritubulares renais, perda de vitaminas do complexo B (devido à intensa poliúria) e diminuição no tempo de vida das hemácias (pelo estresse oxidativo e pelos efeitos tóxicos das substâncias retidas como uréia, fenóis e outras) são causas importantes de anemia no paciente doente renal crônico. Outras causas são ulceração gastrointestinal, com consequente perda sanguínea, disfunção plaquetária (decorrente da uremia) e deficiências nutricionais(que determinam alterações nas concentrações plasmáticas de aminoácidos e de hormônios).

Dependendo do grau de anemia, o tratamento consiste em suplementação com eritropoetina, ferro e vitaminas do complexo B a fim de estimular a eritropoiese, transfusão de sangue e administração de bloqueadores H2 para evitar perda de sangue gastrointestinal, além do controle da uremia por meio de fluidoterapia e dieta específica para nefropatia crônica.

Ainda não é possível afirmar se a anemia representa um fator preditivo de sobrevivência em gatos com doença renal crônica, mas certamente a obrevida de pacientes nefropatas crônicos é influenciada negativamente pela anemia, sendo um fator bastante comprometedor de qualidade de vida. Portanto, é de extrema importância reconhecer e diagnosticar a anemia no paciente portador de doença renal crônica para que uma terapia apropriada possa ser implementada com o objetivo de oferecer melhor qualidade à vida desse paciente.

OLHO DE GATO

PUBLICADO NA REVISTA PULO DO GATO (http://www.revistapulodogato.com.br).  

Escrito por Simone Carvalho dos Santos Cunha, Médica Veterinária que atua em radioterapia, clínica médica de felinos, clínica médica geral e clínica oncológica no Rio de Janeiro, RJ.(www.oncopetveterinaria.com.br) 

O felino é um caçador de hábitos noturnos e, por isso, sua visão é muito superior a dos humanos no período noturno. Não é verdade que eles enxergam na completa escuridão, mas seus olhos conseguem captar mínimas quantidades de luz existente em um ambiente. Semelhantes aos humanos, os gatos possuem na retina células receptoras que captam a luz.

O que há de diferente é que a luz, ao passar por essas células, se reflete no Tapetum lucidum, uma espécie de espelho que tem cerca de quinze camadas de células brilhantes. A luz volta refletindo e tocando novamente as células receptoras.

Devido a esse mecanismo, os gatos precisam de 6 vezes menos luz pra enxergar do que o ser humano. Também o brilho dessa membrana (Tapetum lucidum) é que provoca aquele efeito de luminosidade que percebemos nos olhos dos gatos no escuro, como se fossem faróis.

Outro mecanismo da visão é a dilatação pupilar. A pupila dos gatos dilata ou contrai conforme a quantidade de luz presente, permitindo uma melhor visualização do ambiente. É por isso que seus donos observam que, durante o dia, a pupila fica como uma linha vertical e à noite se torna redonda.

No entanto, os felinos têm uma menor acuidade visual quando há muita luz. Eles têm apenas 10% da nossa capacidade de visualizar imagens detalhadas. As mesmas estruturas oculares responsáveis por maximizar a visão noturna também diminuem a resolução das imagens.

Felinos têm uma visão panorâmica de cerca de 200 graus, ou seja, muito maior do que a nossa. Isso também é importante no seu hábito de caça.

A possibilidade de visualizar as cores é controversa. Estudos já conseguiram comprovar que os componentes oculares e cerebrais necessários para a visualização e discriminação das cores existem no olho felino, embora com algumas limitações e sem a certeza do quanto são funcionais. Já foi provado que os gatos são capazes de diferenciar certas cores, desde que o objeto colorido não esteja muito distante de seus olhos.

Os gatos também possuem uma terceira membrana protetora dos olhos, chamada de membrana nictitante. Essa membrana fecha parcialmente quando o gatinho está doente.

GATOS CONQUISTAM BRASILEIROS E POPULAÇÃO CRESCE MAIS QUE DE CÃES

REPORTAGEM EXIBIDA NO PROGRAMA BOM DIA BRASIL EM 02/07/2012 MOSTRA O ESPAÇO QUE OS GATOS TEM NOS LARES BRASILEIROS HOJE. A POPULAÇÃO DE GATOS CRESCE 8% AO ANO NO BRASIL, ENQUANTO A DE CÃES CRESCE 4%!

CLIQUE NO LINK VEJA O VÍDEO NA ÍNTEGRA: GATOS CONQUISTAM BRASILEIROS E POPULAÇÃO CRESCE MAIS QUE DE CÃES

As pessoas estão trocando de melhor amigo. Os gatos estão conquistando corações. Eles se adaptam bem a apartamentos, não precisam passear com o dono e não fazem barulho. Por isso, a população de gatos domésticos tem crescido muito mais rapidamente que a de cães.

Os cachorros perdem espaço na ONG de animais abandonados. De cada dez bichos adotados, sete são gatos. Karla já escolheu um. Carrega as fotos dele no celular. Falta só convencer o marido: “Eu não quero porque tenho receio. Tenho cachorro. Sempre tive cachorro”, diz o marido Sérgio.

“Se a gente quiser viajar, a gente pode ir tranquilo. Deixa ele lá. Põe a comidinha dele ele fica, tranquilo. Se vira bem”, comenta Carla.

A bancária Cristina tem dois no apartamento: “Acho que cachorro é mais fácil de as pessoas se apaixonarem, porque automaticamente cachorro já conquista todo mundo. Enquanto que o gato a gente tem que conquistá-lo primeiro”.

Nos Estados Unidos, o número de gatos domésticos já supera o de cães. O Brasil segue o mesmo caminho. O número de casas com gatos de estimação é cada vez maior.

O mercado brasileiro de produtos para animais domésticos já percebeu essa tendência. Espera para este ano um crescimento maior da população de gatos do que de cachorros. Aí surge todo tipo de produto: ração específica, areia importada para o bichinho fazer xixi. Uma até mostra se existe algum problema na urina. Surgem também os brinquedinhos. Os arranhadores gigantes são os preferidos deles.

Claudia e Fabio gastam R$ 1,7 mil por mês com os gatos. São 14 espalhados pelo apartamento: “Ter três gatos no apartamento muita gente nem percebe e, às vezes, um cachorro o bloco inteiro reclama”, opina Fábio Rinaldi.

“É diferente. Ele é fiel também, companheiro, mas existe o momento dele. Então você tem de respeitar o momento dele e o seu momento. Você quer o carinho dele e ele não quer o seu colo. Então você tem de respeitar individualidade dele. Ele tem personalidade forte. É o momento dele. Mas o momento dele é muito bom. Tão bom quanto o cachorro. Mas a nossa preferência é gato”, diz Claudia.

No Brasil, a população de cães cresce cerca de 4% ao ano. A de gatos cresce o dobro: mais de 8% ao ano.

HIPERSENSIBILIDADE À PICADA DE PULGA EM FELINOS

Postado por Luciana Marchioro, Médica Veterinária Dermatóloga (especialização em Dermatologia Veterinária). Atua em Caxias do Sul.

Dentre as dermatopatias (doenças de pele) que acometem felinos, pode-se citar a dermatite alérgica à picada de pulgas ou saliva de pulgas (DAPP), ou tecnicamente, hipersensibilidade à picada de pulgas em felinos, patologia de extrema importância para fins de diagnóstico diferencial de outras patologia de pele.

Nesta patologia, a pulga é desencadeadora do processo, sendo a causa uma alergia, ou seja, uma deficiência genética no processo imune que gera uma resposta alérgica a saliva deste ectoparasita (pulga). É importante salientar que no gato alérgico não há necessidade de haver uma infestação exagerada de pulgas, uma única e solitária pulga e sua picada são suficientes para iniciar a crise alérgica com intensa coceira e várias lesões.

Em relação a faixa etária, é normal o seu aparecimento em qualquer fase da vida do animal, sendo mais comum na idade adulta entre 3 e 6 anos. Não há predisposição por sexo ou raça.

O quadro clínico se manifesta com prurido (coceira) intensa e lesões na pele como consequência. As lesões podem ser de várias maneiras, desde bolinhas pelo corpo, como falhas de pelos no abdomem,  pescoço, cabeça, também  erupções e crostas ao longo de toda extensão corporal, e inflamação e bolhas formando um “cordão”, sendo este um padrão dermatológico felino conhecido como dermatite miliar, e espessamento do lábio superior, sendo conhecido como  úlcera indolente, também padrão de outras patologias felinas.

Por tratar-se de uma doença de origem genética crônica, não apresenta cura, mas apresenta um fácil controle, sendo necessário o comprometimento do proprietário. O tratamento baseia-se em tirar o animal da crise alérgica, e o controle da doença está diretamente relacionado ao controle de pulgas no animal e no ambiente.

 Vale ressaltar que somente o médico veterinário tem condições de fazer a diferenciação clínica e se necessário com ajuda de exames adicionais, pois todas dermatopatias apresentam padrões lesionais bem parecidos, e até doenças sistêmicas podem apresentar lesões dermatológicas que aos leigos pode confundir.

VÔMITO CRÔNICO EM FELINOS

Por Patrícia Nuñez Bastos de Souza, Médica Veterinária. Publicado no site da Revista Pulo do Gato. www. revistapulodogato.com.br

Todo proprietário de gatos já se deparou com uma surpresa não muito agradável em alguns lugares também não muito comuns: o vômito. Esta é uma queixa bastante comum especialmente na clínica de felinos. Na maioria das vezes há raros episódios, com intervalos de tempo espaçados, que normalmente não tem muito significado clínico quando não está acompanhado de outros sintomas. Porém, se seu bichano vomita pelo menos uma vez por semana, é necessário levá-lo ao veterinário para um check-up e tentar descobrir qual a causa deste sintoma. Observe qual o conteúdo do vômito e se há algum outro sintoma, como a perda do apetite, emagrecimento, diarréia e prostração.

Estamos falando aqui de ocorrências únicas diárias de vômitos, alternados com grande espaço de tempo sem qualquer alteração (quadro crônico), e não quando seu gato começa a vomitar várias vezes num mesmo dia (quadro agudo), pois neste caso você deverá levá-lo imediatamente ao veterinário, para que ele não desidrate.

Alguns animais logo após se alimentarem expelem o alimento ingerido. Isto é chamado de regurgitação, pois o conteúdo não chegou ao estômago e, normalmente, é eliminado com uma forma cilíndrica (forma do esôfago) e o alimento não está digerido. É comum após a regurgitação o gato ingerir este conteúdo novamente (eca! não se assuste, este é um comportamento normal). No caso do vômito, o animal elimina secreção gástrica, a consistência é mais aquosa e pode haver bile, possui um odor um tanto característico e o que foi ingerido pelo gato se encontra digerido.

A recorrência do vômito em gatos pode ter várias razões, pode não ter significado clínico, ou indicar ingestão excessiva de pêlos, por falta de escovação ou por alteração comportamental (o gato arranca os pêlos compulsivamente), ou, ainda, por problemas como alergia alimentar, gastrite, ingestão muito rápida de alimentos, lipidose hepática, obstrução intestinal e outros. Vamos comentar aqui as causas mais freqüentes.

PELOS: A formação de bolas de pêlo no estômago é a principal causa de vômito. Os gatos ingerem pêlos ao se lamberem e, algumas vezes, esses pêlos causam no estômago alterações na motilidade e irritação da mucosa gástrica (gastrite). A forma simples de se evitar ou minimizar o problema é a escovação diária, a favor e contra o sentido do pêlo. Gatos de pêlos longos apresentam mais problemas, mas os de pêlo curto padecem do mesmo mal. Além da escovação há alguns produtos que ajudam o felino a expelir as bolas de pêlo.

ALERGIA ALIMENTAR: Mudanças súbitas na dieta como a troca de ração também podem desencadear vômitos. Observe se a ocorrência do problema está ligada a estas causas e converse com o veterinário. Existem rações hipoalergênicas no mercado (para animais sensíveis), que diminuem ou evitam a intolerância alimentar. Às vezes uma simples mudança de ração já resolve o problema.

CORPO ESTRANHO: Devido à curiosidade dos gatos, existe a possibilidade de ingestão de objetos que podem obstruir o trato digestivo e ocasionar vômitos. O mais comum é a ingestão de corpos  lineares (fios, linhas ou barbantes). Esta é uma condição séria, que requer intervenção cirúrgica, mas que pode se iniciar com vômitos esporádicos. Para o correto diagnóstico são necessários radiografias, ultra-sonografia e um exame clínico apurado.

Existem outras causas de vômitos em gatos, como: parasitismo (vermes), pancreatite, distúrbios hepáticos, infecções, medicamentos, toxinas ou plantas. Leia também sobre Doença Intestinal Inflamatória, causa importante de vômito em gatos (http://blogfelino.wordpress.com/2012/02/09/doenca-intestinal-inflamatoria-dos-felinos/).

Se você se depara com vômito esporadicamente, mas o apetite, a atividade e o comportamento de seu animal são normais, não há necessidade de preocupação. Faz parte do nosso convívio com eles (embora não seja a parte mais agradável!), mas, se vem acontecendo com freqüência, não hesite em contatar o veterinário. Esta é a atitude mais correta a ser tomada. Seu bichano agradece!


CONHEÇA A AIDS FELINA

Postado por M.V. Raquel Redaelli

A AIDS felina é causada pelo Vírus da Imunodeficiência Felina (FIV), semelhante ao vírus humano, porém específico da espécie. O principal modo de transmissão é a mordedura de gato infectado e transfusão de sangue, e menos freqüente a transmissão materna via intra-uterina, colostro e saliva. O grupo de risco inclui os gatos com acesso à rua ou de vida livre, principalmente machos adultos, e aqueles gatos que vivem ou que são procedentes de abrigos ou aglomerações de gatos.

A fase aguda muitas vezes não é detectada, mas quando aparecem sintomas, consistem em febre, depressão, alterações gastrintestinais e aumento de linfonodos periféricos. Passada esta fase, o gato pode se tornar portador assintomático, livre de doença por 6 a 10 anos. Nos estágios mais tardios, os sinais consistem de infecções oportunistas, doenças da cavidade oral, neoplasias, doenças oculares, doença renal inespecífica ou síndrome degenerativa crônica.

           Deve-se suspeitar de FIV em gatos com doenças crônicas e recorrentes, lesões na cavidade oral e infecções aparentemente descomplicadas que não respondem bem ao tratamento.

               Recomenda-se que o gato FIV positivo seja avaliado pelo Médico Veterinário a cada 4 a 6 meses para detecção precoce de alterações. Para prolongar a vida dos gatos infectados, este deve ser mantido isolado de outros gatos para evitar a exposição a patógenos secundários e a transmissão do vírus, evitar as situações de estresse, receber dieta de boa qualidade e manter o protocolo de vacinação em dia (com vacina de vírus inativado).

No Brasil não existe vacina para a Imunodeficiência Felina. O diagnóstico é feito através de kits comerciais que detectam anticorpos de FIV e antígenos de FeLV (Vírus da Leucemia Felina) através do método ELISA (ensaio imunoenzimático), teste rápido e específico que pode ser realizado na clínica. Outros métodos podem ser realizados para confirmar o diagnóstico, enviados a laboratórios externos.

LEIA TAMBÉM:

# QUANDO TESTAR O GATO PARA FIV E FeLV http://blogfelino.wordpress.com/2012/03/30/quando-testar-o-gato-para-fiv-e-felv/

# MANEJO DOS GATOS INFECTADOS POR FIV E FeLV http://blogfelino.wordpress.com/2012/04/05/manejo-dos-gatos-infectados-por-fivfelv/

FÍSTULA PERIANAL EM FELINOS

Publicado no blog da Dra. Melissa Orr – Veterinária de Felinos em Campinas – SP – http://veterinariadefelinos.blogspot.com.br 

            Os sacos anais (glândulas perianais) secretam uma substância de odor fétido que faz parte do sistema de defesa do felino. Muitos gatos domésticos (especialmente os geriátricos) tem estilo de vida sedentário, fazendo com que nunca ocorra a compressão natural dos sacos anais.

Consequentemente, a secreção dos sacos anais fica ressecada e espessada causando uma impactação, o animal sente dor ao defecar e pode ter tenesmo. O gato reage a esta situação lambendo ou mordendo a região perineal. Se ocorrer infecção dos sacos anais a dor aumentará. Pode ocorrer ruptura da pele sobre o saco anal, e então será expelido material purulento ou sanguinolento pelo trajeto drenante que forma uma fístula. A doença de saco anal em cães comumente faz com que o animal arraste os quartos posteriores no chão, porém este não é um achado frequente nos gatos com este problema. Alguns gatos com saculite anal lambem a área perianal e a parte caudal das coxas, o que causa o padrão simétrico de alopecia.

         O tratamento é feito através da compressão manual para remoção da secreção, limpeza e irrigação da região, uso de antibióticos tópicos e uso de antibióticos sistêmicos. Caso este tratamento não seja eficiente, pode-se considerar a drenagem cirúrgica ou mesmo a saculectomia anal (remoção cirúrgica da glândula) em casos recidivantes.

QUEM CONVIVE COM GATOS VIVE MELHOR, SEGUNDO ESTUDO

De ANDA – Agência de Notícias de Direitos Animais. Link original http://www.anda.jor.br/20/05/2012/quem-convive-com-gatos-vive-melhor-segundo-estudo

Por Roberta Oliveira (da Redação – EUA)

Quando você pensa em algo que melhore sua saúde, adotar um gatinho vem à sua mente? De acordo com informações do site Future Medica, profissionais de saúde e pesquisadores afirmam que conviver e cuidar de um gato traz muitos benefícios à saúde.

Baixa o risco de doenças cardiovasculares Um estudo da Universidade de Minnesota descobriu que pessoas quem possuem gatos possuem de 30 a 40 menos chance de morrer de doenças cardiovasculares.

Reduz risco de ataques do coração Não é somente todo o sistema cardiovascular que é beneficiado, mas o coração também.

Melhora o sistema imunológico - Gatos sabem quando você não está se sentindo bem, e oferecem conforto, lhe ajudando a se recuperar, e melhorar o sistema imunológico.

Diminui as chances de desenvolver alergias Se você pretende ter um bebê, adote um gato, pois eles ajudam a prevenir alergias em crianças.

Ajuda a prevenir asma em crianças Além de ajudar a prevenir alergias, há evidências que a convivência com gatos ajuda a prevenir asmas em crianças. O contato com gatos desde criança ajuda a prevenir várias doenças respiratórias.

Reduz pressão arterial Curtir a companhia de um gatinho ajuda a reduzir a pressão arterial. Afagar um gato é relaxante e ajuda a diminuir a pressão.

Baixa os níveis de triglicérides Você pode baixar seus níveis de triglicérides ao se exercitar e comer poucos carboidratos (especialmente alimentos processados). Mas você pode fazer mais. Além de malhar e comer bem, ter um gato também ajuda. Estudos mostraram que possuir um gato diminui os níveis de triglicérides e melhora o sistema imunológico.

Baixa o nível de colesterol Um estudo em 2006 no Canadá mostrou que donos de gatos têm mais sucesso em redução de colesterol, do que pessoas tomando medicamentos.

Reduz risco de derrame Um estudo da Universidade de Minnesota mostrou que donos de gatos têm menos chances de sofrer um derrame.

Reduz estresse Tutelar um gato traz muitos benefícios psicológicos, e um deles é aliviar o estresse. Poder cuidar de um animal, ter um gatinho para abraçar faz você se sentir bem, e reduz o nível de estresse.

Reduz ansiedade Afagar um gato é calmante. Quando você está ocupado cuidando de um gato, você se preocupa menos.

Ajuda com depressão Tutelar um gato não cura a depressão, mas ajuda a não pensar em problemas, e se focar em outras coisas.

Ajuda com autismo O autismo é marcado pela dificuldade de interação social e comunicação com outras pessoas. Possuir um gato ajuda nesses casos.

Reduz a solidão Muitas pessoas possuem sentimento de solidão e acham conforto na companhia de um gato.

Menos visitas ao médico Estudos mostraram que lares para idosos que permitem que os residentes possuam gatos gastam menos com medicamentos.

Vida mais longa Gatos trazem muitos benefícios que podem prolongar a vida de seus tutores.

Adotar é um ato de amor, seja um gato ou qualquer outro animal, e é para a vida toda. Não se está aconselhando ninguém a adotar um gato somente pelos benefícios à saúde. Quem ama seu animalzinho sabe como a relação com eles é especial, assim como o amor incondicional que eles demonstram por nós, e como nós somos os responsáveis pelo bem estar deles.